Sábado, 30 de Junho de 2007
Ai essas vontadinhas
Bem sei que isto do aproximar do verão tem o condão de inflamar (estou mesmo poético… inflamar… é mesmo da época do ano, está visto) os corpos e de despertar vontades que durante o resto do ano estarão mais adormecidas. Mas alguma desta rapaziada parece um vulcãozinho prestes a entrar em erupção: É assim mesmo, libertem essas feras que há em vós.

publicado por Pedro Marques Lopes
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Acabe-se com o Ministério da Cultura (Gomes de Pinho)
Governar Portugal passa por desfazer leis e ministérios, e não criar novas leis ou ministérios. Governar Portugal, aqui e agora, passa por retirar o Estado de uma série de áreas, mostrando que a Política não pode fazer tudo. Nem deve.

Depois, podiam acabar com o ministério da economia, por exemplo.

publicado por Henrique Raposo
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Mundo pós-europeu
The challenge before India is whether it can evolve a lifestyle paradigm different from that in the rich countries of Europe and America. India with its civilisational heritage can hopefully rise to this challenge and lead the way to save the Earth.

M.R. Srinivasan

publicado por Henrique Raposo
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Hoje sou francês
France's newly appointed Justice Minister Rachida Dati, and Rama Yade, new junior minister for human rights.

publicado por Henrique Raposo
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Still Nº.1
Still No.1

publicado por Henrique Raposo
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3_aviso.JPGRoubado ao Daniel Oliveira.

publicado por Henrique Raposo
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Quando os pais decidem o destino dos filhos
We will follow the same path of President Arafat and Sheik Ahmed Yassin.

publicado por Rui Carmo
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Um jovem com futuro assegurado
No Jornal de Notícias

Antes de se fechar em "blackout" informativo, o líder da concelhia local do PS admitiu ter sido um membro da Juventude Socialista de Vieira do Minho o "cidadão" que pediu o Livro Amarelo do estabelecimento para se queixar do cartaz da polémica. Um cartaz que reproduzia uma entrevista do ministro da Saúde, publicada no JN a 6 de Agosto de 2006, dizendo que nunca iria a um serviço de antendimento permanente (SAP).


publicado por Miguel Noronha
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(Ex)Citação recomendada
Patrulha ideológica. O pior da patrulha ideológica não é discordar, detestar, estar contra , ter outros argumentos, ter aliados, cumprimentar os amigos (com "o excelente, "o imprescindível", etc) antes de dizer uma frase, criar famílias de adjectivos em vez de geografias de afectos, ser facilmente visível, irritar ou ser irritante; não. O pior é estar sempre vigilante - sobre cada vírgula, cada frase, cada ideia. Não discute, não argumenta. Tem apenas a obsessão de impor a sua linguagem, a sua conversa, de limitar o espaço que não controla. E um prazer absoluto quando distorce, cita incorrectamente, descobre um fragmento maldito. A patrulha ideológica afirma a superioridade moral do debate - desde que seja com o seu diccionário. O que lhe escapa, morde, sobretudo para se distinguir. Esse sentido policial da discussão acaba por transpor-se para vida propriamente dita, chata, antipática, desgraçada.

Algumas Distracções, livro de Francisco José Viegas. Editado pela Quasi. Colecção Inéditos (da revista) Sábado.

publicado por Rui Carmo
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Juntos, em defesa do socialismo
PSD, CDS e BE criticam «ataques» ao Serviço Nacional Saúde

publicado por Miguel Noronha
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A concorrência segundo Sócrates
Artigo de João Miranda no Diário de Notícias.

O Governo, como todos os governos, não quer perder poder e por isso tem feito tudo para preservar o controlo político que detém sobre a economia. A lei das rendas foi concebida de forma a que nenhuma renda pudesse ser aumentada sem a autorização de burocratas. Resultado: num ano inteiro, das cerca de 400 mil rendas antigas, só 71 é que foram actualizadas. Para combater a burocracia, o Governo criou o conceito de PIN, Projecto de Interesse Nacional. Os PIN têm direito a tratamento prioritário por parte da administração pública na concessão de licenças. Um PIN é, portanto, um projecto privilegiado que tem direito a uma espécie de cunha de luxo. Resultado: a influência política dos promotores conta mais que o cumprimento da lei, o respeito pelas regras ambientais ou a qualidade do projecto. O Estado mantém um conjunto participações em empresas públicas e semipúblicas. Resultado: é o próprio Governo que, no seu duplo papel de accionista e regulador, promove monopólios que prejudicam o consumidor. Não é por acaso que os grandes monopólios nacionais são públicos (REN, ANA, CP, CTT), semipúblicos (EDP, Portugal Telecom, Galp) ou concessionados pelo Estado (Brisa).

