Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
Reler Paulo Tunhas na Atlântico de Março
O Elogio de Bento XVI



Numa altura em que a formidável regressão islâmica, na sua dedicação ao ódio e no seu aplauso à morte, dá a pior imagem possível da crença religiosa, conforta constatar que não tem de ser sempre assim. Aquilo que aprendemos a apreciar – a bondade, a inteligência, o amor, o desejo de liberdade e de melhor viver – tem guarida noutras crenças. Como prova a encíclica Deus caritas est de Bento XVI

por Paulo Tunhas

Permito-me começar por uma pergunta interesseira. Pode um ateu, filho de pais ateus e, muito coerentemente, não baptizado, admirar a encíclica Deus caritas est de Bento XVI? Resposta. Pode perfeitamente, e acrescentaria mesmo: deve.

Porquê? Porque se trata de uma excelente meditação sobre a época actual, uma época, como é dito na Introdução, em que “ao nome de Deus se associa por vezes a vingança ou mesmo o dever do ódio e da violência”. E a utilidade da sua leitura não vem apenas da finura de espírito de Joseph Ratzinger, conhecida de quem quer que o tenha lido antes. Claro que ajuda imenso. Mas vem também da prova concludente que oferece de um facto que, sendo simples e banal, os tempos militantemente se encarregam de obscurecer: a religião pode ser um veículo de sabedoria (é, apesar de tudo, a palavra que convém), e, nessa sabedoria, ou na busca dela, crentes e não-crentes podem encontrar-se. Não se trata de atenuar sentimentos anticlericais patetas e muito sobreviventes até, ignorantes de si, sob vestes de respeito e afectos ecuménicos. Trata-se mesmo da constatação da possibilidade de um encontro, e isso, particularmente nestes dias, aquece o coração.




publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Razões para comemorar o dia 1 de Maio (entre outras)


Dia 1 de Maio de 1972 - Nasce Julie Benz, actriz americana estrela da série Dexter.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Um perigo mortal

Saiba porque é que o Reverendo Jeremiah Wright continuará a ser um perigo mortal para a candidatura de Barack Obama:

The most damaging thing Rev. Jeremiah Wright said at the National Press Club on Monday had nothing to do with God damning America, or AIDS, or chickens coming home to roost. It had to do with whether Barack Obama is telling the American people the truth about himself. “Politicians say what they say and do what they do based on electability, based on sound bites, based on polls,” Wright told the Press Club. “Preachers say what they say because they’re pastors. . . . I do what pastors do. [Obama] does what politicians do.” A few days earlier, in an interview with PBS’s Bill Moyers, Wright said Obama, in his Philadelphia speech attempting to calm the controversy created by Wright’s sermons, had said “what he has to say as a politician.”

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Enquanto isto, na Madeira


Comissão de apoio à candidatura de Alberto João Jardim já recolheu 293 assinaturas. Muitas da própria Madeira, de Funchal ao Porto Santo: será que se querem ver livres do sr. presidente?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A queda da Al Qaeda
Relatório das tendências do terrorismo 2007 revela que a Al Qaeda está mais fraca do que no 11 de Setembro de 2001, mas continua muito perigosa e ameaçadora:

The survey of terrorist trends and incidents in 2007 said al Qaeda had used tribal areas of Pakistan to rebuild its leadership and replace killed or captured fighters, and has forged regional alliances with militants in Africa. Al Qaeda "utilizes terrorism, as well as subversion, propaganda, and open warfare; it seeks weapons of mass destruction in order to inflict the maximum possible damage on anyone who stands in its way, including other Muslims and/or elders, women and children," said the report.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Passos de Coelho
Mais rápida que todas as outras cinco candidaturas à liderança do PSD, Pedro Passos Coelho entra na blogosfera. Este candidato não precisa de caçar com lebre, porque anda mais depressa. À atenção do meu amigo Pedro Picoito, que na sexta-feira - no Descubra as Diferenças da Rádio Europa, onde contracena como convidado com o André Abrantes Amaral - se declara apoiante muito entusiasmado da candidatura de Manuela Ferreira Leite: os dez valores da candidatura de Passos Coelho estão lá bastante bem explicados. Isto digo eu, que não apoio ninguém mas continuo a acompanhar interessado.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Irão de lá terroristas
Para quem duvida da ameaça que Teerão representa para o mundo livre:

