Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
O Sarkozy de Gaia
De repente, depois de um desaparecimento simpático, Luís Filipe Menezes está em tudo quanto é sítio, das televisões aos jornais. Hoje publica um curto artigo no Público onde parece pretender "reformular o serviço público de televisão", explicando em antetítulo que "Sarkozy está a estudar a abolição da publicidade nas televisões e rádios públicas a partir de Janeiro de 2009". Sim, dr. Menezes, esse é o seu grande problema: uma ideia que até pode ser boa fica desprestigiada se é atirada como um sound byte num programa de televisão. Se quer realmente ser o Sarkozy de Gaia, convém imitar o original e "estudar" antes de apresentar as propostas.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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The importance of being pop
Os grandes, grandes Beth Ditto e Jarvis Cocker. E ainda dizem que a pop é para meninos.



publicado por Ana Margarida Craveiro
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A solução
Hoje sinto-me particularmente optimista. Este país afinal tem solução: andava eu angustiada com tanto défice público e situações de injustiça, quando vi a luz - arrendemos o território.

Ora bem: dado que a nossa posição geográfica não nos é propriamente vantajosa no que a pipelines diz respeito, convém tirar algum proveito destes nossos 900 km de costa. Toda a gente sabe que a droga que entra na Europa passa grandemente por aqui (daí as nossas grandes apreensões de droga: falhar em tanto milhar de tonelada é capaz de ser mau demais). Vai daí, legalizemos o produto, abrindo a porta a uma imensidão de euros em impostos de alfândega. Quais quadros comunitários, quais quê: o futuro deste país está é na coca. Bring it on!


Nos últimos dias neste blogue:
Ensinar a História, de Alexandre Homem Cristo

Uma faceta humana: A oportunidade da direita, de André Abrantes Amaral

O Sistema, de António Carrapatoso

A política do malmequer
, de Rui Ramos

O outro lado do espelho, de Ana Margarida Craveiro

"O meu PSD" e Os europeus para Obama, de Bernardo Pires de Lima

Até quando, de Pedro Marques Lopes

Bush, de Henrique Raposo

Entre outros  

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Termómetro blogosférico
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Estou seriamente preocupado com o estado de saúde do maradona.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Hoje sou da Noruega
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1997

publicado por Henrique Raposo
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Também já o vamos conhecendo, Zé Sousa

“Os Portugueses já o conhecem”. Esta deve, provavelmente, ser a expressão que Sócrates mais utiliza nos debates parlamentares. À falta de melhores argumentos ou quando decide prescindir do ar de anão enfurecido, é esta a frase escolhida.


 


O azar do primeiro-ministro é que mesmo apesar da lamentável oposição, os portugueses já o vão conhecendo: a argumentos responde com insultos (só hoje chamou mesquinho e indecente a um deputado). Como poderia não defender Jaime Silva se é Sócrates o maior promotor de berros e insultos? Para este senhor, qualquer pessoa que o contrarie ou o ponha em questão está ao serviço de uma qualquer conspiração que o visa destruir.


Um jornalista escreve uma notícia que lhe desagrada e é mais que certo que é por causa de um despacho qualquer do Governo sobre a pesca do esturjão que terá prejudicado um accionista de uma empresa deste ramo, que por sua vez é casado com uma prima da cunhada do jornalista.


O homem é tão bom e está tão cheio de si próprio que qualquer opositor é um bandalho ao serviço de um grupo que apenas o quer destruir por motivos egoísticos. Como poderia ser de outra forma se ele sabe perfeitamente o que é bom para nós todos?

publicado por Pedro Marques Lopes
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Há mais alguém que faz anos hoje?
Muitos parabéns ao Blasfémias que faz hoje 4 anos.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Gosto quando um líder fala verdade
"França não tem vocação para manter indefinidamente forças armadas em África”, declarou Nicolas Sarkozy, no final de um encontro com Thabo Mbeki, sublinhando que “África deve assumir a responsabilidade pelos seus problemas de segurança”.

publicado por Bernardo Pires de Lima
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1976
Deixo aqui uma pergunta ao Adolfo Mesquita Nunes e ao Miguel Morgado:

um governo liberal em Portugal seria ou não inconstitucional?

publicado por Henrique Raposo
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Os europeus para Obama
Obama parece ter-se lembrado que os europeus existem e que combatem em várias frentes. Podiam fazer mais e melhor, mas isso é outra conversa. O certo é que estão em vários teatros de guerra e de crise, com ou sem os EUA. Mas a verdade é que Obama não liga peva aos europeus, ao contrário destes que andam a babar-se por ele. Parece-me que ainda se vão arrepender no futuro.

