Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
Espelho meu, diz-me, há alguém mais jacobino que eu?
A Turquia é a república mais jacobina à face da terra. É mais jacobina do que própria França. Mas Paris diz "não" à entrada da Turquia na Europa. Porque é, dizem, muçulmana e porque está fora da Europa.

A França devia acolher de braços abertos a Turquia na UE. A Turquia é um hino à jacobinice francesa. Mas entre o ideal e o peso de decisão nas estruturas da UE, os franceses optam pelo segundo (a Turquia ia estragar de vez a ideia de uma Europa liderada pela França; ia ser um empecilho nas decisões do conselho). Nada de mais. É que antes dos jacobinos andou por ali um tipo, católico mas não parvo, que vestia sempre de vermelho: o Sôr Richelieu, ou como quem diz raison d'etat.

publicado por Henrique Raposo
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Dar o Pina
Concordo com o que se tem dito e escrito, nomeadamente com o Boucherie Mendes: a Prisa, a TVI ou a Iberdrola têm todo o direito como empresas privadas a zelar pelos seus melhores interesses - e isso inclui a contratação de um psenhorzinho como Pina Moura. O problema está no facto de o PS aceitar que isso aconteça sem um gesto de discordância, lançando a suspeição sobre o seu grupo parlamentar e sobre todo o partido, incluindo a sua liderança, sempre que legislar sobre energia ou televisão. Comparar Pina Moura a Francisco Pinto Balsemão - alguém que tem pergaminhos pessoais e profissionais de sempre na comunicação social - é pretender enganar o pagode.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Parabéns ao Indie
A organização do IndieLisboa - Festival de Cinema Independente de Lisboa tinha a expectativa de aumentar o número de espectadores na sua 4ª edição, que terminou domingo. E conseguiu. Entre 19 e 29 de Abril, o festival de cinema independente teve 35 500 espectadores, mais 7400 ingressos do que em 2006.

No Público.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Inglês filosófico
A investigação ao curso de José Sócrates já saiu da agenda das notícias, mas não deixa de ser interessante rever as habilitações do seu professor de Inglês Técnico, o reitor que não era afinal reitor, Luís Arouca. Do inglês técnico, só talvez o "doctor of philosophy".

[Via Do Portugal Profundo]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Focas em Gaia
Através de um post de Valupi, no Aspirina B, descobri que a câmara de Gaia, de Luís Filipe Menezes, tenciona transformar essa honrada cidade numa “pequena Londres do Mediterrâneo” (sic). Pelo menos a acreditar nas palavras do vice-presidente da autarquia, Marco António Costa, sem dúvida um homem de génio e visão, talvez discípulo de João Vale e Azevedo. Como moro no Porto - à beirinha do Adriático, como se sabe -, aplaudo. Quem não vê já, por cima de um suave leito de vinho do Porto, chegar muito lampeirinha aqui à beira a National Gallery em peso? E Trafalgar Square, ali perto de Santo Ovídio? O problema com estas coisas é que nos deixam sempre insatisfeitos e ansiosos. Quando é que alguém importante de Ermesinde vai a Paris? Não ficava bem um obelisco em Ermesinde? E o actual senhor de Matosinhos a Florença? Tem lá coisas giras. Mas não nos precipitemos. Comecemos, de facto, por Gaia. E, mal o vice-presidente Marco António Costa chegar a estas plagas do Mediterrâneo, alguém que o envie em nova missão ao Pólo Norte. É que, vistos do Porto, ficavam a matar uns igloos gigantes em Gaia. E uns ursos brancos. E focas no Douro. Consta que elas se dão bem aqui pelos Urais. Sobretudo, não atacam gente delirante. É bom que ele pense nesse aspecto.

publicado por Paulo Tunhas
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Choque de civilizações? Sim, mas só no trabalho


1. Quando lemos qualquer coisa sobre a Índia, aquilo que mais choca não é a pobreza (que é reduzida todos os anos; digam a um indiano que a globalização é "predatória" e arriscam-se a levar um par de estalos), não é a falta de infraestruturas, não é a corrupção. O que choca é a capacidade de trabalho. Os laboratórios de software trabalham 24 sobre 24 horas, por exemplo.

2. Neste livro, Rampini conta uma estória relevadora. Uma empresa italiana abriu uma sucursal na Índia. Um jovem indiano, empregado da empresa italiana, foi estagiar na casa mãe. Resultado: o rapaz ficou espantado com a lentidão e falta de ética de trabalho dos colegas italianos. "Eles saem logo à pressa quando o relógio dá 17h; nós na Índia não temos horários de trabalho". Na Índia, há objectivos e não horários de trabalho. Na Europa, trabalha-se para preencher as horas do expediente. Na Índia, trabalha-se para cumprir objectivos. Na Índia, os trabalhares sindicalizados (10%) são tratados com desprezo pelos outros. Estes 10% (ainda protegidos pelas velhas leis da Licence Raj fabiana) são vistos como uma "aristocracia laboral". Eu também conheço um país onde existe uma aristocracia laboral. Aristocracia que amanhã vai desfilar em Lisboa.
Preparem-se para mais OPAs de indianos sobre empresas europeias. A Arcelor e a Corus são só o início. Não vale a pena fazer birra, não vale a pena fazer proteccionismo saloio. A realidade não foge só porque os europeus fazem beicinho.

3. Este é um dos poucos livros onde se vê um europeu atento ao mundo. Mundo: aquela coisa que vai além de Bush, Chavéz e do catarro de Castro (já repararam que a nossa TV reduz o mundo a estes três tipos?). Mais um grande livro da colecção sociedade global da Presença. Quando comecei a estudar, arranjar um livro sobre política internacional em Portugal era tão difícil como encontrar um marxista sério. Agora já não é assim. As editoras despertaram. A Presença, por exemplo, tem feito um esforço de edição interessante ao nível do debate internacional. Já editou Tim Flannery (essencial para o tal debate ambiental), Robert Cooper e o "Freakonomics".

publicado por Henrique Raposo
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Os apoios de Segoléne
French presidential candidate Segolene Royal received a campaign endorsement from an unexpected quarter on Saturday when an Iraq-based Iranian rebel movement held a rally to support her.