O Irão é o principal Estado terrorista do mundo de acordo com um relatório do departamento de Estado norte-americano publicado hoje. O documento acusa Teerão de reforçar a sua influência regional através de técnicas de intimidação e de querer evitar a actuação dos EUA no Médio Oriente. A lista negra organizada pelo departamento de Estado não é nova. Aliás, esta lista de países e o seu lugar hierárquico não mudou em relação ao ano passado.

O Irão domina a lista e é seguido da Síria, Cuba, Coreia do Norte e Sudão. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EUA o apoio do Irão à acção do Hezbollah no Líbano ou a certos grupos xiitas iraquianos contribui para a sua manutenção como líder desta lista. Também a Síria é apontada como apoiante do Hezbollah e dos movimentos palestinianos que se opõem ao processo de paz.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Os Loucos Anos 80 (36 - 1/2)*

Miguel, é sem dúvida obrigatório.

 

"Hidden in the dashboard
The unseen mechanized eye
Under surveillance
The road is full of cats eyes
It's sick function to pry
The spy in the cab"

 

Bauhaus, Spy in the Cab

 

 

* Roubado ao Miguel Morgado, n'O Cachimbo de Magritte.



publicado por Alexandre Homem Cristo
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O pedestal da moralidade
A ONU chegou à conclusão que a distribuição de alimentos em África é, de facto, essencial para a ajuda nas crises humanitárias, mas que não serve para resolver o problema de fundo da crise de alimentação no continente. E como ficaram preocupados, criaram um gabinete de crise para a alimentação. O objectivo é garantir que os africanos conseguem construir uma rede de produção alimentar. Por seu lado, na UE, a PAC continua a produzir excedentes que, ou são vendidos em África ao preço da uva mijona – e impedem os produtores africanos de vender os seus produtos a preços concorrenciais – ou são destruídos. Já para não referir a euforia com os biocombustíveis que fez aumentar o preço dos cereais. Será que querem realmente resolver o problema de fundo da alimentação em África?
Os africanos apercebem-se, em primeira-mão, que na Europa se vive no pedestal da moralidade, onde só há boas intenções (e poucas medidas). Os europeus podem ter o seu ego cheio, mas isso não enche a barriga de ninguém.

publicado por Alexandre Homem Cristo
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Compromisso para o futuro líder do PSD: não se fala mais de Fernanda Câncio
Agostinho Branquinho avisa que próximo líder do PSD "estará a prazo” se não subscrever carta de compromisso

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Este é sobre a leite mas não é sobre a Manuela
 
Ofereceram-me um queijo curado. Não aceitei. Sei lá que doença é que ele teve!
 
_________________
Arcebispo de Cantuária

publicado por joao moreira de sá
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URSS = Alemanha Nazi
A Europa em Guerra 1939-1945
A URSS foi um regime tão maléfico como a Alemanha Nazi. A II Guerra Mundial não foi o confronto entre o Bem e o Mal; a última grande guerra foi um duelo entre duas versões do Mal.

publicado por Henrique Raposo
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O importante são os princípios e os valores

"Falta a Ferreira Leite reconhecer que o principal terreno de oposição terá de ser o dos princípios e valores"


No Público de hoje (sem linque directo)