É que este "endurecimento" da retórica de Obama, que o Henrique fala aí em baixo, está na linha da mantida pela Administração Bush nos últimos dois anos e sem grande sucesso. Para além deste ponto de continuidade, há um outro que é de ruptura, até com as propostas de John McCain. E aqui é que os europeus deveriam estar preocupados. Para Obama, uma vez infrutífero os apelos a um mais profundo compromisso europeu no Afeganistão, a NATO deixa de contar. Para ele o fim da NATO é mais um passo na sua "mudança". E isto é que é perigoso. Ele, sim, está à vontade para descartar aliados. Talvez por precaução, Sarkozy está a reposicionar toda a sua estrutura militar africana para o Golfo Pérsico, não vá ficar a ver navios a partir de 2009.

Por culpa dos europeus e não só, a inexistência de uma organização de segurança do calibre da NATO representaria um vazio nas relações internacionais e criaria uma tensão entre europeus e entre estes e Washington. Sobretudo entre europeus ocidentais e aqueles a Leste que olham para os EUA quando pensam em segurança nacional. Ora isto significa, também, crise e desconfiança na União Europeia, da qual fazem parte.

A diferença desta linha revolucionária-porque-sim de Obama e a visão exigente de McCain no que toca à NATO, é que este nunca a põe em causa, mesmo que a queira alargar a "novas" potências. E isto seria suficiente para sossegar os europeus. Aparentemente não é.

publicado por Bernardo Pires de Lima
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Blogue Atlântico reforçado
Com o correspondente de guerra da revista Atlântico no Brasil:
Pedro Sette Câmara, carioca de junho de 1977, teve sua primeira experiência universitária em NYC e a segunda no Rio, encerrada quando sofreu uma tentativa de linchamento. Hoje tenta bacharelar-se em grego clássico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas há sempre um volume de Shakespeare por perto que lhe desvia a atenção. Gosta de poesia e teatro e raramente lê prosa de ficção. Nasceu liberal e católico, mas provavelmente é melhor liberal do que católico. Trabalha como tradutor literário, intérprete de conferências, professor ocasional de literatura e gerente de operações do OrdemLivre.org, braço lusófono do Cato Institute, além de ser correspondente de guerra da Atlântico.

Bem-vindo, Pedro.

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Buckley
William F. Buckley, Jr.

Remembering William F. Buckley

publicado por Henrique Raposo
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Ainda gostam do Obama? O Obama será o “presidente” mais duro com os europeus
Obama Calls for Help from NATO Allies in Afghanistan

Obama é claro: ou os europeus combatem, ou a NATO perde qualquer centralidade.

publicado por Henrique Raposo
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Coen
«de doze em doze anos os Coen fazem um bom filme»

Luís Miguel Oliveira

publicado por Henrique Raposo
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O mapa suicidário do PSD
O líder parlamentar do PSD pediu hoje ao primeiro-ministro que falasse sobre a "fragilização" da justiça portuguesa e acabou a justificar a decisão do seu partido de quebrar o acordo sobre o mapa judiciário.

Pedro Santana Lopes abriu o debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento declarando que se constata "uma fragilização objectiva" da justiça, com "indefinição de caminhos, de métodos", e apontou o recuo de Almeida Pereira na aceitação do convite para ser director da Polícia Judiciária (PJ) do Porto.

Público

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler - só na versão impressa

"Alexandre Herculano, o maior "intelectual" do liberalismo, que passara pelo exílio e combatera no cerco do Porto, deixou, já em agonia, um último juízo sobre a Pátria: "Isto dá vontade de morrer."


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A Atlântico avisou e aí está a esquerdização do regime
CDS em queda livre, BE em alta
Sondagem: PS mais longe da maioria absoluta mas aumenta vantagem sobre o PSD


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José Miguel Júdice escreveu sobre os perigos da esquerdização do regime nas edições da Atlântico de Novembro e Janeiro, com a ameaça que significa a polarização da contestação na "esquerda proto-marxista". Eu próprio escrevi editoriais sobre o assunto. É isso que parece estar a acontecer, mais rapidamente do que se pensava. De acordo com o estudo de opinião da Católica, neste momento PCP e BE somam juntos 17 por cento - se a isto acrescentarmos os 39 por cento do PS, é fazer as contas. O CDS é vítima das últimas notícias e o PSD também desce para os 32 pontos percentuais: a antiga AD teria agora 35 por cento contra 56 por cento dos partidos à esquerda. Sim, é só uma sondagem, mas as sondagens costumam transmitir tendências. E tudo indica que a tendência é para uma maioria relativa do PS em 2009 - que poderá ficar dependente dos desvarios demagógicos do partido-tablóide, o Bloco de Esquerda.

Espera-se que os políticos do centro-direita percebam finalmente que é preciso fazer alguma coisa rapidamente para alterar este estado de coisas. E que os empresários percebam o risco que Portugal pode correr com esta esquerdização do regime. Quem avisa é a Atlântico.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Neo-socialismo em acção
CON EL PRETEXTO DE PROTEGER A USUARIOS Y MENORES
El PSOE promete un policía de internet para "velar por las buenas prácticas"


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Via O Insurgente, onde Rui Carmo pergunta: "Por cá, quando é que são mesmo as legislativas?"

