Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
It ain’t me babe
Aqui há uns tempos, a ler sobre a normalização da política externa alemã, descobri que existia uma espécie de conselho de apoio à decisão política formado por intelectuais e artistas. Antes de uma grande decisão, o Chanceler convocaria este conselho, arauto da sociedade civil. Foi o caso, por exemplo, da condenação da invasão do Iraque. A visão proposta é supostamente descomprometida, servindo para sossegar a opinião pública em relação ao controlo do próprio governo (sim, a Segunda Guerra Mundial ainda tem ecos na vida alemã).

O papel mais ou menos relevante que a elite cultural tem, e o seu impacto político, fez-me lembrar o grande Bob Dylan, e a maneira como se levava a sério nessa intervenção:

Reporter: How many people who major in the same musical vineyard in which you toil, how many are protest singers? That is, people who use their music, and use the songs to protest the uh, social state in which we live today, the matter of war, the matter of crime, or whatever it might be.
Bob Dylan: Um... how many?
Reporter: Yes. How many?
Bob Dylan: Uh, I think there's about uh, 136.
[People around him giggle. The reporter doesn't laugh]
Reporter: You say ABOUT 136, or you mean exactly 136?
Bob Dylan: Uh, it's either 136 or 142.

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Para o Pedro Marques Lopes


Via Obliviário. Dedico ao Pedro, por causa do Mário Viegas, mas também porque o país precisa de mais pessoas como ele, que acreditem no poder das ideias. E de mais manifestos anti-Dantas.

[A propósito: o Pedro Marques Lopes está amanhã a partir das 10 da manhã, como todas as sextas, no Rádio Clube Português. A não perder]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O PM não pode falar apenas com quem quer

Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, teve hoje uma reunião com Pedro Silva Pereira. Pelos vistos, Sócrates não teve tempo para Alberto João: nem hoje nem nos últimos 3 anos.  


A verdade é que o Primeiro-Ministro, pura e simplesmente, se tem demitido de falar com o representante de uma parte importante do país. Aqui não há culpas repartidas, há negligencia e teimosia do chefe do Governo.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Saúde
O debate sobre a saúde em Portugal fica logo inquinado à partida. Fica inquinado com a expressão "serviço nacional de saúde", um elemento daquele programa eleitoral de esquerda que temos como Constituição.

Um estado tem de ajudar um cidadão doente, mas tem de ter um serviço nacional de saúde. O estado tem de ajudar - dar dinheiro - a quem precisa de ir a médico; o estado não tem de ter médicos. O "serviço nacional de saúde" serve os interesses de médicos e enfermeiros (os tais interesses instalados de que se fala sempre). Não serve os interesses daqueles que estão doentes (uma evidência para quem frequenta ou frequentou hospitais públicos). Se a preocupação é ajudar quem está doente, então, há que dar dinheiro ao doente (a causa da preocupação estatal) e não aos médicos (um mero instrumento). O estado deve financiar-me - o doente; não deve financiar médicos. O actual serviço nacional de saúde está feito para financiar os instrumentos da saúde (médicos, enfermeiros, etc.) e não a causa central: os cidadãos que estão doentes.

publicado por Henrique Raposo
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E hoje ainda
  Renascença

Bernardo Pires de Lima na Edição Internacional da Rádio Renascença, às 23h30.

Temas: O último discurso de Bush sobre o estado da União; as primárias na Florida e a antecipação da Super-Tuesday; as fragilidades da "Grande Coligação" na Alemanha depois das eleições nalgumas regiões e a segunda volta das eleições presidenciais na Sérvia.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Educação em liberdade
Vale a pena ler na íntegra este texto de Diogo Feio no blogue da Ala Liberal:
O Estado apenas deve determinar o mínimo indispensável, e controlar o cumprimento de objectivos de qualidade. A liberdade de escolha quanto aos estabelecimentos de ensino tem se ser ampla, com meras limitações de natureza objectiva, como sejam o limite de lotação. Terão de existir critérios de preferência na matrícula dos alunos. O financiamento das escolas deverá ter em conta o número de alunos, os seus resultados, contexto em que se encontram, e deve assegurar as condições de gratuitidade para todos que necessitem.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler
No Jack Kennedy, Michael Knox Beran, na NRO
Obama has yet to show that he, like J.F.K., understands what continues to be the greatest issue of our time.