-

Rui Ramos escreve hoje que o PSD não vencerá eleições a este PS enquanto não oferecer uma clara alternativa que o distinga dos socialistas em termos de princípios e valores. O resumo interpretativo é da minha responsabilidade mas é isto que basicamente está em jogo: ao contrário do que Manuela Ferreira Leite parece pensar não basta dizer que fará melhor as actuais políticas públicas do PS, até porque "no mesmo período de dois anos, fez pior do que Teixeira dos Santos".  Resumir a alternativa a uma discussão de protagonistas, não irá beneficiar Ferreira Leite ou qualquer dos candidatos à liderança do PSD no confronto directo com o primeiro-ministro Sócrates. Pedro Passos Coelho - mesmo que não tenha hipóteses de vencer - parece já ter percebido isso, ao afirmar-se ontem como "reformista e liberal", apresentando dez valores da sua candidatura. O futuro não deverá ser agora, mas poderá ser um dia, talvez depois de 2009.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Aníbal e Manuela (2)


Escrevi há dias que não deixará de ser curioso acompanhar os silêncios de Cavaco Silva  com a entrada em cena da sua antiga ministra. Se Manuela Ferreira Leite for eleita líder do PSD poderá assistir-se a uma alteração no mínimo sensível do quadro de relações do Presidente da República com o Governo e o principal partido da oposição. Ao contrário do que acontecia até agora José Sócrates deixa certamente de ser a única opção possível para primeiro-ministro de Portugal. MFL, de certo modo criatura política do criador Cavaco Silva, apresenta-se como uma alternativa credível do ponto de vista de Belém. Isso poderá criar problemas a José Sócrates. Não é que Cavaco Silva não saiba distinguir "entre relações pessoais e as funções como Presidente da República", como disse ontem na Áustria a propósito da candidatura de Ferreira Leite. Obviamente que sabe - e demonstrou-o nomeadamente com a liderança de Marques Mendes. Mas o que se trata aqui - o que está em causa agora - não são apenas relações pessoais, mas claras afinidades políticas entre o PR e a por si escolhida conselheira de estado, Manuela Ferreira Leite. 

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Cunha Vaz da Cantuária
 
“Votar Ferreira Leite para acabar com a "mama".
 
“Com Ferreira Leite será o fim das vacas magras”.
 
“Se o caminho é escorregadio, atão patinha mas não cai”.
 
_________________
Arcebispo de Cantuária


publicado por joao moreira de sá
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Carl Schmitt

Schmitt - Terra e Mar

 

A tradução desta obra de Schmitt e o seu lançamento pela Esfera do Caos é uma excelente notícia; é mais um passo para preencher o vazio, cada vez menos justificável, nas traduções de filosofia política. Mas ainda sabe a pouco.



publicado por Alexandre Homem Cristo
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Terça-feira, 29 de Abril de 2008
Lula

Lula e o PT estão numa encruzilhada. O governo tem a mais alta taxa de aprovação de sempre. A economia está forte. A Gisele ainda é brasileira. Há um senão: parece que a festa acaba em 2010. Termina aí o segundo e último mandato de Lula e o PT ainda não tem um substituto credível. Solução? Preparar o terreno a um futuro candidato. Solução espertinha? Alterar a constituição e abrir caminho a um terceiro mandato de Lula. O presidente rejeita e já afirmou que na sua “bagagem política” não há lugar para autoritarismo nem prepotência. Acontece que Lula viaja (mal) acompanhado e a bagageira é grande. O próprio também afirmou que “ninguém consegue fazer tudo em oito, ou nove ou dez anos. É preciso que a gente tenha uma quantidade de pessoas que vão assumindo compromissos e que, cada um, faça mais do que os outros”, o que pode ser lido como uma declaração de amor à solução e um piscar de olhos à solução espertinha.

 

O terceiro mandato de Lula pode passar por um referendo. De acordo com as sondagens a maioria dos brasileiros é a favor da continuidade de Lula. É este o problema: Lula é tão popular que não vai ser fácil resistir à tentação. Os seus acólitos defenderão que seria uma crueldade desperdiçar um presidente tão bom, no auge da sua popularidade. Mas esta crueldade é saudável e democrática. A democracia, para ser forte, precisa de eleições livres e periódicas para afastar os maus governantes e da limitação de mandatos para não ser destruída pelos “bons”. E o que separa um bom presidente de um ridículo tirano pode ser tão simples como uma alínea na constituição.



publicado por Bruno Vieira Amaral
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Tiques

O outro dizia que levava a mão ao revolver quando lhe falavam em cultura, eu levo logo a mão à carteira quando me falam na necessidade de manter os centros de decisão empresarial em Portugal.



publicado por Pedro Marques Lopes
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A auto-ridicularização do governo venezuelano
Governo de Hugo Chávez sobre o Prêmio Milton Friedman. Por Diogo Costa.

