Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
A roleta da justiça portuguesa
Agora que a Procuradoria Geral da República resolveu abrir um inquérito ao Casino de Lisboa na base de notícias do Expresso, espera-se que respeite as normas da boa concorrência e proceda no mesmo sentido em relação ao caso dos projectos assinados pelo primeiro-ministro e alegadamente da sua autoria, seguindo as informações das notícias do Público. É um jornal que merece igual atenção das autoridades e que também noticiou os diversos passos da atribuição do Casino. Outra atitude não poderá ser considerada justa.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Comentários:
De Tony Ramas a 27 de Fevereiro de 2008 às 17:52
Caro PPM, é, obviamente, um elogio dúbio ! ... Num país de chicos-espertos é uma vocação com muita saìda ! ...


De Paulo Pinto Mascarenhas a 27 de Fevereiro de 2008 às 13:02
Tony Ramas, não percebo se, dito por si, chico-esperto é elogio ou insulto. JN, eu sei que são casos completamente diferentes, não é isso que está em causa.


De JN a 27 de Fevereiro de 2008 às 13:24
Caro PPM,
Então não pode dizer que espera da PGR o mesmo tratamento.
Mesmo que naquela casa também leiam o jornal Público.


De Luis Lavoura a 27 de Fevereiro de 2008 às 13:33
Toda a gente concorda, incluindo o proprio jornal Publico, que fazer aquilo que Socrates alegadamente tera feito, isto e, assinar projetos feitos por outrem, nao e crime.

Logo, nao ha absolutamente nada para a Procuradoria-Geral da Republica investigar. O Publico nao denunciou nada que seja crime. Assinar projetos feitos por outrem e, alias, uma pratica correntissima: faz-se em qualquer escritorio de advogados, engenheiros, ou arquitetos.


De JN a 27 de Fevereiro de 2008 às 13:50
Caro Luís Lavoura,

Não é por ser prática "correntíssima", que deixa de ser crime.
Pelo seu entendimento, deduzo que não considere crime, por exemplo, assinar um livro de presença, ou picar o ponto, por outra pessoa.

Caso tenha dúvidas consulte:

Artigo 100º, Dec.Lei 555/99, de 16 de Dez.

(sem comentários quanto aos advogados)


De Joao D a 27 de Fevereiro de 2008 às 16:31
1. O caso do PM "casas" na Covilhã. Não é crime, é apenas demonstrativo do caracter da personagem. É vulgar...é pulha, é de quem nunca pensou que iria chegar a PM e, portanto, nunca tratou de ter o quintal das traseiras bem arrumado.

2. O outro caso não.....cheira mesmo mal. E oh PPM até lhe fica mal essa defesa a despropósito do Telmo. Deixe-se de lealdades e diga q assinar despachos em véspera de ir embora é sinistro. Mais a mais sobre matérias destas....


De JN a 27 de Fevereiro de 2008 às 12:05
Caro PPM!
Os casos são completamente diferentes.
Um pode ser crime público o outro não.
(ainda nem percebi se a assinatura de favor é crime ou fraude à lei ).

Como juízo precipitado e leviano já conclui que a história do Casino foi um grande negócio para o Estado e para a vida citatina da cidade de Lisboa. Pena ter sido feito a pontapé. Agora resta descobrir as negras e quem as tiver que se aguente.

Sobre o resultado do somatório licenciatura+projectos, já conclui, não levianamente, que se fosse meu concorrente tinha apresentado queixa e pedido esclarecimentos a quem de direito.


De balde-de-cal a 27 de Fevereiro de 2008 às 08:48
esta republiqueta nacional-socialista é um casino no sentido italiano (casa de tias) onde arremetem ferozmente contra o contribuinte (nunca fui cidadão em portugal) o conde drácula do fisco e o frankenstein do zézinho sempre em festa


De Tony Ramas a 27 de Fevereiro de 2008 às 10:07
Que o Sr. PM não passa de um chico-esperto, nós jà sabiamos.
O engraçado aqui é comparar as evidências e alegações de que um responsável de um dos partidos da coligação governamental terà feito a ponte entre o Ministério do Turismo, respectiva Secretaria de Estado para, a pedido "quase imperceptível" de uma empresa que tudo ganhou com as decisões do anterior presidente da CML e ex-PM, lesar o Estado em vários milhões de Euro com a alteração de um decreto-lei e o facto de o actual PM ter também alegadamente assinado projectos de colegas e ter recebido indevidamente a subvenção de exclusividade parlamentar hà cerca de 20 anos.
O facto de o PM não ter alegadamente respeitado a exclusividade a que se tinha comprometido deve ser investigada per uma comissão parlamentar porque é um facto eminentemente POLÍTICO e que diz respeito à vida da instituição Parlamento. São (serão) reveladoras do caracter do Sr. "Eng." Pinócrates ...
As alegações contra responsáveis do CDS/PP que, ao nível do Min. do Turismo e Secretaria de Estado do Turismo alterarão a redacção de um decreto-leia a pedido de uma empresa para benefício directo desta e como contrapartida de emprego para um dos intervenientes directos, constituem GRAVES indicios de CRIME de CORRUPÇÃO e TRÁFICO de INFLUÊNCIAS como parecem revelar as transcrições das escutas que recentemente vieram a pùblico e são relevantes quer politicamente quer criminalmente, se e quando provadas.
Não são propriamente um toma-là-dà-cà nem são ambas relevantes do ponto de vista criminal, nem terão a mesma relevância política ... O engraçado é não só tentar por as situações no mesmo patamar mas perceber como é que a seguir a revelações que comprometem um sector político (partidos da oposição/governo) se segue logo uma de sinal contrário ... Estava à espera na gaveta ...


De Euroliberal a 27 de Fevereiro de 2008 às 10:28
Pois é, é uma chatice. Os seus amiguinhos Paulo e Telmo já estão à pega...


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