Communism has faded as a threat, but its ideal of coercive authority lives on in Russia, in China, in much of Africa, in practically all of Islamdom. If Obama is serious about claiming the mantle of J.F.K., he needs to show that he, too, understands America’s historic obligation “to assure the survival and the success of liberty.”


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quem tem medo de D. Carlos? (II)
Para contrariar os que querem apagar parte da História de Portugal, aqui fica a lista dos eventos programados para hoje a amanhã. Como poderá ler, convidam-se não apenas os monárquicos mas todos quantos reprovam a violência como arma política:

Bandeira da Monarquia Portuguesa em uso pela AIMP.


REGICÍDIO: EVENTOS DO CENTENÁRIO 2008


CONCENTRAÇÃO TERREIRO DO PAÇO 2008 17:00 HORAS

REQUIEM SOLENE S. VICENTE DE FORA 2008 19:00 HORAS




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31 Janeiro 2008: Às 21:30 no Auditório Cardeal Medeiros, Biblioteca João Paulo II - Universidade Católica Portuguesa-Lisboa, terá lugar uma Conferência subordinada ao tema "Dom Carlos I, Um Rei Constitucional", tendo como orador principal o Prof. Dr. Rui Ramos.n


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31 Janeiro 2008: Às 21:30 no Auditório Cardeal Medeiros, Biblioteca João Paulo II - Universidade Católica Portuguesa-Lisboa, após a Conferência, concerto pelo Grupo de Música de Camara da Banda do Exército.n


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1 Fevereiro 2008 às 10:00: Estação Ferroviária de Santarém - Núcleo Museológico da Fundação Museu Nacional Ferroviário. Numa iniciativa conjunta da Fundação Museu Ferroviário Nacional e da AIMP-Aliança Internacional Monárquica Portuguesa, o Núcleo Museológico da Estação Ferroviária de Santarém abre ao Público durante os dias 1, 2 e 3 de Fevereiro as carruagens do combóio real que transportou a Família Real de Vila-Viçosa até ao Barreiro. A abertura, prevista para as 10:00 da manhã de 1 de Fevereiro, contará com a presença do Presidente da Direcção da AIMP que se fará acompanhar de dois Assessores para o efeito. A iniciativa inclui a presença de alunos de escolas de Santarém e Entroncamento. PR da AIMP / PR da Fundação Museu Ferroviário Nacional.n


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1 Fevereiro 2008 17:00 horas: Concentração no Terreiro do Paço, às 17:00 horas, junto à placa evocativa do Regicídio. Convidam-se não apenas os monárquicos, mas todos quantos reprovam a violência como arma política.n


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1 Fevereiro 2008 19:00 horas: Basílica de São Vicente de Fora, em Lisboa, Requiem Soleníssimo "In Memoriam" do Centenário do Regicídio. As cerimónias serão presididas por Sua Eminência O Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa e contarão com deposição de coroas de flores e homenagem solene aos túmulos de Sua Majestade O Rei Dom Carlos I e de Sua Alteza Real O Príncipe Herdeiro, Dom Luís Filipe. As cerimónias começarão impreterivelmente às 19:00 horas. A AIMP-Aliança Internacional Monárquica Portuguesa recomenda aos seus leitores e visitantes que a hora limite de chegada à Basílica seja às 18:30 horas. As cerimónias estão a cargo da RAL-Real Associação de Lisboa.n




Regicídio, o sítio do centenário.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Burke ia adorar Gandhi

 


[Na Atlântico de Dezembro] 


 


O nosso tempo multiculturalista tende a esquecer uma coisa: Gandhi (1869-1948) foi um produto do império britânico; um advogado que olhava para o mundo pelas lentes do direito britânico. Esta matriz legal e britânica é evidente nestas memórias (escritas nos anos 20).