The People's Mujahedeen of Iran (PMOI), which is listed by the European Union and United States as a terrorist group, claimed that about 4 000 Iranian exiles and Iraqi supporters had gathered in the Iraqi town of Ashraf, northeast of Baghdad.

No News24.

Adenda: Segundo indicação do leitor Golani, este movimento, o PMOI, é o mesmo com quem o eurodeputado Paulo Casaca foi "apanhado" a dançar. Clique aqui, para rever esse grande momento...

publicado por Bruno Gonçalves
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Pina colada

Caro Bruno, sem retirar um grama de verdade ao seu raciocínio, dou mais esta achega.
Muito provavelmente, Pina Moura foi contratado pela Prisa com base num raciocínio deste tipo: “é bom termos alguém benquisto nos círculos do poder executivo. Porque não só vem aí a televisão digital terrestre, como a PTM vai mudar de mãos e temos de estar preparados para o que der e vier. A bem do futuro do nosso negócio é preciso ter alguém que conseguirá persuadir o poder da bondade dos nossos argumentos”.
É, a meu ver, e deste ponto de vista estrito, uma decisão legítima. Uma decisão que revela uma certa sobranceria castelhana, mas legítima. 

A bondade dos argumentos da Prisa a que aludi, visa, pelo menos, a eficiência económica.


Se visa outras coisas, vão dar-se mal.


Na minha opinião, consubstanciada com algum conhecimento técnico do mercado dos media e da publicidade, é impossível termos projectos ideológicos de media, por causa das dimensões do mercado natural do negócio. De facto, todos os nossos media têm de ter qualquer coisa de albergue espanhol. 


Não obstante, concedo, pode haver quem tenha opinião diferente e julgue possível dar um colorido político-ideológico a um determinado media e/ou a um determinado grupo de media.


 


p.s. do tal ponto de vista de agradar ao chefe, é muito mais certeiro tirar Manuela Moura Guedes da antena que ter Pina Moura como chairman.    


 


 


 



publicado por Pedro Boucherie Mendes
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A seguir
O blogue dos que querem que Carmona fique.  Na presidência da Câmara de Lisboa, é claro.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O essencial e o curioso
O essencial: a condenação a prisão perpétua dos cinco terroristas ligados à Al-Qaeda que planeavam ataques devastadores em Inglaterra. O curioso: saber o que pensam os meninos e meninas da manifestação de extrema-esquerda do outro dia sobre os ditos terroristas.

publicado por Paulo Tunhas
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A ler
Votei no Sr. José Sócrates para primeiro-ministro, não lhe pedi que calculasse a resistência de uma viga. Por isso, é-me indiferente o seu grau profissional, mas não me é indiferente saber se usurpou títulos ou falsificou classificações, porque não o poderia reconhecer em algo muito simples, mas de particular importância para quem detém o poder: ser um homem de bem.

Nuno Lobo Antunes, no Geração de 60

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O congresso do BE


 


O próximo congresso (2 e 3 de junho) do Bloco de Esquerda vai definir um novo caminho para este partido. Apesar de ser de prever uma luta entre as várias facções, a luta fundamental será entre os que querem transformar o BE, de uma vez por todas, num partido do sistema e, os outros que o quererão manter como partido radical anti-sistémico.


O BE tem de tomar uma fundamental decisão estratégica (e isto já foi dito de uma forma clara, por exemplo, neste texto, por um dos seus dirigentes) ou se assume como um partido clássico - com o normal propósito de chegar ao poder – ou se cristaliza como partido de protesto.





A primeira estratégia obriga a que assuma uma postura de tentativa de obtenção não só de mais votos mas também de uma aceitação institucional por parte do maior partido de esquerda. Para tal, o seu discurso tem de ser mais moderado e vai obrigar, pelo menos, à ocultação de certas condutas radicais. Claro está, que esta estratégia tem como objectivo as consequências de uma eventual chegada ao arco da governabilidade: colocação de pessoas em organismos públicos e afins que lhe permitam obter clientela política e assim a sua manutenção institucional, acompanhada, claro está, do legítimo objectivo de trazer as convicções próprias do partido aos centros de decisão.


É evidente que o objectivo de angariar mais votos podia levar a uma viragem à esquerda tentando entrar na área de influência do PCP. Este caminho, porém, não parece viável. A capacidade de captar eleitorado no PC é muito reduzida para não dizer impossível. O eleitorado comunista é velho, rural e violentamente conservador ou fortemente ligado ao movimento sindical onde a presença do BE é residual ou inexistente, ou seja, sociologicamente nada pode ser mais estranho ao eleitorado e discurso BE. Por outro lado, a “esquerdização” do discurso dirigida a estes segmentos poderia pôr em causa a aceitação institucional por parte do PS.



Esta estratégia tem, porém, riscos sérios: o primeiro é o da descaracterização do actual BE, levando-o a perder o seu actual eleitorado. O PC tem de uma forma ténue, admite-se, tentado rejuvenescer o partido e dirigir o seu discurso a um eleitorado mais urbano e menos conservador. A viragem do BE à direita seria, com certeza, aproveitada pelos comunistas. Por outro lado, a ala esquerda do PS é cada vez mais pequena, sendo a flutuação dos votos entre o PSD e o PS.



O segundo caminho possível para o BE, ou seja, a manutenção da actual linha ou mesmo uma maior “esquerdização” impõe uma constate exploração das chamadas questões fracturantes e, aparentemente, estas começam a ser escassas e cada vez menos exclusivas da esquerda (o debate do aborto, por exemplo, acabou e vai fazer muita falta a esta gente).




Sem estas “questões” o BE seria inevitavelmente obrigado a replicar o discurso do PC com o consequente gradual afastamento do seu actual eleitorado. Mais, este tipo de postura não parece ser do agrado das figuras mais mediáticas do BE que, quer se queira ou não, são as que trazem votos e lhe dão a notoriedade imprescindível. Sem elas, o BE transformar-se-ia, em muito pouco tempo, num grupo de radicais sem assento parlamentar.

