Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
"(...) Toda a gente sabe que (...)"

Paulo, meu amigo, se, como me dizes, "(...) toda a gente sabe que (...)", e ele há (...) filhos e anjos (...)", entre outras conjecturas "certamente acertadas", então já cá não está quem falou. Embora, lendo e relendo os teus posts sobre este assunto, fique com a sensação que estás a passar por um momento Gomes da Silva ou, quiçá, uma manifestação a la Branquinho, qualquer coisa perto disso, já que - diria -  certas suposições, que partem de aspectos que dizem respeito à vida privada não deveriam ter lugar, são limitadoras do exercício da cidadania e da participação na vida pública.

 

Até porque, nestas coisas, o tempo desempenha o seu papel. Se Luís Menezes não tiver arcaboiço para o lugar de mandatário, tal saltará à vista mesmo do maior ceguinho, não será necessário fazer suposições e conjecturas; se, contudo, tiver capacidades políticas, então comentários que nesta fase ainda embrionária o associam ao pai terão sido permaturos e algo caceteiros, ao bom estilo Gomes da Silva. Respeitar a esfera privada e a capacidade de cada um se afirmar na vida pública implica, entre outras coisas, por vezes, calar, mesmo quando aos nossos olhos as coisas até parecem óbvias



publicado por Rodrigo Adão da Fonseca
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Danger ahead
We should start by ensuring that the G-8, the group of eight highly industrialized states, becomes again a club of leading market democracies: it should include Brazil and India but exclude Russia.  Rather than tolerate Russia's nuclear blackmail or cyber attacks, Western nations should make clear that the solidarity of NATO, from the Baltic to the Black Sea, is indivisible and that the organization's doors remain open to all democracies committed to the defense of freedom. - McCain, 26 de Março de 2008. (o bold é meu)

Um muito desiludido Fareed Zakaria chama a isto de política externa esquizofrénica, comparando McCain a Carter, na sua tentativa de inclusão de todas as tendências possíveis de perspectivas em relações internacionais, e apontando de imediado a consequência: a paralisia mental e real.
A exclusão da Rússia é um erro tremendo, sob qualquer ponto de vista. Se a Guerra Fria é um pressuposto mental, uma forma de pensar o mundo que acaba por condicionar qualquer análise, neste discurso de McCain ela está bem viva, e condena os EUA a reviver um conflito paralisante de qualquer acção internacional. Alienar a Rússia terá sempre consequências danosas, em termos de estabilidade e segurança, uma lição que já devia ter sido aprendida. Desde logo, porque o afastamento dos principais fora internacionais nunca passaria impune no Kremlin, que tem aguardado pacientemente por um pretexto para ultrapassar as linhas vermelhas definidas. Este parece embrulhado de propósito.



publicado por Ana Margarida Craveiro
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Paris
 
Não deixa de ser irónico que seja mais fácil entrar na Paris Hilton do que no Hilton Paris.
 
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Arcebispo de Cantuária

publicado por joao moreira de sá
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Gray

 

Obrigatório para toda a gente. Divino para quem conhece de perto o drama entre Abel e Caim. E que final! Nunca o desrespeito pelo argumento bíblico foi tão portentoso.



publicado por Henrique Raposo
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25 de Abril
Há exactamente trinta e quatro anos, nesse 26 de Abril que foi uma sexta­‑feira, Vergílio Ferreira escreveu assim no seu diário: «Vitória. Embrulha­‑se­‑me o pensar. Não sei o que dizer. Uma emoção violentíssima. Como é possível? Quase cinquenta anos de fascismo, a vida inteira deformada pelo medo. A Polícia. A Censura. Vai acabar a guerra. Vai acabar a PIDE. Tudo isto é fantástico. Vou serenar para reflectir. Tudo isto é excessivo para a minha capacidade de pensar e sentir.»

publicado por Henrique Raposo
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Ler

 

A nova LER já está aí.

