Depois de Manuela Ferreira Leite se ter negado a responder numa entrevista ao "Jornal de Notícias" se votou no PSD de Santana Lopes em 2005, percebe-se melhor a razão da estratégia de contenção até agora adoptada. É mais prudente o silêncio. A frase - "obviamente que não lhe respondo" - comprova que existem hoje dois partidos inconciliáveis no interior do maior partido da oposição: o PPD e o PSD. E não é verdade que a oposição interna se faça entre barões e bases, porque ambas as "classes" estão presentes em todas as candidaturas. A gafe de Manuela não foi a primeira - já disse também que a bancada parlamentar do PSD deverá ser mais credível, esquecendo que esta é a mesma bancada com que terá de trabalhar até 2009 caso seja eleita líder do PSD. Falta agora apenas saber qual foi o sentido de voto de MFL em 2005: absteve-se, votou nulo, num dos outros candidatos da oposição - ou em José Sócrates?
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