Gandhi queria ser um cidadão do Império Britânico («amo a Nação inglesa e desejo despertar em cada indiano a lealdade de um inglês», p. 403) e pensava que o «Império Britânico existia para o bem do mundo» (p. 286). Perante isto, Gandhi fez campanha para que os indianos (da África do Sul e da Índia) participassem, ao lado dos ingleses, na guerra contra os  bóeres (1899-1902), na rebelião zulu (1906) e na I Guerra Mundial (Gandhi participou pessoalmente neste esforço enquanto líder de uma unidade de maqueiros sul-africana). Porquê? Porque «se exigia para mim os direitos de um cidadão britânico, era também meu dever, nessa condição, defender o seu Império» (p. 201). Ao cumprirem com os seus deveres para com o Império, os indianos tinham o seguinte cálculo em mente: «o cumprimento do dever confere automaticamente um direito correspondente», ou seja, os indianos aspiravam a «ser parceiros» do Império, tal como «os Domínios de além-mar» (p. 401); esperavam adquirir a autonomia política dentro do Império (tal como o Canadá ou a Austrália). O raciocínio faz sentido: se todos os deveres exigíveis a um britânico fossem executados pelos indianos e se todas as regras britânicas fossem cumpridas pelos indianos, então, os britânicos já não teriam justificação para não ceder poder e status à Índia. Em 1914, Gandhi ainda «achava que o erro era mais de cada funcionário britânico do que do sistema inglês» (p. 314); os ingleses, mais cedo ou mais tarde, cederiam poder à Índia. Mas nunca tal aconteceu.


Gandhi, que começou por ser fiel ao poder e aos princípios do Império, continuou a ser fiel aos princípios (ex.: estado de direito; a Índia ainda hoje é uma democracia liberal assente em pressupostos anglo-saxónicos), mas perdeu o respeito pelo poder imperial. Gandhi percebeu que, por mais deveres e regras britânicas que cumprisse, a Índia nunca iria ter os direitos e poder de uma Austrália. E isto retirou qualquer legitimidade ao poder inglês. Gandhi desmascarou o paradoxo da governação britânica da Índia (que Burke criticara 150 anos antes): a Grã-Bretanha não podia ser liberal em casa e autoritária na Índia; a governação autoritária dos britânicos sobre os indianos constituía (1) a negação da própria ideia de Grã-Bretanha e (2) a destruição do direito natural que constituía a matriz da governação dos britânicos dentro Grã-Bretanha. A governação limitada pelo direito natural (poder legítimo) não existia na Índia; a forma como os ingleses governavam os indianos só podia ser descrita com a palavra ditadura. Os britânicos nunca exerceram o poder sobre a Índia de acordo com as leis britânicas. Foi Gandhi quem acabou por usar o espírito da lei britânica, e com isso deslegitimou o poder britânico: «por resistir a um longo período de tirania, mostrei o que há de mais soberano na justiça britânica»; «a população que amaldiçoava o governo sente agora que ela, e não o governo, é o poder» (p. 402). Daí a ideia de «desobediência civil» (p. 373) ou «não-cooperação» (p. 430): não se trata de uma revolta violenta contra as leis britânicas. Pelo contrário: trata-se de usar o espírito da lei britânica contra o poder despótico dos ingleses; a desobediência civil é a legitimidade sem poder a revoltar-se juridicamente contra um poder sem legitimidade. Nesta história, o verdadeiro britânico foi Gandhi, esse grandessíssimo ocidental.



publicado por Henrique Raposo
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Brit


Há 60 anos morria o maior britânico do século XX.

publicado por Henrique Raposo
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Governar à vista

Em traços muito gerais, a “reforma” da saúde tinha 7 questões que me pareciam fundamentais: criação de uma rede de cuidados de saúde continuados, optimização da rede de urgências, redefinição e implementação de um novo modelo de parcerias público-privadas, reforma dos centros de saúde, nova política do medicamento e o novo regime de propriedade das farmácias.


Claro está que este conjunto de medidas tinha por trás a vontade de racionalizar economicamente o SNS de modo a garantir a sua sustentatibilidade.


É bom que se diga que mais detalhe menos detalhe todos os partidos do espectro político português acreditam nas linhas mestras do actual SNS. O que se tem discutido, no fundo, são pormenores. Em abono da verdade todas as iniciativas que Correia de Campos tentou concretizar poderiam ser levadas a cabo pelo PSD.


O mais ridículo disto tudo é que a única que parecia consensual – o fecho de urgências que de urgências só tinham o nome – foi a que fez cair o Ministro. O facto da criação da rede de serviços continuados ainda não ter passado do papel, de em dois anos não ter sido assinado um único contrato no âmbito das parcerias público-privadas, de não ter aberto uma única farmácia que fosse ao abrigo do novo regime de propriedade, da reforma dos centros de saúde não ter sido satisfatória e da nova política do medicamento não ter tido os resultados esperados (nomeadamente em poupança para o Estado) pouca ou nenhuma relevância teve.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Quem tem medo de D. Carlos?
Através do João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos, fico a saber que num gesto de enorme coragem o ministro da Defesa ordenou que as tropas se retirassem da homenagem a D. Carlos I. Ao ler a notícia do DN verifico surpreendido que Nuno Severiano Teixeira sucumbiu às ameaças do deputado do BE, Fernando Rosas. Pior ainda o grau paroquial a que chegou um assunto como este, com um ministro a informar pessoalmente um deputado de uma decisão governamental.  Por telefone, como se ufana Rosas: "O ministro [da Defesa] teve a gentileza de me telefonar comunicando que já emitiu um despacho no sentido de não autorizar a participação de bandas do exército nas comemorações do centenário do regicídio". Grande despacho este.

