Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
Informação desagradável
 

Perante a informação de que a Revista Atlântico não chegou ainda a algumas das bancas habituais, esclarecemos que o problema será resolvido até segunda-feira, o mais tardar. Apesar de sermos totalmente alheios a este atraso, pedimos desculpas aos leitores.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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“Câncio” means “do you feel lucky today, punk?”
O que distingue a escrita da autora, servindo de denominador comum destes quinze textos (dois são entrevistas), é o nervo de uma escrita que ainda não desistiu.

Eduardo Pitta sobre a colectânea de reportagens de Fernanda Câncio.

publicado por Henrique Raposo
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Jorge Mourinha
Sem o Indígena do Indy, sem o Mexia e o JM Tavares, com João Lopes a fazer sociologia do cinema em vez de crítica de filmes, é Jorge Mourinha quem me reconcilia com a crítica de cinema. Um exemplo do Y de hoje:

«É fácil admirar Mysterious Skin... pela sua inteligência e sensibilidade», mas «é muito difícil gostar-se de um filme incapaz de nos envolver emocionalmente para lá dessa admiração distante».


publicado por Henrique Raposo
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Buruma
http://www.editpresenca.pt/images/livros/10380005_A_Morte_de_Theo_Van_Go.jpg

Mais um ensaio a ter em conta no estirador da Presença. Ian Buruma é um dos grandes ensaístas de língua inglesa; é odiado pela esquerda reaccionária que gosta de queimar milho às quintas, gritar pelo Hezbollah às sextas e beber uns copos com as FARC ao sábado (ao domingo, são burgueses como os outros, mas não contem a ninguém). Mas, nesta estória, Buruma é que é a esquerda. Os cereal killers são a reação. Mas isso já é outra conversa.

Há autores que merecem um "não li, mas não gosto". Com Buruma é mais "ainda não li, mas sei que vou gostar".

publicado por Henrique Raposo
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Ui Ui
E se o Reino Unido agora fizesse um referendo?

Todos os dias aparecem mais alguém a sugeri-lo. Hoje foi mais um.

publicado por Henrique Burnay
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Post-Expresso


- Esse teu fanatismo religioso. Como é que aguentas tantas horas a rezar? 

- Ca fé.



publicado por joao moreira de sá
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Caldeirada à Brasileira


Lula da Silva deixou o país em estado de choco.



 

publicado por joao moreira de sá
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Alterações geo-mentais
Uma jornalista de TVI afirma-me no telejornal da hora de almoço ser “Valência, cidade do norte de Espanha”.  


Por isso é que os altas agora estão sempre desactualizados, da última vez que lá fui ainda aquilo era mais de 500km a sul de Barcelona (que por agora já deve ser em França).



 

publicado por joao moreira de sá
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Post Red-Bull


Já não se via um espectáculo de acrobacia aérea assim no porto desde os tempos do Jardel.



 

publicado por joao moreira de sá
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
Haja vergonha

Através do Kontratempos fiquei a saber que os bandidos das FARC vão estar representados na Festa do Avante. Como é do conhecimento geral esta organização terrorista financiada pelo narcotráfico tem tentado boicotar o notável caminho que a Colômbia tem percorrido nos últimos anos.


Da parte do PCP não espanta a tolerância para com movimentos terroristas, não vale a pena, por isso, gastar cera com tão ruim defunto.  


Convém, no entanto, lembrar aos possíveis frequentadores da Festa do Avante que ao irem a este encontro estão a ser colaboracionistas com terroristas assassinos como as FARC ou o PC norte coreano.


Por último uma pequena história: todos os anos uma empresa portuguesa com escritório em Bogotá tenta trazer os seus colaboradores colombianos a Portugal para uma reunião geral. O processo para os conseguir trazer tem de ser iniciado 6 meses antes da viagem, junto do consulado português, e nunca foi possível trazer todos as pessoas.