O governo venezuelano consegue ser extremista até na auto-ridicularização.

publicado por André Azevedo Alves
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A ler (3)


Rui Reininho: "A estupidez dos ‘tripeiros’ foi virarem-se contra Lisboa em vez de se virarem para Barcelona"

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler (2)
João Cândido da Silva, no Jornal de Negócios:

Escarafunchar um pouco por entre as tabelas que integram o documento elaborado pelos economistas de Bruxelas, permite detectar o pequeno detalhe de se prever, para 2009, que a economia nacional venha a crescer ligeiramente acima da média da Zona Euro. Foi o que o primeiro-ministro descobriu, como seria de esperar da parte de quem considera que um bom político é um profissional do optimismo. O problema é que o consolo é demasiado curto para quem prometeu muito mais e a persistência de José Sócrates em ignorar a realidade acarreta o risco de lhe comprometer a credibilidade numa altura pouco recomendável.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Os avisos de Belém
O Presidente da República, Cavaco Silva, pediu hoje "atenção" ao Governo para impedir uma "regressão" na actual situação de correcção orçamental, mas concorda que a economia portuguesa tem uma "capacidade de resistência melhor do que noutras ocasiões". "Espero que o governo esteja atento a essa matéria e não se vá regredir novamente para a ordem dos 3,0 por cento" do PIB de défice orçamental, considerou o Presidente da República à chegada a uma reunião de oito presidentes não executivos de Estados-membros da União Europeia (UE).

Público

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Um é pouco, dois é bom e três são demais?
Ministro Rui Pereira considera "desaconselhável" haver apenas um agente nas esquadras

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O teste de 1 de Maio
Primeiro e decisivo teste de Brown. Por Carlos Manuel Castro.

publicado por André Azevedo Alves
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Manela, estou aqui!


Fotografia DN



publicado por Bernardo Pires de Lima
editado por Atlântico às 14:40
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Série individual contra-revolucionária*: toma lá Doce Regional Algarvio Arbusto do Criador
  
- Quem é que ganhou atão ?
 
- Olha, metemos a patinha na poça.
 
- Não me digas!
 
- Verdade, o Zé ligou do carro, ficou a guiar branco.
 
- Bolas! Demos não um mas dois passos atrás.
 
- Sant’Ana nos valha!
 
- Parece que desta não há seta que fure o invólucro de leite magro...
 
- Eu bem te disse que não menezes o nariz onde não eras chamado...
 
- Constipado, Cunha? Vaz à farmácia?
 
- É obstipação.
 
- Isso a mim passa-me ca Gaia.
 
- Eu não vou, não suporto nem ver um barco Rebelo! Retiro-me par ao jardim.
 
 
(* isto não é uma provocação, é um agradecimento)
 
_________________
Arcebispo de Cantuária

publicado por joao moreira de sá
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Com ou sem acordo, onde vir este símbolo , fumarei à minha vontade.
O que a simbologia e o português me dizem é: Local Proibido a Pessoas Não Fumadoras.
 
_________________
Arcebispo de Cantuária

publicado por joao moreira de sá
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Hillary, Obama e Queijo da Serra


Patinha Antão também já está na internet. Com propostas realmente revolucionárias:

"... proponho agora uma versão mais eficaz e ambiciosa.

Não é por acaso que, no Reino Unido, os líderes políticos, uma vez eleitos, não são objecto de guerrilhas internas movidas por candidatos que perderam.

