Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
Bilhete de identidade

Uma pessoa manda vir livros ou cds da Amazon americana (são muito mais baratos). Espera e espera, e depois reclama, porque não chegam. Escreve-se, e respondem que na nossa "região" é vulgar as coisas demorarem mais. Demoraram, na querida alfândega, pelo menos um mês para além da data limite suposta da chegada. Há uns dias foram uns livros de Rawls. Hoje foram quatro cds (Patsy Cline, John McCormack, Gracie Fields e Hutch, "The Prince of Melody" - a Patsy Cline é óptima) que tinha encomendado por causa de um artigo da Spectator. Dezassete euros suplementares (não protesto) - e, muito sobretudo, um mês a mais. A alfândega está cá para nos lixar sem problemas de consciência. O meu carteiro, que me costuma advertir de casos mais graves, diz que têm pouco pessoal e aconselha paciência. Eu tenho. O meu bilhete de identidade testemunha a nacionalidade portuguesa.



publicado por Paulo Tunhas
link do poste | comentar

Comentários:
De Shopper a 26 de Junho de 2008 às 23:22
Eu tenho comprado dezenas de artigos na Amazon USA - ainda ontem chegou o Stabat Mater de Vivaldi (Ensemble 415, Scholl) - e nunca tive nada retido na alfândega. Foi um carteiro antigo que me ensinou: nunca peça nada que dê volume. Se tiver de comprar 3 CDs, faça-o em duas encomendas distintas, p.e. Os custos extra de expedição são inferiores aos direitos aduaneiros...

Espero que nenhum fiscal veja isto :)


De Maria João Marques a 26 de Junho de 2008 às 23:49
Já passei por isso. Uma vez tive que pagar impostos aduaneiros porque uma encomenda era de valor superior a 75€ (depois de não sei quantas recebidas também de valor superior a 75€). Passei a encomendar na amazon.co.uk.


De Pedro Marques Lopes a 26 de Junho de 2008 às 23:51
ó Paulo, manda vir pela amazon.uk. Em 2 dias está cá


De Carlos Gonçalves a 27 de Junho de 2008 às 00:10
Eu sabia que não era só comigo.
A alfândega é uma coisa parecida com uma repartição sul-americana (pelo menos, nalgumas novelas são assim). Um mês ou mais é coisa perfeitamente rotineira para meia dúzia de livros.
Passado esse primeiro obstáculo, ainda é necessário resistir àquela eficácia assassina dos CTT.
Lembro-me de, numa ocasião – depois de sucessivas interpelações junto do chefe de estação, ou lá o que é – ter pedido o especial favor de me deixarem dar uma espreitada no depósito de volumes não reclamados. Mal entrei, topei logo com o caixote da Powell’s.

Que devia ter recebido aviso e tal, que não, não senhor, até andava ansioso e ele com certeza que se lembrava de mim ,que já lá tinha ido tantas vezes, e afinal ali estava ele, o meu caixote.

Aqui fica um truque, para quem quiser aproveitar:

Em lugar de tentar economizar nos portes, comprando por atacado, é melhor comprar unidades. Feitas as contas, fica ela por ela, porque a alfândega, aparentemente, está-se nas tintas para um livrinho e não se dão ao trabalho de cobrar.
Resultado: não se espera um mês e não se pagam direitos.


De Carlos Gonçalves a 27 de Junho de 2008 às 00:12
Eu sabia que não era só comigo.
A alfândega é uma coisa parecida com uma repartição sul-americana (pelo menos, nalgumas novelas são assim). Um mês ou mais é coisa perfeitamente rotineira para meia dúzia de livros.
Passado esse primeiro obstáculo, ainda é necessário resistir àquela eficácia assassina dos CTT.
Lembro-me de, numa ocasião – depois de sucessivas interpelações junto do chefe de estação, ou lá o que é – ter pedido o especial favor de me deixarem dar uma espreitada no depósito de volumes não reclamados. Mal entrei, topei logo com o caixote da Powell’s.

Que devia ter recebido aviso e tal, que não, não senhor, até andava ansioso e ele com certeza que se lembrava de mim ,que já lá tinha ido tantas vezes, e afinal ali estava ele, o meu caixote.

Aqui fica um truque, para quem quiser aproveitar:

Em lugar de tentar economizar nos portes, comprando por atacado, é melhor comprar unidades. Feitas as contas, fica ela por ela, porque a alfândega, aparentemente, está-se nas tintas para um livrinho e não se dão ao trabalho de cobrar.
Resultado: não se espera um mês e não se pagam direitos.


De luis m. jorge a 27 de Junho de 2008 às 00:25
A Amazon inglesa pode ser mais cara mas é absolutamente fiável. Há anos que encomendo livros todos os meses e nunca tive problemas.


De Shopper a 27 de Junho de 2008 às 10:12
Mas assim não se consegue aproveitar o câmbio do dólar...


De Paulo Tunhas a 27 de Junho de 2008 às 10:20
Caros Amigos,

Muchas gracias pelas informações. A chatice é que os livros americanos são muito mais baratos do que os ingleses (agora ainda mais). Resta, através da amazon americana, comprar nos livreiros em segunda mão - faço-o abundantemente, vale a pena e estão cá num instante - e guardar a inglesa para os outros. Quanto a rapidez (é a minha vez de informar) a ordem é a seguinte: alemã - de longe a mais rápida -, inglesa, francesa (a americana não conta, por causa da alfândega).