Pergunta-se: estes bandidos das FARC entram normalmente no nosso país? Que tem a dizer o Governo português quanto a isto? O que vai dizer ao Governo colombiano?



publicado por Pedro Marques Lopes
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los partidos têm de tener cochones
Pedro Marques Lopes,

os partidos têm de partir da sociedade e não do estado. Se um partido não é capaz de se sustentar com o dinheiro que arranja - legalmente - na sociedade, então, não é representativo de coisa nenhuma e o estado não tem que o financiar. Quando o estado financia os partidos acontece aquilo que já descrevi e mais outra coisa: os partidos passam a representar causas, valores e até clichés abstractos (como aquela coisa do "bem comum", ou o "bem dos portugueses") sem ligação aos valores e interesses das pessoas concretas que vivem aqui e agora e não nessa terra do "bem comum".

Os partidos, em Portugal, não querem é trabalhar. Não têm cochones. As pessoas que compõem os partidos portugueses querem o status do poder (dinheiro, gajas e gajos, secretárias - as dos clips -, e a influência silenciosa típica deste país) mas não querem o trabalho que dá ter esse poder. Daria muito trabalho abrir o partido à sociedade e trabalhar para recolher os fundos necessários junto da sociedade. Muito mesmo. Portanto, é melhor sacar o dinheiro ao estado (x por voto; y por deputado, etc) do que andar realmente a fazer política. No terreno. No meio do pó, onde as coisas acontecem. Lá fora. Mas isto seria trabalhar para exercer o Poder. E - em Portugal - não se faz política e não se exerce o Poder. As pessoas querem estar apenas no seu little office, cheio de clips.

publicado por Henrique Raposo
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No pasa nada III

Movido, entre outras coisas, pela amizade que nos une, o Henrique decidiu não me deixar a falar sozinho sobre a questão do financiamento dos partidos. Temos, porém, visões diferentes acerca do modelo apropriado: ele defende o financiamento privado integral destes. Eu defendo que os partidos devam ser financiados através do orçamento geral do estado e da quotização dos seus militantes, exclusivamente.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Cochones de outro tempo; quando os ibéricos ainda os tinham no sítio
http://www.cartelera10.com/media/Cartel-Alatriste-1.jpg

"Agradecemos mucho el ofrecimiento pero éste es un tercio español"

A Rita Barata Silvério vai explicar estes cochones na edição de Outubro da Atlântico.

publicado por Henrique Raposo
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
Silêncios
Portugal não é um país como os outros. A democracia portuguesa é anormal. Há um caso de financiamento duvidoso num partido, mas gera-se um silêncio em redor do mesmo. É por ser Agosto? Ou é por haver mais casos com este, e em todos os partidos? São estes silêncios que vão matando Portugal. Não morremos. Vamos morrendo neste lume brando. E estes silêncios verificam-se em todos os níveis. Na política - como neste caso -, ou na cultura (morreu um dos grandes poetas portugueses, mas ninguém fala do homem. Silenciado tem de ser. Porquê? Porque não queria saber da "paróquia do Chiado"). É assim a elite lisboeta: uma gestora de silêncios.

Há dias, um amigo perguntou por que razão não quero nada com os partidos. Eu disse-lhe que não quero nada com estes partidos. Os partidos portugueses - sobretudo as duas gémeas do meio - inverteram a máxima da democracia: os partidos portugueses são do Estado, pelo Estado e para o Estado. É por isso que as pessoas se queixam da distância entre as suas preocupações e os partidos. Claro. Os partidos não sentem as dores das pessoas na sociedade. Sentem, isso sim, as dores do Estado. É que o Estado paga para que assim seja. O patrão dos partidos é o Estado. E quando não há mais dinheiro pede-se a um autarca para arranjar dinheiro junto das construtoras. Estado ou construtoras. Os partidos não precisam de nós. Obviamente que não falam para nós. Obviamente que não nos representam.

Os partidos têm de ser privatizados. Separem, sff, os partidos do dinheiro do Estado. Eles só representarão as minhas preocupações quando forem obrigados a pedir-me dinheiro. Os partidos só fazem sentido se partirem da sociedade para o Estado. Em Portugal, ocorre uma aberração: os partidos partem do Estado para a sociedade.

 



publicado por Henrique Raposo
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Amanhã nas bancas


Edição de Setembro.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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No pasa nada II

A história do suposto financiamento da Somague ao PSD continua a fazer correr tinta e a levantar celeuma... no Financial Times e no Parlamento Europeu. Cá, no burgo, claro está, continuamos todos a assobiar para o lado fingindo que não se passa nada.


É essencial que esta investigação seja aprofundada e que não se pare no PSD.