Esperava mais e melhor do ministro. Sou republicano - ou melhor, não me parece que a questão monárquica seja hoje relevante em Portugal - mas admiro-me que cem anos depois ainda exista quem tenha medo do fantasma de D. Carlos I. Para comemorar a implantação de uma I República que foi tudo menos democrática e pluralista já se prevêem fatias do orçamento e outras prebendas em 2010. Mas não se pode recordar com a dignidade possível um Chefe de Estado que foi assassinado (como diz e bem o deputado Pedro Quartin Graça, do MPT, D. Carlos I, para além de monarca, era o Chefe de Estado em 1908). Este é realmente um Portugal muito pequenino.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Dois tristes tigres (continuação)


A fotografia do DN parece ilustrar o momento em que um dos tigres à solta na Azambuza assusta um traseunte - como se costuma dizer nos autos policiais. Confirmam-se as coincidências entre a fuga dos dois tigres do Circo Chen e a saída dos dois ministros na remodelação governamental. Tal como aconteceu com Correia de Campos e Isabel Pires de Lima, também ainda não se percebeu muito bem quem foi que abriu a porta de saída da jaula aos tigres-bengala, o macho Xerica e a fêmea Andra. 

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O revisionismo russo

Quando mudam as regras do jogo, a política torna-se mais perigosa. Sai do hábito confortável do dia-a-dia das negociações económicas e comerciais, e passa para aumentos nos orçamentos de defesa e preparação militar. Passa à imprevisibilidade.


Desde o ano passado que o discurso russo parece mais paranóico, acossado, mais soviético. Paga a dívida externa, a Rússia começa agora a apresentar-se como um contra-poder. Discretamente, mas persistentemente, mina quaisquer hipóteses de um acordo com o Irão. Na verdade, deita mais achas para a fogueira, alimentando os receios de um confronto, e ganhando biliões com o aumento do preço do petróleo (120 dólares por barril são muito boas notícias para a Rússia). Face à dissidência política e ideológica da Geórgia, opta por fomentar a secessão da Abcásia e da Ossétia do Sul, propondo relações especiais com as duas províncias no pós-independência (a prazo, ambas as regiões integrariam a Federação Russa, consolidando o espaço vital perdido em 1989). Na Sérvia, leva o Presidente Tadic a dizer que não pode ser menos sérvio que os russos, e portanto tem de seguir a linha irredutível de repressão de qualquer aspiração independendista dos kosovares.


A hibernação do urso já acabou; resta saber como o controlar. Uma segunda guerra fria não é uma inevitabilidade. Há regras para prender esta Rússia à actual ordem internacional, para a integrar. Depois de quase décadas de subvalorização e sobrevalorização do poder russo, talvez seja a altura de o ver como é: com linhas de continuidade, mas dentro de um contexto geopolítico que não repete a guerra fria.



publicado por Ana Margarida Craveiro
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De Alijó a Mafamude
Ainda a propósito disto: Alijó vai voltar a ter uma ambulância de urgência

Ver isto:



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O advogado da cultura
Não deixa de ser curioso que o novo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, tenha sido advogado do vereador José Sá Fernandes na acção popular contra a BragaParques na permuta do Parque Mayer com a Feira Popular. Mais: que tenha sido derrotado nessa acção, com o pedido de anulação da permuta de terrenos a receber parecer negativo do Ministério Público do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa. Curioso ainda que essa derrota do vereador independente do Bloco de Esquerda (uma contradição entre termos) - e, por arrasto, do presidente da Câmara de Lisboa - tenha sido posteriormente ultrapassada com uma "decisão" apresentada por António Costa no sentido de anular a mesma permuta. Não estou a pôr em causa quem tem ou não razão, apenas a verificar que a aliança PS-BE na capital pretende antecipar politicamente uma decisão que pertence aos tribunais.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Amanhã nas bancas
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O Insubstancial, por Paulo Tunhas, sobre Sócrates:
Nenhum feito extraordinário tornou até agora José Sócrates incompreensível, e é pouco provável que tal venha alguma vez a acontecer. A insubstancialidade muito efectiva e o facto de ser raso sem ao menos ser chão – suponho que era em parte a isso que Vasco Pulido Valente se referia quando dizia que ele era shallow –, conferem certamente ao primeiro-ministro a aparência de um pequeno mistério. Mas é um mistério mesmo pequenino.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler

Pão e Circo, no Der Terrorist


 




Os mesmos problemas que a direita tem com a rua, têm-nos também com as coisas da cultura. Um complexo de que não se consegue livrar (Gonçalo Reis (revista Atlântico) explica). As gentes da cultura e das artes andaram sempre maioritariamente pela esquerda. E, a um ano e picos das eleições, uns escritos por aqui e por ali, nos blogues e nos jornais; umas entrevistas e uns debates por acolá; não matam mas moem. Fazem mossa.




publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Goodbye Giuliani


The End of Rudy
In the oddest of settings, Giuliani faces defeat.
By Byron York
On a small stage in front of a large RUDY sign, Giuliani, the mayor who saved New York City, the most accomplished executive of his generation, and the man who conducted himself with true heroism on September 11, has come to face political death, with dignity, in Universal Studios’ Orlando-style approximation of Italy.

When he takes to the stage, shortly after John McCain has been declared the winner, Giuliani doesn’t precisely say he is dropping out of the race. But it’s obvious to everyone, and he begins to talk about his presidential run in the past tense. “We ran a campaign that was uplifting,” Giuliani tells the crowd. “The responsibility of leadership doesn’t end with a single campaign, it goes on and you continue to fight for it.”

“I’m proud that we chose to stay positive and to run a campaign of ideas in an era of personal attacks, negative ads, and cynical spin,” Giuliani adds. “You don’t always win, but you can always try to do it right, and you did.”


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Inundação de dólares (2)
A propósito da acção do Fed, recomendo também a leitura dos comentários do Carlos Novais.

publicado por André Alves
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McCain-Kennedy
On To The McCain-Kennedy Ticket. Por John Derbyshire.


Meanwhile in Simi Valley

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O debate 



publicado por aLaíde Costa
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Georgiana

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Aqui fica uma sugestão de leitura para estes dias de Carnaval (para aqueles que têm umas pequenas férias ou para os que odeiam o Carnaval e seus foliões e se recusam a sair de casa até a Quaresma começar e a normalidade e o bom-senso regressarem), muito adequada quando a candidatura da Hillary à nomeação democrata nos faz tagarelar e escrevinhar sobre a participação das mulheres na política.

Georgiana, Duchess of Devonshire, de Amanda Foreman é a biografia de Georgiana Cavendish, née Spencer (o mesmo Spencer de Diana de Gales e Winston Churchill),  duquesa do Devonshire em finais do séc. XVIII e que teria tido muito prazer em participar activamente e oficialmente nas políticas whigs não fosse o insuperável obstáculo - não, esta desculpa já não se aplica actualmente - do seu género. Assim, participou movendo influências - através do marido e amantes - e emprestando a sua figura e imagem nos comícios whigs (algo entre o patético e o profético).

Para os mais preguiçosos, ou para aqueles que são demasiado sensatos para aceitarem sugestões de desconhecidas, poderão conhecer a extravagante Georgiana em filme com data de estreia prevista para final do ano, com a Keira Knightley como Georgiana Cavendish. (Vamos esperar que a interpretação seja pelo menos um bocadinho mais inteligente e mais subtil e com mais verve do que no caso da Elizabeth Bennet no Pride & Prejudice, que eu e qualquer aficionado de Jane Austen nunca lhe perdoaremos.) Mas o filme pode ser um incentivo a lerem o livro antes, pensem bem, ponderem o brilharete que podem fazer com os inesperados conhecimentos sobre a Georgiana (por exemplo o filho gay, será assim retratado no filme?), sobre a ménage-a-trois no seu casamento ou as dívidas de jogo, sobre as versões iniciais de fazer turismo, sobre o Charles James Fox e o Lord Grey, sobre os duques do Devonshire (a penúltima duquesa foi uma das notorious irmãs Mitford; só isto dá para horas de conversa). Na dúvida, leiam.

publicado por Maria João Marques
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
O Pagador de Promessas
Uma coisa é evidente. Se o governo do PS está agora a pagar um preço político elevado é pelas promessas que cumpriu – de fazer reformas de fundo na saúde (e na educação e na função pública).