Não existe nenhuma vontade política por parte do Governo para melhorar a concorrência na economia. O Governo, via Caixa Geral de Depósitos, colocou-se ao lado dos accionistas da PT contra a OPA da Sonae e tem ajudado esses mesmos accionistas a fazer uma falsa separação entre as redes de cobre e de cabo (em teoria as redes são separadas, na prática ficam sob o controlo dos mesmos accionistas). O ministro da Economia não se coíbe de usar o seu poder para vetar decisões da Autoridade para a Concorrência. A semiliberalização das farmácias foi feita de forma a impedir a entrada das grandes multinacionais no mercado português. Projectos como o TGV e a Ota foram concebidos para proteger da concorrência as clientelas do Estado. A secretária de Estado dos Transportes é contra a concorrência entre portos, o ministro Mário Lino contra a concorrência entre aeroportos e o Governo apoiou a compra da Portugália pela TAP, ajudando a criar um monopólio nas ligações aéreas Lisboa-Porto.


publicado por Miguel Noronha
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Não sei
Se os acontecimentos responderam ao cepticismo do Miguel Madeira.
Secretary-General of the United Nations Ban Ki-moon expressed "deep concern" Friday that Lebanon's continuing internal political instability will hinder its implementation of UN Security Council Resolution 1701, the ceasefire agreement that ended the Second Lebanon War, which calls for the disarmament of all militant groups in the region near the country's border with Israel.

Ban issued a report to the UN Security Council on Friday saying that Syria and Iran are transferring anti-tank and anti-aircraft weapons across the Syria-Lebanon border to militant group Hezbollah. The UN chief submitted the report after receiving information from both Israel and Lebanon regarding blatant violations of the resolution. 


publicado por Rui Carmo
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
Obviamente discordo
Se "[a]conselhar X a um adulto é paternalismo" será melhor deixarmos de escrever em blogs, jornais e (já agora) deixarmos de emitir qualquer tipo de opinião para não corrermos o risco de influênciar alguém.

publicado por Miguel Noronha
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Intelligent design
Citação retirada de um comentário de HO a este post :

«When I was chucked by a school girlfriend and made a pimply speech to the whole family, he listened quietly as I squeaked and squealed “I never want another girlfriend as long as I live!” (hammering the table) “Girls are odious!” The next day Edwidge called me into the library for a talk—an extremely rare event that must have happened no more than three times in my life. I was apprehensive and stood stiffly in front of his desk waiting for him to speak: “My dear boy,” he said, “the anus was designed for the retention and expulsion of faecal matter, not for the reception of foreign organs, however lovingly placed there.” I left the room, clutching my sides with laughter and was not surprised to see the sentence repeated a few years later in an article he wrote for the Spectator.»

- My Father the Anarchist, de Alexander Waugh


publicado por André Alves
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Uma distinção importante (II)
Ser liberal não significa abdicar de opinar.

publicado por Miguel Noronha
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Uma distinção importante
Aconselhar não é o mesmo que impor

publicado por Miguel Noronha
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Pela privatização do sexo
Um verdadeiro liberal não fala sobre sexo em público. Faz em privado.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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To: Freedom House
The portuguese Prime Minister presides over a Government which persecutes people who criticize the way the country is ruled or who make jokes about the Prime Minister himself. In the last two months high ranking civil servants have been punished either because they joked about Mr. Socrates university degree (altough the alleged joke was made in a private conversation) or because they allowed public criticism over the health policy and its Minister, Mr. Correa de Campos.
In these last weeks important industrialists said that some of the sponsors of a technical report about the placement of a new international airport - which contradicts Mr. Socrates decision - wished to remain incognito because they feared retaliation from the government in contracts with their companies.
In general there are worrying signs of political harassment by over zealous officials, but until now none of the ministers or the prime minister himself have condemned what happened.
Instead, the Prime Minister decided to persecute in Court the author of a Blog that led and first hand released an investigation about the academic degree of Mr. Socrates and the way it was obtained. All the national press followed the leads in that blog, and some of the newspapers digged deeper than the blogger. It was clear there were contradictions between Mr. Socrates official CV and the University archives. Following the investigation, the private University where Mr. Socrates obtained his degree was shut down by Government decision, in the middle of an unexpected turmoil.


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Manuel Falcão, n' A Esquina do Rio

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Laura Abreu Cravo e Henrique Burnay em directo e com estereofonia na Rádio Europa
radioeuropa

É já às sete da tarde, daqui a pouco mais de duas horas, que poderá ouvir Laura Abreu Cravo dedicar uma pequena música a Fernando Negrão e à reconhecida dificuldade com as siglas, assim como Henrique Burnay a perorar sobre o putativo referendo à Europa que José Sócrates não quer. Aliás, peroramos todos, mas o Henrique é que é o especialista. Com Antonieta Lopes da Costa e comigo, falaremos ainda do documento do Compromisso Portugal, "O Estado da Governação", que nada subliminarmente aproveito para ligar ao texto de capa desta edição da Atlântico, nas bancas; mas também de Joe Berardo vs. Mega Ferreira mais a colecção no CCB, assim como da saída de cena de Tony Blair e da sua substituição por Gordon Brown, com outras conversas pelo meio.

