Ora eu, que estudei Literatura Brasileira, que casei com uma brasileira, que mesticei feliz os meus filhos nunca senti qualquer necessidade de homografias entre os dois rumos gráficos do Português; eu que leio e aceito as edições dos livros que li no português do Brasil, mas não abdico de escrever nesta grafia, neste reduto mínimo de congruência e clareza que tem sido o Português por cá grafado; eu, que bem vi a falta de educação, de elevação, a vaidade pespegada, a altivez e desagradabilidade do argumentário do shô doutor Carlos Reis, terei de, mais uma vez, ver uma classe política de ignorantes e de fracos capitular nesta herança por razões de escala, por razões de política externa, por razões minoritárias, demográficas e não sei quantas?
Lamento este dia, este em tudo acuarem os decisores, esta falta de orgulho, de patriotismo, de orgulho, de orgulho, de orgulho, têm de vir os espanhóis ensinarem-nos o que é o orgulho, têm de cá vir os escoceses, os ingleses, os galeses, os autralianos ensinarem-nos o que é o orgulho, darem-se formação sobre o orgulho que não temos?
O Regime é fraco e está podre. Mude-se de Regime. Regenere-se este País mal gerido e mal defendido chamado Portugal.
O País, cada vez mais emigrado e em processo de desaparição inexorável agradece.
PALAVROSSAVRVS REX
De Fernando Manuel Rodrigues a 16 de Maio de 2008 às 19:29
O comentário dorido do Palavrsaurus Rex é forte. mas bem o compreendo. Neste momento, sinto-me como se terão sentido os portugueses ao verem a monarquia capitular perante o ultimato inglês. Só que aí ainda se vislumbrava uma razão de ordem prática - eles dariam cabo de nós, literalmente. Agora nisto?
Sinceramente, tem de ser possível fazer alguma coisa - e o Manifesto temo que não seja suficiente (o bacoco que temos na Presidência não me dá garantias nenhumas, e o resto já se vendeu).
Portugal está de luto
De Octávio dos Santos a 16 de Maio de 2008 às 19:23
Mudar de regime? Claro! Restaure-se a Monarquia! Fosse este país um reino e a pouca vergonha a que se assistiu hoje no parlamento nunca aconteceria!
É uma desgraça típica de país pobre e miserável. Creio que terá de haver um movimento de resistência passiva co mrecusa na recepção de documentos cdom o português amputado e recurso para os tribunais nacionais e internacionais: mudar arbitrariamente a ortografia de uma língua é um abuso e um atentado à identidade nacional e ao património que é de todos. E deve haver muito mais razões! É que simplemente não pode ser: há limites até para a mais ilimitada estultícia.
Não se pode é desistir!
De
JPG a 16 de Maio de 2008 às 19:35
Há quem diga que os Espanhóis nos roubaram Olivença (e Ceuta e mais uns pedaços de terra sortidos); outros dizem que os Indianos nos gamaram Goa, Damão e Diu; outros ainda juram pela honra de suas mãezinhas que foram fanadas pela comunistice internacional as nossas colónias africanas; e há alguns que dizem outro tanto, respectivamente, quanto à final do campeonato da Europa de Futebol de 1984 e aos Franceses.
E tal, assim por diante.
Agora tiram-nos um porradal de consoantes mudas os Brasileiros, e ainda por cima nos impingem portugueses as vantagens de sermos roubados.
Chiça. Isto vai péssimo. Qualquer dia, não há mais nada, nadinha que nos possam tirar, e então é que eu quero ver.
Jovem do Restelo
De João Santos a 16 de Maio de 2008 às 19:57
apelo a todos os apoiantes do acordo que continuem a assinar a petição a favor do mesmo que pode ser encontrada na net. É importante continuar a mostrar que em Portugal muitos cidadãos se revêm neste acordo...