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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
É o que acontece quando se dá passos maiores que as pernas
À lei do tabaco, em vigor desde 1 de Janeiro de 2008, falta legislação referente às remodelações dos estabelecimentos.

Se falta legislação e os critérios da extracção do fumo não estão definidos, como é que um estabelecimento pode ter um espaço para fumadores? E quem já investiu em equipamento que afinal é inútil, volta a investir quando sair a legislação?

Há dias em que me sinto num filme dos Monty Python. O nosso dia-a-dia é um script de nonsense.

publicado por Alexandre Homem Cristo
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Na revista Atlântico de Março
aguiar-branco.jpg

José Pedro Aguiar-Branco traça o rumo do PSD na oposição. Que não pode ser errática contra um Governo que apenas procura camuflar a realidade.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Uma boa insistência, para variar
PSD insiste no financiamento privado dos partidos

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Última hora
A propósito do que escreve Pedro Marques Lopes:

PJ Porto
Almeida Pereira recusa nomeação
Indigitado para director da PJ Porto, Almeida Pereira recusou o cargo.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Amanhã às sete da tarde no Descubra as Diferenças da Rádio Europa (90.4 FM)
28022008.jpg

No Descubra desta semana vão estar Nuno Amaral Jerónimo, insigne professor universitário e autor do Blogue dos Marretas, para além de outras inúmeras actividades criativas, incluindo a de colunista da Atlântico, lado a lado com Henrique Raposo, ilustre editor da revista e consagrável colunista do Expresso a partir de sábado. Na fotografia, ainda que pareçam estar a debater assuntos da mais elevada transcendência, Nuno Amaral Jerónimo e Henrique Raposo (da esquerda para a direita, no sentido dos ponteiros do relógio) limitam-se a discordar sobre a rapariga escolhida para capa da última edição da Maxmen, revista que Nuno procurou cuidadosamente esconder por baixo dos papéis. Henrique Raposo trazia, entre outros documentos, a Declaração de Independência dos EUA e um tratado sobre a importância do kamasutra nas Relações Internacionais.

Temas e outros assuntos mais relevantes, é no Jazza-me Muito.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Bomba no Sapo

A Bomba Inteligente mudou para o Sapo (a fotografia foi tirada do novo belo blogue).

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Será que escrever aqui também é incompatível?

Almeida Pereira foi indigitado para Director da Polícia Judiciária do Porto. Esta escolha deve-se aos bons serviços deste magistrado como numero dois do DIAP do Porto, nomeadamente no combate à criminalidade violenta. No entanto, a sua nomeação está a suscitar uma grande contestação. Seriam dúvidas quanto à sua competência? Quanto à sua personalidade? Nada disso. O Dr Almeida Pereira é culpado de algo muito pior: é adepto do FC Porto. Pior, já foi visto num camarote das Antas.


Ficamos a saber que o facto de se ser adepto do Porto gera incompatibilidades, nomeadamente no acesso a cargos ligados à justiça.


Isto existiu até 1976 mas era em cargos ligados ao futebol (até 1976 o cargo de Presidente da Federação Portuguesa de Futebol só podia ser exercida por adeptos do Benfica, Sporting e Belenenses). Agora, parece alargar-se à justiça.


Sabendo que isto de ser adepto do FC Porto é algo de muito perigoso, proponho desde já uma lei que esclareça quais são os cargos que não podem ser exercidos por esta perigosa seita. Cargos políticos, parece-me evidente. Nós, os andrades, até quando legislamos sobre a pesca do esturjão estamos a pensar em que é que isso pode beneficiar o jogo de cabeça do Lizandro. Saúde? Nem pensar. A primeira coisa que um adepto do Porto pergunta ao doente é qual o seu clube. Uma resposta errada, ou seja, dizer que é do Sporting ou do Benfica, pode levar à amputação de um qualquer membro. Educação? Pior. Todos sabemos que o nosso primeiro mandamento é de tentar enfiar nas cabeças das criancinhas esse terrível vírus tripeiro.


Eu próprio, quando admito um funcionário, por muito bom que seja, se ele me responde que não é adepto do FC Porto ponho-o logo porta fora.


Ó Dr. Almeida Pereira, que diabo de ideia ser adepto dessa agremiação ou melhor organização criminosa.



publicado por Pedro Marques Lopes
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A ler - só na versão impressa


"O eng. Sócrates não é mais do que um sofrível gestor de um sistema desacreditado"

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Under Satane
http://www.rockpit.org/images/Moonspell_UnderSatane.jpg

O que é simples é bom.