O programa como sempre repete no domingo, às 11h e às 19h, podendo ser ouvido em directo no computador ou nas rádios da TV/Cabo.


PS. No domingo pode ter Henrique Burnay a dobrar: entre as 11h e o meio-dia na Europa e a partir das 12h no Rádio Clube Português (104.3 FM). É mais uma estrela atlântica a dar cartas.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Boa ideia
"A BLOGOSFERA E O GOVERNO

Cá para mim este Governo estava a precisar de uma acção comum de vários blogs, que publicassem no dia 1, início do semestre da Presidência Portuguesa da UE, um texto em inglês deste género:



The portuguese Prime Minister presides over a Government which persecutes people who criticize the way the country is ruled or who make jokes about the Prime Minister himself. In the last two months high ranking civil servants have been punished either because they joked about Mr. Socrates university degree (altough the alleged joke was made in a private conversation) or because they allowed public criticism over the health policy and its Minister, Mr. Correa de Campos.
In these last weeks important industrialists said that some of the sponsors of a technical report about the placement of a new international airport - which contradicts Mr. Socrates decision - wished to remain incognito because they feared retaliation from the government in contracts with their companies.
In general there are worrying signs of political harassment by over zealous officials, but until now none of the ministers or the prime minister himself have condemned what happened.
Instead, the Prime Minister decided to persecute in Court the author of a Blog that led and first hand released an investigation about the academic degree of Mr. Socrates and the way it was obtained. All the national press followed the leads in that blog, and some of the newspapers digged deeper than the blogger. It was clear there were contradictions between Mr. Socrates official CV and the University archives. Following the investigation, the private University where Mr. Socrates obtained his degree was shut down by Government decision, in the middle of an unexpected turmoil.



Correcções, alterações e complementos serão bem vindos. Este é apenas um draft que aqui deixo."

Manuel Falcão, n' A Esquina do Rio

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O estado da governação (IV)
Atlantico.28

Um ponto do documento do Compromisso Portugal, quase no final, que vai de encontro às preocupações de Paulo C. Rangel, expressas no artigo publicado na Atlântico de Julho, relativamente ao clima de claustrofobia democrática que se vive em Portugal.

"(...) seria importante que o Governo demonstrasse uma firme vontade de zelar para que não se crie em Portugal um clima que leve os cidadãos a temerem qualquer tipo de retaliação, directa ou indirecta, por expressarem
livremente as suas opiniões.


In “O Estado da Governação em Junho de 2007” - Compromisso Portugal

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O estado da governação (III)
1. Primeiro Eixo da Governação: Retomar o crescimento da economia de forma sustentada.

1.1. O objectivo de consolidar uma “estratégia de crescimento para a próxima década” e de retomar a convergência com o crescimento económico da UE ainda não foi alcançado. Em termos de crescimento do PIB, desde o ano 2000 que Portugal não converge de facto para a média europeia. Essa tendência, muito negativa para as aspirações e expectativas dos portugueses, não foi invertida nos últimos dois anos. É verdade que o ritmo de crescimento em Portugal acelerou no primeiro trimestre de 2007, atingindo o correspondente a uma taxa de 2,0%. Mas a comparação com as economias da zona Euro, que cresceram à taxa de 3,1% no mesmo período, continua a ser desfavorável ao nosso País. De facto, o crescimento da economia, a evolução do investimento e o saldo externo ficaram, nos últimos anos, aquém do que o Governo tinha previsto e estabelecido como objectivo no seu Programa de Estabilidade e Crescimento para 2005-2009. Note-se que tal aconteceu numa conjuntura internacional que não foi, em geral, menos favorável do que a assumida nesse programa.

In “O Estado da Governação em Junho de 2007” - Compromisso Portugal

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O estado da governação (II)
A FALTA DE ORIENTAÇÃO E DE DADOS ESTATÍSTICOS

Pretendeu o Governo alcançar estes objectivos através de uma política assente em cinco grandes eixos:

1. Retomar o crescimento da economia de forma sustentada.
2. Reforçar a coesão social numa sociedade com menos pobreza e com mais igualdade de oportunidades.
3. Melhorar a qualidade de vida dos Portugueses num quadro sustentável de desenvolvimento.
4. Elevar a qualidade da democracia, fazendo da justiça um instrumento ao serviço da plena cidadania.
5. Valorizar o posicionamento do País no quadro internacional.

