Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Vamos guardar o nono, mas com prudência
Alguém que segure o Henrique, por favor, se não, com tanto furor, ainda descemos para décimo.

publicado por Paulo Tunhas
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Dizer bem de Portugal (X)
http://agualisa2.blogs.sapo.pt/arquivo/capt.sge.sid99.130305000329.photo00.photo.default-384x260%5B1%5D%5B1%5D.jpg

Quando me dizem que os portugueses são "racistas", dá-me vontade de rir. Há racismo? Há. De brancos e de pretos (sim, embora venha no dicionário, racismo não é sinónimo exclusivo de branco). Mas não se compara ao que há noutros países europeus. Nenhum povo europeu tem a nossa capacidade de integrar e de ser integrado. Somos tolerantes. Os outros tiveram de fazer a tolerância em calhamaços de teoria política. Nós somos tolerantes, abertos, cosmopolitas. O salazarismo anda a esconder isto tudo há muito tempo. Já chega.

Vivi o Mundial na Alemanha. As pessoas com quem estava (de toda a europa) não percebiam por que razão tínhamos "pretos" na selecção. Ou melhor, percebiam (alguns sabiam mais da história imperial portuguesa que eu), mas não compreendiam. Nem compreendiam por que razão eu torcia pela Costa Rica e não pela Suécia. Ali, vi as vantagens de ter sangue fenício, negro, muçulmano, romano, "bárbaro" e não sei mais do quê. A um irritante checo (quando os checos estavam convecidos que iam levar o caneco para Praga), disse apenas "I'm proud to be a mutt".

Quando o Mantorras marca, dá-me vontade de chorar. E como eu, muitos. Nesta simplicidade chorona está uma coisa que não se mede com régua e esquadro. Os países não se medem ao PIB.

publicado por Henrique Raposo
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Dizer bem de Portugal (IX)

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publicado por Bruno Gonçalves
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Dizer bem de Portugal (VIII)
The image “http://pissarro.home.sapo.pt/Retornados.jpg” cannot be displayed, because it contains errors. Os retornados. Mais de meio milhão de pessoas chegou, de repente, a Portugal. Essas pessoas integraram-se na sociedade portuguesa sem conflitos de maior. Haverá casos semelhantes noutros sítios? Não me parece.

[inspirado no "Portugal - Retrato Social", de António Barreto].

publicado por Henrique Raposo
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Dizer bem de Portugal (VII)
The image “http://www.evolvefish.com/fish/media/T-Magellan.gif” cannot be displayed, because it contains errors.Fernão de Magalhães: "A Igreja diz que a Terra é plana, mas eu sei que é redonda, pois vi a sua sombra na lua. E eu tenho mais fé na sombra do que na Igreja".

publicado por Henrique Raposo
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Dizer bem de Portugal (VI)
http://www.academia.org.br/abl/media/bb_lusiadas.bmpUm livro que, ainda por cima, é contemporâneo do século XXI. É um dos livros mais actuais. Os Lusíadas deviam entrar nas aulas sobre... globalização. Globalização não é só PIB e Power Point.

publicado por Henrique Raposo
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Dizer bem de Portugal (V)

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publicado por Bruno Gonçalves
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O anti-CSI
http://i7.photobucket.com/albums/y276/katateh/zodiac_movieposter.jpgO CSI - aquela séria dos polícias versão Einstein - é uma seca. Uma violenta seca.
Quando era puto, a Rua Sésamo passava umas imagens de fábricas, de operários a trabalhar nas mais diversas coisas. "Como se faz um lápis?", perguntava o Ferrão, e a seguir passavam uma imagens de uma fábrica de lápis a fazer, ora essa, lápis. Adorava aquilo. O CSI é quase a mesma coisa. Mas não gosto. Não tem lápis. Como bons americanos, só usam o mechanical pen.