É que, candidato que fique em 2º, passa a ser o nº 2 do Partido, o que fique em 3º, passa a ser o nº 3, se tiverem obtido votações expressivas. 

O princípio é claro. Só os que pensem ser os melhores devem concorrer à eleição. E quem estabelece os ranking no Partido são os militantes.

Eu gostaria de ver este tipo de regra implantado já no PSD. Daríamos um enorme salto de qualidade.

Mário Patinha Antão

Candidato a Presidente do PSD e a Primeiro-Ministro de Portugal até 2017"


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Alberto João Jardim e os 40 apoiantes


O sítio de apoio à candidatura de Jardim recolheu já 40 assinaturas (ontem tinha 14). Falámos do assunto na segunda-feira. Ver notícias no Público e no DN.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler (1)


João Marques de Almeida, sobre o downsizing do IDN, no Diário Económico:

A experiência como director do Instituto da Defesa Nacional ensinou-me, de um modo muito claro, a sua importância na sociedade portuguesa. Nenhuma outra instituição tem um papel semelhante na promoção de uma cultura de defesa adequada a um país democrático. Organiza, anualmente, o curso de Defesa Nacional, simultaneamente em Lisboa e no Porto, frequentado por milhares de cidadãos desde a sua criação há mais de 25 anos. Em todos os sectores da vida nacional, e em lugares de destaque, encontramos auditores do curso. Promove também outros cursos de curta duração, dirigidos às gerações mais novas e a profissões específicas, como por exemplo os jornalistas. Realiza ainda conferências, seminários e mesas-redondas sobre aos mais variados aspectos da segurança internacional, europeia e da defesa nacional. Publica ainda livros sobre os mesmos temas e a revista, “Nação e Defesa”, é a publicação nacional com mais prestígio na área da defesa. Ou seja, o IDN tem tido um papel indispensável em Portugal.

Por estas razões, vejo com preocupação as dúvidas sobre o futuro do IDN. Há quem pretenda transformá-lo numa Direcção-Geral do Ministério da Defesa Nacional, a pretexto da reforma do Estado. Exige-se dois pontos clarificadores. Em primeiro lugar, repito, a reforma do Estado não passa de um pretexto. Se os custos do IDN fossem decisivos para o equilíbrio financeiro do Estado ou do Ministério da Defesa Nacional, nunca teria havido défice algum. As “despesas” são apenas uma “boa desculpa” para quem quer colocar um fim à vida do IDN. Em segundo lugar, não usei o verbo ‘acabar’ por acaso. “Transformar” o IDN numa Direcção-Geral significa acabar com o Instituto. Não vale a pena ter dúvidas nem ilusões. A Direcção-Geral da Política de Defesa Nacional faz de um modo muito competente o que uma suposta “DG, ex-IDN” poderia fazer.



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Assitências
 
As duas instituições que mais pneus trocam em Portugal são o ACP e a Corporación Dermoestética.
 
_________________
Arcebispo de Cantuária

publicado por joao moreira de sá
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Pura propaganda
Paulo C. Rangel sobre a dispendiosa propaganda socialista:

Pelas mais variadas razões, tenho assistido a apresentações de iniciativas do Governo. Choca-me de sobremaneira o lado feérico e histriónico da logística da apresentação. Ainda hoje - desta vez só pelos microfones da rádio - senti a parafernália de "comunicação" para o anúncio da Nova Alcântara. Passar-se-á isto, desta maneira e com estes contornos, nas restantes democracias europeias? Para anunciar uma medida, um programa, um plano será necessária tal mobilização de meios humanos e financeiros? E os jornalistas continuam a acreditar e a dar crédito a tal cenografia? Um pouco mais de parcimónia, algum sentido da contenção de gastos e a probidade respeitadora dos sacrifícios dos portugueses não justificariam outra atitude do Executivo? E não mereceria outra censura?

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Guerra das estrelas (não, não tem nada a ver com o PSD)


Imagens do Hubble (via Público)

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O "25 de Abril" e os jovens
Os “jovens”, a “política”, e a “Revolução de Abril”: ACOORRRDEEEEM! Por RAF.

