Domingo, 11 de Maio de 2008
Diário de campanha

Depois de Manuela Ferreira Leite se ter negado a responder numa entrevista ao "Jornal de Notícias" se votou no PSD de Santana Lopes em 2005, percebe-se melhor a razão da estratégia de contenção até agora adoptada. É mais prudente o silêncio. A frase - "obviamente que não lhe respondo" - comprova que existem hoje dois partidos inconciliáveis no interior do maior partido da oposição: o PPD e o PSD. E não é verdade que a oposição interna se faça entre barões e bases, porque ambas as "classes" estão presentes em todas as candidaturas. A gafe de Manuela não foi a primeira - já disse também que a bancada parlamentar do PSD deverá ser mais credível, esquecendo que esta é a mesma bancada com que terá de trabalhar até 2009 caso seja eleita líder do PSD. Falta agora apenas saber qual foi o sentido de voto de MFL em 2005: absteve-se, votou nulo, num dos outros candidatos da oposição - ou em José Sócrates?



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Comentários:
De Filipe Abrantes a 12 de Maio de 2008 às 09:20
PPD e PSD inconciliáveis? Neste caso, só se mostra inconciliável: o PSD, ao mostrar sectarismo e falta de espírito democrático e de partido. Quando dirigentes do PSD declaram não votar nos dirigentes do PPD quando estes se apresentam a eleições, é grave, mas mostra sobretudo a mentira de se dizerem a favor da união e da respeitabilidade. Se nem eleições internas respeitam, quanto mais promessas eleitorais...

Já agora, parabéns pelos posts sobre o PSD que tem escrito.


De Gabriela a 12 de Maio de 2008 às 13:31
Tinha a ideia que o voto é secreto. Além disso, tinha a ideia que pertencer a um partido não implica a sujeição cega, mas devo ser eu. O que ficaria mal à MFL seria ter votado em Santana Lopes.


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