Foi em função dos quatro primeiros eixos, anunciados pelo Governo como estruturantes da sua acção em prol do desenvolvimento e modernização do país, que o Compromisso Portugal procurou avaliar o desempenho da Governação na primeira metade da Legislatura. Para isso, o Compromisso Portugal identificou no Programa do Governo e no PEC os objectivos mais relevantes e mais claramente quantificados, de forma a poder realizar uma análise o mais objectiva e factual possível sobre a eficácia da acção governativa em várias áreas cruciais. Não foi um trabalho fácil. O Governo nem sempre estabeleceu, de forma clara e explícita, quais os objectivos tidos como prioritários, ou lhes deu um carácter quantitativo. Por outro lado, a informação estatística relevante não foi, em vários casos, produzida ou disponibilizada a tempo. Estes dois factos não só prejudicam uma monitorização objectiva da acção governativa, como dificultarão certamente a própria direcção do Governo.

In "O Estado da Governação em Junho de 2007" - Compromisso Portugal

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O estado da governação


Por alguns comentários na blogosfera e nos jornais, revejo algumas críticas habituais ao Compromisso Portugal, desta vez ao livro Revolucionários e à análise aos dois anos da governação Sócrates. Não é nada que me surpreenda, porque aconteceu e acontece o mesmo com a revista Atlântico - em vez de se lançarem iniciativas concorrentes, ou de se salientarem os aspectos positivos de um projecto único no mercado editorial que procura lançar todos os meses o debate de ideias, prefere-se a crítica pura e dura a aspectos laterais ou circunstanciais, quando não o simples silenciamento.

Parece-me bizarrro que num país em que se fala repetidamente da necessidade de uma sociedade civil forte e actuante, sempre que aparecem iniciativas como as do Compromisso Portugal se levantem críticas que vão desde o papão do neo-liberalismo - por alguma esquerda - à rejeição de que sejam estes os verdadeiros liberais - como se existisse esse tal de liberalismo cientificamente apurado, ou estivessem todos à espera de uma espécie de dom sebastião do liberalismo que só os donos do templo conhecem verdadeiramente.

A mim parece-me meritório e de excelência o trabalho até agora apresentado pelo Compromisso Portugal. Como digo hoje no "Descubra as Diferenças" (às sete na Rádio Europa), é sobretudo de aplaudir a independência de homens como António Carrapatoso, Joaquim Goes, Rui Ramos ou Cotrim Figueiredo, entre outros, na produção de uma análise documentada ao pormenor dos dois primeiros anos de Governo Sócrates. Num país em que muitos empresários e outros profissionais liberais vivem na dependência do Estado e muitas vezes silenciam os comentários em nome de possíveis contratos com entidades públicas, é bom verificar que há quem tenha o desassombro liberal - realmente liberal - de ser capaz de criticar o actual estado de coisas e afirmar que o mais importante ainda está por fazer. É isso que se pode ler no documento referido, do qual irei apresentando aqui algumas das principais ideias. Que não são só económicas, mas sobretudo políticas.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Não é por chamar cereja a uma laranja que ela deixa de o ser

Correndo o risco de plagiar o Sr de la Palisse, é evidente que não é pelo facto de alguém se afirmar de esquerda ou direita que o é. As nossas convicções ideológicas definem-se por um conjunto de princípios e valores. Se não é grave na vida de um comum cidadão confundir os conceitos e dizer-se de esquerda quando aquilo que defende são princípios de outra família politica, a coisa muda de figura quando falamos de gente com responsabilidades políticas e, até, de governação.


Já tinha escrito neste local que considerava o mandato de Bagão Félix digno de um verdadeiro homem de esquerda, nomeadamente no que disse respeito à pseudo-reforma laboral que levou a cabo. Nessa altura, levantaram-se vozes dizendo que aquela reforma tinha sido a possível face ao nosso quadro constitucional e que se não fossem esses entraves outro galo teria cantado. Felizmente – e finalmente -  Bagão Félix esclareceu qual é a sua verdadeira posição.


Estamos conversados...


Pergunta-se: o CDS tem a mesma posição que o mandatário de Telmo Correia no que diz respeito à legislação laboral?



"- Correio da Manhã – Foi o autor político do anterior Código de Trabalho, de 2003. O que acha destas propostas?
- Bagão Félix – Antes de mais, deixe-me dizer que ainda não li o Livro Branco. O conhecimento que tenho é das notícias dos jornais mas estou surpreendido porque algumas das pessoas que me criticaram há quatro anos agora foram ainda mais longe. São ex-marxistas mais neoliberais do que os neoliberais.
...
- CM - O que pensa da questão da adaptabilidade?
- BF - Os tempos de trabalho têm um princípio subjacente de ajustar o ciclo de trabalho ao das empresas e nesse sentido admito que se aprofundasse nesse sentido. Mas tem de ser com o mínimo de respeito pelo tempo de lazer, de família e de descanso das pessoas. Reduzir a pausa para meia hora, como se consegue almoçar?
...

- CM - O que pensa dos despedimentos?
- BF - Concordo que se agilizem os processos, mas já no que diz respeito à despedimento por incompetência... Hoje já é possível despedir por inaptidão, ou seja, por redução na qualidade ou produtividade do trabalho. Parece-me mais um álibi [para despedir]... porque os mecanismos actuais já dão resposta a esta questão.