Sócrates, aliás, em rigor (como agora se diz), até procurou durante a campanha eleitoral recusar o termo terceiro-mundista "promessas" de que há tantos devotos em Portugal, e falar para adultos em objectivos e metas. Faz diferença. Promessas pedimos a Nossa Senhora de Fátima. Objectivos e metas é o que os adultos usam para gerir qualquer organização, mesmo sabendo que são, por regra, impossíveis de cumprir integralmente .

Mas se calhar em Portugal é mesmo melhor esquecer a maturidade política e apostar numa pediatra.

Uma mudança de rostos no governo parecia a única coisa a fazer neste momento. Vozes mais frescas a defender o governo e as suas políticas. É que a afamada máquina de propaganda de Sócrates, o seu perigoso controlo da imprensa não se vê em parte nenhuma.

O essencial será ver se se trata de uma mudança de pessoas e não de política. Ou seja, se conta mais o (humilde?) deputado/partido/tendência Manuel Alegre (de quem a Senhora Ministra da Saúde é amiga - política? - dizem), se a maioria dos portugueses que votou no programa reformista do PS (de Sócrates).

publicado por Bruno Reis
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Dois tristes tigres
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Ninguém me conseguirá convencer de que não existe uma qualquer misteriosa relação entre os dois tigres que escaparam esta manhã das jaulas do Circo Chen à entrada da Azambuza e os dois ministros afastados ontem na remodelação. A saída dos ministros provocou menos problemas ao país do que os dois tigres na Estrada Nacional 3. Como uma vez mais se percebeu, o poder é sempre relativo, ainda que a maioria seja absoluta. E essa deve ser uma boa lição para os restantes membros do Governo, a começar por José Sócrates. Apesar das arrogâncias, Correia de Campos e Isabel Pires de Lima eram pouco mais do que dois tigres de papel.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Vive la France
Nunca vou deixar de me surpreender com o facto do dia mais importante para os franceses, o 14 juillet, ser o mesmo em que uma turba enraivecida esfaqueou o governador da Bastilha, tendo-o depois decepado à machadada e espetado a cabeça numa estaca, para passear por Paris. O maire teve idêntico destino, no mesmo dia. Uma lição de civilização. (Claro, o contexto político, histórico, revolucionário explica tudo. Claro que sim.) Num só dia, ganhou-se e perdeu-se a liberdade.

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Nuclear, sff

Nas próximas legislativas, voto no partido que afirmar o seguinte: “Portugal tem de construir – pelo menos - uma central nuclear. Isto das renováveis é muito bonito, mas sai caro".


Por favor, não deixem que o BE seja o primeiro a afirmar semelhante coisa.



publicado por Henrique Raposo
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Cultura
Também eu me apanhei a pensar na remodelação ministerial. Não tanto na do Ministro da Saúde, que até me era genericamente simpático – admito que não viver em Vila Velha do Fornelho contribuísse para a minha mansidão -, mas que não resistiu a ser parte de Portugal. Pensei foi em Isabel Pires de Lima, a Ministra da Cultura. Os “agentes artísticos” estão satisfeitos – e é de admitir que tenham razão. Sobra que a demissão, ou a tomada de posse, de um Ministro da Cultura (diferentemente das de um Ministro da Ciência) interessam, directa ou indirectamente, a tão pouca gente que quase é surpresa que sejam notícia. Note-se que não digo que não haja boas e más razões para que interessem: digo é que são boas e más razões para pouquíssima, mas mesmo pouquíssima, gente. No Público, podia vir só no P2.

publicado por Paulo Tunhas
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Do Islão
Egipto: Jovem convertido ao cristianismo perde causa em tribunal

Mohamed Hegazi, egípcio de 25 anos, viu hoje um tribunal do Egipto rejeitar o seu pedido de inscrever o Cristianismo como a religião que professa, no Bilhete de Identidade. Segundo a AFP, este muçulmano convertido há nove anos não foi reconhecido como cristão por não ter seguido os procedimentos legais necessários. A sentença, contudo, faz observações de outra ordem, afirmando que "as religiões monoteístas foram enviadas por Deus numa ordem cronológica" e que o facto de passar para uma religião mais antiga é "invulgar".

