Terça-feira, 29 de Abril de 2008
Lula

Lula e o PT estão numa encruzilhada. O governo tem a mais alta taxa de aprovação de sempre. A economia está forte. A Gisele ainda é brasileira. Há um senão: parece que a festa acaba em 2010. Termina aí o segundo e último mandato de Lula e o PT ainda não tem um substituto credível. Solução? Preparar o terreno a um futuro candidato. Solução espertinha? Alterar a constituição e abrir caminho a um terceiro mandato de Lula. O presidente rejeita e já afirmou que na sua “bagagem política” não há lugar para autoritarismo nem prepotência. Acontece que Lula viaja (mal) acompanhado e a bagageira é grande. O próprio também afirmou que “ninguém consegue fazer tudo em oito, ou nove ou dez anos. É preciso que a gente tenha uma quantidade de pessoas que vão assumindo compromissos e que, cada um, faça mais do que os outros”, o que pode ser lido como uma declaração de amor à solução e um piscar de olhos à solução espertinha.

 

O terceiro mandato de Lula pode passar por um referendo. De acordo com as sondagens a maioria dos brasileiros é a favor da continuidade de Lula. É este o problema: Lula é tão popular que não vai ser fácil resistir à tentação. Os seus acólitos defenderão que seria uma crueldade desperdiçar um presidente tão bom, no auge da sua popularidade. Mas esta crueldade é saudável e democrática. A democracia, para ser forte, precisa de eleições livres e periódicas para afastar os maus governantes e da limitação de mandatos para não ser destruída pelos “bons”. E o que separa um bom presidente de um ridículo tirano pode ser tão simples como uma alínea na constituição.



publicado por Bruno Vieira Amaral
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