Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Vasco Pulido Valente
O artigo de hoje de Vasco Pulido Valente no Público sobre a nova lei dos divórcios dá jeito para dizer uma coisa. Irrespectivamente de dúvidas parciais que possam existir em relação ao argumento, há algo que é certo: é que se vale a pena ler os artigos dele, e não vale a pena ler os artigos de quase mais ninguém, é por uma razão simples. Não é por ele escrever melhor do que os outros, ou ser mais informado (informadíssimo ando eu, e nem sequer escrevo mal). É só - ou, pelo menos, é principalmente - por ser mais inteligente. E a inteligência esclarece mais. Estas coisas acontecem.

publicado por Paulo Tunhas
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Comentários:
De Anónimo a 28 de Março de 2008 às 15:50
Inteligente, porquê? O que o VPV faz, basicamente, é meter-se na vida privada das pessoas. É dizer que as pessoas não se devem separar quando e como querem. O que a proposta do PS faz é tratar as pessoas como adultas, permitindo-lhes sair da tutela do Estado, da Igreja, do VPV e do blogue Atlêntico, como e quando quiserem. Custa muito? Obrigado.

(quando é que esta sociedade cresce e se torna verdadeiramente liberal?)


De Carlos do Carmo Carapinha a 29 de Março de 2008 às 15:50
Decididamente, este “Anónimo” não percebeu o artigo do Vasco Pulido Valente. A inteligência nem sempre esclarece, Paulo.


De Long-affair a 28 de Março de 2008 às 17:16
Ó Tunhas,vossemecê é de um pretensiosimo que chega a meter dó.Deixe-se de parvoíces,tenha juízo e desista de andar a poluír blogues e outros espaços de comunicação para gente de cultura e pensamento com que se aprenda alguma coisa.Todos estamos já fartos da praga de chicos-espertos atrevidos e convencidos de que você é figura menor.Chiça!


De CMF a 28 de Março de 2008 às 17:20
Os contratos de trabalho são para a vida, o contrato de casamento é para rasgar quando uma das partes se cansa. É assim a tal sociedade crescida e liberal?...liberal na versão socialista.


De Anónimo a 28 de Março de 2008 às 17:34
Não percebo qual o seu receio, CMF. Tem medo que eu e a minha mulher nos divorciemos sem uma razão que você julgue válida?


De CMF a 28 de Março de 2008 às 17:49
Então um contrato pode ser quebrado desde que uma das partes assim o entenda, é isso?

ou

Eu não receio nada, a sua mulher é que pode recear, pois pode julgar como inválida a decisão que levaria ao caro Anónimo a pedir e conseguir o divórcio. Mas agora nada disso importa, não é?, é só querer, um dos lados, e já está.


De Anónimo a 28 de Março de 2008 às 17:55
E o que tem o CMF a ver com o que a minha mulher possa ou não possa recear, ou com o que a minha mulher possa ou não possa fazer?


De CMF a 28 de Março de 2008 às 18:24
Tanto quanto o Anónimo (ou eu) pode ter a ver com o que um trabalhador dependente pode recear, ou com o que um trabalhador dependente possa ou não fazer.


De aliança a 28 de Março de 2008 às 22:40
Acontece que o casamento , apesar de contracto , não é bem um contracto , uma aliança mais bem , que tinha um objectivo claro : um homem e uma mulher uniam-se , procriavam e criavam juntos essa família. Casamento estava associado a familia , centrava-se na prole e na sua criação conjunta , até ao fim dos dias de algum. Ora isso acabou com a possibilidade de divorcio ,foi-se o objectivo do casamento , vá lá. Agora é amar , satisfação pessoal e tal ,o que acho bem , até.
E o que já não faz sentido nenhum é essa instituição a que se chama casamento dado já não ter nenhum conteúdo original ou obrigação de continuidade.
Faz-me confusão que as pessoas se continuem a querer casar , porque o casamento já não existe.


De Carlos do Carmo Carapinha a 29 de Março de 2008 às 15:49
Decididamente, este “Anónimo” não percebeu o artigo do Vasco Pulido Valente. A inteligência nem sempre esclarece, Paulo.


De Neves a 29 de Março de 2008 às 16:32
Tal como você escreveu na revista Atlântico de Outubro passado, o Vasco Pulido Valente ajudou a formar cabeças por aquilo que escreve e do modo como escreve; sendo o melhor e mais indispensável colunista português.


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