Abraços,

Paulo


De Pedro Abreu a 27 de Junho de 2008 às 12:35
Duas notas:

. Em alternativa à amazon.co.uk existe o site http://www.bookdepository.co.uk onde os preços apresentados são em geral mais baixos do que na amazon inglesa (e pouco mais caros que na amazon americana) e já têm os custos de envio e o IVA incluídos.

. Em encomendas na amazon.com já me aconteceu (em duas encomendas) o tempo de espera na alfandega ser tão longo que a amazon deu a encomenda como perdida.
Em consequencia, foram-me enviadas encomendas de substituição por meios de despacho mais rápidos (tudo por conta deles) e estas chegarem algumas semanas antes das encomendas originais ! Quando estas finalmente chegaram, foram rejeitadas e a alfandega não me pode cobrar quaisquer 'direitos'... É claro que quem pagou as favas foram as seguradoras da amazon.


De Ricardo Sebastião a 27 de Junho de 2008 às 14:13
Os livros em 2ª mão também param na Alfândega?


De Paulo Tunhas a 27 de Junho de 2008 às 16:56
Caro Ricardo Sebastião,

Suponho que não, se vierem em pequenos volumes. Mas imagino que, se vierem em grandes, sim.


De Carlos Gonçalves a 27 de Junho de 2008 às 19:07
Os livros em 2ª mão pagam direitos (era pelo menos isso que me acontecia quando comprava “por atacado"). Creio que os valores são aferidos a partir da factura (recordo-me de há uns anos me terem telefonado ou enviado e-mail a informar de que a encomenda não vinha acompanhada de factura, o que era falso, btw).


De Carlos Gonçalves a 27 de Junho de 2008 às 20:18
Os livros em 2ª mão pagam direitos (era pelo menos isso que me acontecia quando comprava “por atacado). Creio que os valores são aferidos a partir da factura (recordo-me de há uns anos me terem telefonado ou enviado e-mail a informar de que a encomenda não vinha acompanhada de factura, o que era falso, btw).


De Carlos Gonçalves a 27 de Junho de 2008 às 14:40
Através da Amazon americana?
Não precisa. Porque não compra directamente aos livreiros em 2ª mão? Os mais importantes estão on-line.


De Paulo Tunhas a 27 de Junho de 2008 às 16:58
Sim. E não há riscos suplementares com o cartão?


De Anónimo a 27 de Junho de 2008 às 19:09
O MB Net é uma boa opção para quem não quer usar cartão de crédito nas compras na net


De Carlos Gonçalves a 27 de Junho de 2008 às 19:27
Em qualquer das livrarias (nalguns casos, alfarrabistas on-line) onde faço compras a informação associada aos cartões circula com ferramentas de segurança que são iguais ou semelhantes às da amazon. Por outro lado, algumas delas prestam serviços que a amazon não disponibiliza. Por exemplo, procurarem uma edição rara ou esgotada. Quando “encontram” o livro que pretendemos, enviam-nos um aviso. Se o livro estiver em mau estado ou em muito mau estado, avisam-nos. Se lhes dissermos, por exemplo, que nos estamos nas tintas para o estado do livro, desde que se possa ler e não venha acompanhado de restos de comida, eles enviam. Com um pouco de sorte, sai-nos um exemplar diligentemente anotado nas margens. Já tive tanta sorte e já me diverti tanto a ler anotações que agora, quando procuro um livro que só está disponível em 2ª mão, prefiro sempre em “muito mau estado”…


De Carlos Gonçalves a 27 de Junho de 2008 às 20:18
Em qualquer das livrarias (nalguns casos, alfarrabistas on-line) onde faço compras a informação associada aos cartões circula com ferramentas de segurança que são iguais ou semelhantes às da amazon. Por outro lado, algumas delas prestam serviços que a amazon não disponibiliza. Por exemplo, procurarem uma edição rara ou esgotada. Quando “encontram” o livro que pretendemos, enviam-nos um aviso. Se o livro estiver em mau estado ou em muito mau estado, avisam-nos. Se lhes dissermos, por exemplo, que nos estamos nas tintas para o estado do livro, desde que se possa ler e não venha acompanhado de restos de comida, eles enviam. Com um pouco de sorte, sai-nos um exemplar diligentemente anotado nas margens. Já tive tanta sorte e já me diverti tanto a ler anotações que agora, quando procuro um livro que só está disponível em 2ª mão, prefiro sempre em “muito mau estado”…


De Anónimo a 28 de Junho de 2008 às 14:34
Nada que um MBNet não resolva ;)


De Dorean Paxorales a 28 de Junho de 2008 às 08:31
E para o percurso inverso, alguém tem sugestões?

Decididamente, há algo de podre no envio de livros pelo correio em Portugal.
Pessoalmente, acho extraordinário que três livrarias online se façam cobrar por portes de correio completamente diferentes:
para o mesmo livro, a FNAC cobra 12 euros pela expedição que custa 7.9 na Byblos. A Bertrand bate o record exigindo 15 euros de portes!



Comentar post

pub
pesquisar
 
linques
blogs SAPO