Qual será, por exemplo, o regime em que se enquadram jantares, durante campanhas eleitorais, em que aos convidados é cobrada a módica quantia de 10.000 euros por refeição?


Não sei quanto tempo faltará para que entendamos que a questão do financiamento dos partidos e da nova realidade que são as campanhas para a liderança dos partidos (uma espécie de primárias, recente no nosso sistema político) é absolutamente vital para a nossa democracia.


  



publicado por Pedro Marques Lopes
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Há diferença entre barbeiro e cabeleireiro?



No barbeiro, "é cabelo e barba". 


No cabeleireiro, "é cabelo e barbie".



 

publicado por joao moreira de sá
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Trocadilho misterioso



- O mistério era lindo. 


- Pena ter sido deslindado.



 

publicado por joao moreira de sá
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Subscrevo
Porque sou liberal e conservador. De Rui Albuquerque.

Longe da blogosfera, aproveito ainda para recomendar a leitura deste poste no 31 da Armada, sobre um assunto inteiramente diferente. 

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
democracia iliberal pode não ser uma ditadura?
Miguel Morgado chamado à recepção.

Encontro, numa NYRB do ano passado, um ensaio de John Gray (sobre o último livro do Soros). Já no final, Gray escreve o seguinte: «in these respects they [Irão, Rússia, etc.] they are close societies; but they are not dictatorships». Pode uma sociedade fechada não ser uma ditadura?   

Há aqui qualquer coisa que faz sorrir a minha costela "made in Burke": evitar a arrogância utilitarista sobre os outros. 

abs,

PS: a resposta Montesquieu - Kant? Olha que se acaba o vinho italiano.

publicado por Henrique Raposo
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Verdinhos



O comunismo acaba. Mas já há outro comunismo para dar de biberon aos meninos da utopia. É o comunismo da estação verde. É tão engraçado ver como estes meninos ambientalistas repetem a forma de pensar dos velhos comunistas. É o futuro que irá julgá-los, dizem. “Utópico” é sempre, mas sempre, o middle name do ditadorzinho. Ou, neste caso, do vândalozinho.  

publicado por Henrique Raposo
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Jean-David Levitte
Vale a pena referir que o actual conselheiro diplomático de Sarkozy, Jean-David Levitte, foi embaixador em Washington entre 2002 e 2007. Não sei se foi ele que escreveu o último discurso do Presidente francês sobre política externa, mas provavelmente ajudou no texto. Para bem da França.

publicado por Bernardo Pires de Lima
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Eu gosto deste Mário

 




Tenho observado a recente cruzada anti-Mário Crespo que, suspeito, ainda está agora a começar. Parece que existe uma tendência recente defendendo que o papel de entrevistador serve apenas para fazer perguntas a que o entrevistado responderá como lhe apetecer. No fundo, o que se sugere, é que o entrevistador seja uma espécie de autómato que serve apenas como um debitador de frases programadas.

Mário Crespo tem – na opinião de alguns – um terrível defeito: gosta que lhe respondam às perguntas que faz e não às que o entrevistado gostaria que lhe fizessem. Além disso acha-se investido do direito – e muito bem – de pôr em causa afirmações que no seu entender são, no mínimo, controversas, como por exemplo a comparação entre um acto criminoso e uma fiscalização da ASAE. Julgarão os cruzados anti-Crespo que este tipo de afirmações não devem ser contraditadas? Ou preferirão as entrevistas do tipo Clara Ferreira Alves em que Mário Soares afirma conhecer um estudo americano em que se advoga o extermínio das populações do Sul e em que esta jornalista nem sequer lhe pergunta onde se pode encontrar tal estudo? Onde estavam estes paladinos do jornalismo sem cérebro quando Mário Crespo, por exemplo, foi insultado por Valentim Loureiro quando aquele exigiu que lhe respondessem a uma pergunta?


 



publicado por Pedro Marques Lopes
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Questões verdes
A presença ontem na SIC Notícias a Gualter Baptista, porta-voz do movimento Verde Eufémia, fez-me recordar a estupefacção de Seymour Levov, o ‘Sueco’ da Pastoral Americana de Philip Roth. Como não sou uma personagem da tragédia americana, dei-me conta de algumas questões que, independentemente da forma excelente como Mário Crespo conduziu a entrevista, ficaram por responder.