 

Destaco a entrevista com Paulo Teixeira Pinto e a coluna de Eduardo Pitta. A primeira é reveladora de um homem a seguir com atenção. A segunda é reveladora de um espírito que ainda tem muito para dar, e que só agora está a começar.  



publicado por Henrique Raposo
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Uma nova religião
A semana passada, a revista TIME trazia um dossier relativo ao mito da energia limpa, ligando directamente a mania do biocombustível à insustentável subida dos preços alimentares e, indirectamente, ao aquecimento global, pela deflorestação da Amazónia. Para usar a grande expressão do Henrique Raposo, é a verdadeira "pornografia cerealífera" (aqui).
Hoje, abro a secção de cartas dos leitores da mesma revista, e vejo que os fundamentalistas do bioetanol são mesmo isso: fundamentalistas radicais. Por um lado, temos o Governo dos EUA a dizer que afinal a 2ª e 3ª geração de biocombustíveis é que são importantes, avançando com os números gastos em I&D nesta área, e recusando quaisquer responsabilidades nas consequências da crise alimentar (o tsunami silencioso, como lhe chamou o Economist). Por outro lado, ainda mais radical, temos o governo brasileiro, com o subtil (ou não tão subtil) elogio do modelo brasileiro face aos países que se auto-intitulam desenvolvidos. E, claro, reafirmando a centralidade do etanol na resolução do problema. A possibilidade do erro não existe: antes uma cegueira teimosa, que resiste a toda e qualquer crítica, sem hesitar. Uma fuga para a frente, na verdade, envolvida numa irracionalidade fundamentalista.
Mais à frente, um artigo de Jeffrey Sachs, com três passos fundamentais para acabar com a actual crise alimentar:
1. Give farmers in poor countries access to high-yield seeds and fertilizer.
2. Stop the biofuel nonsense.
3. Help farmers protect crops from drought and other disasters.
Alguém nota a incompatibilidade?

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Os 10 mandamentos do PSD
Henrique Raposo no Expresso:

O PSD não pode tratar os portugueses da mesma forma que um gestor trata os clientes. Um país não é uma empresa. A 'direita' não pode ser construída apenas com a fé - ao domingo - e com a máquina de calcular - durante a semana. Há qualquer coisa entre a fé e a tecnocracia: chama-se patriotismo liberal. A contenção do défice e a preservação dos bons costumes não são desígnios nacionais. Desígnio nacional é construir uma sociedade assente no trabalho e mérito individual, bem longe das abstracções progressistas (Povo, Igualdade) e reaccionárias (Tradição, Nação) que destruíram o século XX português.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Filhos e anjos
Rodrigo, não duvido que a escolha do filho de Luís Filipe Menezes para mandatário de Pedro Passos Coelho seja acertada e que o próprio tenha um imenso valor pessoal e político. Mas não sejamos anjinhos - e espero que o Pedro Marques Lopes não volte a perder a cabeça que tanta falta nos faz. Toda a gente sabe que está em causa neste momento no PSD uma disputa cerrada pelos votos que antes foram de Menezes. De Santana a Passos Coelho, verifica-se uma luta acesa pela herança dos apoios do anterior presidente do PSD, ainda em exercício. Para além dos méritos próprios, que serão imensos, parece-me óbvio que a escolha de Luís Menezes (flho) para mandatário tem - e pretende ter - uma carga manifestamente simbólica. Ao contrário do que seria esperado, por alguns, Menezes (pai) não está com Santana Lopes e os principais "despojos" do anterior líder - Ângelo Correia, Marco António Costa, Luís Menezes  - estão a dirigir-se sobretudo para a candidatura de Passos Coelho, que obviamente não os desdenha. Bem pelo contrário.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Doença social
'There are many things to be done to set this nation on the road to recovery, and I do not mean economic recovery alone, but a new independence of spirit and zest for achievement.'

Margaret Thatcher, Discurso para a Conferência do Partido Conservador, 10 de Outubro de 1980.

Lembrei-me desta frase de Margaret Thatcher, quando soube da reforma do código laboral que o governo pretende fazer. Também por cá o problema não é apenas económico. É de cariz individual que se caracteriza pela aversão ao risco. Mais ainda, a desconsideração por quem arrisca. À semelhança do que sucedia no Reino Unido nos anos 70, também em Portugal o sinónimo de sucesso profissional é trabalhar no Estado ou numa grande empresa. O emprego como o garante de um estatuto. De uma posição social. Também em Portugal há algo que falta para a recuperação ser completa.