 Via Troll Urbano in O Correio da Manhã



publicado por Pedro Marques Lopes
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A ler


Neste livro, poderá encontrar as intervenções de Alexandre Relvas e António Carrapatoso, o Texto Provocatório, que lançou as bases de reflexão para o debate da segunda convenção; o diagnóstico e as ideias nas seis áreas consideradas relevantes para mudar o País (Justiça, Educação, Competitividade, Modelo Social, Ordenamento e Ambiente e Papel do Estado) e as 15 propostas sufragadas pelo conjunto de promotores do Compromisso Portugal. Nestes textos, o leitor encontrará abordagens e metodologias diferentes que reflectem a diversidade dos contributos recebidos. Optámos por conservar essa diversidade de estilos que, aliás, afirma a pluralidade deste movimento e a independência das pessoas que o integram.

Neste livro poderá, ainda, ler dois ensaios de dois dos mais prestigiados historiadores e analistas políticos portugueses: Vasco Pulido Valente, investigador do Instituto de Ciências Sociais, escreve sobre a História do Liberalismo em Portugal, e Rui Ramos reflecte sobre o que é hoje a agenda liberal. E, porque esta convenção não deixou indiferente a sociedade portuguesa, recordamos o que sobre ela se escreveu nos órgãos de comunicação social. Muitas das críticas, algumas arrasadoras, terão sido menos reflectidas – e procuramos aqui explicar porquê.

Este livro é mais um contributo do Compromisso Portugal para que a Sociedade Civil não se demita de debater o que é essencial. Pensar o País não é um exclusivo dos partidos políticos. Tornar Portugal num País de Oportunidades para todos também não.


Ver mais aqui.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Pol Pot é mau, mas a América é ainda pior
O Nuno Ramos de Almeida, como de costume, leu na diagonal o que eu escrevi. Culpa minha, caro Nuno. Culpa minha (mas gosta do filme, ou não?)

Mas o que NRA ali diz só confirma o que eu escrevi. Eu não disse que Chomsky negou o terror de Pol Pot (mas, de facto, Chomsky negou os massacres durante muito tempo; admitiu quando a coisa já era demasiado feia e evidente). Eu disse que Chomsky branqueou Pol Pot. Chomsky nunca, mas nunca, responsabilizou o regime comunista de Pot pelo que fez. A causa era sempre externa, isto é, os EUA, esses bandidos que até conseguem matar 2 milhões de pessoas só com o pensamento. O que - vamos ser porreiros com Chomsky - era a coisa mais comum na época. O anti-americanismo, afinal, não tem 5 dias. É um pouco mais velho.

publicado por Henrique Raposo
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O que é que o público quer?
1. À boleia da escolha das sete maravilhas portuguesas, o Público decidiu tentar escolher o inverso. Ou seja, pretende a nossa ajuda para seleccionar os sete horrores de Portugal. É uma boa ideia sem dúvida, porque nos permite (entre outras coisas) a possibilidade de nos vingarmos daquilo que não gostamos e que nos faz comichão.

2. A lista (aqui) foi feita com ajuda de especialistas, o que também é uma boa ideia porque iliba o jornal e os ideológos de quaisquer responsabilidades. Os especialistas servem também para isto. Não terem sido consultores já é uma sorte...

3. Há 58 locais/monumentos/edifícios seleccionados. E há muito para concluir sobre o que somos, como somos e de onde não somos capazes de sair. Porque se as sete maravilhas são antigas e escolhas seguras por causa da patine do tempo - os que as pensaram e construiram já morreram - , a lista de onde podemos tirar as sete aberrações são quase todas o inverso. São quase todas edificações suficientemente recentes para poderem ter sido pensadas e executadas pelos vivos.

4. Há escolhas perfeitamente absurdas, como o Oceanário.  Para estes especialistas, o Oceanário é horrível. Não é indiferente, é horrível. Donde, se não houvesse Oceanário teria sido muito melhor...
5. Pela minha parte, já tinha concluído há muito que somos um povo que não suporta o novo, a inovação, o risco e, sobretudo, sobretudo, um povo que acha que tem de haver um gosto maneirinho, modesto e que fique bem nos postais ilustrados.

6. Corrijo, pode haver inovação, risco e gosto desde que seja o nosso. O dos outros é que não!

publicado por Pedro Boucherie Mendes
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É curioso


Os incêndios ainda não começaram mas o país já cheira a esturro.



 

publicado por joao moreira de sá
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Paulo,


À cautela retiravas do blog todas as graçolas e menções jocosas ao elenco governamental não vás ser exonerado do cargo de fundador deste espaço.

publicado por joao moreira de sá
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Non Sense (não é sobre o governo)

 


- Desta vez fui ao âmago da questão.


- E então?


- Come-se mal.


 

- Vou levar isto até as últimas consequências.


- Ainda voltas?