O tribunal considera que a conversão de Hegazi afasta-o "do caminho direito e ameaça os princípios, os valores e os preceitos do Islão, bem como as tradições egípcias". Mohamed Hegazi e a sua mulher, também ela convertida, desejam oficializar essa mudança no seu bilhete de identidade, para que o filho que vai nascer seja considerado cristão. Contudo, uma fatwa (resposta jurídica sobre uma questão doutrinal) pronunciada pela universidade islâmica de Al Alzahr condena-o à morte. Hegazi e a sua mulher perderam o apoio das suas famílias, vivem na clandestinidade e recebem ameaças telefónicas todos os dias, mas não pretendem abandonar o seu país.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Viva Juromenha!


Declaração de interesses: este é um poste amiguista, sim senhor, é verdade, mas também elogia o que ainda há de melhor em Portugal. A iniciativa privada.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Viva o Rititi-boy!


E vivam os Pais dele. Explicação aqui.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sarko
A velha máxima que sublinha que os franceses só fazem reformas quando há uma revolução não parece estar a ser seguida, também nos assuntos internacionais, pelo actual chefe de Estado. Pondo de lado os affairs cor-de-rosa que Nicolas Sarkozy tem protagonizado, estes primeiros oito meses de mandato ficaram definitivamente marcados pelo regresso da França às grandes questões estratégicas internacionais. Um reformismo na perspectiva francesa que não precisou de qualquer revolução para ser levado a cabo e que assentou, essencialmente, em três grandes pilares.

Sarkozy e a revisão da estratégia de segurança europeia em 2008,
por Bernardo Pires de Lima

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Inundação de dólares
Magia e Helicopter Ben. Por Ricardo Arroja.

publicado por André Alves
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O mundo pós-europeu

Estou a ver um porta-aviões inglês (pelo menos, assim parece) ali no Tejo. Só vejo um avião. Um (1). Um Harrier. Só. 


Como dizia o Economist, os porta-aviões ingleses andam sem aviões durante 80% do seu tempo de actividade. Porta-aviões sem aviões, eis o poder europeu em 2008. Entretanto, enquanto a velha Royal Navy perde poder, a Índia vai ter 3 porta-aviões em 2010 – e quer outro ainda. A marinha japonesa já é considerada por muita gente como a segunda mais poderosa do mundo. Que chatos estes asiáticos. Não param quietos como era suposto.


Mas continuem a fazer tratados, que isso é que importa.



publicado por Henrique Raposo
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Razões para ficar acordada para além do razoável


California Debates



publicado por aLaíde Costa
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Secretaria

Se o PS formar governo com o BE, lamento, mas a FIFA e a UEFA têm de tomar providências.



publicado por Henrique Raposo
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Política americana
Miguel Poiares Maduro, uma das pessoas mais lúcidas da praça (que devia voltar a escrever nos jornais), sobre as eleições americanas. Isto é que é análise política.

publicado por Henrique Raposo
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Não perca


"Uma democracia como a da Índia não seria levada a sério na Europa do princípio do século XX"

Público (versão impressa ou só para assinantes)

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O Estado vai nu
Edição do dia © Meia Hora

Se ainda não leu, clique na imagem e veja em pdf. Manuel Falcão está na pág. 2 e eu escrevo O Estado vai Nu na pág. 4, sobre a prosmicuidade entre política e economia, a propósito do artigo de António Carrapatoso na próxima edição da Revista Atlântico - sexta nas bancas - e de Marinho e Pinto não ter sido eleito taxista, mas bastonário da Ordem dos Advogados. Quem vai nu não é o rei, mas o Estado e as suas imensas teias.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quando é que sai o ministro da Justiça?
Correia de Campos quis sair após discurso de Cavaco

Presidente critica política de justiça do Governo

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Pois, os terroristas
Permitam-me a falta de modéstia de sugerir a leitura deste meu texto. Só porque levo algo a mal que se chame mártires a terroristas suicidas. Digamos que é dar-lhes a dignidade desta palavra, o que manifestamente não merecem.