Ontem, vi um episódio que parecia mesmo a Rua Sésamo: uma experiência ao nível do som com bolinhas a pular numa caixa, e demais coisas tipo físico-química. Tudo filmado à maneira da Rua Sésamo. E, no meio disto tudo, os polícias sabem sempre tudo. Apanham sempre o bad guy. Aliás, o mau da fita não tem fuga possível. É sempre apanhado. Não tem qualquer liberdade. A ciência forense não o permite. É, enfim, uma série do nosso tempo. Um tempo onde tudo é certinho, normalizado, onde o caos não pode existir, onde o mal não escapa às garras da ciência. Uma seca. A negação do policial. Isto é MacGyver sem as roupas e cabelos pouco científicos dos anos 80.

Com Zodiac, Fincher vem recordar à malta que o mal pode mesmo escapar. Os homens podem montar-lhe mil cercos. No filme, há um cerco policial e outro jornalístico. Mas ele, o mal, escapa sempre. Para nosso desespero. No CSI, os polícias nunca têm dúvidas. No primeiro minuto já sabem tudo, depois é só provar que têm razão com a narrativa Rua Sésamo. Em Zodiac, vemos o fabuloso Mark Ruffalo a ser consumido pelas suas dúvidas, obsessões e até pela raiva contra as regras legais e processuais de um sítio civilizado. No CSI, só há as regras da ciência e nunca as regras legais. Sinal dos tempos?

publicado por Henrique Raposo
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Dizer bem de Portugal (IV)


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Dizer bem de Portugal (III)


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Dizer bem de Portugal (II)


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Dizer bem de Portugal


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Por que razão não conseguimos dizer bem de Portugal?
Notícia: Portugal é o 9º país mais seguro do mundo, diz o Economist.

Reacções entre nós: zero. Não conseguimos dizer bem de Portugal. Quando surgem notícias positivas sobre Portugal, tendemos a desprezá-las. Quando o assunto é Portugal, só sabemos deitar cá para fora um monte de escárnio. Não fica bem, em qualquer conversa, elogiar Portugal ou os portugueses. Já enjoa.

publicado por Henrique Raposo
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Amanhã nas bancas
anuncio 27 dia 1

André Azevedo Alves, João Marques de Almeida, Paulo Tunhas e Rui Ramos escrevem sobre a "Europa em mudança: Adeus Blair, Olá Sarkozy". Esther Mucznik sobre os esterótipos religiosos nos manuais escolares (que Paulo Tunhas recomenda mais em baixo). Luciano Amaral sobre os 30 anos de Star Wars, o filme. João Caraça sobre o livro "A nova primavera do político". Vasco Rato sobre a Turquia e a União Europeia, vista de Istambul. Pedro Marques Lopes sobre o congresso do Bloco de Esquerda. Entre muitos outros textos de muito bons autores para um mês inteiro de leituras. Amanhã nas bancas.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Laura Abreu Cravo e Pedro Marques Lopes na Rádio Europa

radioeuropa




Amanhã às 7h05 da tarde, como é habitual, teremos nova emissão do "Descubra as Diferenças" na Rádio Europa. Desta vez a dupla de convidados especiais é composta por Laura Abreu Cravo e Pedro Marques Lopes, confrontados por Antonieta Lopes da Costa, a todo-poderosa directora da rádio - e, na medida do possível, por mim. Em debate estará o estranho conceito de democracia do socialista venezuelano Hugo Chávez, mas também as corridas e as palavras de José Sócrates em Moscovo - na Praça Vermelha e não só. A greve geral e as versões de fracasso e sucesso consoante o interlocutor - governo ou CGTP - assim como o congresso do Bloco de Esquerda neste fim de semana e a corrida para as intercalares na Câmara Municipal de Lisboa são outros dos temas a discutir. No final, a música é dedicada ao primeiro-ministro. O programa, também como sempre, repete ao domingo, às 11h05 e às 19h05. Pode ouvir no seu computador ou nas rádios da TV/Cabo, se tiver power box.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Esther Mucznik
Manuais

Vale bem a pena ler, na próxima Atlântico, o artigo de Esther Mucznik sobre o tratamento da religião nos manuais escolares. Das considerações habituais, à maneira de Boaventura Sousa Santos, sobre Israel, até ao culto pseudo-lírico de abstracções caridosas ("Escreva mensagens sobre a paz") encontra-se de tudo nos ditos manuais.

publicado por Paulo Tunhas
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Em nome das relações luso-angolanas


Tenho uma vez mais de discordar do Tiago Mendes. O meu voto no concurso Miss Universo 2007 vai para a representante de Angola, Micaela Reis. Desculpem a insistência.