PS: não aconselhável a crentes. A minha vizinha Josefa, mui crente senhora, prometeu trazer água benta para benzer a minha porta.

publicado por Henrique Raposo
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Uma faceta humana: A oportunidade da direita
O artigo de Vital Moreira no jornal Público de 26 de Fevereiro intitulado ‘Modernização de esquerda’, chama a atenção para um perigo que a esquerda corre: Perder a sua face humana e ganhar uma faceta técnica. Uma esquerda preocupada com números; a contar escolas; a fechar umas e a manter outras; a distribuir professores, médicos e enfermeiros. A controlar os gastos desnecessários na função pública; a determinar onde se fuma e se deixa de fumar. O que se come. Onde se come. Em que condições se come. Se os restaurantes podem ou não cobrar pelas entradas que servem no inícios das refeições. Coisas comezinhas, sem nexo. Com pouquíssimo futuro. Insignificantes. Algo frouxo. Nada revolucionário.

A esquerda está a cair no erro de Cavaco: tornou-se tecnocrática e é dirigida por tecnocratas. Está a perder o fôlego.

Por esta razão, estamos no momento certo para os partidos de direita apresentarem um discurso novo. Não precisa que seja 100% liberal. Basta que seja mais liberal. Um discurso que aposte nas pessoas, na sua liberdade. Liberdade de ensino, traduzido na livre escolha das escolas e dos programas escolares; Liberdade no acesso à saúde, traduzido na possibilidade de subscrição de seguros de saúde e correspondente redução dos impostos; Liberdade no planeamento da reforma, com redução das subscrições pagas à segurança social.
Um discurso novo que fale numa descentralização do Estado que não passe pela regionalização, antes aproveite o que já existe a nível dos municípios. Que defenda a transferência para as autarquias de poderes de gestão de escolas públicas, de manutenção das estradas, da segurança e ordem pública. A defesa de um novo financiamento das autarquias, através da cobrança de impostos municipais pelas autarquias, como única forma de responsabilizar politicamente o poder autárquico.

Um discurso para alterar o sistema político. Que defenda a mudança do modo de eleição dos deputados, criando-se círculos uninominais, como meio de sabermos em quem votamos. Como forma de sabermos quem cumpre o mandato até ao fim. Quem cumpre a legislatura. Quem merece ser reeleito. Quem honra o Parlamento. Quem respeita a democracia.

Um discurso que não esqueça a necessária liberalização da lei laboral e da lei do arrendamento, como forma mais eficaz de promoção do crescimento económico que diversos investimentos públicos e injecções de capital na economia. Que desregulamente a actividade económica. Confie nos indivíduos. Nos cidadãos deste país. Não tenha receio das decisões livres de cidadãos livres. Um discurso de confiança. Um discurso de faceta humana.

publicado por André Abrantes Amaral
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William F. Buckley, Jr., R.I.P.
http://img.timeinc.net/time/magazine/archive/covers/1967/1101671103_400.jpg

Editorial da NRO:
When Buckley started National Review — in 1955, at the age of 29 — it was not at all obvious that anti-Communists, traditionalists, constitutionalists, and enthusiasts for free markets would all be able to take shelter under the same tent. Nor was it obvious that all of these groups, even gathered together, would be able to prevail over what seemed at the time to be an inexorable collectivist tide. When Buckley wrote that the magazine would “stand athwart history yelling, ‘Stop!’” his point was to challenge the idea that history pointed left. Mounting that challenge was the first step toward changing history’s direction. Which would come in due course.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Vox populi
"Economia vista pela opinião pública portuguesa" de João Miranda

publicado por Miguel Noronha
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O outro lado do espelho

Cada vez mais, Portugal é um país imaginário. Na entrevista da semana passada, Sócrates falou para um Portugal que é europeu, informatizado, desenvolvido. Esquece-se do outro país, que acorda às 3 da manhã na margem sul para apanhar autocarros para os três empregos que tem em Lisboa, no limite da sobrevivência. O Portugal que não sabe ler nem escrever, e é cada vez mais excluído, à medida que perde consecutivamente o comboio da marcha inexorável da tecnologia. O Portugal das crianças mais pobres da União. O Portugal de velhos e doentes, e de muita, muita gente desempregada.