Zest for achievement. O entusiasmo de ser bem sucedido, apesar de tantas vezes perder. De vencer um desafio, apesar de tantas vezes sair derrotado. De fazer por si. Com o seu próprio trabalho, a sua própria realização. Um espírito independente que implica confiança. Uma confiança que implica discernimento. Um discernimento apenas possível quando o Estado não regula tudo, quando deixa espaço à livre iniciativa, não cobra por serviços que os privados podem e anseiam por prestar. Quando não se despreza o lucro, se condena a especulação e menospreza o capitalismo. Se admira quem arrisca; quem cria emprego, por muito insignificante que seja; quem faz contas para pagar salários; procura clientes e honra a palavra dada como sendo a sua imagem de marca. Quem não sabe o dia de amanhã e regressa a casa satisfeito por ser mesmo assim. Quem crê nos seus instintos, confia nos que trabalham consigo, receia e gosta de recear. Quem não sabe viver sem sentir a ‘ bola no estômago’. Admiração por quem quer estar na linha da frente.

Qualidades que o Estado não pode fazer surgir. Estas estão nas pessoas. Pertencem-lhes. Sobra não as impedir, dando margem para que o medo não tolha a acção.

publicado por André Abrantes Amaral
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Sobre o mandatário da juventude de PPC

Paulo,

 

Conheço bem o Luis Menezes*, e posso afiançar-te que a escolha de PPC** é bastante feliz. Luis Menezes tem ideias próprias (e, curiosamente, vê as coisas de uma forma bem mais  próxima da minha do que de um certo PSD mimético do PS), uma personalidade forte, não precisa de ir a reboque do pai. Ninguém na vida pode estar limitado nos seus direitos de participação cívica por ser "filho de", sendo injusto que, antes de ter sequer aberto a boca, já o rotulem como uma extensão familiar. 

 

* disclaimer: de quem sou amigo

** disclaimer: não me revejo nem em PPC, nem em nenhum dos candidatos à liderança do PSD



publicado por Rodrigo Adão da Fonseca
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Trocadilho Pequimnino
 
A continuar assim, qualquer dia já ninguém lhe chama Olímpica.
 
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Arcebispo de Cantuária

publicado por joao moreira de sá
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Perguntas sobre o PSD (5)
Mas afinal de contas quem é que apoia Santana Lopes?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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TV Marcelo


Como esperado, Marcelo Rebelo de Sousa apoia Manuela Ferreira Leite. Mas sem grande entusiasmo, apenas pela "lógica". E diz que não vai entrar em comícios. É óbvio que não: conta com um palco maior todos os domingos.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Assim vai a UE
Europe right or wrong. Por Daniel Hannan.

Towards the end of the session, as we were voting to approve something called the GNSS Supervisory Authority, my colleague Chris Heaton-Harris stood up and asked whether there was a single MEP present who knew what the GNSS was. There was an awkward silence. The Deputy Speaker, a genial Spaniard called Alejo Vidal-Quadras, told Chris that, by the end of the day, everyone would have looked it up.

It was as neat a demonstration as you could ask for of what’s wrong with the EU. The system is run by and for unelected functionaries. MEPs, who are meant to be the people’s tribunes, are so unquestioningly integrationist that they can’t bring themselves to withhold money from Brussels — even when they have no idea what it’s for, even when they know that it’s being lost or stolen.

publicado por André Azevedo Alves
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Domingo, 27 de Abril de 2008
Filhos

Caro Paulo, o critério que me faz perder a cabeça quando pessoas fazem insinuações sobre a vida privada de outras ou sobre o direito à manifestação de mulheres só por serem casadas, é o mesmo que me faz não tecer considerações sobre as opções políticas de um homem de 27 anos pelo facto de ele ser filho de quem quer que seja.