 

- Isto não vai ficar assim.


- É para mudar tudo outra vez?


 

- Desta vez foste longe demais.


- Não vi a placa da saída


 

- Que isto não se repita


- O quê???



publicado por joao moreira de sá
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Novo lema do ministério da saúde


"Aquele de vocês que nunca cometeu uma gafe que atire a primeira sondagem"


 



publicado por joao moreira de sá
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Elogio da distracção
RUI RAMOS
Público 27.06.07



Há tentações irresistíveis. Uma delas é a de repetir o que já deu resultado uma vez. A semana passada, a tentação foi mais forte do que Marques Mendes. Depois do recuo da Ota, ei-lo a preparar-se para infligir ao governo o recuo do referendo. Neste caso, trata-se de aproveitar a promessa do PS, em 2005, de que os portugueses teriam oportunidade de votar sobre a então “constituição europeia”. Antes de mais, há que admirar a liderança do PSD. Pode-se dizer que escolheu a forma mais ingrata de luta política, aquela que consiste em sujeitar o adversário a derrotas que não dão pontos ao vencedor. Foi o que se viu na batalha da Ota, em que os louros ficaram demasiadamente bem distribuídos para se perceber quem ganhou.



O referendo europeu, porém, parece menos promissor do que a Ota. Não há uma massa de cidadãos irritados, como acontecia em Lisboa, ameaçada de deixar de ter um aeroporto ao virar da esquina. Pior: a omissão do referendo não suscita ao Presidente da República as dúvidas fatais que lhe causou o aeroporto internacional de Leiria. No fim de semana, explicou até que não vale a pena falar de referendo antes de saber o que vai ser o novo “texto”. Eis a chave do caso. O PS tinha prometido o referendo sobre uma “constituição”. E se o texto deste ano for uma “simplificação” dos tratados em vigor?


Neste momento, talvez me conviesse ter um ataque de civismo e escrever umas frases indignadas com as palavras “povo” e “democracia”. Infelizmente, o ataque não veio. Vejo-me assim obrigado a encarar friamente a questão de saber para que serviria um referendo sobre o “texto”, seja constituição ou tratado simplificado. Para sujeitarmos finalmente a sufrágio o processo europeu? É talvez um pouco tarde. Nestes trinta anos, não só integrámos a Comunidade Económica Europeia, como esta se transformou numa União com moeda e banco central, sem ninguém nos perguntar, directamente, se nos agradava a viagem. Para quê agora? Há verdadeiramente uma opção a fazer, ou trata-se apenas de pôr o carimbo eleitoral numa decisão antiga e irremediável? É realista pensar que podemos fazer, subitamente e de improviso, marcha atrás? Em Inglaterra, o “eurocepticismo” aponta para o que, para muitos, é uma possibilidade – a existência fora da UE. Em Portugal, seria mera caturrice ou demagogia.



É verdade: temos o poder, com um "não", de macaquear a França e a Holanda, estragando a festa. Mas não nos arriscaríamos a descobrir, perante o desespero com que os governos europeus falam agora de uma revisão institucional, que pura e simplesmente 2007 não é 2005 e que não somos a França nem sequer a Holanda? E nesse caso, a questão é saber se estaremos mentalmente preparados para enfrentar o medo ancestral de sermos deixados para trás, num recanto periférico e obscuro. Que sentido faz um referendo onde uma das respostas, o “não”, é algo cujas consequências ninguém com responsabilidades encarou? O nosso governo, fiel ao velho hábito de assinar de cruz o que vem de Bruxelas, não precisa de um "não". Precisaremos nós, para castigar o governo? Se esse é o objectivo, será mais económico aproveitar as eleições de Lisboa.



É verdade que também ninguém sabe bem onde vai dar um “sim”, parlamentar ou plebiscitário. Dizia-se do Império Britânico que os governos em Londres o tinham adquirido in a fit of absent-mindedness. No caso do processo europeu, estes “ataques de distracção” fizeram parte do cálculo dos fundadores para fazer avançar a unificação do continente. Perante a inexistência de um “povo europeu”, sabiam que não valia a pena contar com um movimento popular para “construir a Europa”. Tudo foi consumado pelo método das negociações entre governos, a coberto do segredo diplomático e da obscuridade técnica. Chegou-se assim à moeda e ao banco. Neste ponderado deslizar, a “constituição europeia” marcou a maior quebra da regra da “distracção”. Subitamente, a “Europa”, ataviada como um Estado, chamou a atenção dos mais distraídos. Tudo acabou mal. O processo vai voltar agora à via prudente da distracção.



