Luciano Amaral, no Gato do Cheshire, a propósito de um texto de Miguel Morgado:
Roosevelt andou dois anos a tentar convencer o Congresso e a opinião pública americana de que o país teria de entrar na guerra. Lembre-se que a generalidade da elite americana (incluindo os comunistas, depois do Pacto Germano-Soviético) era pacifista, pelo menos no sentido de não entrar naquela guerra. Aliás, lembre-se que a generalidade da elite europeia o era e que, na Europa, apenas Churchill desempenhou um papel idêntico ao de FDR. Hoje, a II Guerra Mundial é apresentada como a guerra consensual, aquela que tinha de ser combatida. É interessante como à época era exactamente o contrário: de Chamberlain a Estaline e ao pai Kennedy, passando por toda a “gente civilizada” (como, salvo erro, disse AJP Taylor), não havia quem não quisesse negociar com Hitler.
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