Sócrates, como a maioria dos restantes políticos, vive num país utópico: o país que podíamos ter sido, mas que falhámos. Este é um país que reproduz as diferentes velocidades a que se move (uma acelerando para a frente, outra recuando brutalmente), embalado numa estranha anestesia, de simultânea ignorância em relação à realidade e resignação com o que temos.



publicado por Ana Margarida Craveiro
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Recordar o futuro


Lembrar a polémica - polêmica? - que deu por aqui a entrevista ao colunista da Veja, Reinaldo Azevedo, dono de um dos melhores e mais interessantes blogues políticos do Brasil. Chegou à Wikipedia. Publicada na revista e no blogue da Atlântico, o trabalho é do jornalista brasileiro Bruno Garschagen, que na próxima edição, sexta a oito nas bancas, faz perguntas a Nelson Ascher, poeta e colunista da Folha de S. Paulo. Temos de nos entender dos dois lados do oceano atlântico, nem que seja começando por nos desentendermos. Publicamos também na próxima edição um longo artigo de Mauro de Salles Villar, co-autor do Dicionário Hoauiss da Língua Portuguesa, em desacordo com os críticos portugueses do Acordo Ortográfico. Como diz o próprio MSV, parodiando Bernard Shaw, Portugal e o Brasil não podem nem devem continuar a ser dois povos separados pela mesma língua. Fazemos por isso.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A política do malmequer
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Há alguns meses que, nos EUA e na Europa, os movimentos de opinião, expressos em sondagens e em comentários, andam a confundir quase todas as previsões e sabedorias. Como sempre, houve a posteriori explicações para tudo. Mas nunca como agora o trabalho de dar sentido à vida política pareceu tão desesperado e fútil.

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A selecção dos candidatos presidenciais nos EUA tem sido uma feira de surpresas. Do lado dos Republicanos, Giuliani, consagrado o ano passado pela voz do povo e do dinheiro, mal chegou a entrar em campo; McCain, sem dinheiro e sobretudo sem os aplausos do conservadorismo, ganhou – mas ainda não o suficiente para riscar Huckabee do mapa. Entre os Democratas, Obama e Clinton já trocaram várias vezes os papéis de morto e de vivo. A política mais profissionalizada do mundo não acerta.

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Na Inglaterra, os últimos meses foram ainda mais curiosos. Em Maio, Cameron, o jovem líder Conservador, parecia fadado para varrer um baço e cansado Brown, mal este herdasse de Blair a ruína do governo Trabalhista. Desde então, as sondagens e os comentários têm mostrado as curvas de popularidade de Conservadores e Trabalhistas presas numa imprevisível trança de altos e baixos. Para onde vai o Reino Unido? É conforme os meses.

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Em França, em seis meses, a satisfação com Sarkozy caiu de 67% para 38%. Por causa das suas reformas? Não: 57 % dos franceses continuam muito contentes com o primeiro ministro, que executa essas reformas. É então uma questão de “estilo”? No ano passado, acreditou-se que a França desejava um presidente servido “ao natural”, próximo, espontâneo e transparente, em vez da habitual múmia grandiosa, fechada no Eliseu e manobrando nos bastidores. Entre um divórcio e um casamento, Sarkozy foi esse novo presidente. E agora, até a esquerda se permite acusá-lo de “comportar-se como um cidadão qualquer”.
John McCain
Donde vem esta política de malmequer, bem-me-quer? Os eleitorados ocidentais parecem terras soltas e movediças, sem as disciplinas tribais que durante muito tempo ajudaram os sociólogos a explicar os seus votos e os políticos a controlá-los. Ainda houve, depois, uma época em que pareceu possível gerir a fluidez das opiniões através de uma série de regras e receitas de sucesso: mover-se para o “centro”, segurar o “núcleo duro”, gerir o que os americanos chamam “momentum”, etc. Nos últimos tempos, porém, essa culinária política nem sempre deu resultados. Nos EUA, Mitt Romney, um moderado, apareceu convenientemente endurecido, para apelar ao núcleo conservador dos Republicanos. O incansável YouTube, porém, mostrou o inimigo do aborto em 2008 a defendê-lo em 2002. É então uma questão de autenticidade? Curiosamente, os que à direita rejeitam McCain por ser demasiado “liberal”, pedem-lhe “sinais” de conservadorismo, prontos a darem-se por satisfeitos com umas simples vénias.
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O problema não é só dos chamados “políticos”. Os cidadãos, quando podem, gostam de queixar-se deles, e os sociólogos e comentadores gostam de exaltar essas queixas. Mas qualquer político, até por motivos de comércio eleitoral, adoraria descobrir o que verdadeiramente pensam e querem os seus eleitores, e tornar-se o eco fiel dessas reflexões e desejos. Acontece que cada eleitor pensa tudo e quer tudo, e que o mais pequeno incidente o faz variar. Os americanos não querem combater no Iraque, mas também não querem perder no Iraque. Os europeus querem serviços públicos, mas não pagar os impostos necessários para os sustentar. Desejamos salvar o planeta, desde que isso não nos incomode demasiado. Lamentamos a extinção das nossas indústrias, mas apreciamos os preços baixos da Ásia.