Post a renar


Mal acabou o curso de veterinário, o Pai Natal fez um transplante renal.




publicado por joao moreira de sá
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Pedi ao Guterres para me trazer um
 A raça de gatos originária do Nepal é o Kat Mandu.

publicado por joao moreira de sá
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E mais um trocadilho parvo
- Onde é que os Afeganis tão?

- Olha! O chefe tá’li. BAM!

publicado por joao moreira de sá
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Enola Gay
Fucking hell! Por Luciano Amaral.

publicado por André Alves
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Bom senso ainda recolhe 48,6% de opiniões
Apesar de a generalidade dos aparelhos partidários portugueses optarem pelo paternalismo estatal e pelo totalitarismo higienista, continua a haver aparentemente um amplo segmento do eleitorado que resiste à lavagem cerebral socialista: Opiniões divididas sobre quem deve decidir fumo em restaurantes

Os portugueses estão divididos em relação a se devem ser os proprietários dos restaurantes a decidirem se se poderá fumar nos seus restaurantes. Segundo o Barómetro DN/TSF/Marktest, 48,6 por cento defendem esta opção, enquanto que 47,9 por cento estão contra.

(...)

Os inquiridos até aos 34 anos, pertencentes à classe média e do Grande Porto são aqueles que mais defendem o direito a que sejam os proprietários a decidir.

Já os inquiridos de mais 55 anos da classe alta/média-alta, residente no Litoral Centro e votantes no PS preferem a opção contrária.




(via Insurgente: Wishful thought do dia)

publicado por André Alves
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O capital e o social
Já se percebeu que o capital confia menos nas bolsas que no seu próprio talento. O capital compra empresas em todo o mundo, endireita-as e vende-as a quem as quiser comprar. Há aqui muito para dizer mais também isto: o capital é cada vez mais objectivo e cada vez menos disposto a perder tempo a andar de braço dado com as donas de casa que investem na bolsa. A tecnologia permite que o capital circule à velocidade da luz, alheio a bandeiras, hinos, fronteiras ou culturas. 

A globalização também é isto: objectividade. Chavez bem pode dizer adeus ao capital. Porque o capital não gosta da arbitrariedade.

A Venezuela sofrerá mas, provavelmente por causa do capital, vai ver-se livre de Chavez mais cedo do que julgava.

publicado por Pedro Boucherie Mendes
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Chavez
O nosso Ocidente é tão confortável que o que chega da Venezuela não nos tira o sono. 
Hugo Chavez parece de facto saído de um livro do Tintin ou de um filme americano onde há Navy Seals a resgatarem uma médica (belíssima e sexy, claro) dos seus captores pícaros. Infelizmente, ele é real e faz coisas bem reais. Este controle dos media é apenas parte de um ongoing process.

De uma maneira muito perturbadora, homens como Chavez são úteis porque nos lembram que haverá sempre quem queira deter o poder todo.  Quem, tendo poder, procurará engordá-lo como se faz com os porcos. Julgo que nenhum de nós pode dizer que está livre de isso lhe acontecer. Seja como subjugado, seja como aquele que detém, exerce e quer perpetuar o poder.

A vontade de poder demonstra um espírito que poderemos chamar de revolucionário. Demonstra, por conseguinte, intolerância e um denodo particular.

