Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Verdade revelada II

 

O Pedro Picoito tem uma capacidade de ler nas entrelinhas que, confesso, eu não tenho. Pouco importa se Ângelo Correia ou o Paulo Teixeira Pinto ou o Nogueira Leite ou o emplastro digam se foram os estrategas da candidatura de Passos Coelho ou não. Como se compreenderá, a palavra do candidato nesta matéria conta um bocadinho mais que a do Pedro Picoito ou a de qualquer outra pessoa e, que eu saiba, ele nunca disse quem eram ou deixavam de ser os tais estrategas. Para mim o que conta são os valores e os projectos dos candidatos (os que os têm, bem entendido), o resto são conversas de cabeleireira.
Já o li no DN como apoiante de Ferreira Leite, presumo que seja militante do PSD. Diga-me uma coisa, como é que consegue conviver na mesma estrutura partidária com pessoas que considera tão pouco como Ângelo Correia ou Marco António? Lendo o que escreve, devo concluir que deve ser difícil, aposto. E diga-me outra coisa, que aconselharia que se fizesse, quando um militante do seu partido, com quotas pagas como, estou certo, você, dissesse que votava na sua candidata? Apesar de ser do seu partido você diria que não queria o seu voto? Sim senhor, boa maneira de unir o partido.
Bem procurei no mapa e não descobri nenhuma distrital de nome Menezes, mas presumo que quisesse dizer a distrital do Porto. Mas, desculpe, a distrital do Porto não é do PSD? Os militantes do Porto não são do PSD? São afinal de que partido?
Será que o Pedro Picoito tem um PSD só dele ou será que propõe a expulsão do Marco António, Menezes, Ângelo Correia e de todos os militantes que não gosta no caso de a sua candidata ganhar? 

O Pedro Picoito esquece-se de que o PSD é o que é e não o que ele queria que fosse. Ou melhor, o Pedro é de um PSD que não existe. Das duas, uma: ou o Pedro está no partido errado ou o PSD é o partido errado para ele.

 

P.S. Verifico que já conseguiu ver o que o candidato Passos Coelho disse sobre regionalização. Ainda bem.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Comentários:
De leitoratento a 27 de Maio de 2008 às 20:00
Ou seja,
Ajudando a interpretar e seguindo a lógica argumentativa do post:
- Quem quer o PSd como é ou como está, vota PPC.
- Quem quer o PSD como ele podia (e acrescento, devia ser), vota noutro candidato qualquer.
- Quem acha que o ditado "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", produto de séculos de sabedoria popular portuguesa, não se aplica à vida política, vota PPC.
- Quem acha que o ditado se aplica a essa e outras dimensões da vida, vota noutro candidato qualquer.
- Quem achar que a essência das directas é o voto individual, secreto e inalianável ao presidente da concelhia, distrital ou qualquer outro membro da estrututra, vota noutro canddiato que não "o da estrutura".
- Quem acha que os orgãos concelhios, distritais do partido mais do que serem representantes dos militantes por autoridade delegada por estes são detentores e interpretes da vontade e racionalidade dos militantes, vota no candidato da estrutura, do PSD que é e que está, PPC.
Assim, parece-me que fica tudo mais claro.


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