Será que entendes que o nome de uma pessoa é um ferrete que condiciona qualquer tipo de acesso a determinadas funções?



publicado por Pedro Marques Lopes
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25 de Abril, sempre (7)


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Ao sr. presidente da República
Concluir que a indiferença dos jovens perante a política significa que ainda falta cumprir Abril é ter um mundo muito pequeno. Uma pesquisa rápida pelo google com jovens e política, em várias línguas europeias, resulta instantaneamente em milhares de páginas sobre desinteresse, crise e desafios - e não em atenção, interesse e entusiasmo. E isto em vários países, sendo Portugal um pequenino exemplo de uma tendência generalizada.
E porquê? Precisamente porque Abril se cumpriu: os políticos não são as estrelas do quotidiano, são os administradores desse mesmo quotidiano. Cinzentos, burocráticos, de bastidores. Para preencher de nomes a vida dos jovens/adolescentes, há músicos, actores, desportistas, amigos e namorados, numa vida "normal", feita de escola-casa-tempo livre. Miúdos de 15 anos a achar que o mais importante é a família e os amigos? Verdadeiramente extraordinário, para adolescentes que nasceram a meio /final da década de 90!

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Passos a dar (2)


Repito a pergunta, mas agora com a informação de que Passos Coelho recebeu o apoio da maioria dos sociais-democratas da distrital do Porto de Marco António, vice de Menezes em Gaia. A política real é feita destes jogos, não é?

Público

-

Espero que termine definitivamente o paradigma blogosférico de que está em causa no PSD uma disputa entre elitistas e populistas. Como sempre na história do partido, elites e populistas confundem-se, abraçam-se, interpenetram-se, são uma e outra coisa ao mesmo tempo, de acordo com os contextos ou os momentos políticos. Tal como Deus, estão em todo o lado - ou seja, em todas as candidaturas, de Manuela Ferreira Leite a Pedro Passos Coelho. Juntos e ao vivo.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler
Thatcher, para citar o exemplo clássico, era um "homem de saias". Condoleezza Rice, idem. Ferreira Leite, ibidem. Mulheres completas são, ou foram, a sra. Royal, a ministra espanhola que desfila ante a tropa enquanto dá à luz e, em Portugal, esse zénite da feminilidade chamado Pintasilgo. Para merecer os louvores da praxe, afinal, uma mulher na política tem de ser de esquerda. Na verdade, se calhar nem precisa de ser mulher.

Alberto Gonçalves, Dias Contados

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Passos a dar


Agora que o filho de Menezes vai ser mandatário juvenil de Passos Coelho, o que irão dizer alguns comentadores da blogosfera que sempre elogiaram o primeiro - cheguei a ler que seria referência incontornável no futuro do PSD - e atacaram o segundo, por ser alegamente falho de ideias? E o que dirá o meu amigo Pedro Marques Lopes a este apoio submenezista? A política é assim mesmo? Dura como a realidade?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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ASAE mas são verdes
Esta história da ASAE estabelecer objectivos anuais que incluem detenções (2), processos-crime (8), suspensões de actividade (6), coimas (61) e autos de infracções (124), como foi ontem revelado pelo CDS de acordo com um documento interno de instrução aos agentes, é de bradar aos céus. É claro que o chefe da ASAE, António Nunes, procura desmentir - como também houve quem procurasse negar a intervenção de agentes da organização no Snob - mas são histórias como estas que comprovam que já se começaram a ultrapassar todos os limites do bom senso na vigilância do que supostamente é bom para a nossa saúde.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Este é o código do trabalho que o BE e o PCP querem continuar a impôr aos trabalhadores
Ainda há pouco uma senhora pediu para lhe reduzirmos a hora de almoço para meia hora, porque necessitava muito de poder sair meia hora mais cedo. Para nós não tinha qualquer problema, mas tínhamos de pedir autorização ao ministério. Foi chumbado. E foi a trabalhadora que pediu.

Alexandre Soares dos Santos, em entrevista imperdível ao Público de hoje


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Agarrem-me senão eu avanço
Jardim avança se todos os candidatos o apoiarem contra Ferreira Leite

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Assombração

Bill Clinton ainda não aprendeu a comportar-se como putativa primeira-dama. O risco de fazer sombra a Hillary deu lugar à ameaça de lhe assombrar a candidatura.  Ler aqui.



publicado por Bruno Vieira Amaral
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Direitos dos trabalhadores

He's never made an independent movie. He once said, 'I simply have no particular yearning to do the same work for less money.'



publicado por Bruno Vieira Amaral
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Publicidade institucional

No próximo fim de semana, num supermercado perto de si. (E não, a desculpa do "já dei nos semáforos" não pega.)