Ao contrário do que se diz, o inferno não está cheio de boas intenções. O inferno está cheio daqueles que foram apanhados por estes ímpetos.

publicado por Pedro Boucherie Mendes
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Jogging em Caracas
Helena Matos diz hoje no Blasfémias o essencial sobre as declarações de José Sócrates na Rússia relativas às “lições de moral” que não temos que dar. Eu só queria acrescentar uma coisa. Ao ver as imagens do jogging na Praça Vermelha, lembrei-me do Tintim (não do No país dos sovietes em particular, mas do Tintim em geral). Sócrates pareceu-me o Tintim. Para que não me aconteça o que aconteceu a Fernando Charrua, devo dizer que gosto imenso do Tintim, e que a semelhança entre o nosso primeiro-ministro e o herói era puramente física: jovialidade, agilidade, e mesmo qualquer coisa de facial. Não se tratava de outro tipo de semelhanças, até porque Tintim era assaz moralista (suportavelmente, de resto) e José Sócrates gosta pelo menos de aparentar realismo. E, de Tintim a Tintim, lembrei-me d’A orelha quebrada e da genial paródia das ditaduras latino-americanas. E perguntei-me se ele faria jogging em Caracas. Não o estou a ver a gritar “Viva o Coronel Chávez e as batatas fritas!”, mas, mesmo assim, gostava de saber se era capaz de andar a correr por lá.

publicado por Paulo Tunhas
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Com um beijo
Existe um pormenor que faria com que algumas pessoas se

aborrecessem com isso:aquela lei maçadora chamada Constituição

que prevê que ninguém deve ser discriminado em função, nomeadamente,

do sexo ou da cor da pele… detalhes.

Relacionar financiamentos aos partidos políticos

com imaginárias campanhas contra direitos assegurados

constitucionalmente parece-me descabido

mas tudo se pode esperar quando

se começa qualquer argumentação com “se um dia…”.


publicado por Pedro Marques Lopes
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Visão
Lentamente os líderes europeus começam a recuperar alguma visão de futuro. Vem isto a propósito disto, ali em baixo, e sobretudo disto, ali ao lado.

publicado por Henrique Burnay
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O que a DREN nos ensinou
RUI RAMOS



A directora da DREN vale uma enciclopédia. Com a sua perseguição ao professor Charrua, deixou-nos perceber muita coisa. Para começar, a natureza deste governo e da maioria que o rodeia. Pudemos ver, à luz do dia, o ministério a dar cobertura a uma prepotência, a bancada do PS a proibir a sua discussão no parlamento, e os mais ilustres advogados oficiais e oficiosos do governo – com excepção de Jorge Coelho, o único socialista que não anda nervoso – a defenderem o indefensável sem a mínima concessão à razão ou ao pudor. Muita gente tirou as devidas conclusões sobre o apreço dos ministros e seus acólitos pela liberdade de opinião. Mas este caso autoriza-nos também a tirar conclusões sobre o futuro da anunciada reforma da administração pública. Porque a directora da DREN revelou-nos também o que é o Estado em Portugal, e a escolha que é preciso fazer para o reformar.



A propósito desta história de perseguições e vinganças entre funcionários ligados ao PS e ao PSD, algumas almas grandes dos dois partidos já se penitenciaram pelo loteamento partidário do Estado. Só que não foram o PS e o PSD a descobrir a vantagem de transformar simpatizantes em funcionários públicos, e de tratar bem os próprios e mal os dos outros. Em 1974-1975, também o PCP tentou unir-se ao Estado, proporcionando ao PS, no ano seguinte, ocasião para os célebres “saneamentos à esquerda”. Antes, durante o PREC, os saneamentos tinham sido à direita e aos milhares (há, sobre isto, um estudo de António Costa Pinto). O costume fora inaugurado pela mãe de todas as purgas, em 1834, quando milhares de “absolutistas” foram despedidos para dar lugar aos vencedores da guerra civil. Os liberais aboliram o princípio da “propriedade” dos empregos públicos, e adoptaram o da “confiança” política (com poucas excepções, como no caso dos juízes). A partidarização do funcionalismo atingiu então uma minúcia inultrapassável. É conhecida uma lista com as tendências políticas de cada um dos empregados das finanças de Braga em 1834. Não era um simples registo: era um guia para promoções e despedimentos.



