Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
O pitbull de Sócrates

Henrique Raposo no Expresso:

 

É impressionante o silêncio em redor da criação do secretário-geral do sistema integrado de segurança interna. Esta personagem controlará todas as polícias do país e despachará directamente com o primeiro-ministro. Mais: esta figura sinistra será nomeada pelo próprio primeiro-ministro. Como é evidente, esta concentração de poderes é inaceitável. Não é uma questão de opinião. É uma questão de facto: numa democracia liberal, não pode existir intimidade entre governo e polícia. Quando digo isto não estou a entrar no mercado da indignação; estou apenas a ser analítico, ou seja, estou somente a relembrar que os governos democráticos não podem ter um superpolícia no bolso.

 

A democracia liberal não é um estado de alma. É um regime político com regras institucionais claras; regras que José Sócrates pisa constantemente. Agora temos este "pitbull" policial, mas já tivemos o lápis cor-de-rosa da ERC e as quotas estalinistas da ASAE. E, acima de tudo, já tivemos um juiz do Tribunal Constitucional (Rui Pereira) a saltar para o Ministério da Administração Interna.



publicado por Atlântico
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Comentários:
De BaMont a 19 de Maio de 2008 às 19:28
Cor PilAv B. Ferreira
GNR: MUDANÇA DE COMANDO

(...) Assim deve ser.
O último Comd. Geral da GNR, não tendo sido promovido a General de quatro estrelas – num “processo” que não tinha razão de ser -, teria que obrigatoriamente passar à reserva e abandonar o cargo,no dia 12/4,por limite de idade. Arranjos havidos e permitidos pelo governo, levaram a que a data de saída da GNR, do seu Comd.fosse postergada para depois do dia 3/5, aniversário da Guarda, já depois de ter sido nomeado o seu sucessor.
Deste modo deu-se inicio a uma maratona de despedidas: viagem a Timor, que durou nove dias, com escalas de pernoita, donde chegou a 22/4.Consta ser esta a sétima viagem àquela ex-provincia portuguesa sempre acompanhado da sua ajudante de campo, de há três anos a esta parte, a quem cedeu habitação de função e, agora, certamente por mérito dos serviços prestados, já marchou para Itália a fim de exercer funções em cargo da Eurogendefor.
Não se pode ,aliàs,dizer que o Gen. Comd. não fosse generoso para com quem com ele lida directamente, se tivermos em conta que o anterior chefe de gabinete(CG), marchou para adido em Madrid;um outro major do anterior gabinete,foi para o Maputo e ainda uma ten. e um cap.do actual ,irão para Timor,este último para substituir um Tcor.
Mais dificil (pensáva-se...), seria o destino das três acessoras pessoais, conhecidas na giria, como “as ministras”, dado terem sido contratadas, a pedido,pelo MAI,facto inédito em toda a história da Guarda.
No dia 23/4,teve lugar no Palácio Nacional de Queluz, uma recepção de despedida, algo “principesca e sumptuosa”, para 200 convidados, inicialmente prevista para o Corpo Diplomático e depois acomodada para permitir a presença do MAI e Sec.Estado. Curiosamente nenhum chefe militar esteve presente. De que orçamento terão saído as verbas para pagar semelhante cerimónia?
Efectuou-se parada tipo “carga máxima”,para o dia da Guarda,com sério prejuizo para o dispositivo operacional. Discursos longos e condecoração da praxe. No mesmo dia, pelas 1330, S.Exª o PR dignou-se presidir à inauguração do monumento “ao esforço da Guarda”,junto à escola Prática ,em Queluz.
Felizmente não choveu, senão arriscava-se a não haver parada, dado caminharmos a passos largos para só ter “tropa de bom tempo”,se atentarmos que no dia 21/4 a cerimónia do render da guarda no Palácio de Belém,não teve lugar por ameaça de aguaceiros.Dizem que estraga os instrumentos da banda e os cavalos, do ainda Regimento de Cavalaria (parece haver alguma relutancia em o passar a chamar pela designação ridicula de “Unidade de Segurança e Honras de Estado”), podem escorregar...
Finalmente, esteve prevista uma ordem de operações para a cerimónia de despedida na Escola Prática, em Queluz com formatura de estadão e que terminaria com o regresso a casa do Gen.escoltado por um esquadrão de motos,o que, normalmente, só é atribuida aos embaixadores estrangeiros quando vão apresentar credenciais, e ao Presidente da República.
(...) O enigma durou pouco: Afinal o governo tinha um novo cargo para ele ,o de “Estrutura de Missão para a Cooperação com os Palop”,ou algo que o valha.O edificio para este novo orgão,será o antigo quartel da Bela Vista,na 24 de Julho, que se destinava a albergar o Comando do Grupo de Acção Fiscal (a ser implementado pela recente reforma da Guarda),e onde se investiu cerca de 500000 euros.Este imóvel foi “cedido” ao MAI numa das últimas assinaturas do então Comd.Geral,bem como foi “cedido”,por protocolo,à Camara de Lisboa,metade do Quartel do Carmo.
É para lá que transitará em breve o gen M.Nunes com o seu ex-CG (que também constou que iria para França),dois carros novos e.....as tais “ministras”.
O novo cargo terá equivalencia a Secretário de Estado em honras e remunerações -afinal a “quarta estrela”sempre veio...
O prestigio das instituições deriva da qualidade do trabalho que desenvolvem,da defesa institucional,da qualidade da liderança e da acção de servidores de eleição que lhe cabem em sorte possuir.
E à Guarda, instituição com pergaminhos firmados, como a qualquer outra, interessará mais os exemplos que possa apontar para o futuro,e a marca que os comandantes nos diferentes graus hierárquicos,deixam no coração dos seus homens,do que em pompa


De lmj a 19 de Maio de 2008 às 20:24
Muito bem.


De Jeronimo a 20 de Maio de 2008 às 09:35
Este Henrique Raposo continua a não desiludir quem dele sempre espera tiradas demagógicas e histriónicas. Deturpa os factos, faz uma leitura turva das situações e depois desenvolve de forma cínica e "analítica" a sua própria interpretação. De caminho não hesita nos adjectivos gratuitos para dar um ar mais dramático. Figura sinistra ? Porquê ? Já se lhe conhece alguma forma de actuar que o justifique ? Controle das polícias ? Ou antes sincronização das equipas das diferentes polícias envolvidas na resposta a acontecimentos extraordinários ? Há leguas de distancia entre estas duas interpreta;oes mas isso já se sabe que não interessa aos leitores sem pressa, ávidos de informação condensada de rodapé. São estes leitores (a maioria, infelizmente) que consomem incondicionalmente todos os disparates produzidos pelos Raposos demagógicos que por aí pululam .


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