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Depois do 25 de Abril


OS EUA E A “REVOLUÇÃO DE SPÍNOLA”

Tiago Moreira de Sá

Segundo documentos inéditos e exclusivos, no dia 25 de Abril de 1974, enquanto em Lisboa se dava o golpe de Estado, o todo-poderoso Henry Kissinger reunia-se com o Departamento de Estado norte-americano. Um dos temas em cima da mesa era a chamada revolução dos cravos e o papel do general António de Spínola. O investigador Tiago Moreira de Sá conta como o processo revolucionário foi acompanhado a par e passo por Washington

[Atlântico de Maio de 2007]



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sábado, 26 de Abril de 2008
Baby


publicado por Pedro Marques Lopes
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Paixoneta

Amy Winehouse

Gosto de ti, pá.



publicado por Alexandre Homem Cristo
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A ler
Valha-nos a televisão pública que entendeu oferecer um momento burlesco para aliviar o choque estético decorrente destas cruéis aparições: Otelo Saraiva de Carvalho a falar de democracia e de respeito.

João Vacas, no 31 da Armada

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Humor involuntário que já não faz rir
Constou-me que Platão, afinal, era um reaccionário antidemocrata.

publicado por Alexandre Homem Cristo
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PSD

A questão da frente ribeirinha vem, uma vez mais, exemplificar uma certa maneira de encarar o país. No fundo, o que está em causa é a confiança que Cavaco Silva tem nas autarquias e na sociedade civil.

O Presidente da República é o expoente máximo do pensamento que defende a presença tentacular do Estado na comunidade. É, também, esta visão do país que vai ser referendada nas eleições directas do PSD.    



publicado por Pedro Marques Lopes
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Depois do 25 de Abril

-

Hoje nasceu um Zeca Afonso que também é Mascarenhas. Viva o meu sobrinho José Afonso!

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Carta da América
Enquanto vocês comemoravam o 25 de Abril, eu jantava com conservadores e libertários americanos e do resto do mundo, num encontro da Heritage Foundation, em Atlanta. Às tantas, com um grupo de brasleiros ligado ao Cato Institue, falou-se de Portugal, da internet, de projectos de imprensa. Isso mesmo que estão a pensar. Falaram-me da Atlântico, do Paulo Mascarenhas, de colunistas da Atlântico. E deste blog. Revolucionário.

Say Hi to everybody


publicado por Henrique Burnay
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Santana "entalado" na blogosfera
Santana terá "entalado" Alberto João Jardim. A expressão é usada num blogue pelo ex-secretário-geral-adjunto do PSD Madeira, Luís Filipe Malheiro. O blogue relata uma conversa entre Santana e Jardim, antes do Conselho Nacional de ontem, que surpreendeu o líder madeirense.

Ver vídeo da RTP e o blogue em questão, o Ultraperiferias.

-

Gosto especialmente do jornalista da RTP a repetir a expressão "terá entalado".

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Campanhas negras na América


A propósito dos que falam da campanha negra de Hillary Clinton contra Barack Obama, proponho um pequeno Quiz (que agradeço ao Bruno Gonçalves). Quem disse que Hillary Clinton está disposta literalmente a tudo? Quem disse que John McCain é visto como mais honesto e confiável que Hillary Clinton? E quem chamou "desonesta" a Hillary Clinton? E quem disse que Hillary é um monstro?

As perguntas têm uma resposta invariável: foi Obama e a sua campanha.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Afinal facilitismo é chumbar os alunos
A Ministra da Educação, em entrevista ao Correio da Manhã, a propósito do nosso ensino em Portugal ser muito facilista porque chumba os alunos.

(Correio da Manhã) Não ficam a saber mais?
(Maria de Lurdes Rodrigues) Não. O princípio é este: não sabes ficas mais um ano para repetires toda a matéria que deste para ficares a saber. E o que acontece é que a segunda parte desta premissa não se verifica. Ele chumba, fica para repetir, repete mas não aprende. Pelo contrário. Desaprende.


- Fica pior?
- Fica pior. E por isso é que eu digo que é facilitista porque é a maneira de deixar os alunos entregues a si mesmo. É uma contradição do nosso sistema. Que é considerar que a exigência se mede pelo número dos que repetem. Nós temos inúmeros alunos a repetir muito mais do que a média de todos os países da Europa ou mesmo da OCDE. Somos o País em que há mais repetências.