Foi este ambiente que justificou, nos últimos dois séculos, o caminho até ao actual estatuto da função pública. Em 1851, quando se quis pôr termo ao carrossel de revoluções e guerras civis, um dos temas discutidos foi o do aumento de garantias ao funcionalismo. Parecia uma boa maneira de extinguir a fonte de combatentes desesperados que todas as insurreições encontravam entre os demitidos e injustiçados da administração e do exército. Terá havido ainda uma razão social. A classe média, à medida que as rendas agrícolas deixaram de bastar para manter uma posição social, descobriu uma compensação nas repartições públicas. E quis que a nova fonte de rendimentos estivesse garantida por lei contra esbulhos arbitrários. Eis o emprego vitalício. Mas convinha ainda assegurar a carreira contra quaisquer “subjectividades”. E eis a promoção por antiguidade. No século XX, o Estado Novo impôs novas condições ideológicas para a admissão no funcionalismo, mas consagrou o princípio dos direitos adquiridos. Assim se foi criando em Portugal um mundo aparte, o mundo encantado dos funcionários, que só podia aumentar, nunca diminuir, e onde havia prémios para todos.



O actual governo ameaça acabar com este mundo antes de ter acabado com as suas causas: a partidarização dos serviços (como se vê pela DREN), e uma economia incapaz de gerar um número suficiente de empregos compatíveis com aspirações de classe média (como se vê pelo desemprego dos licenciados). Notemos as implicações da primeira. É verdade que em qualquer empresa um empregado está sujeito à parcialidade das chefias. Mas, ao contrário de empresas operando num mercado aberto, o Estado é invulnerável à concorrência. Não há, por isso, custos associados à perseguição e afastamento, por mero capricho pessoal ou político, dos mais cumpridores e capazes. O professor Charrua considerou-se, sem modéstia, “o melhor funcionário da casa”. Talvez fosse. No Estado, a lei de Gresham pode ser aplicada impunemente. A única barreira tem sido o estatuto dos funcionários.



Para quem olha de fora, dispensas de serviço e promoções por mérito parecem o princípio de um Estado melhor proporcionado e mais eficiente. Para os que estão lá dentro, o caso da DREN sugere que podem significar outra coisa: mais poder para chefias partidarizadas sancionarem o sentido de humor e as simpatias políticas dos subordinados. O governo tem de escolher: ou faz a reforma, ou protege chefias do tipo da DREN. As duas coisas juntas significariam a multiplicação por milhares do caso Charrua, isto é, a guerra civil no Estado.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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No entanto
Comentário do leitor HO:

No entanto, se um dia existir um partido que, recebendo subsídios estatais significativos, faça um cartaz a apelar à aceitação de valores racistas ou homofóbicos, não faltarão posts no sentido do FMS; e muitos a aproveitarem a ocasião - a meu ver, com toda a legitimidade-, para questionarem o financiamento público dos partidos.


publicado por André Alves
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A ler
Ai coisa linda. É só saúde! De Joana Amaral Dias, no 5 Dias.

--

De facto, não é todos os dias que se fecha a zona do Kremlin para a corrida de um primeiro-ministro. Mas o exercício - ou o jogging, se preferirmos a expressão em inglês técnico de José Sócrates - nem deve ter sido lá grande coisa: quem já esteve em Moscovo sabe que o Kremlin não tem assim tantos quilómetros para correr, mesmo para quem passe pelo mausoléu de Lenine. A ginástica matinal de Sócrates fica a condizer com o regime musculado do seu anfitrião.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007
2007 até é parecido com 1967, mas não é a mesma coisa
1. "Jornalistas experientes e com capacidade crítica foram expulsos das redacções" - sindicato dos jornalistas. Não tenho qualquer dificuldade em acreditar. Aliás, quero acreditar. Mas quem são? De que redacções? Isto, se for verdade, é coisa venezuelana, logo, não pode ficar no vácuo, sem nomes a sustentá-la. Quem são? Quem apontou a porta da rua? Já não estamos no tempo da outra senhora. Que eu saiba, não estamos em 1967 no país do respeitinho bafiento.

2. O PS quer (queria?) impor "sanções pecuniárias" aos jornalistas que infrinjam um tal código deontológico; deve ser o código da sarjeta, do ministro trotskista.

3. Um exercício: ver quem desculpa Chávez lá fora, e ver quem minimiza estes abusos por cá. Só para ver se "fazem pandam", como dizia a minha avó.

publicado por Henrique Raposo
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72 horas
- "O embaraço da CGTP é patente", Eduardo Pitta.

