Terça-feira, 11 de Março de 2008
Da libertação da mulher (IV)
Com a devida vénia, a capa do DN de hoje. Ao centro, Fernanda Tadeu, mulher de António Costa, ex-número dois de José Sócrates, com círculo e tudo, para não restarem dúvidas: 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Comentários:
De PR a 11 de Março de 2008 às 17:59
Realmente está muito bem apanhado. Faz lembrar a fotografia do inspector da ASAE a fumar no Casino, embora num contexto diferente...


De Tiago Mendes a 11 de Março de 2008 às 17:59
Deixe-me repetir mais uma vez: a capa atesta o estado de podridao a que o DN chegou. Nao abona necessariamente a favor do que o Paulo escreveu. Isto nao e' noticia, como tambem nao e' noticia o divorcio de Sarkozy. (Que e' "mais" noticia mas que nunca justificaria uma capa). Esta capa e' sensacionalista e a prova de que o DN se transformou num Correio da Manha. Alias, sera facil procurar posts passados do Paulo em que ele critica (e bem) a decadencia recente do DN. Mas agora, em sua defesa, cita o DN. Conhecemos a tactica, sabemos como isto nao acaba.


De Tiago Mendes a 11 de Março de 2008 às 18:03
PR: deve estar a faltar-lhe qualquer coisa nessa sua analise. Na capa com o director da ASAE a fumar noticiam-se duas coisas: uma possivel transgressao da lei e uma possivel contradicao entre um espirito implacavel contra o fumo e o comportamento pessoal. O assunto e' eminentemente publico, nao e' privado. Releva o facto de ser o director da ASAE a fumar pela possivel contradicao - mas importa que ele fume apenas porque o faz num sitio publico onde isso possa (interpreto 'a incerteza da altura) ser ilegal. Seria inconcebivel fazer uma capa (moralista) desse senhor ou outro a fumar num sitio onde isso fosse legal.

No caso da mulher de Antonio Costa, trata-se de uma manisfestacao individual de cidadania. Nao ha' qualquer ilegalidade e nao ha' qualquer "contradicao", a nao ser que o PR, 'a laia do PPM, considere haver certos "deveres de lealdade" para com o marido, quando este tenha certas responsabilidades politicas. Se assim nao for, e' o que, entao? O facto de a dita senhora parecer gritar algo alto e bom som? Pois se esta' numa manifestacao, e' natural que assim seja, ou nao?


De PR a 11 de Março de 2008 às 19:55
Caro Tiago Mendes: O meu comentário dirigia-se apenas e só ao lado jornalístico da coisa. Jornalisticamente falando, terá de concordar que a fotografia está bem apanhada, porque vende e porque levanta polémica, tal como aconteceu na altura com o inspector da ASAE. No meu comentário, não me pronunciei acerca da legalidade ou ilegalidade da conduta da dita senhora (e, ao fazer a comparação, realcei a diferença entre os dois conceitos).
Mas, abordando agora o lado não jornalístico do assunto, devo dizer-lhe que acho que isto é uma história que não é digna de figurar no DN. No entanto, as vendas falam mais alto, e por vezes é necessário abdicar de certos princípios para ganhar leitores e visibilidade.


De Ana Matos Pires a 11 de Março de 2008 às 19:15
Afinal em que ficamos, Paulo? Aqui faz uma vénia ao DN e lá mais para baixo, a propósito do mesmo assunto (cf o post III) escreve "Já percebi a indignação, vinda de onde vem. Fizeram notícia com isto no DN (...) Ai, ai, tanta indignação, tanto rigor e tanta deontologia."

Então não foi tudo um grande pandam, tudo cozinhadito e assim?



De livra a 11 de Março de 2008 às 19:29
Que lata tem este tiago mendes de vir ao blogue onde lamentavelmente insultou um parceiro que nada lhe tinha feito. "estado de podridao" é aquele onde o senhor (o menino - mimado) chegou. Razão tem o maradona.


De livra a 11 de Março de 2008 às 19:32
Foi sujo como pouco jamais vi nos blogues e vem agora dar lições de moral (precisamente àquele que o defendeu na prática, não o expulsando imediatamente do blogue após o ataque ao parceiro de blogue).


De Ana Matos Pires a 11 de Março de 2008 às 19:33
Ah, mais uma coisita, em nenhum momento alguém duvidou que a cidadã Fernanda Tadeu estivesse estado na manifestação de sábado.


De rosa-que-fuma a 11 de Março de 2008 às 20:52
normalmente, já com uma espécie de riso contido de quem vai ouvir um raspanete, pigarreio e corrijo: esposa!


De Tiago Mendes a 11 de Março de 2008 às 22:09
Caro Livra,

Olhe que nem sou de escrever estas coisas, é a primeira vez que o faço, se bem me lembro. Mas, até para honrar a "política da casa" (não preciso de referir casos), agradeço que se se dirigir a mim nesses termos, pretendendo dar lições de moral ou fugindo para o insulto, se identifique ou me envie ou email.

Caro PR,

De acordo. A foto é muito bem apanhada, a expressão facial está mais que suficiente para contar uma história. A questão é que não só essa história não merece ser contada, como, de facto, tal capa constitui uma violação do direito À privacidade da senhora. (Nota: a foto poderia aparecer publicamente, claro, porque a manifestação é pública, mas a identificação individual, tal como é feita, é lamentável).


De Tiago Mendes a 11 de Março de 2008 às 22:15
No meio disto tudo, a única coisa interessante é o leitor pensar qual será a opinião da Ana Margarida Craveiro e da Lucy Pepper sobre o assunto. Mas é mais provável qualquer de nós ganhar a lotaria nacional do que isso ter lugar.


De Paulo Pinto Mascarenhas a 11 de Março de 2008 às 23:29
Começa a ser confrangedor o espectáculo. Sobretudo depois de tudo o que se passou, de tudo o que foi escrito, incluindo sobre mim, esperava que o pudor e o amor-próprio evitassem este tipo de comentários em caixas de blogues.

A Ana Margarida e a Lucy não precisam de mediação, dizem e escrevem o que lhes bem apetece, como sempre sem insultos nem espectáculos altamente deprimentes.


De Tiago Mendes a 12 de Março de 2008 às 00:16
"A Ana Margarida e a Lucy não precisam de mediação, dizem e escrevem o que lhes bem apetece, como sempre sem insultos nem espectáculos altamente deprimentes."

Alguém sugeriu o contrário? A probabilidade referida é baseada em dados passados e na observação de zero discordâncias internas (nada de mais, uma mera constatação). O PPM, no meio da tanta irritação (mas não tinha posto um "ponto final" mais atrás no assunto?...), nem percebeu que se tratava de um elogio indirecto a ambas as colaboradoras. O infeliz comentário original do PPM não as terá deixado certamente indiferentes. No meio disto tudo, o PPM não dá qualquer passo atrás. À falta de coisas melhores, registe-se o invejável amor-próprio.


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