- Mais chumbos?
- Somos o País em que há mais chumbos. E por aí o nosso sistema não seria facilitista, seria exigente, mas na realidade é facilitista porque essa repetência não serve para aumentar o rigor e a exigência de trabalho com esses alunos. Ficam numa espécie de limbo que depois prejudicam muitíssimo os nossos resultados como se pode ver no estudo do PISA.


- Prejudicam como?
- Se considerarmos na amostra os alunos que não repetem, os alunos que estão no ciclo adequado à sua idade têm valores iguais à média dos países da OCDE. Até produzimos mais excelência. Isto é, os nossos alunos do 7 º ano muito bons são melhores do que os muito bons dos outros países. Mas depois temos o peso dos que chumbam, dos que ficam retidos, que puxam os nossos resultados médios para baixo.


Pensei longamente como comentar isto. Referir, por exemplo e mais uma vez, que a educação em Portugal se orienta para as estatísticas e não para a formação (estatísticas essas, que, pelos vistos, os alunos que chumbam estragam; quem diria?). Ou salientar como basta inverter a lógica e sustentá-la num estudo para que seja científica e correcta. No entanto, só me ocorre uma das frases de apresentação do blogue O Cachimbo de Magritte, onde os seus autores dizem acreditar “que Portugal é uma teimosia viável”. Há dias em que me é mais difícil de acreditar.

publicado por Alexandre Homem Cristo
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Atirar vascos-lourenços à inteligência
Ouvir Vasco Lourenço é o mesmo que atirar pedras à inteligência. A expressão não é minha - recorro, de memória, a uma frase dita - ou escrita? - por Pulido Valente. Pior ainda é ouvir Vasco Lourenço como pretenso dono da democracia portuguesa. Ele, como muitos à esquerda, julgam-se ainda hoje donos da liberdade e pensam que podem dar aulas de democracia. Ouvi-lo hoje a criticar o Presidente da República a propósito da visita à Madeira pareceu-me quase exótico, ao nível de uma república das bananas. O eterno capitão de Abril - é talvez o que mais se vangloria desse estatuto - não percebeu ainda muito bem o que é uma democracia e alguém lhe devia explicar que num sistema que não é totalitário ou autoritário quem mais ordena é o voto livremente expresso nas urnas. Acontece que os madeirenses escolhem invariavelmente Alberto João Jardim. Mal ou bem, essa é outra história. Calculo que alguns venham aqui dizer que temos uma dívida de gratidão para com os capitães de Abril. Pode ser que assim seja. Mas essa dívida já foi paga a Vasco Lourenço - há mais de três décadas que é paga todos os anos por altura das comemorações - e com juros.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sinusite cósmica


Um novo blogue só com o Alexandre Borges já era excelente. Um novo blogue só com o Nuno Costa Santos seria fantástico (em grande forma também o Nuno no programa do Alvim: assisti ontem a uma repetição de um episódio em que fazia de comentador com sotaque açoriano, mais precisamente da ilha de S. Miguel). Um novo blogue com o Nuno Miguel Guedes era extraordinário. Um novo blogue com o Pedro Marques Lopes só podia ser imperdível (ainda que fique com inveja da concorrência). Um blogue diferente com crónicas dos quatro - e também de Pedro Vieira e João Bonifácio - é, definitivamente, a não perder. Vá já ler o Sinusite Crónica, mas não se esqueça de voltar.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Os "jovens" e o PR
Compreendo e simpatizo com a preocupação do Presidente da República quanto ao desinteresse dos jovens pela política. Compreendo e simpatizo mas não a partilho. É natural que os "jovens" tenham assuntos muito mais importantes a que dedicar a sua atenção do que a uma actividade muito pouco atractiva sobre quase todos os pontos de vista. O que não compreendo é a surpresa de Cavaco Silva perante a ignorância que os "jovens" demonstram sobre factos políticos nacionais e internacionais (ver estudo). É a mesma ignorância que a maioria desses mesmos jovens demonstram sobre as mais diversas matérias que não sejam histórias de artistas de novelas na TV, telemóveis ou jogos de computador. Basta somar os níveis de aprovação escolar e o estado da Educação em Portugal. É só fazer as contas. Talvez também para surpresa do PR e como certamente comprovaria um outro estudo a ser encomendado por Belém, a ignorância dos jovens não é muito diferente da dos seus progenitores. Tais pais, tais filhos.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008
O regresso da vítima
Ouvi há pouco Santana Lopes numa longa entrevista na Edição da Noite da SIC/Notícias e vejo que está em grande forma. Em termos de oratória - tal como Vieira de Castro no séc. XIX, exemplarmente retratado no livro Glória de Vasco Pulido Valente - continua imbatível. Chegamos, por momentos, a acreditar no que diz. E é certo que muito do que diz sobre José Sócrates é verdade. Tal como esperado, voltou com o argumentário de que estamos-agora-pior-do-que-há-três-anos. O que não deixa de ser um facto estatístico. Santana Lopes ainda não parece ter percebido as razões que que levaram à sua queda e à queda do  Governo - e não foi, apenas, como pensa, uma questão de falta de legitimidade eleitoral. Foi, em primeiro lugar, uma questão de personalidade. Político em grande medida criado pela comunicação social, que soube utilizar na sua ascensão ao poder, foi devorado por ela no caminho que seguiu até à sua queda. Pior ainda, continua com o discurso de autovitimização. Contra os media. Santana foi - e continua a ser - apenas vítima de si próprio. 

