Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
A busca da felicidade
Francisco, não confundamos a discussão político-intelectual (a das revistas e dos think-tanks) com o exercício da política. Neste último aspecto, a Europa teria muito a ensinar aos EUA, caso estes não estivessem tão absorvidos no seu fogo-de-artifício umbiguista e cacofónico.
Com todas as falhas que lhe reconhecemos, a Europa ainda mantém um discurso político satisfatoriamente enxuto de alguns elementos que lhe são estranhos. Por exemplo, ainda se discutem mais as ideias do que as qualidades pessoais. O carácter, os hábitos privados e uma família sorridente não são por cá, felizmente, categorias políticas (e não preciso de lembrar a intensidade e o tom com que se discutiu o affair de John Edwards, pois não?). Claro que há desvios. Mas esses comportamentos são tratados em público precisamente como tal: excepções à regra - praticados, aliás, por políticos pouco considerados.
Mas já que referes a Convenção do Partido Democrata, elucida-me: que ideias originais, concretas e inspiradoras têm de lá saído? Que substracto pode um céptico (seguramente incauto) como eu recolher?
De Terrivel a 28 de Agosto de 2008 às 03:57
Cameron e a importância de gostar de Smiths, Sarkozy e o casamento com Carla Bruni, Portas e a respeitável Cinha Jardim. Merkl e o decote. Mas OK, fique lá com a bicicleta. Pode ser a do Cameron.
De Terrivel a 28 de Agosto de 2008 às 04:02
E quando pergunta "que ideias originais, concretas e inspiradoras têm de lá saído?" dê uma olhadela ao discurso de John Kerry.
De Anónimo a 28 de Agosto de 2008 às 09:50
well, well... ver alguém, neste reduto da defesa da Civilização Ocidental e da missão redentora da América no mundo, a pôr em causa a forma como se faz politica na América, tem qualquer coisa de novo e de fresco. Ainda por cima, dizendo que a Europa, essa velha caquética e cobardolas, tem alguma coisa a ensinar aos Estados Unidos... Ouch! Mas não me quero imiscuir. Go on, go on.
Rui
De Manuel A. Fernandes a 28 de Agosto de 2008 às 17:56
Não adianta porfiar às consciências e bom-senso dos Atlânticos que dos "camaleões" da Esquerda Europeia não vem nada que se lhe valha. Nadinha. Nem Kerry, nem Kucinich, nem a Mrs Clinton, nem o Reagan infiltrado e directamente do além feito ectoplasma.
O autismo e a clubite aguda não deixam filtrar nada dessa feirinha de aberrações.
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