Será que uma larga maioria dos “jovens” não sentirão desprezo por uma revolução que fabricou uma Constituição miserável, que ainda sonha com a utopia socialista, mesmo depois de terem caído todos os muros? Que estão distantes de um regime que lhes oferece uma legislação laboral rígida, que os deixa fora do mercado de trabalho, e os empurra para a emigração? Será que não detestam a “Geração de Abril”, que suga recursos para pagar as suas reformas, conscientes que, quando chegar a sua vez, a Segurança Social vai estar falida? Que torra milhões e milhões em megalomanias, tipo obras públicas de necessidade duvidosa, para manter a economia viva, embora “ligada à máquina”, mas com uma viabilidade apenas de curto prazo?

publicado por André Azevedo Alves
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A reprise do costume

Manuela Ferreira Leite não queria mas, claro está, com enorme sacrifício pessoal e depois de muito reflectir tomou a decisão mais difícil da sua vida política: salvar o PSD e o país.

Já vimos demasiadas vezes esta ópera bufa. Daqui a uns dias vamos ouvir que a Sra não se considera uma política profissional, que o que a move é um enorme desejo de salvar o partido e que não se canditaria se não pensasse que não havia outra solução. Se não for ela, é a desgraça, a catástrofe, a anarquia. Os patrões espanhóis vão, bem entendido, compreender esta árdua decisão e dar-lhe todo o apoio neste autêntico hercúleo trabalho. Vai ser uma coisa de fazer chorar as pedras da calçada.

Eu prefiro alguém que queira ser Presidente do PSD porque tem vontade de o ser, porque pensa que pode ajudar, porque tem projectos e ideias que acha serem boas para o país. É preciso entusiasmo e ambição e não a velha patranha do sacrifício e do desprendimento.    



publicado por Pedro Marques Lopes
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
Chamem a polícia?

1. Pelo menos uma criança e um idoso foram vítimas de violência em cada dia de 2007, ano em que recorreram à Associação de Apoio à Vítima (APAV) 6.130 mulheres e 858 homens, segundo dados da instituição, noticia a agência Lusa.

Das 7.041 pessoas que recorreram à instituição em 2007, a maioria eram mulheres (87 por cento), que continuam a ser as mais visadas em termos de vitimação, apesar de estar a aumentar a percentagem de homens vítimas de crime.


2. Um jovem de 18 anos foi detido domingo pela PSP, em Beja, por alegadas agressões físicas a dois agentes policiais «à porta da esquadra», denunciou esta segunda-feira a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP).

Portugal Diário (2)


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Elogio de Gomes da Silva

Público: Depois disso, foi o caso da Fernanda Câncio, [...] que também não correu muito bem. Foi ideia sua?

António Cunha Vaz: Claro que não. Foi um pedido que foi feito ao meu amigo Rui Gomes da Silva.

P: Quem é que lhe pediu isso?

ACV: Não posso dizer. Pediram-lhe e ele achou que, estando na comissão política, tinha duas hipóteses: ou se demitia ou tinha de fazer aquilo. Decidiu fazer e foi entalado.

 

Tragédia. Há dilemas morais insuportáveis. Decisões que dilaceram quem tem de as tomar. Rui Gomes da Silva merece a nossa admiração. Entre a demissão e o disparate optou por “fazer aquilo”. Depois regressou à penumbra, à solidão do herói trágico e entalado. É provável que muitos cobardes que não ousam dar a cara lhe tenham agradecido a coragem. Mas o que é a coragem quando comparada com o dever cívico? Não é o sacrifício em prol dos superiores interesses da nação o fardo dos grandes homens? Se alguém lá do Partido lhe pede delicadamente que demonstre o seu desapego à inteligência pode um homem sério recusar? O país precisa de homens desta estatura moral, deste calibre ideológico. Homens que se recusam a vergar perante o sentido do ridículo. São homens assim que fazem deste país o que ele é.  



publicado por Bruno Vieira Amaral
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Manuela Ferreira Leite candidata-se contra o desgosto e o desânimo *


À esquerda o desânimo e à direita o desgosto.