1 – Gualter Baptista afirma ser o direito colectivo superior aos direitos individuais. O que é o direito colectivo? Existindo, como se interpreta esse direito colectivo? Quem o decifra? Terá Gualter Baptista o direito individual de interpretar o direito colectivo, dando-lhe um entendimento que considere ser benéfico para todos? Se sim, será o direito individual do Gualter Baptista para interpretar o direito colectivo superior ao próprio direito colectivo? Será Gualter Baptista um deus?

2 – Gualter Baptista diz que o futuro dirá da legitimidade, ou não, da acção do Verde Eufémia em Silves. Qual futuro? Quando? Daqui a dois dias? Dois anos? Cinquenta anos? Ou apenas quando Gualter Baptista tiver a certeza que os membros do Verde Eufémia nunca poderão ser julgados pelo crime que cometeram? E se esse ‘futuro’ nunca chegar, estarão os homens e mulheres como Gualter Baptista acima da lei? Serão eles o novos deuses?

3 – Quais as próximas campanhas dos Verde Eufémia? Quais as próximas vítimas? Os utilizadores de carros a gasóleo? Será que Gualter Baptista nos considera dignos de não podermos utilizar carros a gasóleo? Vai queimar um carro a gasóleo para servir de exemplo, para dar início ao debate para se lamentar que se discuta a liberdade de utilizar carros a gasóleo ao invés da poluição que estes provocam? Por que será que Gualter Baptista se espanta que se discuta mais a liberdade que a poluição?

4 – Gualter Baptista diz não conhecer os actos de todos os membros do Verde Eufémia, pelo que não os pode explicar. Mas não é o seu porta-voz? Não aceitou ele a missão mesmo sabendo o que tinha acontecido? Se não se consegue explicar porque não procurou explicações? Se não concorda com elas porque se manteve no papel de esconder a violência?

5 – Como é a cidade de Moscovo? Verde ou vermelha?

publicado por André Abrantes Amaral
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Triplo post em comprimento


Se Nelson Évora continuar a saltar assim vai acabar Nelson Beja.



publicado por joao moreira de sá
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Obvio!



Que barco é que se usa para passar o Douro do Porto para a outra margem? 


Uma pagaia.



 

publicado por joao moreira de sá
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Post com grande superfície



- Onde é que tu fazes as tuas compras, Arcebispo? 


- Obviamente no Freira Nova.



 

publicado por joao moreira de sá
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Mais parvo é impossível



Diz um chapéu de sol para o outro: 

- É tua filha? 


- Não, é minha sombrinha.



 

publicado por joao moreira de sá
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
“Literatura gay” não é género

O Eduardo Pitta diz que “literatura gay” é apenas um indicador, tal como “literatura fantástica”, “literatura policial”, etc. Ou seja, um género entre outros géneros. Com todo o devido respeito, Eduardo, não concordo.



O termo “literatura gay” refere-se à identidade privada do homem que, por acaso, é autor. O facto de X ser gay só deve interessar a quem lida com ele privadamente. O lado humano é irrelevante quando analisamos o autor. Consta que Céline era um pulha? E depois? Consta que Pasolini era gay? So what? O lado pulha e o lado gay são irrelevantes para apreciarmos as suas obras? Mais: o facto de Y ser gay não transforma per se a sua obra em algo digno de registo. Se assim fosse, então, a literatura não passaria de uma mera plataforma sexual e deixaria de ser uma forma de arte; uma formalidade artística que está acima dos gostos e fluidos sexuais de cada um, sejam homo ou hetero.

O homem morre, a obra não. Uma “obra” gay morre no dia em que o seu autor morrer (não é o seu caso).


“Literatura Gay” quebra esta distinção entre homem e autor. “Literatura Gay” é exclusiva de homens gays, logo, é um clube e não um género. Não se refere ao autor nem à obra, mas sim à identidade básica do homem que está antes do autor e da obra. Os géneros “fantástico” ou “policial” são referentes à obra. Estes géneros têm convenções que são “universais”, exteriores à identidade privada do homem. É por isso que são géneros. Qualquer pessoa pode escrever um policial. Nem toda a gente pode escrever um romance gay.