O congresso vai deste modo definir se o BE veio para ficar ou se foi um breve fogacho na política portuguesa.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Ironias da história
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http://www.city-journal.org/html/17_2_china.html

O crescimento económico chinês serve, acima de tudo, os 60 milhões (!!!) de membros do partido comunista. São eles que absorvem o "progresso" material. São eles que consomem, são eles que nós vemos quando olhamos para a china. Mas esquecemo-nos que a China é mais gente. Muito mais.

 


60 milhões de mandarins comunistas de manhã e capitalistas à tarde. No campo, os chineses (1 bilião...) continuam pobres, semi-escravizados, as mulheres a serem forçadas a abortos a uma escala medonha para cumprir a meta de "um filho". Não há classe média, não vai haver democratização.


Respondendo a dois comentadores mais zelosos, é na China - e não na vilipendiada América - que existe o tal "capitalismo selvagem". Capitalismo sem regras, sem sombra de rule of law. Capitalismo selvagem? Sim, também sou contra. Contra o que sobrevive num dos poucos regimes comunistas que ainda sobrevivem. Ironias da história.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Mas quem defendeu o direito de veto?
The president of the European Commission said Sunday that Russia should not have a veto over a proposed U.S. missile defense system in Europe.

(...) 

 "We should not accept any third power to have a kind of veto power on what a sovereign state is doing," he said. "Any sovereign state of the European Union has the right to establish security arrangements with others." 

Ler a notícia completa, aqui.

publicado por Bruno Gonçalves
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CGD=Novo IPE

Cada vez mais a CGD se constitui como o braço armado para a intervenção do Estado em sectores económicos relevantes. Desta feita através da compra de 10% da PTM.


A justificação desta compra ou de qualquer outro investimento da CGD não pode ser mais linear: expectativa de rentabilidade. Só que a CGD não é um banco como os outros pela simples razão de que é uma empresa de capitais públicos.


Dando de barato a inacreditável e perfeitamente estapafúrdia desculpa de que o Estado deve ter um banco para assegurar uma espécie de regulação concorrencial no sector (com resultados, aliás, brilhantes a ver pelos resultados dos seus concorrentes...), não se entende o afã investidor da CGD que vai da compra de participações em estâncias turísticas (Vale do Lobo) à compra de parte significativa da PTM. No limite e com a capacidade económica quase ilimitada que lhe advém do seu accionista a CGD podia controlar quase todos os sectores económicos...


O que é preciso que se entenda é que os actos de gestão, nomeadamente na aquisição de participações fora do sector financeiro, terão sempre uma razão política, pelo simples facto de que o proprietário da CGD é o Estado.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Há Moura na costa?

 


 

  1. Pina Moura vai ser chairman da TVI. Ou seja, não vai riscar absolutamente nada na gestão. Por aí já está salvaguardado, porque a gestão num grupo de media não é nada fácil.

  2. Os media são um negócio especial. A eficiência económica está indexada ao crescimento do investimento publicitário e por mais diversificação de receitas que os grupos de media tentem (como vender roupas com o logótipo dos Morangos com Açúcar ou bonecos do Batatoon), a Publicidade é sempre a chave. Se a Publicidade está em alta, uma televisão com razoáveis audiências liberta margem que nunca mais acaba. Se a Publicidade está em baixa, é uma chatice. Pensem que este é um negócio com custos muito fixos e muito altos.

  3. Ou seja, a TVI terá tanto mais investimento publicitário, quanto mais audiências tiver.

  4. Ou quase. Porque há alvos que interessam mais que outros aos anunciantes.

  5. Não sei se sabem, mas as agências e os clientes só pagam os alvos que atingem. O que é comprado às televisões são tiros certeiros nos alvos, não tiros de chumbo disperso que podem, ou não, atingir alvos.

  6. O que uma campanha da Vodafone (por hipótese) paga são os impactos nos alvos que determinada campanha pressupõe. Não paga inserções de anúncios em blocos publicitários. Paga apenas as inserções que acertam nos alvos. Se forem jovens urbanos de classe média-alta, nenhum dos velhotes pobres do interior que gramaram o anúncio conta para este Totobola.

  7. Dito isto, se determinados alvos rejeitarem determinado canal, não há audiências que salvem a eficiência económica.  

  8. Em português normal é assim: se a informação da TVI for feita de forma a antagonizar estes ou aqueles portugueses, a eficiência do negócio será prejudicada. E quanto mais cultos e endinheirados forem os alvos, mas as televisões gostam deles, porque mais a Publicidade gosta deles. Ter uma televisão que só é vista por lares de terceira idade ou em subúrbios lúgubres não é muito bom.

  9. Ao contrário da Imprensa ou da Rádio, as audiências televisivas são medidas de uma forma mais imediata (e mais fiável). No dia seguinte, pelas oito da manhã, para ser mais preciso. Para quem gere televisões, é o chamado choque com a realidade.

  10. Uma última notinha. Porque somos um país minorca, com uma economia anestesiada e desemprego estrutural preocupante, temos um mercado publicitário que é muito sensível à perda de um pontinho de audiências.  



publicado por Pedro Boucherie Mendes
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Recomendo
http://www.globalincidentmap.com/home.php

publicado por Pedro Marques Lopes
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Roteiro Atlântico no Blogue [30 Abril - 06 Maio]
COLÓQUIO COMEMORATIVO DOS 50 ANOS DO TRATADO DE ROMA

. 03 de Maio [15h00] – Europa: crise ou oportunidade

Com Ana Gomes

. [16h00] – É urgente uma Constituição para a Europa!

Com Pedro Bacelar de Vasconcelos

. 04 de Maio [10h30] – União Europeia: a caminho do federalismo fiscal?