-

* Ver Público

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A discórdia blogosférica do ano
Paulo Gorjão discorda abruptamente de Pacheco Pereira e não apoia Manuela Ferreira Leite, preferindo Pedro Passos Coelho como "o candidato da unidade" (sic). Sinal dos tempos? Pacheco Pereira responde: "Qualquer outra proposta pode ser muito bonita no papel, mas é profundamente irrealista, e serve os 'maus', ou é mera retórica." MFL tem neste momento três grandes bases de apoio: o Abrupto, os artigos de JPP no Público e os seus comentários sobre o PSD na Quadratura do Círculo.

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O regresso do pastor de Obama


O Reverendo Jeremiah Wright, ex-pastor do candidato Obama, está de volta
:

The Chicago preacher stood by the fiery sermons that have dogged Obama's Democratic presidential campaign since they gained public attention in March. "You cannot do terrorism on other people and not expect it to come back to you," Wright said at the National Press Club when asked about a speech in which he asserted the September 11 attacks were retaliation for U.S. foreign policy. Asked about another sermon in which he suggested the U.S. government created the AIDS virus to kill black people, Wright also did not retreat. "Based on what has happened to Africans in this country, I believe our government is capable of doing anything," he said.





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Pedro Marques Lopes na TVNET
A não perder: Pedro Marques Lopes ao vivo e em directo na TVNET. ÀS 21h15, de acordo com informações de última hora.

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O sexto elemento?


Alberto João Jardim é uma referência incontornável e impulsionador decisivo para a nova face de Portugal.

Um Homem do Povo e para o Povo.

-

Ver mais


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Aí está ela
Manuela Ferreira Leite apresenta a candidatura como um acto ditado pela "consciência" - onde é que já ouvi isto? -  e como a decisão política mais difícil da sua vida - idem, aspas. Para bem da sua candidatura, espero que os próximos actos sejam mais optimistas e virados para o futuro. Não sei se os portugueses - e os militantes do PSD, em especial - estarão com grande vontade de votar em líderes políticos que carregam os cargos como fardos, sempre mais ou menos contrariados. Posso estar enganado, mas Manuela Ferreira Leite não se deveria transformar numa espécie de Cavaco Silva de saias. Porque já existe um imitador do estilo e do género, que veste calças. Chama-se José Sócrates.

Ver notícia no Jornal de Negócios.

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JPC no Expresso


... se a memória não me atraiçoa, escrevi neste jornal que a insustentável coligação de Prodi não chegaria ao fim do mandato. Não chegou. Os críticos explicam tudo: o sistema eleitoral, ao promover a "alternanza" e ao impedir tentativas "fascizantes" de poder, também contribui para a bagunça governativa desde o pós-guerra. A juntar a tudo isto, um crescimento económico quase nulo (a Itália foi ultrapassada pela Espanha e, segundo a "Economist", talvez pela Grécia no próximo ano), lixo nas ruas de Nápoles e a jóia da coroa - a mozzarella - caída em desgraça, também não ajudaram. Verdade que Prodi ainda meteu as finanças em ordem. Mas, em contrapartida, esvaziou os bolsos dos compatriotas. Os italianos não costumam importunar os políticos até ao dia em que os políticos desatam a importunar os italianos.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Muito bom
Porque o preço do petróleo está tão alto:



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A ler
10 milhões de benfiquistas, de Carlos Guimarães Pinto, n' O Insurgente:

Miguel Esteves Cardoso dizia que qualquer português é benfiquista até prova em contrário. Após alguns anos a conviver com portugueses posso assegurar que nunca conheci nenhum português que não fosse benfiquista. Veja-se o exemplo do jogo de hoje do Vitória de Guimarães. Por essa blogosfera viram-se supostos adeptos do Futebol Clube do Porto a torcer para que a sua equipa perdesse. Na altura de escolher entre a equipa da qual se dizem adeptos e o Benfica não hesitaram: desejaram que a sua equipa perdesse. Apesar de não o admitirem, também eles são benfiquistas. Um outro tipo de benfiquistas, é certo, mas benfiquistas na mesma e tão ferrenhos como todos os outros.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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António Cunha vais
Uma entrevista a António Cunha Vaz que merece ser lida na íntegra:

"Trabalharia com Alberto João Jardim, mas espero que não se candidate, porque a Madeira precisa dele. Eu gosto de desafios. Se me perguntar: fazia a campanha de Menezes contra Aguiar Branco? Eu diria: nesse caso, candidato-me eu contra o dr. Menezes. Agora se me perguntar: fazia a campanha de Menezes, se ele se candidatasse contra Manuela Ferreira Leite? Eu responderia: com toda a certeza. Fazia e quase que a fazia de borla. Não tenho nada contra a dra. Manuela Ferreira Leite. Tenho até tudo a favor, do ponto de vista da competência, etc. Mas seria um desafio.
E ganhava?
Mas de caras."

(...)

"os deputados do dr. Mendes, que não gostam de mim nem com molho de tomate, alguns com toda a razão, porque eu lhes disse que eram tão incompetentes que não teriam emprego na CVA, começaram a inventar que eu tinha dito isto e aquilo."

-

Ver também o vídeo.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O estatismo e a fome
Mais um excelente artigo de João César das Neves: O FANTASMA DA FOME GLOBAL.

Curiosamente, agora que os preços alimentares estão altos, os activistas protestam em nome dos pobres consumidores, enquanto antes, quando estavam baixos, protestavam em nome dos pobres produtores. Como sempre, a subida de preços criará a correcção de mercado. Novos investimentos nesses sectores, desencorajados nos anos de preços baixos, tenderão a prazo a reduzir a carestia.

Se a política o deixar, claro. Os mercados agrícolas e alimentares são dos mais espartilhados e regulamentados. Os governos, convencidos que apoiam e promovem, criam enormes bloqueios e distorções, de que a política agrícola europeia é um exemplo terrível. As negociações globais de liberalização da Organização Mundial do Comércio estão moribundas sobretudo por causa do dossiê agrícola. Às pressões rurais juntaram-se agora as ambientais, com a opção pelo biodiesel a justificar novas manipulações.



publicado por André Azevedo Alves
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Mal de finanças
A Comissão Europeia aponta para um menor crescimento da economia portuguesa no decurso deste ano, passando dos anteriores dois para 1,7 por cento, valor idêntico ao antecipado para a Zona Euro. A baixa do IVA para 20 por cento, em vigor a partir de Julho deste ano, irá agravar o défice público do próximo ano, alerta Bruxelas nas Previsões da Primavera para 2008-2009, divulgadas hoje.

Público

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Pais e filhos
Rodrigo, não estou - nem quero estar - a depreciar seja quem for e muito menos quem é teu amigo. O que eu disse foi que "toda a gente sabe que está em causa neste momento no PSD uma disputa cerrada pelos votos que antes foram de Menezes". Julgava que isto era uma evidência para todos e não uma "conjectura" - está em todos os jornais, nos telejornais, não fui eu que inventei essa pólvora. Para quem esteja a acompanhar minimamente o processo de candidaturas, é isso que está a acontecer. Para além do mais faz parte da lógica: como o próprio afirmou - e não foi o único - Menezes (pai) considerava ter a vitória praticamente assegurada caso se recandidatasse. É lógico - e, por isso, disse que toda a gente sabe - que os actuais candidatos se tentem apropriar de algum modo dos votos que eram do presidente demissionário. Foi isso que fez - e continua a fazer - Santana Lopes. É isso que a candidatura de Passos Coelho tenta fazer também - e integrar o filho de Menezes como mandatário tem também essa carga simbólica, como têm Ângelo Correira ou Marco António, independentemente do valor próprio das pessoas em questão. 

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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