Sábado, 27 de Setembro de 2008
O PCP

Hoje, no Público, Vasco Pulido Valente põe o dedo na ferida. Diz ele que a existência do PCP, com toda a sua cegueira e fanatismo ideológicos, é uma demonstração do  "atraso cultural, político e económico do país". É que, ao contrário do que querem fazer crer todos os que apontam para o PCP como um parceiro natural das forças democráticas portuguesas, "não há na Europa nenhuma instituição remotamente parecida com o PCP". Depois anda tudo espantado e horrorizado como se a Sarah Palin viesse de outro planeta, ou como se Sarkozy fosse um bicho exótico.

A ansiada "modernidade" ainda não chegou a Portugal. A prova é o PCP - e o facto de o PCP não nos espantar nem horrorizar.



publicado por Miguel Morgado
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Comentários:
De Paulo Alexandre a 27 de Setembro de 2008 às 13:53
Eu iria mais longe: parece-me que, se os próprios eleitores do PCP conhecessem o seu conteúdo ideológico e programático, deixariam de o ser. Já para não falar do Bloco de Esquerda. Quanto aos outros partidos, o vácuo é a regra, pelo que ler ou não ler vai dar ao mesmo.
Obrigado.


De José a 27 de Setembro de 2008 às 17:05
Peço desculpa, mas tenho de discordar de si. Há partidos que querem ser governo. Outros há que apenas querem os interesses do seu eleitorado. Neste sentido, o que os preocupa não é, passe a expressão, o interesse nacional, mas o interesse dos seus eleitores.
Acho sinceramente que estes partidos fazem falta, porque colocam o indíviduo no centro das suas preocupações. Não acha que é importante que haja no parlamento quem fale pelos mais carenciados?
Eu acho que sim.


De lucklucky a 27 de Setembro de 2008 às 19:21
Mas o PCP fala pelos mais carenciados?

Os alunos pobres se estiverem dependentes da escola defendida pelo PCP têm cada vez menos hipóteses. Os desempregados idem.

Em certo sentido o PCP deixou de ser um Partido Político e passou a ser uma agremiação cultural mais definida pelo que odeia do que pelo que quer fazer.
Como a sociedade Portuguesa no seu todo favorece a inércia não é de estranhar que o PCP dure. Em certo sentido o partido que mais mudou foi o PS, embora uma grande parte dos militantes só aceite Sócrates porque este está no poder.
Quer o PSD quer o CDS não me parece que tenham mudado alguma coisa.


De Anónimo a 27 de Setembro de 2008 às 19:36
Eu cá sou um atrasadinho e gosto daqueles que nunca mudam. Não gosto dos que mudam , como o PS.
Esses é que não me interessam , nem um bocadinho.
Acho que todos fazem falta e não acho nada que o facto de existir o PCP demonstre que os portugueses ainda não atingiram a "modernidade" ( o que é isso?).
Para mim é motivo de um orgulho imenso que não exista nada de parecido ao PCP na Europa, porque eu não quero ser como os da Europa, quero ser português...


De Miguel Madeira a 28 de Setembro de 2008 às 00:28
Mesmo à bocadinho ouvi uma música na radio (Senhoritas, dos A Naifa) que me fez lembrar deste post.


De Eduardo Vicente a 28 de Setembro de 2008 às 03:35
Bate na madeira, Miguelito! Naifita.


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