Com Joaquim Freitas da Rocha

. [14h30] – O acesso dos particulares aos tribunais europeus

Com Rui Manuel Moura Ramos

. [17h30] – O princípio do nível mais elevado de protecção e garantia dos Direitos Fundamentais na União Europeia Com Mariana Canotilho

Local: Univ. do Minho

Campus de Gualtar - Braga Organização: Escola de Direito

e-mail: sec@direito.uminho.pt

CRITICA DO CONTEMPORÂNEO

. 03 de Maio [21h30] – A técnica na sua relação com o humano

Com Peter Sloterdijk e Guilherme d’Oliveira Martins

Local: Fundação de SeralvesR. D. João de Castro, 210 - Porto

Organização: Fundação Serralves



publicado por aLaíde Costa
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ANDANCIO
Talvez por distracção – acontece a qualquer um, em certas fases, pertencer àquela metade do mundo que ignora o que fazem os restantes três quartos, nas palavras imortais do eminente filósofo Bertie Wooster -, não dei até hoje com nenhum artigo tão esclarecedor sobre o caso Pina Moura / TVI e sobre os interesses da Prisa como aquele que Helena Matos publicou hoje no Público. Não por acaso, sem dúvida: Helena Matos é quem, entre nós, melhor conhece e escreve sobre o que se vai passando hoje em dia em Espanha. E a propósito de Espanha: li que por lá, para manter viva a língua, se decidiu que as figuras públicas deveriam “apadrinhar” uma palavra caídaem desuso. Zapatero escolheu “andancio”, que, parece, designa uma doença contagiosa esquecida. Por cá, não seria má ideia tentar a experiência. Mas, atendendo à presumível falta de competência na matéria dos membros do governo – e já agora, democraticamente, da oposição -, a campanha poderia consistir numa sugestão pública de apadrinhamento por parte, por exemplo, dos blogues. Que palavra poderia José Sócrates adoptar? E Luís Filipe Menezes? E Mário Lino? E Louçã? Por mim, tenho algumas ideias.

publicado por Paulo Tunhas
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Boa pergunta
A pergunta da semana é de António Costa Amaral, n' A Arte da Fuga: Porque é que haveria João Soares de regressar... quando decorre um processo envolvendo a Bragaparques?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Domingo, 29 de Abril de 2007
Jurassic Park
Jerónimo de Sousa exige medidas contra a extrema-direita

Chávez garante que Fidel Castro reassumiu presidência de Cuba

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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África ingrata
http://www.opinionjournal.com/editorial/feature.html?id=110009995

Os europeus querem a demissão do Paul Wolfowitz, mas os africanos querem que ele continue como presidente do Banco Mundial. Disto pouca gente fala. África só interessa para servir de poste para a exibição mediática da caridade europeia.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sabiam que?
Sabem por que razão alguma esquerda aparenta tanta inquietação com o surgimento da extrema-direita? Porque a extrema-direita diz exactamente o mesmo que a extrema-esquerda e o efeito é de espelho. A saber: "não ao capitalismo selvagem", "não à globalização", "pela protecção dos trabalhadores portugueses", "é preciso proteger as empresas portuguesas". O PNR tem um discurso próximo do PCP, do BE e da ala mais à esquerda do PS. Basta lembrar a França, onde Le Pen colheu muitos votos do antigo Partido Comunista francês, hoje reduzido a 2 pontos percentuais. É disso - e sobretudo disso - que a esquerda tem medo. Não valia a pena era exagerar.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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India, Concerto de Democracias
Grande Constantino,

Primeiro: não tenho qualquer entusiasmo pela ideia, pela simples razão de que isso só vai tirar ainda mais poder, influência e status aos europeus e ao espaço atlântico. E eu, até prova em contrário, sou europeu e vivo no Atlântico. Não defendo a coisa normativamente. Apenas a constato analiticamente.

A tal comunidade, concerto, o que quiseres, de democracias, não vai ter sede/edifício/hino/bandeira, nem será declarado oficialmente. Não vai ter, não tem, o carácter explícito da política da guerra-fria a que ainda estamos habituados. Isto não é a UE ou a NATO à escala global. Voltámos para a política como ela sempre foi: regras implícitas, saber ler nas entrelinhas. O tempo em que era fácil investigar a política internacional acabou. Se procuramos as coisas apenas em edifícios com muitas bandeirinhas à portas não vamos perceber nada.

A Índia é um caso à parte, porque está em aproximações novas (EUA, Israel, Japão, a mudar os seus modos de ver o mundo e a própria maneira como olha para si mesmo, etc, etc, não vou estar a ensinar a missa ao padre). Estamos ainda a namorar, digamos assim. Mas atenção: a Índia não é o centro do mundo (ao contrário do que o novo riquismo indiano pode fazer crer); pode haver concerto de democracias sem a Índia. E a Índia pelas fronteiras que tem nunca poderia explicitamente dizer sim a uma coisa destas. Depois, onde a ideia de concerto de democracia mais tem peso é no Japão (lê o Abe), Austrália , EUA e trocos no Pacífico e Índico. A grande questão é: para onde vai swingar a Índia? Há 10 anos, seria impossível pensar que a Índia poderia sequer pensar em dançar com as democracias liberais. Hoje muita coisa mudou, e já há muita gente, indianos incluídos, a falar em dança demo-liberal, com Índia incluída, em redor da senhora dona China. Não sou eu que quero. É o que se fala nos círculos de poder e é o que anda a ser feito. A marinha americana e indiana em operações no Índico, etc, etc, etc?

Outra coisa: as administrações americanas nunca têm apenas uma face, uma voz única. Se os neocons borraram a pintura no Médio Oriente, o Armitage apadrinhou o novo Japão, o Burns e a Rice seduzem a Índia. A política da administração não está apenas naquilo que a Casa Branca diz. É preciso ler, literalmente, o State Department. E uma política pode nascer sem ser explicitamente declarada na TV. E há mesmo coisas que convém manter fora da TV: parece que os chineses e russos também têm televisão em casa.

Grande Abraço,

Henrique

PS: podemos é continuar isto na Revista.

publicado por Henrique Raposo
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A comunidade das democracias, o Henrique e a Índia
Este já dizia o mesmo Henrique anda tão entusiasmado com uma possível "comunidade  das democracias" que até já me pediu para eu retirar o ponto de interrogação com que eu relativizo a ideia no meu último post. Eu percebo o entusiasmo. A ideia é gira, tem potencial e não é nada nova (tem mais de duzentos anos: Project for a Perpetual Peace). Mas eu, que ando por aqui num destes países que o Henrique e mais alguns vêem como integrando essa comunidade, tenho as minhas dúvidas. Dúvidas que expressei na minha Passagem para a Índia no número de Fevereiro da nossa revista, e que convido o Henrique a (re)ler.