Gore Vidal e Pasolini diziam, e bem, que não há gays; só há pessoas que fazem actos sexuais homossexuais. Vidal e Pasolini recusavam, e bem, reduzir uma pessoa às suas necessidades sexuais. Digo o mesmo em relação à literatura. Recuso-me a reduzir (se for bom) ou a glorificar (se for mau) um autor através do termo “literatura gay”. Bem sei que estou a falar chinês para um tempo, o nosso, viciado no culto da(s) identidade(s). Mas isso já é outra conversa.


É por tudo isto que recuso classificar a sua escrita no género falacioso de “literatura gay”.



publicado por Henrique Raposo
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A paz de Zapatero
Uno de los vehículos calcinados tras el atentado de ETA en Durango. (Foto: Iñaki Andrés)

O que deu o diálogo de Zapatero com a ETA. Estranha-se que alguns dos fiéis admiradores do primeiro-ministro espanhol prefiram continuar a assobiar para o lado e a escrever sobre Bush, que não pode voltar a ser reeleito.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O que é a felicidade?
Talvez seja ver a minha mulher a cirandar pela casa com uma t-shirt que já não me serve. Quando nascemos, a enfermeira devia colocar no nosso enrugado pezinho a seguinte etiqueta: "sê preguiçoso; a felicidade, se existir, não passa de um acaso e aparece por acaso".

publicado por Henrique Raposo
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Olho por olho, dente por dente
Hoje apetecia-me ser o Nick Cave e saber cantar o velho testamento.

publicado por Henrique Raposo
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A vida inspira-me


Entre os vários comentadores, sobretudo de esquerda, que não gostam da revista Atlântico - e como eu os percebo - há uns que insistem em pedir-nos que comentemos a actual situação no BCP. A ideia - a teoria da conspiração - é a de que estaremos a ser financiados pela odiosa banca e ao serviço dos arqui-vilões capitalistas. Que gostamos do capitalismo é um facto e não o trocávamos por nenhum outro sistema económico, mas tenho a esclarecer a esses imaginativos comentadores que o "apoio" do BCP se limita a uma página regular de publicidade. Quando ao pedido para que comente a situação no BCP, só quero informar que sou cliente desde 1991, ano em que comecei a ter a respectiva conta-ordenado, e que me mantenho muito satisfeito com todas as facilidades ao meu dispor: tanto no que diz respeito ao serviço online como em relação à minha dependência bancária, continuo a ser muito bem tratado, tudo está em ordem e nada se alterou na relação com o meu banco. De resto, a vida também me inspira, apesar do curto pecúlio de que vou dispondo todos os meses.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Galeria de Grandes Portugueses


Nélson Évora (imagem da Reuters, retirada do sítio do "Público" online). Era deste homem que o país precisava para dar o salto em frente.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Ler (III)
A verdadeira tragédia de Zita Seabra, e dos milhares de portugueses que seguiram o seu caminho, foi terem ido, em nome da liberdade, para uma movimento político muito mais totalitário do que o Estado Novo. Deixando agora de lado os mistérios da condição humana (como é que se explica que pessoas sérias, decentes, e bem-intencionadas fossem à União Soviética ou à China e vissem a “liberdade”?), uma coisa que não se pode perdoar ao Estado Novo é ter obrigado pessoas que queriam simplesmente ser livres a terem que aderir ao Partido Comunista. No fundo, o que “Foi assim” mostra, tal como muitos outros livros sobre a política do século XX português, é o triunfo das tradições anti-liberais em Portugal.

João Marques de Almeida, no "DE" de hoje

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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No pasa nada

O mais interessante na história do aparente financiamento ilegal da Somague ao PSD não é propriamente o facto em si; é, sobretudo, o não aproveitamento político por parte das outras forças partidárias desta situação.


Apesar de interessante, não surpreende ninguém. A verdade é que não há nenhum partido verdadeiramente interessado em abrir a caixa de Pandora. Aliás, nem partidos, nem grupos económicos, nem jornalistas, nem “senadores” já “retirados” da política activa estão minimamente interessados que se saiba um milionésimo da história dos financiamentos a partidos e a dirigentes partidários.


Para ser franco, acredito que o esclarecimento total destas questões poderia provocar uma crise de uma tal proporção que poria em causa toda a estrutura política do país. Assim sendo, não interessa, de facto, a ninguém que se vá muito fundo nestas investigações.