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Vivemos na pior das épocas para opções e decisões, num limbo entre a prosperidade e a crise, entre a continuidade e a mudança. Vai ou não haver depressão nos EUA? O terrorismo jihadista avança ou recua? Nem a estrutura do mundo, com a emergência da Ásia, é clara. Porque é que haveríamos de saber o que queremos, se não sabemos bem onde estamos nem o que somos?
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Dir-me-ão: é precisamente nestas circunstâncias que nos convém gente para ir à frente e dar-nos a sensação de direcção. Falta-nos líderes? Talvez. Mas estaremos nós em condições de aceitar a disciplina de um movimento colectivo? Nunca foi fácil liderar. Mas numa sociedade sem as reverências antigas, onde os cidadãos usam pouco o velho espaço público, mas têm acesso a muita informação, é ainda mais difícil. Obama, nos EUA, mostrou que há muita gente disponível para se entusiasmar. Mas quantos estarão determinados, uma vez a festa acabada, a segui-lo no dia-a-dia das escolhas e dos compromissos difíceis?

[Rui Ramos]

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Crónica do Público de 4ª Feira
editada para o Blogue Atlântico


publicado por Atlântico
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John Wayne
O Bernardo Pires de Lima já tinha aqui destacado ontem que Luís Filipe Menezes se lembrara de citar John Wayne na entrevista a Ana Lourenço na SIC Notícias. Ainda que me pareça que Menezes está mais na linha de um Lucky Luke, disparando mais rápido do que a própria sombra, aqui fica um momento ímpar da política portuguesa, para mais tarde recordar:



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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
Os óscares da oposição
Acompanhei a cerimónia de entrega dos óscares e reparei que alguns dos filmes a concurso têm títulos que poderiam resumir a actual situação político-partidária em Portugal. Falta alternativa a José Sócrates que só por isso não é mais penalizado nas sondagens. La Vie En Rose, por exemplo, que recebeu prémios para melhor actriz e melhor maquilhagem, poderia descrever a actual situação de Sócrates, tal é o estado de desorientação do PSD.

Com a presidência errática de Luís Filipe Menezes aos fins-de-semana, que durante a semana se torna bicéfala com Pedro Santana Lopes no Parlamento, os socialistas beneficiam de uma vida cor de rosa no poder e podem sonhar com novo mandato de quatro anos. Quase todos os comentadores prevêem que, mais tarde ou mais cedo, Haverá Sangue entre Menezes e Santana, obviamente em sentido figurado, com o secretário-geral Ribau Esteves sempre à espreita – e There Will Be Blood recebeu dois óscares. Peter And The Wolf – Pedro e o Lobo – que ganhou nas curtas-metragens de animação, era outro título alternativo para a saga do ressuscitado Pedro Santana Lopes, a braços com o “animal feroz” chamado Sócrates, que pode deixar os adversários cairem lentamente – Falling Slowly, como na canção premiada de Once.

A oposição à direita do PS mantém-se em Expiação por causa de três anos de governo. Tal como o filme Atonement, em 2009 não receberá muito mais do que a escassa atenção da comunicação social pela banda sonora. Este PSD não vai lá nem com uma Bússola Dourada.

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Publicado no Meia Hora

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TV PSD
Morais Sarmento considera proposta de Menezes sobre RTP "avulsa" e "não reflectida"

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Heavy Metal in Baghdad
 Heavy Metal in Baghdad

Há um ano ou dois, lembro-me de ter lido uma crónica do Fernando Ribeiro, o vocalista dos Moonspell, onde relatava as dificuldades que envolveram a presença da sua banda num festival de música em Casablanca, Marrocos. O promotor do festival, por exemplo, uma vez que era adepto e músico de um género musical que alegadamente colidia com o Islão, o heavy metal, havia sido preso consecutivas vezes. A crónica marcou-me por duas razões. Primeiro, porque a defesa de convicções é, provavelmente, uma das qualidades que mais admiro nos homens, desde que com sentido de responsabilidade e honestidade intelectual. Quando alguém se submete a ser perseguido e castigado, apenas porque quer ser livre de ouvir um género musical, está a sacrificar-se em nome de todos os outros que também o querem, mas não têm a sua coragem. É um herói anónimo.
Em segundo, porque, por terem ressentido a importância da sua presença em Marrocos, os Moonspell cancelaram o seu concerto, na mesma data, no maior festival de heavy metal do mundo, na Alemanha. Tocaram perante uma plateia eufórica, grata pelo direito de os poder ouvir. São as pequenas, mas importantes, recompensas para quem se dedica à causa.
Esta história, que acima recordo, veio-me hoje ao espírito quando me cruzei com os Acrassicauda, a única banda de heavy metal iraquiana. Toda a sua história consiste numa batalha por uma liberdade tão simples como a de poder tocar a sua música. Tentaram fazê-lo no seu país, mas até à queda de Saddam não havia abertura que o permitisse; e depois veio o caos. Tal como milhares de iraquianos, os jovens da banda também abandonaram o país, acabando na Turquia uma viagem que os fez passar também pela Síria. Hoje são refugiados e, graças ao financiamento de Spike Jonze, verão a sua epopeia contada num documentário intitulado Heavy Metal in Baghdad. Uma lição de como a liberdade se conquista com pequenas vitórias. A não perder.