Não está em questão se a estratégia da comunidade das democracias, que Diana Soller comenta no Público de hoje, é ou não um projecto interessante e com pés para andar. O que eu questiono é a forma e os objectivos com que a ideia está a ser posta em prática, a partir de Washington. Questiono mesmo se ela está a ser posta em prática, ou se ela já sucumbiu ao peso da sua utopia e ao peso dos interesses mesquinhos que por trás dela se escondiam (em Washington). Convido os mais optimistas a lerem o ensaio de Jorge Almeida Fernandes, igualmente no Público de hoje, em que este narra a queda dos neocons na figura de Paul Wolfowitz: "Sentem que o seu projecto revolucionário de "exportar a democracia" pelas armas e remodelar o mapa do Médio Oriente "morreu pelo menos por uma geração". Para piorar as coisas, o seu mais notável expoente, Paul Wolfowitz, está sob suspeita no Banco Mundial. Prometeu moralizar o mundo e fez, como de costume, tudo ao contrário".

Claro que o Henrique irá ripostar com um punhado de "democracias não-ocidentais" e lançar-me uns "factos e números" que, supostamente, reflectem a renovada forma com que os Estados Unidos têm procurado uma aproximação a esses países. Mas, novamente, o que eu sugiro é que o Henrique, e demais crentes na tese, vejam o significado de epifenómeno num dicionário. Esta comunidade das democracias, se é que é uma estratégia norte-americana (já alguém a assumiu oficialmente?), não passa disso mesmo: uma ideia embrionária condenada a ser abandonada por outra, logo que assim der jeito.

Passagem para a Índia, Constantino Xavier em Nova Deli (Atlântico de Fevereiro)

REALITY CHECK

Tal e qual um Porsche (ou talvez um Tata), a imprensa portuguesa acelerou dos 0 aos 100 e redescobriu a Índia. A ida de Cavaco Silva a Nova Deli, Goa, Bombaim e Bangalore, e a forte orientação económica da visita, resultaram numa glorificação e caracterização eufórica do país que, ainda há pouco tempo, era imaginado como um pobre feudo espiritual de encantadores de serpentes. De repente, já só vemos um belo e gigante elefante.

Para o meu colega Henrique Raposo, a Índia até faz parte do lote de “democracias tão democráticas como as democracias europeias” e apresenta-se, por conseguinte, como uma séria candidata a um eixo democrático pós-ocidental ou pós-europeu, com centros de poder em Brasília, Pretória (ou Tshwane?), Tóquio, Nova Deli e Canberra.

É louvável haver quem lance um olhar prospectivo, escavando uma possível transformação sistémica da penumbra do actual status quo, mas o processo corre o risco de sucumbir à hipérbole. Equacionar a democracia indiana às suas históricas congéneres europeias reflecte um olhar superficial. De longe, elas (as democracias) às vezes até parecem giras. A constituição indiana é a mais longa do mundo – um lindo tratado democrático – mas os factos, a prática e o terreno dão-nos a conhecer a real natureza infantil da democracia indiana.

O PIB per capita da Índia democrática é duas vezes menor do que o da autoritária China. Enquanto que Pequim está entre os cem primeiros países em termos de índice de desenvolvimento humano (81º), Nova Deli fica-se por um modesto 126º lugar.

Num país em que se gasta pouco mais de 3% da despesa pública na educação (8% na China), e onde mais de um terço da população é analfabeta, é natural que o acesso a posições de poder seja restrito. E quando lá chegam, por vias de quotas, os pés-descalços são submetidos à elite burocrática – os “yes, minister” do poderoso Indian Administrative Service que comanda o destino do país.

Enquanto que a palavra superpotência é reincidente no léxico indiano, em termos de despesa pública para a saúde, as Nações Unidas colocam a Índia atrás da Serra Leoa e do Níger. Quanto às infra-estruturas, bastará lembrar que, enquanto escrevo este texto num subúrbio considerado abastado, na capital do país, já houve cinco cortes de energia – um dia ordinário.

Nem valerá a pena enveredarmos pelo sinuoso caminho que é a tradição democrática da política externa indiana. Ela sucumbiu sempre aos grandes jogos da realidade. Para além dos históricos episódios da independência do Bangladexe, e da invasão soviética do Afeganistão, o presente oferece-nos agora o pouco democrático maquiavelismo com que Nova Deli lida com a ditadura militar birmanesa, bem como o caso do Irão, em cujo programa nuclear se encontraram envolvidas algumas das suas empresas.

Faz tudo parte do drama dos bastidores que o esburacado pano democrático indiano tenta esconder. Mas então, porquê toda esta euforia pós-ocidental? Simplesmente, porque é do próprio interesse do mundo ocidental e ocidentalizado promovê-la, para servir os seus propósitos, principalmente económicos. Referindo-se à futura entrada da multinacional Wal-Mart no mercado indiano, um empresário (indiano!) referia recentemente que “Brazil is done. China is done. This is the last Shangri-La”. É talvez assim que se explique a razão pela qual, há já mais de três décadas, somos confrontados com repetidas “novas emergências”, do Brasil ao Japão. São emergências que nunca realmente emergem.

Manter os sinos a tocar a rebate incessante é também do interesse da imprensa, ciente em inventar novas modas e histórias. Inventa-se uma emergência aqui e, pouco tempo depois, uma outra acolá. Gostamos de ver os outros satisfeitos, mas q.b. e, já agora, à nossa maneira – democrática e ocidental. É assim que se compreende a euforia em relação à Índia de hoje.