Muita coisa fundamental se decide a nível europeu. Por exemplo, se vamos viver num mercado global, ou numa fortaleza proteccionista. Embora sem ilusões sobre a nossa influência, fica-nos bem, a esse respeito, ter posição. Mas quanto ao mais, talvez seja aconselhável ter a noção das coisas tal como são. Mergulhámos há vinte anos, sem pensar, numa água com muita corrente. Os manuais de sobrevivência aconselham que, nesses casos, o nadador se deixe levar. Como se estivesse distraído. Um dia, a corrente há-de parar. Nadaremos então, se pudermos, para a margem que houver.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Insulto ou elogio?
Não vejo muita tv, por isso não sei se fui elogiado ou insultado. Hoje, alguém disse que a minha escrita era como o Dr. House. E já não é o primeiro.

publicado por Henrique Raposo
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Apetece-me começar a fumar
Vasco Pulido Valente, hoje no Público:

Viver sem fumar é como escrever sem pontuação. Pelo menos, para mim. A pequena cerimónia de acender um cigarro marca um "tempo": o princípio do dia, o princípio do trabalho, cada intervalo ou cada distracção, o alívio (ou o prazer) de acabar qualquer coisa, o almoço (quando almoço), o jantar (quando janto), o fim do dia, antes de fechar a luz, como um ponto parágrafo. O cigarro divide, acentua, encoraja, consola. Abre e fecha. É uma estação e uma recapitulação. "Já cheguei aqui. Falta ainda isto, isto e aquilo". Nas poucas vezes que tentei não fumar, tinha um sentimento de desordem, de arbitrariedade, de não saber passar de um frase a outra ou de um capítulo ao capítulo seguinte. Os fumadores, se repararem bem, não fumam ao acaso; fumam com ritmo.
O cigarro também é uma companhia. Sobretudo para quem trabalha sozinho. A maior parte das pessoas vai falando, pouco ou muito, durante o trabalho. Por necessidade ou por gozo próprio. Do "serviço" à intriga, há milhares de oportunidades para o grande e simpático exercício de conhecer o próximo: para gostar dele ou para o detestar, para o observar, o comentar ou o intrigar. De porta fechada, à frente de um computador ou de um livro, não há nada à volta. Aí o cigarro ajuda. É um fiel amigo: a pausa que torna o resto tolerável. E que, além disso, recompensa uma boa ideia ou manifesta o entusiasmo ou a execração pelo que se leu. Com quem se pode conversar senão com o cigarro? De certa maneira, o cigarro substitui a humanidade; e não me obriguem a fazer analogias. Mas, principalmente, fumar serve para pensar. Quando, a ler ou a escrever, paro a meio de uma página, porque me perdi num argumento ou não consigo imaginar como se continua, pego num cigarro e penso. Não me levanto, não me agito, não abro a boca, não me distraio. Fumo e procuro com paciência a asneira. O cigarro concentra e acalma. Restabelece, por assim dizer, a normalidade.
E este efeito "normalizador" é com certeza uma das suas maiores virtudes. Não comecei a fumar para ser adulto ou "viril". Comecei a fumar porque sou horrorosamente tímido e porque o cigarro é com certeza a maior defesa dos tímidos. Primeiro, porque ocupa as mãos e simula um arzinho de à-vontade. E, segundo, porque esconde e protege ou cria a ilusão de que esconde e protege. Por detrás de um cigarro, o mundo parece mais seguro. Mesmo se andam por aí a garantir que não.


Há muito tempo que uma crónica não me tocava assim. Está mesmo no ponto. Eu faço isto, mas sem a parte do fumo. Os meus cigarros são as bicas e o afiar do lápis. Já percebo porque não adiro à lapiseira. A rotina de afiar do lápis é como este fumar do VPV: é a pausa, é a vírgula, é o hábito velho de menino que vai ficando. E é engraçado chegar ao fim do dia com os dedos todos tisnados, como um mineiro que vai garimpando no pó dos livros.

publicado por Henrique Raposo
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A música para ver está de volta


publicado por Henrique Raposo
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Amanhã às sete da tarde no Descubra as Diferenças
radioeuropa


Antonieta Lopes da Costa
and myself em debate com Laura Abreu Cravo e Henrique Burnay.

Temas em destaque na actualidade:

- A União Europeia, o mini-tratado e a presidência portuguesa.

- Joe Berardo e a colecção no CCB, a demissão de Mega Ferreira do Conselho de Fundadores, depois de criticado pelo Comendador.

- "Compromisso Portugal": o livro saiu na semana passada e foi divulgado, nesta quinta-feira, o documento "o estado da governação", com diversas críticas ao Governo, precisamente a meio do mandato: o que se prometeu e o que (não) se cumpriu.

- Gordon Brown no lugar de Tony Blair: o que esperar?

- Festivais de Verão para recomendar e um livro sobre Israel.

A música final é dedicada a Fernando Negrão: como aprender a decorar siglas e o que estas querem dizer.


