Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
O outro Sistema

Ainda antes de se começarem a ouvir as críticas mais ferozes contra a crescente promiscuidade do Estado com entidades privadas, o gestor
António Carrapatoso escrevia na revista
Atlântico de Fevereiro um artigo a denunciar a existência de um outro "
sistema", certamente mais relevante para o país do que aquele que existe no futebol. Um "sistema" em que, passo a citar, “alguns grupos políticos, de um só partido ou do bloco central de interesses, vão repartindo com escasso critério profissional e de mérito os lugares públicos e para-públicos. Desde o funcionalismo até às colocações nas empresas participadas pelo Estado”.
Um "sistema" onde, cito de novo, “a elevada promiscuidade entre o poder político e o poder económico resulta em primeiro lugar do posicionamento e acção de governantes e outros agentes", não se promovendo "a clarificação da fronteira entre o poder político e o poder económico”.
Pela sua actualidade, publicamos o artigo na íntegra aqui mesmo, em
página própria.
A
ler.
lipemarujo, talvez fosse mais correcto eu ter escrito que "dizem existir no futebol". Essa frase é minha, mas acho que se formos ver o que se está a passar nos tribunais de Gondomar, árbitros, etc., que existe, existe...
De Jorge Teixeira a 27 de Fevereiro de 2008 às 20:42
"O elevado peso e âmbito de intervenção do Estado (central, regional e local) e a sua apropriação por grupos corporativos"
Apoiado. O socialismo vigente evita a criatividade e beneficia a ilegalidade sem qualquer dúvida. Heranças de um salazarismo difuso absorvido em paradoxo pelos socialistas.
De Eduardo Oliveira a 27 de Fevereiro de 2008 às 20:44
Quem resume com nitidez cristalina é o PPM com o neo-socialismo. Chamo-lhe eu neocorporativismo socialista do Estado que temos. Bem-hajam.
"aquele (sistema) que existe no futebol"...
De
ruycaldas a 27 de Fevereiro de 2008 às 20:09
Não confundamos Estado com a classe politica portuguesa. Esta é de facto "asfixiante, corruptora do desenvolvimento do País, que atrai os maus agentes privados", só que os Estado não tem culpa da corrupta e incompetente classe politica que o País tem.
De Mário Cardoso Silva a 27 de Fevereiro de 2008 às 19:06
Excelente visão do estado do Estado asfixiante, corruptor do desenvolvimento do País, que atrai os maus agentes privados. Prossigam este caminho!
De
ruycaldas a 27 de Fevereiro de 2008 às 18:54
Pois, o Carrapatoso aproveita o mal estar nacional para tentar levar a água ao seu moinho que deixou claro no seu texto:
" O elevado peso e âmbito de intervenção do Estado ", que como se sabe, é o primeiro ponto doutrinário da cartilha dos neoliberais.
Tudo o resto, que Carrapatoso diz está enquinado por este primeiro objectivo dos neoliberalismo.
Não são as receitas neoliberais que proporcionam o maior desenvolvimento e melhoria das condições de vida das populações como está demonstrado com a crise actual nos principais países europeus.
Pelo contrário, os países nórdicos, com politicas verdaeiramente sociais democratas vêm ao longo dos anos a alcançar ídices de PIB superiores aos restantes países europeus e mesmo os US.
Hoje, o discurso neoliberal é perfeitamente retrógado ainda que por cá apareça como novidade.
De
Pedro Sá a 28 de Fevereiro de 2008 às 09:23
Tretas. O artigo é mesmo muito mau. Um deserto de ideias. É confrangedor como é que lhe dão tempo de antena especial. Ou será só porque diz aquilo que vocês já repetiram inúmeras vezes (e que p.ex. o PPM consegue fundamentar bastante melhor) e é CEO de uma empresa de sucesso ?
De Fernando Ferreira a 28 de Fevereiro de 2008 às 13:06
Inveja, sempre a inveja, mesquinha inveja. Porventura pretendiam espaço apenas para os intelectuais dos blogs? António Carrapatoso exibe superiormente a sua independência e a sua capacidade para formular ideias e apontar caminhos de liberdade em Portugal. O que está o PSD à espera se é este o líder esperado? S
De Fernando Ferreira a 28 de Fevereiro de 2008 às 13:06
Perdão, só faltava mais essa.
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