Não há dúvida que algo se passa a Oriente e, no caso indiano, é impossível negar o relativo sucesso do seu sistema democrático ou negligenciar o seu crescimento económico e a sua ruidosa voz no panorama internacional. Mas ao abrirmos os olhos para a Índia, e para esse admirável mundo novo que, na realidade, tem idade para ser o nosso tataravô, convêm que o façamos de forma moderada. Sair da escuridão do armário para enfrentar a luminosidade do mundo, pré-, pós-, ante-, sub-, ou o que quer que ele seja, é um processo doloroso porque nos cega. A solução estará algures entre o defensivo oito dos conservadores do Restelo e o histérico oitenta dos catastrofistas que anunciam o fim do nosso mundo e o início de um novo, o dos Outros.

publicado por Constantino Hermanns Xavier
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Claustrofobia constitucional, III

É. Há claustrofobia liberal desde 1976. Foi aliviada em 1982 e 1989. Mas ela continua. E se calhar é normal. Só temos 33 anos disto em 800 e tal de história. A liberdade não surge por decreto. Aliás, nem há Liberdade. As liberdades praticam-se. Os ingleses praticam-nas há séculos e ainda são (e serão sempre) imperfeitos na coisa. Nós estamos a gatinhar. Ainda não demos os primeiros passinhos a sério porque a ordem constitucional que temos permite e legitima os abusos do poder. A nossa constituição não limita os abusos do poder político (como deveria ser). Pelo contrário: potencia, legitimando, esse abusos.



O que Sócrates anda a fazer existe desde o início. Em relação aos seus antecessores, não difere na natureza mas no grau do descaramento. É mais descarado no uso dos poderes que a constituição que dá. Mas esses poderes estão lá. E os contra poderes não estão. Como nunca tiveram.


Enquanto os senadores de 1976 estiverem vivos e enquanto a primeira constituição estiver num pedestal intocável não seremos uma democracia como a outras. Não seremos uma democracia com uma ordenação constitucional-institucional na defesa das liberdades cívicas, que não é o mesmo que as liberdades políticas.



publicado por Henrique Raposo
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Claustrofobia constitucional, II
Factos:

- Os tribunais lançam decisões que fazem lembrar Paulas Bobones do Salazarismo. Os juízes, no ano da graça de 2007, acham que é “irrelevante” o facto de os jornais contarem a verdade. Como essa verdade põe em causa o bom nome de X, então, é “crime”. O respeitinho é coisa tão bonita, não é?



- Cartão Único. Por detrás do culto da eficácia esconde-se o facto: com esta coisa 5 em 1, um gajo com um crachá qualquer pode vasculhar a minha vida. Não há liberdade sem privacidade. Isto é como viver em paredes de vidro. Era esta a metáfora do Zamiatine.


- Centralização das polícias. A metáfora de Zamiatine deixa de o ser. Passa à condição de realidade. E o ministro acha muita piada e ri-se com aquele riso [preencher que o adjectivo que achar indicado] da impunidade do poder. E ninguém, neste país, mexe uma palha. Os jornalistas acobardam-se e não fazem pressão. A oposição até acha graça à medida. A extrema-esquerda gosta. A centralização policial faz parte do seu ADN. A direita que temos gosta mais de segurança do que de liberdade. É a cultura política que temos: ou comício (de jacobino para cima) ou sacristia (de beata desdentada para baixo).


- A palhaçada da ERC. Aquele sinistro discurso salazarista na boca daquele senhor careca do Porto. A prova de que pode existir censura em democracia. A democracia é só uma forma de escolha do poder. Não é a garantia de nada em termos de liberdades civis. A Venezuela e a Rússia são democracias.


- Há ainda em curso uma ridícula legislação sobre imprensa e jornalismo. Se for aplicada, o jornalismo deixa simplesmente de existir. Os jornalistas passarão a ser receptores passivos das agências e dos assessores de imprensa do poder. Aliás, já o são, como se comprova todos os dias. Dá menos trabalho, afinal. Não se tem de levantar o traseiro da redacção para ir investigar. Fica-se à espera, enquanto se fala no Messenger.


- Finalmente: 700 mil pessoas são seduzidos para a arte da delação. Estaline ir adorar. Transformar o pior que há nos homens (mesquinhez; lixar o próximo por inveja ou afins) num acto de pureza cívica. O ser-se bufo passa a ser sinal de pertença a forte estirpe ética. Um anti-americanismo para pessoas com a 4ª classe, portanto. Faz-se uma mijinha de ódio e passa-se à condição de puro.


Mas há mais. Alguém se lembra do caso 24 horas? (sinal do inconcebível desajuste institucional entre o poder democrático e a estrutura jurídica). Das cartas do PM ao tribunal constitucional? Da forma como o Ministro Pinho impediu que o tipo da ERSE fosse ouvido no parlamento?



publicado por Henrique Raposo
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Claustrofobia constitucional

Paulo Rangel abanou a tenda. Finalmente alguém com tino e com vestígios de brio. Mas aposto que o Sôr Mendes não terá gostado da impertinência do seu deputado. O Sôr Mendes, se pudesse, faria o mesmo que Sócrates. Não pode porque o regime ainda é de esquerda, e só a esquerda pode fazer certas coisas. Mas Mendes e Sócrates são mesmo da mesma escola: a que começa a colocar cartazes e acabar a arruinar o país no poder, sem nunca pensar politicamente. Esta escola só consegue pensar partidariamente. É parecido, mas não é bem a mesma coisa.



Claustrofobia democrática? Não, caríssimo Paulo Rangel. O que há é claustrofobia liberal-constitucional. Democracia é coisa que não falta a Portugal. Aliás, o nosso problema é que há demasiada democracia e pouco constitucionalismo (liberal). O nosso regime permite uma virtual ditadura do PM, como é fácil de ver todo o santo dia. Não há controlo institucional (nunca houve em Portugal; e 33 anos não chegam para meter isso na cabeça das pessoas). Daí que o Oliveira Martins e o tribunal da calculadora sejam, neste momento, os grandes defensores da ideia de liberdade, de democracia liberal. É Oliveira Martins que anda a tentar fazer da democracia portuguesa algo de parecida com as outras democracias ocidentais. Força, homem: é que já chega desta versão tuga de democracia.