- Sinais, Francisco José Viegas

- "A execução durou só um pouco mais: 72 horas...", Pedro Lomba

publicado por Henrique Raposo
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Novo endereço para envio de correspondência
Tuaregue da Cantuária

Deserto de Setubhal

Az-Eitão

Tenda 34

publicado por joao moreira de sá
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National Blogographic – Mulher vs. Homem
As mulheres queixam-se que nós não as entendemos. Têm razão. Mas também podiam levar em consideração a idade mental do adulto masculino médio e explicar as coisas de forma um pouco mais acessível.

Por exemplo:

Se nos querem explicar o que é um esfoliante, basta mencionar a lixa de areia.

Para entender o arranjo das cutículas, falem-nos do descarnador de fios eléctricos.

E como se compreenderia facilmente as alterações do humor derivadas de causas hormonais de periodicidade mensal se nos fosse apresentada como uma garantida derrota mensal do nosso clube.

Na minha opinião é só uma questão de perspectivar bem as coisas.

publicado por joao moreira de sá
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O Processo
O presidente da distrital socialista do Porto, Renato Sampaio, disse hoje à agência Lusa que o professor Fernando Charrua insultou o primeiro-ministro, José Sócrates, "em vários momentos e em diferentes locais públicos da DREN".

No "Público".

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Cruzes credo

Eis um post muito curioso. Através dele podemos chegar a uma de duas conclusões: o Estado não deve financiar os partidos ou financiando-os deve interferir na agenda política dos partidos... venha o diabo e escolha.


Isto da liberdade tem que ter os seus “limitezinhos” morais senão isto é uma bagunça. Desde que seja a nossa moral, claro está.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Liberal contemporâneo


Perguntei - e o Rui de Albuquerque respondeu. Agradecendo o elogio à Atlântico - de cujo espírito o Rui sabe que faz parte - e concordando na substância, continuo a acreditar que os partidos portugueses precisam também de ser liberalizados. Talvez porque tenha pressa, não me basta a criação de uma mentalidade social de bom acolhimento às ideias liberais. É preciso que os partidos as comecem a defender - e, melhor ainda, as apliquem de facto quando chegam ao poder. Ainda que obviamente concorde com o Rui: é preciso "tentar demonstrar às pessoas que elas têm mais a ganhar com menos Estado do que com mais Estado. Porque, infelizmente, perdura ainda o mito, muito graças a uma certa direita que sempre o cultivou, de que o exercício do poder é coisa para homens dotados e providenciais, logo, que só o Estado nos pode acudir nas nossas aflições e necessidades."

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Aconteceu na Venezuela
Quando para uma empresa poder operar num qualquer mercado se torna necessária a obtenção de uma licença estatal a sua sobrevivência dependerá sempre da boa vontade daqueles que a cada altura exerçam o poder. Para além de agradar aos consumidores importará (talvez mais) não desagradar aos decisores políticos. Ainda que aparentem ser benevolentes e se contentem em reclamar um quinhão e em exercer alguma influência nunca se sabe quando e porque razão decidirão que outra deve ocupar o seu lugar. Invocarão um qualquer critério concorrêncial (esquecedo-se que logo à partida o jogo se encontrava viciado), uma esotérica questão de Estado ou um duvidoso critério de qualidade. A imaginação não tem limites e os governantes não se coibem de exercer o seu poder discricionário.

Aconteceu na Venezuela mas pode também acontecer aqui.

publicado por Miguel Noronha
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Inovação 31


 




O 31 da Armada continua a inovar e é o primeiro blogue português a ser acreditado num congresso partidário - no caso, multigrupuscular, mas isso são outras contas do rosário bloquista. Claro que não se deve esperar jornalismo do 31, coisa que ainda parece confundir alguns alegados papas da blogosfera, que não percebem que os blogues não são jornais e só perdem quando o tentam ser.


