Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
O ridículo do multiculturalismo

A decisão de um tribunal francês de anular um casamento, entre muçulmanos, porque a noiva tinha mentido sobre a sua virgindade, suscitou já uma avalanche de protestos por todo o país.

 

Público



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Comentários:
De terrivel a 30 de Maio de 2008 às 21:50
Mas qual é o escandalo ? E o que é que tudo isto tem a ver com multiculturalismo? Os pressuposto para aquele casamento não se verificaram e o homem, bem, pediu a anulação. Acontece o mesmo com a compra e venda de um plasma, se ele não tiver entradas digitais.


De Filipe Brás Almeida a 30 de Maio de 2008 às 22:20
A cultura (literatura, cozinha, música, arte, língua, vestuário) e a sua multiplicidade não é em nada, ridículo. É aliás bela, necessária e enriquecedora.

Não é nada subjacente à cultura que ameaça gerar um abismo legal no ocidente, mas antes na religião. O ridículo, isso sim, é o conceito de «sensibilidade religiosa».


De CC a 31 de Maio de 2008 às 02:36
Segundo a lei portuguesa (e penso que também na maioria dos ordenamentos jurídicos da Europa), um casamento pode igualmente ser anulado caso haja erro que vicia vontade de um dos cônjuges, isto é, se alguém prova que as qualidades essenciais da pessoa do outro cônjuge (por exemplo, a virgindade e/ou a mentira sobre esse facto) foram dissimuladas e que sem elas o casamento não teria sido celebrado. É o que consta dos artigos 1635º e 1636º do Código Civil.
Não me parece nenhum atentado aos direitos humanos o facto de alguém anular um casamento quando alguns dos pressupostos desse contrato foi defraudado.


De Paulo Pinto Mascarenhas a 31 de Maio de 2008 às 02:43
CC, por exemplo a virgindade e/ou a mentira sobre isso? Está a brincar comigo, não está? Não me parece - e julgo que não parece a ninguém de bom senso - que a virgindade seja considerada uma "qualidade essencial". Muito menos para um tribunal anular seja o que for. A virgindade é pressuposto de um contrato?


De Fernando S a 31 de Maio de 2008 às 12:58
"A virgindade é pressuposto de um contrato?"

Depende do contrato.

Neste caso, a noiva, também ela muçulmana, reconheceu perante o tribunal ter mentido ao noivo relativamente à sua suposta virgindade.

Esta confissão, surpreendente e inesperada, torna talvez mais compreensível esta decisão, inédita, do tribunal.

Tenho a impressão de que a utilização deste caso numa discussão mais geral sobre o multiculturalismo não se justifica.

Acrescento que, de um modo geral, partilho as preocupações de fundo do autor do post quanto ao facto de a ideologia multiculturalista representar nos tempos de hoje uma ameaça para as liberdades individuais. Nomeadamente em França.


De CC a 31 de Maio de 2008 às 13:27
Não, não estou a brincar. O PPM é que já se esqueceu que, no nosso mundo ocidental (e em Portugal, por maioria de razão), a virgindade dos nubentes (em especial da mulher) era essencial para um casamento ser considerado conforme.
Hoje em dia é muito diferente, mas convinha não julgar os outros pela nossa (falta de) valores.


De Anónimo a 1 de Junho de 2008 às 20:41
Ai , ai... se der uma olhadela no direito canónico vai ver que isso é também é motivo para anulação do casório católico , se o enganado quiser.


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