 




publicado por Henrique Raposo
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Uma comunidade das democracias?
Diana Soller, hoje no Público, numa recensão a "Second Chance" de Zbigniew Brzezinski:

"Para recuperar desta crise, a América precisa de aproveitar a "segunda oportunidade" que as eleições de 2008 e uma nova liderança podem trazer. Como? Reformulando a ordem de sucesso da Guerra-Fria, projectando-a a uma escala global; reconstituindo e alargando a comunidade atlântica a outras democracias..."

publicado por Constantino Hermanns Xavier
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Post Duplicado Post Duplicado
Tudo neste país passa a ser em duplicado, de registos de dados pessoais, no parlamento por exemplo, aos dados fornecidos para auditorias, ao tribunal de contas sobre nomeações, por exemplo.

Tudo neste país passa a ser em duplicado, de registos de dados pessoais, no parlamento, porque nesta fotocópia é que já está bem, por exemplo, aos dados fornecidos para auditorias, ao tribunal de contas sobre nomeações porque estes é que estão correctos, por exemplo.

publicado por joao moreira de sá
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Dramática Gramática
-Conjugue o verbo Arguir.

- Em que tempo?

- No presente do surreal.

- Eu não me demito em Salvaterra mas tu demites-te em Lisboa,
Ela não se demite em Setúbal mas tu tens que te demitir em Lisboa...

publicado por joao moreira de sá
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Zeca hard-core
Glândula vi-la morena.

publicado por joao moreira de sá
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Al To-lá
Há jihad e jihad,

Há Madinejhad.

publicado por joao moreira de sá
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De partida
Porque é que quando se parte a bacia se vai ao hospital e não à loja de louça sanitária?

publicado por joao moreira de sá
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Sábado, 28 de Abril de 2007
25 do coiso… sempre?
O Otelo disse mesmo aquilo do Cavaco?

Que comprimidos é que ele andará a tomar?

publicado por joao moreira de sá
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Quase em código
- Alguém viu o Jacaré?

- Desapareceu Sábado.

publicado por joao moreira de sá
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007
Turquia
 

sarkozy_nicolas.jpg





A opinião de Sarkozy sobre a Turquia na Europa:

 The real problem lies with Turkey; I cannot tell young French school students that Europe’s borders lie along Syria and Iraq. If we accept Turkey then, putting aside the Ukraine for a moment, we have to accept Lebanon, Israel, and the Magrib.

If Europe really wants to give off a sense of security, then its borders must be defined.

We should deepen our relations with Turkey, but not to the point of EU membership.

What we need is an urgent declaration of ‘privileged partnership’ with Turkey... 

publicado por Bruno Gonçalves
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Sondagem bota-abaixo
É como o primeiro-ministro deve classificar este barómetro:
Polémica em torno de licenciatura afectou Sócrates

[Via O Insurgente]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Aviso


Avisa-nos o sempre prestável e competente Ardinário que a revista não chegou hoje à banca dele. Agradeço e não faço mea culpa porque a culpa de facto não é minha - mas aproveito para dar a informação que recebi de quem deveria ter distribuído a tempo e horas: o problema será resolvido até segunda-feira.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Alguma água fria

 


 

 

  1. Lendo os blogues, parece que Portugal está à beira de uma mudança de regime. De uma Democracia consolidada – e segundos os ‘marcadores' que detectam democracias consolidadas, a nossa está – parece que vamos passar para um qualquer tipo de autoritarismo, imagino que socrático.

  2. Gosto sobretudo de ver comentadores que não sabem como é a prática jornalística, comentarem intenções do poder sobre a classe. Fiquem a saber, por exemplo, que muito pior que o poder legislativo é o poder dos tribunais, absolutamente arbitrário e absolutamente ignorante sobre a prática jornalística.

  3. A maioria dos bloggers também escreve num tom que parece indiciar que são uns lutadores pela Liberdade agrilhoados a qualquer coisa. Ele é a ERC, ele é o Pina Moura, ele é o Marcelino, ele é sei lá mais o quê.

  4. Numa coisa concordo, apesar de sermos uma Democracia, a verdade é que não temos uma cultura muito democrática, muito cívica, no nosso dia-a-dia. Os nossos compatriotas não são como gostaríamos. Nem as nossas instituições. Nem as leis. Nem as rules and regulations.

  5. E isso contamina-nos a todos, o que também é normal e previsível, porque a Democracia implica ‘muitos’ e implica que esses muitos sejam parecidos na sua exigência para uns para com os outros.

  6. Considerando a blogosfera uma ordem espontânea, um espaço de discussão permanente e construtiva com muito ruído, mas também com textos belíssimos, eloquentes e inteligentes, é difícil ver onde está esse autoritarismo. Parte do processo permanente da construção Democracia é este revolver do solo que é feito na blogosfera. Refilar, criticar, escrutinar é exactamente o ponto. Mas não é uma lei de Newton, não implica que o mundo mude de um dia para o outro.  

  7. Talvez porque tem pressa, a blogosfera portuguesa escrita pelas elites tem uma certa propensão para a conspiração e para julgar os protagonistas políticos como sórdidos puppet-masters que em breve nos vão obrigar a vestir de igual.

  8. É interessante, porque não é puppet-master quem quer, mas quem tem capacidade para isso. Ao ver ínvias intenções na acção dos políticos, acções que são sempre conducentes a um fim, não estará a blogosfera a passar um inadvertido atestado de inteligência rara aos nossos políticos? Tomara eu que a classe política fosse tão inteligente como é julgada em muitos blogues.

  9. Será que a realidade é mesmo como Lost ou no Prision Break, em que nada é por acaso? Ou é mais como nos romances do Eça, tão mais humana e simples?

  10. Admitamos que é elaborada e recheada de subterrâneos onde tudo é decidido alguns homens. Mas não teremos nós, enquanto cidadãos, meios para instituir uma accountability maior ao que nos rodeia e aflige. Estaremos assim tão agrilhoados, ou é mais fácil falar e escrever do que fazer?



publicado por Pedro Boucherie Mendes
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Exercício de imaginação
Part of the problem lies with India's notoriously slow-moving justice system. Politicians facing corruption charges can bask for years in the presumption of innocence until proven guilty, as trials meander through the courts.