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Passos Coelho
Obviamente simpatizo com algumas ideias veiculadas por Pedro Passos Coelho e pela forma como tem conduzido a sua campanha. Porém, o "político" não me inspira confiança. Tanto pelo seu passado enquanto líder da Jota, bem como pelo facto de ainda não ter apresentado um programa a sério. De qualquer das formas, continua a ser o melhor posicionado de todos os candidatos, mas como disse anteriormente, apenas deixou no ar algumas ideias. Nada mais.

Caso decida desistir, o que mesmo assim não acredito que faça, será o seu desfecho político. Abdicar das suas ideias em prol da máquina partidária seria uma desilusão. Outra.

publicado por Bruno Gonçalves
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43%
Um dado que certamente tornará as coisas mais interessantes:

Even so, the real winner of the Democratic race in Pennsylvania is John McCain. The most significant number coming out of Tuesday night wasn't Clinton's 10 point margin of victory, but 43. That's the percentage of Clinton voters who say they would stay home or vote for McCain if Obama is the party's nominee in November. It is no longer just the Chicken Littles within the party who openly worry about an outcome that leaves large blocks of women or African-Americans frustrated and alienated

publicado por Bruno Gonçalves
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Uma pergunta obrigatória

Onde é que estavas no 25 de Abril?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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25 de Abril, sempre (6)


25 de Abril de 1859 - Início da construção do Canal do Suez

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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25 de Abril, sempre (5)


25 de Abril de 1969 - Nasce Renée Kathleen Zellweger, actriz norte-americana

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(Obrigado, Helena dos comentários)

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A lebre


"Já se fala em Manuela Ferreira Leite como uma "lebre" de Rui Rio."


Vasco Pulido Valente, no Público de hoje

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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25 de Abril, sempre (5)

1926 - Estreia a ópera Turandot, de Giacomo Puccini no Teatro La Scala

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Os Vingadores
Ver pouca televisão dá nisto. Saído do computador, ontem à noite, fui até à televisão e zapei, até chegar à RTP Memória, onde encontrei, para grande surpresa minha, Os Vingadores. Os Vingadores são, acima de qualquer discussão, a melhor série de televisão de todos os tempos. Pop, conservadora e ao contrário e livre. Provavelmente são até a única boa série de televisão alguma vez feita, muito longe da segunda, A Balada de Hill Street. A desilusão que esta última - óptima, de resto - me provocou por comparação com a primeira impediu-me de ver mais qualquer coisa que passasse regularmente na televisão. Mas Os Vingadores resistem a tudo (em linguagem erudita, não perdem a "aura"). John Steed é esplêndido, e Diana Rigg, Mrs. Peel, é esplendorosamente esplendorosa. Em 1967 ou coisa assim, tinha eu sete anos ou algo assim, eles eram assim. Ainda são. Hoje há mais um episódio, depois das 9, na RTP Memória. Jovens: não percam, para verem como o mundo era prometedor.

publicado por Paulo Tunhas
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