Segunda-feira, 31 de Março de 2008
Os mais recentes defensores do controle estatal da economia
No último debate na Assembleia da República percebeu-se que os conselhos de Marcelo Rebelo de Sousa, sobre qual deve ser o posicionamento político dos partidos da oposição, estão a ser, também, seguidos por Paulo Portas.
Ao solicitar ao Primeiro-Ministro que fosse rigoroso na fiscalização das empresas para ver se elas, efectivamente, baixavam os preços em função da diminuição da taxa do IVA, transmitiu uma mensagem importante: sabemos, agora, que o CDS defende um controle apertado sobre as empresas, nomeadamente na maneira como elas formam os preços.
Que dirá a Ala Liberal do CDS a isto?
De José Barros a 31 de Março de 2008 às 15:31
Qual ala liberal? Ainda não a vi.
De António Carlos a 31 de Março de 2008 às 16:23
"Que dirá a Ala Liberal do CDS a isto?"
Excelente pergunta. Que sentido faz uma ala liberal "neste" CDS-PP? Será a inspiração católica ou algum conservadorismo (?) o mínimo denominador comum suficiente (ou mesmo desejável!) para evitar a esquizofrenia total?
De Marmelada a 31 de Março de 2008 às 16:26
Este é o chamado “artigo paranóia furiosa”. Qual é o mal do Estado fiscalizar uma medida? Embora defendam o papel do Estado como regulador, este artigo deixa transparecer o verdadeiro estado de alma: o Estado totalmente fora da economia (excepto para pagar as nossas asneiras, que aliás têm sido muitas, como se omite neste oceano).
Marmelada, isso recorda-me a rapaziada da ANJE. Sempre muito liberais, sempre muito independentes do Estado, mas quando é para receber os subsídios, lá estão eles a aplaudir.
Assim sim, vale a pena ser liberal -- as empresas fazem o que lhes der na gana, na percepção lírica que o mercado é suficiente para as regular e o Estado dá subsídios, não vão as coisas correr menos bem nesse mercado perfeito e auto-regulado.
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