Como sempre, o programa repete ao domingo às 11 da manhã e às sete da tarde. Pode ouvir no seu computador ou na TV/Cabo, se tiver as rádios da power box.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Importa-se de repetir? (II)
Ministro da Saúde sugere dar remédios fora de prazo «aos pobres»


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Por muito menos, muitos mais foram liminarmente demitidos.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Importa-se de repetir?
Mário Soares vai presidir à Comissão de Liberdade Religiosa

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Legalize it
A coisa é simples: Legalize it.

publicado por Henrique Raposo
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Ainda que mal pergunte
Não tendo nada a acrescentar ao que tem sido escrito sobre a fobia antitabagista (aqui e ali) que por aí grassa, aproveito o que o Miguel disse sobre o tema, nomeadamente a frase “tratar os consumidores como crianças” que nos transporta para a vergonha que é a criminalização do consumo de drogas. Era muito interessante saber a opinião dos que hoje se debatem com denodo contra a questão do tabaco e se fecham em copas quando o tema é a criminalização de outras substâncias.

Apesar desta questão ser muito mais abrangente e, para ser franco, não conseguir arranjar um único argumento para a proibição das drogas que não seja o paternalismo, resta perguntar: não estará aqui também em causa a liberdade do consumidor?

publicado por Pedro Marques Lopes
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O legado de Blair
Este não é o único ponto relevante do legado de Blair mas é sem dúvida um dos mais marcantes e provavelmente o mais negativo: O obreiro de grandes passos em direcção a um estado policial foi-se. Por João Luís Pinto.

publicado por André Alves
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O progressismo avança, a liberdade retrai-se
Prevendo-se pouco oposição, irá ser hoje aproavada a nova lei do tabaco. Ainda que a versão final seja menos intolerante que a proposta inicial, esta continua a tratar os consumidores como crianças e a dispor da propriedade privada para fins públicos.

Perante políticos que insistem em confundir Poder com Legitimidade começa a restar pouco espaço para a liberdade individual.

publicado por Miguel Noronha
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Férias

Se há coisa que me faz confusão são os Cruzeiros. Nunca fiz e duvido que faça porque parece-me a forma de férias mais estúpida que se pode fazer.


Ao fim de um ano preso num pequeno apartamento num prédio de dez andares vamos para um pequeno camarote, quartito, num barco com... dez andares.


Ao fim de um ano sem tempo para passear vamos para um sítio sem espaço para passear.


Ao fim de um ano de casa para o trabalho, do trabalho para casa, vamos passar uma semana da proa para a popa, da popa para a proa.


Ao fim de um ano sem poder ir à praia vamos para o meio do mar e, se tudo correr bem, nem lhe tocamos.


Ao fim de um ano com o corpo e a alma a pedir cama e descanso, vamos descansar para um sítio que abana quando estamos deitados.


Ao fim de um ano mal dispostos, vamos para um sítio onde... se enjoa.


Ao fim de um ano a queixar-nos que não há nada de novo para fazer ou onde ir, vamos para um sítio onde ao fim de umas horas não há nada de novo para fazer ou onde ir.


Não percebo.



publicado por joao moreira de sá
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Lógica da batata
De acordo com o novo argumento do governo, o tratado europeu não deve ser discutido por estar em negociação; mais tarde, não poderá ser discutido por já ter sido negociado.

publicado por André Abrantes Amaral
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Porque é preciso trabalhar pela avença



publicado por Pedro Marques Lopes
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As Lições de Paulo Bento


EPAL, água;

EPUL, casas;

IPPAR, património;

Política, cabeça.

Candidato, dranquilidade.



publicado por joao moreira de sá
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Olha se o homem era assim na PJ!
- Avancem com a operação Cata-vento, vamos lá desmantelar essa rede de droga.

- Mas Cata-vento é a investigação de corrupção. A da droga é a Operação Farinha Amparo.

- Isso, isso, avancem com a Farinha Amparo, vamos lá apanhar esse violador.

- Mas a do violador é a Operação Águas Turvas. É essa que avança?

- Sim, sim, essa. Vamos lá apanhar essa rede de prostituição.

- Quer dizer a Pito Dourado?

- Exactamente, vamos lá drogar o violador de prostitutas que ainda por cima é corrupto. Vamos lá que nós, a GNR temos que ser um exemplo.

- A PJ, senhor director.

- Isso, isso, PSP.

publicado por joao moreira de sá
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E depois querem produtividade
Gostava sinceramente de saber se existe outro povo tão obcecado pelo fim de semana como nós. 2ª queixamo-nos de quão curto e rápido foi o anterior, 3ª queixamo-nos do tempo que falta para o próximo, 4ª já celebramos o meio da semana, 5ª repetimos colectivamente que amanhã já é sexta, e com um bocado de sorte, em sendo bem português, 6ª já nos queixamos de quão curto e rápido vai passar o fim de semana que aí vem.

E ainda querem que nos sobre tempo para trabalhar?

publicado por joao moreira de sá
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007
Água
water wars

Guerra por causa de petróleo é coisa que fica bem em filmes e livros conspirativos. Guerra por causa de água já é coisa que condiz melhor com a realidade.

publicado por Henrique Raposo
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