 



publicado por Pedro Marques Lopes
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Ler (II)
O Icebergue, de Pedro Norton, no Geração de 60.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Ler
Sobre Eduardo Prado Coelho, ler o Da Literatura.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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E vamos para a 30ª Edição


Quinta-feira nas bancas.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Amêijoas à Sá Fernandes
http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0146d.jpg

Depois da proposta de umas amêijoas lisboetas à Sá Fernandes, deve faltar pouco para serem lançadas as pipocas Louçã. Sem milho transgénico, obviamente.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Fuma, fuma
Com a fotografia do "DN" de hoje (ontem, aliás), fica esclarecida a minha dúvida: a senhora fuma, como podem reparar pelo cinzeiro. Outro aspecto na notícia, assinada de novo pelo jornalista Francisco Almeida Leite (um dos excelentes autores do Corta-Fitas): é verdade que as acusações a Macário Correia remontam a Julho de 2006, mas também o é - pelo que se sabe - que só agora são conhecidas publicamente, no preciso momento em que se caminha para as directas do PSD.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Domingo, 26 de Agosto de 2007
Diz que é uma espécie de separação de poderes

DE: Atlântico


PARA: Primeiro-Ministro, Presidente do Tribunal Constitucional e Presidente do Supremo Tribunal de Justiça


Perguntamos aos nossos leitores: sabem os nomes dos presidentes do Tribunal Constitucional (TC) e do Supremo Tribunal de Justiça (STJ)? Não sabem, pois não? Não se assustem. Nós também não sabíamos. Foi preciso recorrer a uma SMS amiga para ficarmos a saber os nomes de Suas Eminências: Rui Moura Ramos e Noronha Nascimento.


Caríssimo Presidente do TC, Caríssimo Presidente do STJ, o parágrafo inicial serve para ilustrar uma realidade preocupante em Portugal: os juízes portugueses não são figuras com imediato reconhecimento público. Entre nós, os juízes são pessoas semi-clandestinas, ausentes do escrutínio público. Não há muitas diferenças entre um juiz e um qualquer alto funcionário público. Aliás, esse é o problema: a justiça, em Portugal, é encarada como mais uma secção burocrática do Estado (igual à Educação ou à Saúde) e não como o Terceiro Poder institucional. Em Portugal, a Justiça é mais uma peça da besta estatal e não o mecanismo que fiscaliza, a partir do exterior, essa besta. E esta questão passa sempre incólume, meus caros. Fala-se muito pouco de justiça em Portugal. E quando se fala, a questão fica reduzida a meros arranjos burocráticos (férias, condições físicas dos tribunais) e a escândalos mediáticos. Repare-se no escândalo das câmaras municipais. Tendemos a considerar o assunto como um escândalo político. Mas será mesmo um escândalo político? Não será, antes, um escândalo judicial? No marasmo da nossa justiça, ninguém é culpado ou inocente a tempo e horas. Se a justiça resolvesse rapidamente os casos pendentes, os Valentins não teriam tempo para concorrer às eleições (ou teriam, caso fossem declarados inocentes) e as dúvidas sobre os Carmonas seriam rapidamente sanadas.


É esta incapacidade da justiça que tem conduzido Portugal a este clima de torpeza política, em que a desconfiança e a justiça popular-televisiva substituíram os tribunais. Caríssimos Moura Ramos e Noronha Nascimento, este problema pode não parecer mas é muito grave: a figura do Juiz deve ser a mais digna e importante numa democracia liberal constitucional. Os senhores não podem ser figuras semi-clandestinas. Os senhores têm de estar no centro da ordem institucional. Os senhores são mais importantes do que qualquer líder da oposição.