De Alexia a 17 de Maio de 2008 às 00:59
Há muitos assuntos de interesse público que diariamente me passam ao lado. Faço parte do povo português que dá uma olhadela ao jornal enquanto pensa na vida profissional.
Todavia, a língua portuguesa é algo com que tenho uma relação próxima, convivo com ela desde os meus 6 anos de idade. Este assunto despertou-me logo a atenção pela sua importância tanto indirecta como directa.
Faço parte de um povo que deixou de acreditar que nada sem esforço. Um povo que agora acredita em "milagres" como sendo a salvação da pátria que está reduzida à matéria económica.
Este acordo ortográfico não é mais do que visto como um "milagre". E cedo corre o risco de se transformar numa daquelas decepções de quem joga o euromilhões durante semans, meses, anos a fio e no fim nem um euro de compensação ou então uns miseros 10 euros.
O acordo merece ser visto com olhos de ver. Quem leiu e viu as alteraçõess sabe que o acordo para além do seu fracasso na unificação das variantes ortográficas, deturpa fonética e quebra heranças culturais seculares.
Hoje estou de luto. Mas não me vou render à aplicação destas regras ortográficas impõe, caso o Presidente da República dê o seu aval (promulgação) ao (este) acordo ortográfico.
Estou solidária com os outros 3. 6115 cidadãos que se manifestaram contra o acordo em questão. A Democracia não passa apenas pelo sufrágio univesal e pelos representantes populares, passa também pelo próprio povo. E esse, tem sempre a hipótese do direito de resistência (num sentido mais amplo do que o consegrado na lei).
"Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a Hora!" - Fernando Pessoa
De angela a 17 de Maio de 2008 às 02:10
Eta falta de assunto! Gente, o que importa não é a grafia, mas o significado das palavras. Não sejam tão amargos, amem mais, libertem-se dessa pequenez. Lusofonia, ou brasileirismo, de que adianta, há tantas coisas realmente IMPORTANTES A SEREM PENSADAS E VIVIDAS.. Querem um conselho? Vivam mais, amem mais e esqueçam as bobagens da vida.
Relaxem e gozem... :)
Angela - Rio de Janeiro
De Anónimo a 17 de Maio de 2008 às 02:41
Se a Santissima Inquisição ainda existisse acredito que os opositores do acordo tentariam mandar queimar os defensores do acordo e vice-versa! Em Portugal (e parece que também no Brasil) todos sabem de tudo: há não sei quantos milhões de treinadores de futebol, um número infindável de especialistas em educação, economia, cultura, etc., etc. etc. E se, em vez de discutir, estudassemos mais?
Adversus solem ne loquitor...
A comparação não colhe. Se estudasses mais, perceberias que enterrar a cabeça na areia e ir a reboque dos burocratas e das caras larocas bem falantes como a do Dr. Carlos Reis é da natureza das reses, não de homens que assuma a sua história e a sua herança: a Monarquia tinha muitos defeitos, mas talvez inculcasse o triplo de rigor, de brio, de orgulho em se ser português.
Ser português também é estar, em números para lá dos 5 milhões e a aumentar dada a inviabilidade da vida por cá, fora de Portugal.
PALAVROSSAVRVS REX
De Anónimo a 17 de Maio de 2008 às 02:54
III República
De Marcio Novais a 17 de Maio de 2008 às 03:26
Ora, deixem de exageros. Pelas notícias constatei que cerca de 1,42% das palavras do dicionário de Portugal serão mudadas, do Brasil 0,43%.
Qual é o mal em retirarmos um acento aqui, colocar outro ali, tirar o 'c' do acto (que agora é ato) ou outra letra de outros lugares. O trema já vai tarde!
Isso sempre ocorreu na história!
Deixem de asneiras como nacionalismo e pressão pelo número de pessoas do Brasil.
Temos é que começar a mudar a política da divulgação da língua portuguesa.
É um vergonha a quantidade de falantes do português como segunda língua.
Vamos parar com birras e focar no real problema.
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