- Página oficial do documentário Heavy Metal in Baghdad
- Reportagem da Aljazeera (English) sobre os Acrassicauda no YouTube

publicado por Alexandre Homem Cristo
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O outro Sistema
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Ainda antes de se começarem a ouvir as críticas mais ferozes contra a crescente promiscuidade do Estado com entidades privadas, o gestor António Carrapatoso escrevia na revista Atlântico de Fevereiro um artigo a denunciar a existência de um outro "sistema", certamente mais relevante para o país do que aquele que existe no futebol. Um "sistema" em que, passo a citar, “alguns grupos políticos, de um só partido ou do bloco central de interesses, vão repartindo com escasso critério profissional e de mérito os lugares públicos e para-públicos. Desde o funcionalismo até às colocações nas empresas participadas pelo Estado”.

Um "sistema" onde, cito de novo, “a elevada promiscuidade entre o poder político e o poder económico resulta em primeiro lugar do posicionamento e acção de governantes e outros agentes", não se promovendo "a clarificação da fronteira entre o poder político e o poder económico”.

Pela sua actualidade, publicamos o artigo na íntegra aqui mesmo, em página própria.

A ler.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Subscrevo
Paulo Marcelo, no DE de hoje:
Comandado pelo governo socialista, o Estado em Portugal revela uma indisfarçável tendência para dirigir a vida dos cidadãos. Desde a lei do tabaco, à fúria persecutória da ASAE, o poder político sofre de diarreia legislativa e é cada vez mais intrusivo da liberdade individual. O cidadão sente-se desamparado perante o Estado, basta ler o recente Relatório do Provedor de Justiça sobre a Administração Fiscal. Junte-se uma economia dependente do poder político e uma sociedade civil frágil para tornar o ambiente asfixiante.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Bem lembrado

Bem lembrado pelo Gabriel Silva, no Blasfémias: não é só O Insurgente que faz anos esta semana (ainda que continue a ser muito estranha a dificuldade de acesso) mas também o histórico Blogue dos Marretas -  5 anos na blogosfera dá direito a chamar-lhe histórico, sem ofensa para os próprios. Um dos fundadores dos marretas vai estar esta sexta-feira no Descubra as Diferenças da Rádio Europa: chama-se Nuno Amaral Jerónimo (Statler no blogue) e, para além das mais diversas actividades criativas, entre as quais como autor da coluna Profissão de Fé na revista Atlântico, é professor de Sociologia da Cultura na Universidade da Beira Interior. Parabéns também ao Nuno, ou Statler.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler: A política do malmequer
Rui Ramos, no Público de hoje:
Vivemos na pior das épocas para opções e decisões, num limbo entre prosperidade e crise, entre a continuidade e a mudança. Vai ou não haver depressão nos EUA? O terrorismo jihadista avança ou recua? Nem a estrutura do mundo, com a emergência da Ásia, é clara. Porque é que haveríamos de saber o que queremos, se não sabemos bem onde estamos nem o que somos? Dir-me-ão: é precisamente nestas circunstâncias que nos convém gente para ir para a frente e dar-nos a sensação de direcção. Falta-nos líderes? Talvez. Mas estaremos nós em condições de aceitar a disciplina de um movimento colectivo? Nunca foi fácil liderar. (...) Obama, nos EUA, mostrou que há muita gente disponível para se entusiasmar. Mas quantos estarão determinados, uma vez a festa acabada, a segui-lo no dia-a-dia das escolhas e dos compromissos difíceis?


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Até quando?

Desculpas quase patéticas acerca da quebra dos pactos de Justiça e Legislação Autárquica, delírios sobre Economia (a análise da questão das exportações revela, no mínimo, que o senhor não tem a mais leve ideia do que se passa no mundo), desconhecimento absoluto sobre questões europeias, patetices do género “eu contra o mundo” ou “ainda não tive tempo para pensar em políticas alternativas porque só estou cá há 3 meses (dificuldades com o calendário, bem entendido e já dando de barato que só começou a pensar nisso quando chegou a líder do PSD) e o Obama também não tem programa”.


Tive várias vezes aquele sentimento estranho que todos temos quando estamos a ver uma coisa que nos incomoda mas não queremos deixar de ver. De colocar a mão à frente dos olhos e deixar os dedos ligeiramente abertos.


Duas coisas ficaram claras: a primeira é evidente e não foi, claramente, esta entrevista a desdizê-lo, Menezes não tem as condições mínimas para ser uma alternativa credível a Sócrates.


A segunda, foi a sensação que Luis Filipe Menezes já está em campanha interna para as directas antecipadas que se avizinham. Todas as tomadas de posição são em função do património que ele ainda acha que lhe pertence: as autarquias PSD: a questão dos presidentes da junta, o imaginário ataque ao interior na reforma judiciária e a inqualificável proposta de o Estado assumir dívidas das autarquias relacionadas com aspectos sociais são mensagens para o interior de um sector do partido que ele, repito, julga que ainda o apoia.