O nosso caríssimo PM, que até tem sido o Grande Reformador do Reino, poderia aproveitar esse ímpeto reformadora para reformar a Justiça e, acima de tudo, a relação da Justiça com o Poder democraticamente eleito. Caro José Sócrates, os juízes em Portugal são como funcionários públicos, mas com vestes de quem canta o fado em Coimbra. Ninguém sabe quem são e o que pensam. Em Portugal, por exemplo, passa-se algo que é, no mínimo, constitucionalmente estranho: juízes nomeados para um cargo de nove anos (TC) não são sujeitos a um processo de inquérito público no parlamento. Ninguém lhes pergunta publicamente “o que pensam sobre a Constituição?”, “o que acham das leis X, Y, Z?”, “a sua posição sobre os assuntos delicados A, B e C?”. Este inquérito parlamentar – obviamente auscultado pela imprensa – é a praxis comum em todas as outras democracias. Por que razão não acontece em Portugal? Nós, cidadãos portugueses, temos o direito de conhecer o perfil dos nossos juízes. Os juízes têm o dever de sair do anonimato. Os políticos têm o dever de forçá-los a sair da toca.


Depois, importa rever as regras de nomeação dos juízes para o TC, por exemplo. Em treze juízes, dez são nomeados pelo parlamento. Isto é perigoso porque tem conduzido a uma espécie de monopólio do bloco central sobre a nomeação dos nossos juízes constitucionais. Ou seja, temos dois partidos e não o Governo ou o Presidente a nomear os juízes. É absolutamente recomendável que o Presidente da República assuma um papel de maior relevo na nomeação dos juízes. Isto evitaria a actual partidarização da nomeação. Os partidos sentados na assembleia não têm, per se, legitimidade democrática para nomear um juiz. Essa acção deve pertencer a um órgão de poder em exercício (mais o Presidente da República, menos o Governo).


Para terminar, um juiz nomeado para o TC tem de encarar esse cargo como o culminar da sua carreira. Um juiz não pode, em qualquer parte de mundo civilizado, sair o TC e ingressar no Governo. Aquilo que se passou com Rui Pereira não é digno de uma democracia civilizada: nomeado há dois meses (pelo PS) para um cargo de nove anos, Rui Pereira foi chamado ao Governo para servir como ministro. Não está aqui em causa o carácter de Rui Pereira, certamente uma pessoa recomendável. Mas a vida pública não tem que ver com o carácter individual, mas sim com as regras constitucionais. E uma constituição que permite esta, digamos, osmose institucional entre poder judicial e poder executivo é uma constituição inconstitucional. Esta confusão só foi possível porque um partido controla, ao mesmo tempo, a nomeação de juízes e a nomeação de ministros. Separação de poderes? Ring any bell?


Pense nisto, caro PM. E pense como PM de Portugal, não como secretário-geral do PS.

Memorando Atlântico, 28

publicado por Henrique Raposo
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Sábado, 25 de Agosto de 2007
E fuma?
Não merecem grandes comentários as acusações de assédio sexual contra Macário Correia, hoje de novo no "DN". Infelizmente, este tipo de notícias merece maior interesse dos leitores do que outros assuntos bem mais relevantes para o futuro da pátria. A minha única curiosidade, no caso, não é desfeita: será que a senhora fuma?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Ensinamentos da Economist (com uma colher de chá para outras discussões)
“Nazi” and “apartheid” are strong words that should be used sparingly and precisely out of their original context—and probably not at all. (A good rule in most discussions is that the first person to call the other a Nazi automatically loses the argument.)

publicado por Henrique Burnay
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A estátua, revisited
"What really annoys the Kremlin crowd is that Estonians (like many others in eastern Europe) regarded the arrival of the Red Army in 1944-45 not as a liberation, but as the exchange of one ghastly occupation for another."

Isto, na Economist, lembrou-me uma crónica na Atlântico, e um post aqui em baixo (que não encontro) sobre uma estátua.

Repetindo a crónica:

"O primeiro sinal de mudança chegou cedo, pouco depois da adesão de dez novos países, oito deles outrora debaixo do domínio soviético. Quando, em 2005, se celebraram os 60 anos do fim da IIª Guerra Mundial num tom de assinalável alegria, os recém-chegados ao clube europeu destoaram. Em vez de alinharem no tom e no espírito das celebrações, de diferentes formas, os dirigentes europeus do Leste da Europa, e vários deputados Europeus vindos desses países, fizeram questão de insistir no detalhe de que enquanto uns celebravam o dia em que começaram 60 anos de paz, outros, eles, não tinham grandes razões para celebrar: ao terror Nazi (cujo fim era geralmente bem-vindo), sucedeu-se o horror soviético. A questão não é, nem era, de comprar um e outro - comparar horrores é um exercício pouco inteligente. O que estava em causa era perceber que a História, conforme nós a lemos, é lida de outra forma do outro lado da fronteira. Mesmo que a fronteira já não exista.  Infelizmente, pouca gente parece ter prestado suficiente atenção a este facto."

