Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Casamentos
O casamento era, para o Estado, um compromisso legal e, para a Igreja, um sacramento. Criava deveres, como criava direitos. Mas, segundo Alberto Martins, parece que já não deve assentar na lei, seja ela qual for sempre coactiva. Deve assentar na consoladora liberdade do afecto. Ou, por outras palavras, deve passar de um contrato perpétuo a uma espécie de encontro temporário, logicamente revocável, se o afecto de qualquer das partes, por natureza etéreo e fugidio, deixar de existir. Vasco Pulido Valente
O segundo motivo deriva das declarações de Alberto Martins ao PÚBLICO e da ideia de que o casamento deve assentar nos afectos (o que ninguém contesta) e não nos deveres (o que é um absurdo). Na verdade, afectos e deveres devem conviver num casamento. Excluindo a noção de "dever" do contrato de casamento - o qual, recorde-se, ninguém é obrigado a celebrar, pois pode -se viver em união de facto -, só ficariam direitos, faltando porém saber se do marido, se da mulher. José Manuel Fernandes
Já não é tratar adultos como adolescentes, sujeitos a birras ocasionais. É a completa infantilização da sociedade, com a remoção de qualquer sentido de dever. O que interessa é a felicidade plena no aqui e agora, o carpe diem , de quem goza cada momento como se não houvesse depois. No seu pleno egoísmo, como uma criança de cinco anos, a quem tudo se dá (as consequências desse mimo excessivo não são relevantes). A entrega à emoção, ao gostar intensamente, porque o resto não interessa. As partes difíceis da vida são para ser removidas, numa sociedade de puro gozo. Afinal, não conseguimos já maquilhar a velhice e esconder a morte em locais não-visíveis , longe do nosso eterno presente de absolutos? Retiremos ainda a dor, o sofrimento, porque tudo é uma longa volta num carrossel, neste mundo lollipop .
É a política 'kitsch'. E política 'kitsch' faz-me lembrar Obama...
:)
http://departeincerta.blogspot.com/2008/03/obama-kitsch-e-os-artistas.html
De Anónimo a 28 de Março de 2008 às 14:59
Ana, o que tem a senhora a ver com o facto de eu e a minha mulher nos querermos divorciar só porque um não tem afecto pelo outro? Quem é a Ana Margarida Craveiro para nos falar em deveres em relação à nossa vida conjugal? Acha que somos seus filhos? Essa interferência é que eu chamo "infantilização da sociedade".
De
tric a 28 de Março de 2008 às 16:17
eu espero sinceramente que nos proximos tempos a Igreja Católica Portuguesa venha mais a jogo contra esta Jacobinada-Gay-Judaica-Maçonica, que se apoderou do Estado , para implementar os seus valores QUEERS na sociadade...
De
jmvfaria a 28 de Março de 2008 às 19:48
O PS a reboque do Bloco de Esquerda. Estratégia eleitoral.
De Carlos fernandes a 28 de Março de 2008 às 22:28
Isto mais nao +e do que o Partido Socialista a querer destruir a familia e o casamento, e a contribuir assim para o aumento de miudos-problema e da criminalidade...
Palhaços! (sem ofensa para os do circo)
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