A incapacidade da actual liderança do PSD chegar a pessoas fora do partido mas próximas do que são (eram) as bandeiras dos social-democratas ficou bem patente na iniciativa das Novas Fronteiras onde estiveram, por exemplo, João Lobo Antunes e Rui Moreira. Pergunta-se: se Menezes ou Ribau tivessem uma iniciativa similar, quem apareceria? Quem estaria disposto a dar a cara por estes senhores?


A questão permanece: quanto tempo mais vai ser preciso para que os militantes do PSD acabem com esta situação que está a destruir o partido? Quem terá a coragem para dar a cara por uma alternativa e denunciar este pântano que se instalou no PSD? Quando será que se vão abandonar os tacticismos serôdios e dizer alto e em bom som, basta?



publicado por Pedro Marques Lopes
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O argumento da desigualdade como instrumento de inveja
Os neo-socialistas querem erradicar a desigualdade social nivelando por baixo. Para eles, a desigualdade social resolve-se reduzindo os salários dos gestores e os lucros dos empresários. Nivelando por baixo, todos podem ser iguais. Mas no mercado do trabalho é a diferença que deve ser recompensada. Trabalho qualificado é valor acrescentado. O argumento da desigualdade é uma outra forma de inveja social. A desigualdade social não deve ser considerada como um problema mas pode ser atenuada com uma maior qualificação dos que hoje têm menores salários.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Comunicado da Junta de Salvação Insurgente
Caros amigos, é com prazer que anuncio o fim da longa noite comunista que cobriu O Insurgente. Vencidas as forças totalitárias que sucumbiram às suas próprias contradições está reposta a normalidade.

Os inimigos da liberdade que num gesto tirânico, e durante largos dias, ocuparam propriedade alheia aproveitaram os problemas técnicos que ultimamente nos têm atingido para executar o seu pérfido plano. Não posso garantir que as perturbações técnicas tenham acabado mas posso, felizmente, afiançar que as forças iliberais que nos ocuparam foram definitivamente escorraçadas.

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Parabéns aos insurgentes por três excelentes anos de vida.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler
Contribuição autárquica, de Jorge Reis-Sá, no Jornal de Notícias:
As autarquias podem fazer com o dinheiro do orçamento de Estado e das contribuições autárquicas dos seus munícipes o que muito bem entenderem. É pena é que os munícipes antes queiram ver uma página de publicidade a um prémio sem interesse do que o próprio museu. Mas assim vai este país, de vitória em vitória até à derrota final.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Os óscares da oposição
Edição do dia © Meia Hora

Hoje escrevo no Meia Hora sobre como os títulos de alguns filmes nomeados ou premiados na cerimónia dos óscares podem explicar o actual momento político-partidário em Portugal, nomeadamente o estado lamentável da oposição à direita do Partido Socialista. Para ler, pode clicar ali em cima na imagem e ver na pág. 4. Vale a pena ler, pelo menos, os artigos de opinião de Manuel Falcão na pág. 2 e de Sérgio Coimbra na penúltima.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A roleta da justiça portuguesa
Agora que a Procuradoria Geral da República resolveu abrir um inquérito ao Casino de Lisboa na base de notícias do Expresso, espera-se que respeite as normas da boa concorrência e proceda no mesmo sentido em relação ao caso dos projectos assinados pelo primeiro-ministro e alegadamente da sua autoria, seguindo as informações das notícias do Público. É um jornal que merece igual atenção das autoridades e que também noticiou os diversos passos da atribuição do Casino. Outra atitude não poderá ser considerada justa.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O Gato Fedorento que se cuide; o Menezes já ocupou o trono do humor em Portugal
Luís Filipe Menezes: Onde é que leu isso?

Ana Lourenço: Foi citado no … (é interrompida)

Luís Filipe Menezes: Sim, eu li a citação mas não confirmo que disse isso.

Ana Lourenço: Não confirma?

Luís Filipe Menezes: Não.

Ana Lourenço: Mas desmente?

Luís Filipe Menezes: Não confirmo.

Há pouco, no Dia D da Sic Notícias, aconteceu mais ou menos isto, quando Luís Filipe Menezes foi interrogado acerca das suas palavras numa reunião da comissão política nacional do PSD. Enfim, não confirmo que tenha sido exactamente com estas palavras.

publicado por Alexandre Homem Cristo
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O Insurgente continua Okupado
Mas aquilo vai acabar mal. Já há moscas na sopa:

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[Adenda: Reparei agora na fotografia que a disposição dos talheres indica que a malta corta com a mão esquerda mas come com a direita. Ou é só por serem canhotos?]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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