Retire a palavra "Índia" e substitua por "Portugal". Parece-lhe o mesmo cenário? Sem uma justiça digna desse nome, não há democracia liberal que resista. Sem uma justiça acima de qualquer suspeição de partidarização, democracia é só meter o voto na urna de 4 em 4 anos.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler
Hands across the ocean, EU-US summit. De José Manuel Barroso, mais conhecido em Portugal por Durão Barroso.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Trade-offs
Estes dias - hoje e ontem -, são terríveis para a nossa Democracia, para a nossa liberdade de expressão, para o crescimento intelectual da nossa multitude. O jackpot do Euromilhões, o raio do jackpot do Euromilhões, tem uma influência directa na venda de publicações, de imprensa. Não, não estou a conjecturar, sei bem do que falo.

Num quiosque, numa papelaria de centro comercial, a multitude depara-se com capas e capas de publicações. E depois vê a ampliação da fotocópia colada no balcão a prometer dezenas de milhões de euros. Quem resiste?

O nosso share of pocket - o dinheiro que costumamos gastar num determinado contexto - quase nunca se altera, especialmente se os nossos rendimentos não crescerem.  O tal jornal, a tal revista que compramos ocasionalmente (e são estes compradores são fundamentais), afinal não é assim tão importante, perante a perspectiva de ficar milionário.

Mas nem tudo se perde com os jackpots. São sempre pretextos para umas belas reportagens de telejornal.

publicado por Pedro Boucherie Mendes
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Os novos comissários do povo

É tempo de Marques Mendes assumir as suas responsabilidades neste processo CML/Carmona Rodrigues. A bem da verdade, a única pessoa que se comprometeu politicamente neste processo foi o líder do PSD e, para não variar, da pior maneira.


Ao contrário da maioria das pessoas, penso que Carmona Rodrigues não se deve demitir. É tempo de as pessoas perceberem que a Procuradoria não é uma espécie de tribunal político, ou seja, não é pelo facto de uma pessoa – no caso concreto, um politico – ser constituída arguida que estará automaticamente ferida de ilegitimidade política e, claro está, muito menos estará condenada por qualquer tipo de ilicitude.


Esta espécie de subversão do papel dos tribunais e da Procuradoria pode ter consequências terríveis no próprio desenho de um Estado de Direito atribuindo papéis a quem não tem legitimidade para os desempenhar.


Mais grave, é termos o líder do maior partido da oposição a pactuar com este tipo de ataque ao regular funcionamento das instituições. Ao ter defendido que pessoas como Carmona, Valentim e outros se devem demitir pelo facto de serem constituídos arguidos está a pôr em causa um princípio fundamental da lei penal - a presunção de inocência – e a contribuir para a politização de um órgão do aparelho judicial – Procuradoria-Geral da República.


 


 



publicado por Pedro Marques Lopes
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“Dizer Abril”
Nestas épocas comemorativas, dá a muita gente um surto de fervor lírico. A mim dá-me outra coisa: dá-me para me perguntar – o que é que esta gente pensa que é a poesia? Porque gostar de versos do género: Dizer Abril, / Abrir Abril na tua voz, /Lembrar / Quando, sem Abril, estávamos sós, / As sílabas silentes que Março ainda calava / Nos gestos vazios de não sermos nós parece, com toda a boa vontade do mundo, incompatível com o mínimo entendimento do que é a poesia. Para ficar por Portugal, gostar de coisas destas é estruturalmente incompatível com gostar, já nem digo de Camões ou de Sá de Miranda, mas de Cesário, Nobre ou Pessoa – ou, mais próximos, Herberto Helder ou Luiza Neto Jorge. É compatível, eu sei, com Manuel Alegre, com o pior (que é bastante) de Eugénio de Andrade, e com um engano, talvez perdoável, sobre certas coisas que Sophia de Mello Breyner escreveu. Mas isso quer dizer que é compatível com uma completa falta de sensibilidade (quer dizer: cultura) poética. E quando a gente vê o pessoal político a gostar de coisas deste tipo – e vemos muitas vezes -, é caso para nos perguntarmos: o que é que eles têm dentro da cabeça? Porque não se gosta de coisas assim impunemente. Este tipo de gosto, que não é acidental, reflecte-se no discurso e na acção. Injecta vacuidade. Isso vê-se e sente-se.

publicado por Paulo Tunhas
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Recomendações atlânticas
Geração de 60, um novo blogue a seguir com atenção. Inez Dentinho, Paulo C. Rangel, Sofia Galvão, Pedro Norton e Manuel S. Fonseca, entre outros, justificam a expectativa.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A frase do mês
America cannot "go it alone."

De quem é? De Condoleeza Rice, quem mais? É a frase do mês, porque o Ocidente precisa de um sistema de defesa que funcione.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007


Se amanhã pelas 10h20 ligar a sua rádio na Europa em 90.4 FM já ficará com uma ideia da conversa que tivemos com Manuel Falcão e Vítor Cunha no "Descubra as Diferenças" desta semana. Como sempre às sextas pelas sete da tarde - repetindo ao domingo às 11h e de novo às 19h - com a imoderação habitual de Antonieta Lopes da Costa e a minha presença. Esta semana, falamos das comemorações do 25 de Abril, nomeadamente do discurso do Presidente da República, o que nos leva à entrada de Pina Moura na TVI, entre outros assuntos de media, em que se inclui o papel crescente dos blogues como alternativa à imprensa mainstream. Claro que não nos poderíamos esquecer da relevância do blogue Do Portugal Profundo e das suas investigações de dois anos ao curso do primeiro-ministro José Sócrates. As eleições no CDS e em França são outros dos temas em debate numa conversa animada que, como sempre, pode ouvir também no seu computador em directo ou na power box da TV Cabo.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Informação das bancas


Informamos que a revista Atlântico estará em todas as bancas habituais amanhã sem falta, depois de ter faltado hoje por motivos a que somos alheios. Pelo facto, pedimos desculpa. Agradecemos também ao leitor João Alves pelo comentário que nos enviou.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Diálogo de civilizações (2)
Outra sampaiada. O mais importante de tudo: Alguém sabe onde ficará a sede? É que estou com esperanças que ele saia do país, como aconteceu com o Guterres.

publicado por Bruno Gonçalves
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