Uma emissão especial a acompanhar.




publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sexta-feira nas bancas
anuncio 27 dia 1

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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E no entanto, há qualquer coisa de novo nesta greve.
Não é numa sexta-feira. Mas não deve ser por acaso.

publicado por Pedro Boucherie Mendes
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Razões para comprar jornais

"A directora da DREN revelou-nos também o que é o Estado em Portugal e a escolha que é preciso fazer para o reformar"


Rui Ramos, no "Público" de hoje, O que a DREN nos ensinou

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Depois deste o ténis nunca mais teve o mesmo interesse


 


 



* juro que não é para fazer concorrência ao grande Maradona

publicado por Pedro Marques Lopes
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Querem embargar o cartaz ao Zé!
O Sporting vai enviar uma comunicação ao Bloco de Esquerda devido a um «outdoor» alegadamente colocado em terrenos do clube de Alvalade por este partido político para apoiar Sá Fernandes, candidato às eleições para a Câmara de Lisboa.

O cartaz foi colocado nos terrenos do clube junto à Avenida Padre Cruz, sem autorização do Sporting, pelo que os «leões» garantem que caso o mesmo não seja retirado será apresentada uma exposição à Comissão Nacional de Eleições


A Bola

publicado por Miguel Noronha
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Em dia de Greve Geral (2)
O direito à greve e o direito ao “não me chateiem”. Por LA.

O comunismo sindical está-se marimbando para cada um, para as opções de vida de cada trabalhador. Amanhã, voltarão os piquetes de greve a controlar quem não alinha, para apontar dedos (esperemos que nada mais que isso), para afastar qualquer hipótese de não se ser perturbado na sua vida. Como um efeito destas acções de mobilização, muitos de nós, trabalhadores, amanhã seremos cerceados na nossa liberdade.


publicado por André Alves
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Interrogações sobre o Estado Providência
Perguntas banais da idade dos porquês

publicado por André Alves
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Em dia de Greve Geral
O direito de renunciar ao direito de greve. Por João Miranda.

Neste dia de Greve Geral podiamos discutir uma ideia engraçada: devem os trabalhadores ter liberdade para renunciar ao direito à greve? Isto é, deve um trabalhador poder assinar contratos em que abdica do seu direito à greve em troca de contrapartidas que sejam do seu interesse?


publicado por André Alves
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Novos sindicatos são necessários
Esta greve do sector público sem objectivos laborais claros e com razões meramente políticas apenas traz uma maior descredibilização ao movimento sindical e mais uns pontos (???) ao PCP nas guerras de alecrim e manjerona dentro da CGTP.

Os sindicatos têm prestado um mau serviço aos trabalhadores envolvendo-os em batalhas que não são as deles, recusando-se sistematicamente a colaborar na busca de soluções que tragam mais riqueza e subsequentemente mais trabalho (nomeadamente em sede de concertação social), cristalizando-se e ignorando as novas questões laborais que a globalização acarreta. Assumem a defesa da manutenção do sector empresarial do Estado, que apenas cria menos riqueza e menos empregos novos, não apresentando propostas para as questões da formação e desenvolvimento pessoal dos trabalhadores – única forma de combater a precariedade laboral – e desprezando questões tão básicas como sejam os critérios de avaliação dos trabalhadores.

A esmagadora maioria dos sindicatos portugueses mantêm a lógica da conflitualidade social, ou melhor, de “classe” esquecendo-se que há muito esta lógica provou a sua ineficácia. Onde se procura concertação e busca de soluções encontra-se inflexibilidade e discursos marxistas do sec XIX.

publicado por Pedro Marques Lopes
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Greve à greve
Hoje comecei a trabalhar especialmente cedo. Faço greve à greve.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007
Entrada de pés juntos: em vez do tradicional olá, o Mediterrâneo e a Turquia
Escrevo na Atlântico há quase dois anos, e neste blog desde de hoje. O resto das apresentações foram tão bem feitas pelo Paulo que nem digo mais nada. Só que gosto muito da companhia. E passando ao que interessa:

