Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
Lindsay Davenport. US Open.

Tem um metro e noventa e pesa oitenta quilos. Fosse jogadora de Andebol e seria pivô, o chamado «boi». Mas joga ténis. Há quinze anos profissional, num jogo em que as melhores não se aguentam mais do que um preto no Texas. Já foi a principal adversária de Graf, Hingis, das Williams (Vénus e a outra que se engasga nos próprios glúteos), do Homem Mauresmo e Clijsters. Já sem a esquerda mais bonita da história do jogo (homens ou mulheres) de Justine Henin, Davenport regressa após um ano em trabalho de parto para ensinar e derrotar Sharapova e Ivanović. Que também um dia se retirarão, para ficar Davenport, a ensinar e derrotar gerações futuras. O ténis feminino tem-se vindo a tornar um jogo essencialmente de força e velocidade. Davenport, cuja velocidade só tem paralelismo na capacidade locomoção dos meus avós (e alguns estão mortos), baseia todo o seu jogo no serviço, resposta ao serviço e inteligência de escolher a pancada certa no momento certo, sendo que esse momento tem de ocorrer entre a primeira ou terceira pancada ou ela é obrigada a dar um passo na direcção oposta à capacidade do seu corpo e o ponto está perdido. A tenista mais regular das últimas duas décadas é SÓ inteligência. Tem 32 anos. Aproveitem que só temos jogadora por mais uns dez.



publicado por Tiago Galvão
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Comentários:
De Fernando Vasconcelos a 30 de Agosto de 2008 às 01:23
Partilho o entusiasmo pela Lindsay Davenport. Olhe que a Davenport de hoje já se mexe muito mais do que no passado. Está bem mais rápida e mais leve e melhorou imenso o jogo de pés. Enfim sem dúvida uma das minhas jogadoras preferidas, ao nível do Santoro na questão da longevidade e inteligência de jogo.


De Tiago Galvão a 30 de Agosto de 2008 às 01:43
Penso que o facto de tentar melhorar o seu jogo nesta altura da carreira mostra que vamos ter jogadora por muito tempo. Para além do mais, não é só inteligente a jogar os pontos, é também muito boa a gerir os encontros. Sem ser muito agressiva, encontra sempre maneira de dificultar o jogo de serviço da adversária. Por vezes, precisa de ceder alguns pontos para se poder manter em forma ao longo de todo o encontro, mas nunca perde contra uma adversária que não esteja bem psicologicamente. Espero que ganhe um Grand Slam por estes anos. Um abraço.


De AF a 1 de Setembro de 2008 às 19:44
ver ténis feminino é fagote.


De AF a 1 de Setembro de 2008 às 19:51
e a esquerda mais bonita de sempre de sempre é a do Edberg


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