(Adenda: Clarifique-se, porque não está claro, que a minha objecção é apenas à qualificação de "mártires", não às restantes palavras de AHC.)

publicado por Maria João Marques
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Para resolver a crise
O Governo não pode fazer mais, mas podia e devia fazer menos.

publicado por André Alves
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Sexta-feira nas bancas
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António Carrapatoso escreve sobre o "Sistema" político-económico:
Muito se tem falado no “Sistema” do futebol como a teia de poderes e interesses que condiciona a verdade desportiva e não permite a renovação e o desenvolvimento do “desporto-rei”. Mas o “Sistema” mais gravoso para o país é o que se verifica na área política, económica e social, inibindo ou reduzindo seriamente o desenvolvimento e a realização dos cidadãos e o progresso económico e social.

A elevada promiscuidade entre o poder político e o poder económico resulta em primeiro lugar do posicionamento e acção de governantes e outros agentes. Não se promove a clarificação da fronteira entre o poder político e o poder económico


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
O Príncipe
N’ O Príncipe, Maquiavel explica como conseguir controlar uma região que demonstra sinais de insatisfação e até rebeliões e desordem. Diz ele que o príncipe deverá designar um governador para essa região que seja capaz de levar a cabo políticas duras e violentas. Basicamente, o objectivo é o de conseguir recuperar a ordem nessa região e manter os seus habitantes sob o punho de ferro desse governador. Uma vez a ordem estabelecida e rotinada, o príncipe deve então reprimir esse governador e salvar o povo da tirania que este exerce, acabando por garantir uma situação favorável ao seu poder: a região fica controlada, e o príncipe assume o papel de salvador, com o reconhecimento do povo.

Lembrei-me disto quando li a notícia da substituição do Ministro da Saúde e da Ministra da Cultura. As políticas foram lançadas, e agora afasta-se os aparentes culpados. O povo agradece. Será que a equipa de Sócrates leu Maquiavel?

publicado por Alexandre Homem Cristo
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Reforços
Joaquim Sá Couto e Ricardo Arroja passaram a escrever no Portugal Contemporâneo.

publicado por André Alves
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Prioridades
Escreve Ana Gomes, no Causa Nossa: «Para o “bloco centrão” a Lei da Paridade é admissível em certos órgaos políticos...mas nas autarquias – onde os negócios fiam fino – era o que mais faltava!»

Não vou aqui discutir a aplicação da Lei da Paridade, ou a sua não aplicação neste caso às autarquias, visto que sou completamente contra esta lei ou qualquer lei que aprove um regime de quotas. Mas esta opinião de Ana Gomes, em que transparece que as mulheres são menos susceptíveis de corrupção que os homens é no mínimo interessante. Talvez valesse a pena pedir audiências, criar uma comissão, enfim, o full package do Parlamento Europeu para esclarecer melhor esta questão. É incerto quando terá fim a saga dos voos da CIA, mas é importante manter os nossos eurodeputados entretidos em Bruxelas.

publicado por Bruno Gonçalves
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Mestre, que devo fazer agora?

Ou muito me engano ou o primeiro acto oficial da ministra Ana Jorge será um “almocinho” com o Bastonário da Ordem dos Médicos. De facto, a gestão política de Sócrates cada vez mais se assemelha à de Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro.


Lembro-me que, quando Cavaco remodelou Leonor Beleza, a primeira coisa que Arlindo de Carvalho fez foi ir almoçar com o Bastonário da altura. Claro está que, por feliz coincidência, tinha os jornalistas à espera e entre sorrisos e olhares cúmplices prometeu que a partir daquela altura tudo ia correr bem. Correu, de facto, tudo muito bem. Ou seja, ficou tudo como a Ordem queria.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Começou a campanha para as próximas legislativas

Esta remodelação mostra que Sócrates está muito preocupado com a ala esquerda do PS. O primeiro-ministro sabe muito bem que as maiorias absolutas caem mais facilmente por questões internas do partido no poder do que propriamente pela contestação da oposição.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Igual a si mesmo
Quando foi eleito, José Sócrates prometeu reformas profundas no nosso país. Limitou-se a efectuar mudanças superficiais nas mais diversas áreas. Numa altura em que o governo necessitava de uma séria remodelação, dada a incompetência flagrante de vários membros do executivo, o PM limitou-se a atirar aos lobos um ministro impopular e a retirar uma ministra que nunca lá deveria ter estado.

publicado por Bruno Gonçalves
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Teme-se o pior
Nova ministra da Saúde apoiou Manuel Alegre nas últimas presidenciais

Hoje, em reacção à remodelação governamental, Manuel Alegre disse que o primeiro-ministro “compreendeu as consequências negativas” da política de saúde, manifestando a sua esperança de que esta seja uma remodelação “política e não pessoal”.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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