No encontro que teve com Prodi, o Presidente francês terá falado de novo na sua proposta de União Mediterrânica. A proposta de Sarkozy surgiu, pela primeira vez, durante a campanha eleitoral e, de novo, na tomada de posse, tendo provocado reacções divergentes. É natural. Uns acham que é generosidade a mais, outros – os turcos – pressentem que é uma maneira engenhosa de os deixar de fora parecendo que ficam dentro. Talvez tenham todos razão, mas a proposta merece ser discutida. E, mesmo sem dever ser apresentada como tal, pode, de facto, acabar por ser uma solução para um problema que só devia ser resolvido daqui a dez anos mas que anda a ser discutido agora.
Já escrevi na Atlântico (em Outubro, se não me engano – e no 31 também disse uma coisa do género, mas não encontro) o que abaixo transcrevo.
Tanto faz que a Europa seja o centro do mundo, ou não. Do nosso mundo próximo e imediato é, e está, ao mesmo tempo, no meio do que há de mais relevante e complicado nas relações internacionais actuais: as relações entre o nosso mundo e o mundo islâmico. Por tudo isso, a proposta de Sarkozy devia ser discutida com atenção. É bastante mais importante do que as corridinhas de Sócrates à volta da Praça Vermelha.

“Um novo Projecto europeu. O maior sucesso da União Europeia é o efeito provocado pelos sucessivos alargamentos. A Portugal e Espanha, a oito países do que chamávamos Europa de Leste há vinte anos. E, noutra escala mas no mesmo sentido, a todos os países europeus que esperam um dia poder entrar. Muito mais do que o suposto e altamente discutível softpower europeu, é a perspectiva de adesão que tem provocado mudanças no Mundo. E mudanças para muito melhor. Estes sucessivos processos de adesão são a mais rápida e eficaz história de transformação democrática, reforma económica a progresso social em qualquer parte do Mundo nas últimas décadas. É esse o maior sucesso europeu. Acontece que o seu potencial está – por enquanto – limitado pela sua própria definição. Só quem tem expectativas de aderir é que se reforma o suficiente para poder entrar. Foi assim connosco, com Espanha, com os oito de Leste mais os dois que chegam já em Janeiro. E assim será, melhor ou pior, com os Balcãs e, talvez um dia, com a Ucrânia. Mas, e o resto? A capacidade europeia de provocar mudança no mundo tem sido este mecanismo, se ele se esgota geograficamente, o papel reformador da UE também termina aqui (esta tese, evidentemente considera que o efeito da UE no mundo fora do alargamento está muito muito longe de ser comparável tanto no passado como no futuro). A solução passa – deveria passar, entenda-se – por procurar reproduzir os efeitos desse mecanismo, exportando, consequentemente, o mesmo sucesso reformista. Como? Com um novo projecto europeu, desenhado em potencial parceria com os nossos vizinhos (estou a pensar primeiro que tudo nos mediterrânicos). Resumindo: criar, num futuro de médio prazo, uma área de livre circulação no Mediterrâneo tão próxima quanto possível da lógica do modelo da UE, à qual possam aderir os países aqui à volta que cumpram os critérios de democracia, economia de mercado e respeito pelos direitos humanos (o essencial dos critérios de Copenhaga). Seria uma espécie de adesão (com direito a beneficiar dos Fundos Europeus, das políticas comuns e das agências europeias) em troca de reformas. Seria, incidentalmente e sem ser essa a sua maior virtude, uma solução que, se interessasse a Marrocos, a Israel ou à Tunísia, poderia talvez interessar à Turquia se tivesse de concluir que o processo de adesão estava num impasse insuperável.
Em vez de lamentar a ausência de uma política externa comum ou de um lugar único no Conselho de Segurança das Nações Unidas – coisa que, curiosamente, nenhum dos “europeístas” defende – a União Europeia poderia assim cumprir eficazmente o seu projecto de promoção da paz e do desenvolvimento. Exportar, expandindo, o nosso modelo, é o melhor que a União Europeia pode fazer a si e ao Mundo. Ter vizinhos ricos, com populações sem necessidade de emigrar custe o que custar, pacíficos, democráticos e constrangidos pelos benefícios é um bom projecto europeu. E nem sequer é completamente novo.”

publicado por Henrique Burnay
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