publicado por Henrique Burnay
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007
O que é mais difícil na vida de casado?
Não, não é ter de fazer compras e andar com sacos do lidl, sobretudo quando já não há dinheiro para encher sacos da fnac. Não, não é sentir a espessa do Fairy nas mãos. Não, não é ter de fazer aquela diplomacia palaciana entre duas famílias. É, isso sim, tapar a pasta de dentes. Pasta de dentes destapada é coisa que irrita, e muito, o mulherio. Metade dos divórcios seriam evitados se a malta tapasse a pasta de dentes. Tentem, pelo menos. Ao princípio, estranhei. Mas não é assim tão difícil como parece.

publicado por Henrique Raposo
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Claro!
De acordo com Moita Flores, na SIC, o assassino da pequena Maddie foi o Príncipe Carlos, ou algo assim: alguém poderosíssimo em Inglaterra. Mas, é claro, nunca o poderemos provar. Os "mecanismos de manipulação política" e de "embuste" funcionam. Suponho, de resto, que os cães ingleses não estão inocentes.

publicado por Paulo Tunhas
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Uma SA verdinha
http://dn.sapo.pt/2007/08/21/110095.jpg

publicado por Henrique Raposo
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Só há boa ou má literatura. O “gay” não é para aqui chamado

Hoje, Y fala de “literatura gay em Portugal”. Tudo bem. Mas só há um problema: só há boa ou má prosa; se o autor é gay ou não, pouco importa. Mais: a narrativa do livro pode ser sobre relações gay e, mesmo assim, esse livro não é necessariamente “literatura gay”. Se Eduardo Pitta é “escritor gay”, então, Sade é o quê? Um “escritor sadomaso”. E o Eça, coitado? Seria um “escritor heterossexual que não gostava de sexo oral”? O Rushdie? "escritor hetero sem pedalada para actrizes de Bollywood"? Esta deriva identitária não ajuda em nada na apreciação das obras e dos autores, seja na literatura, seja no cinema. O "Brokeback Mountain" é um grande filme e não um "filme gay".


Essa da "literatura-gay" (ou qualquer outra literatura com outro conceito à frente do hífen) não cola. É que, além de colocar bons escritores numa espécie de gueto, dá uma "respeitabilidade" a escritores medíocres. Aliás, a mediocridade precisa destes rótulos para sobreviver. “cinema gay”, “cinema alternativo”, “literatura gay”, tudo chavões que legitimam obras medíocres. Faz-me impressão ver Eduardo Pitta, por exemplo, na gaveta de “escritor gay”. O que interessa na escrita de Pitta é a forma como escreve. Uma escrita seca, laminada, cortada. Uma escrita de ouvires raríssima em Portugal, terra de lenhadores na prosa. As cenas de sexo são o veículo onde essa escrita se move. Pitta poderia desenhar uma cena de sexo hetero, uma cena sem sexo, ou uma cena onde uma freira casta é iniciada pelo abade. E em todas essas cenas encontraríamos a mesma coisa: boa prosa, um escritor com um estilo depurado e conciso. A qualidade da escrita de Y ou X não depende do sexo homo ou hetero. Outra coisa: Pitta é uma porta aberta para aquele que era, paradoxalmente, o melhor Portugal dos anos 60/70, o Portugal das colónias - em Persona. Tudo isto se perde quando se aprisiona essa obra ao rótulo “gay”. Alguém se lembra de rotular Henry Miller como "escritor hetero e altamente libertino"? As cenas de sexo de Miller são o veículo que faz avançar a narrativa. Não são a sua essência. O mesmo se passa com escritores que usam sexo homossexual. Porquê reduzi-los (os bons) ao que fazem dentro de quatro paredes? Estamos a falar de prosa, senhores.





publicado por Henrique Raposo
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A ignorância sobre a extrema-esquerda paga-se caro
A IGNORÂNCIA SOBRE A POLÍTICA RADICAL. Por José Pacheco Pereira.

O activismo em rede dos grupos radicais. Por Rodrigo Adão da Fonseca.

publicado por André Alves
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