Sábado, 31 de Maio de 2008
País de brandos costumes

De passagem, entre eleições do PSD e selecções em jogo, uma notícia sobre "peixeirada" na lota de Matosinhos. Assim mesmo, o título: um tom levemente jocoso, de quem não leva muito a sério o que se passou. Em Espanha, o pescado foi distribuído a quem se chegasse à frente; em Portugal, mediante a possibilidade de ser entregue à caridade, destruído a pontapé.

 

Pergunta (de um comerciante, suponho) a um piquete de greve bloqueio: E se eu tivesse peixe na minha carrinha?

Resposta do referido piquete: Tirávamos!

Nova pergunta: Mas se os senhores têm direito a fazer greve, eu também tenho direito a não estar de acordo!

Resposta: Não tem, não, que a gente não deixa passar.

 

É isto a tolerância em bom português. O respeito pelo próximo, como se vê, domina. Depois espantam-se com os nossos fracos resultados em matéria de democracia comparada. A cultura política deste país parou em 75.

 

 



publicado por Ana Margarida Craveiro
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Grandes derrotados da noite

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Para além de Menezes, um dos grandes derrotados desta noite do PSD é Francisco 'Não fui eu que falei primeiro de Câncio em público mas aproveito a deixa e também falo' Louçã. Manuela Ferreira Leite vai disputar o centro a José Sócrates, empurrando-o para a esquerda. Os eleitores socialistas vão ser convencidos a deixarem-se de possíveis votos de protesto ou outros devaneios esquerdistas - e o Bloco de Esquerda, amálgama populista de votos dispersos dos descontentes, é um dos grandes prejudicados com a eleição de Ferreira Leite. Daniel Oliveira - que desculpou esfarrapadamente Louçã pelo ignóbil truque utilizado no debate de quinta-feira no parlamento - sabe disso muito bem. Não sabe ele outra coisa.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Livros Atlânticos (6)

Porquê só agora?

 


A. Delgado, A. Telles, e N. Bettencourt Mendes, Luís de Freitas Branco, Caminho/TNSC, Lisboa, 2007, 504 pp.

 

por Francisco Sassetti


«Seja qual for o ângulo de observação, Luís de Freitas Branco domina o século XX português com a estatura de um colosso, de importância comparável, no âmbito da música, a um Fernando Pessoa». É desta forma que Alexandre Delgado introduz o leitor à viagem que esta obra nos propõe fazer, através da vida e da obra do compositor Luís de Freitas Branco (1890-1955), um dos mais importantes compositores portugueses, que foi, nas palavras de Delgado, «responsável pela abertura da música portuguesa à modernidade».


Não é habitual, em Portugal, encontrar livros publicados sobre artistas nacionais, de forma que toda a excepção a esta regra, por mais pequena que seja, transforma-se num acontecimento digno de realçar. Neste caso, não se trata de um pequeno acontecimento, antes pelo contrário, ou não estivéssemos nós a falar do primeiro livro dedicado ao compositor, e não fosse este um estudo detalhado sobre os mais diversos aspectos da sua vida e obra, ilustrado com variadíssimos documentos inéditos – desde cartas e partituras, a fotografias e artigos. Dividido em três partes (Esboço Biográfico, Obra Musical 1904-1923, e Obra Musical 1924-1955; cada uma da autoria de um dos três autores), o livro aparece na sequência do Festival Luís de Freitas Branco que, em 2005 e 2006, assinalou os cinquenta anos da sua morte.


Além de Alexandre Delgado, os outros autores são Ana Telles e Nuno Bettencourt Mendes, dois doutorandos em universidades estrangeiras (Paris e Londres, respectivamente), que nas suas teses estão a explorar a obra deste compositor, sinal de que o nome de Luís de Freitas Branco está, de novo, a ultrapassar as fronteiras portuguesas (de novo, porque assim aconteceu quando o compositor era vivo). Por cá, este livro promete rapidamente tornar-se numa leitura obrigatória para quem estude ou se interesse por música. Apresentado ao público por Rui Vieira Nery no Teatro de São Carlos (que apoia a publicação) no dia 21 de Maio, o livro conta ainda com um prefácio de Paolo Pinamonti (ex-director do teatro).

 

Resta-nos fazer uma pergunta: porquê só agora?


[Publicado na Revista Atlântico]



publicado por Atlântico
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Directas PSD (6)

SÉRIE GRANDES VENCEDORES

 

 

Rui Rio é outro dos grandes vencedores destas directas. Conseguiu finalmente vingar-se de Luís Filipe Menezes. Falta saber se as suas legítimas ambições à liderança do PSD não vêm a atropelar Manuela Ferreira Leite a meio do caminho. Estará sempre à espreita depois de 2009.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Directas PSD (5)

SÉRIE GRANDES VENCEDORES

 

Como disse Constança Cunha e Sá na TVI, o discurso social de Manuela Ferreira Leite não apareceu por acaso e releva de uma certa - dita - matriz social-democrata que tem em Cavaco Silva o seu grande expoente - não se deve esquecer o Roteiro para a Inclusão da Presidência da República. Cavaco Silva, como lembra o Rui A. no Portugal Contemporâneo, pode cantar vitória nestas directas do PSD. Como já escrevi há uns dias, vêm aí tempos ainda mais difíceis para o primeiro-ministro José Sócrates - para além da crise económica.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Directas PSD (4)

SÉRIE GRANDES VENCEDORES

 

http://content.answers.com/main/content/wp/en/5/57/Vox_Pacheco.jpg

 

Pacheco Pereira é, indiscutivelmente, um dos grandes vencedores das directas de hoje. Os seus comentários - na SIC, na Sábado ou no Público - foram decisivos ao longo dos tempos para minar e derrubar a anterior direcção de Luís Filipe Menezes, assim como foram decisivos para eleger Manuela Ferreira Leite. O discurso tinha a sua marca clara. Não admira que estivesse hoje presente na sede da candidatura da vencedora. Falta saber se não se perdeu um comentador e se ganhou um político activo - é de esperar que faça parte das próximas listas de deputados a 2009, até por uma questão de coerência.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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MFL (3?)

Manuela Ferreira Leite foi este sábado eleita líder do PSD com 37,6% dos votos.

 

Não é uma vitória, é um contrato de trabalho a termo certo.

 

 



publicado por Henrique Burnay
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MFL (2)

Apesar da vitória da candidata do centro-esquerda, existem boas notícias:

 

Santana Lopes deixa liderança parlamentar.



publicado por Bruno Gonçalves
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MFL

A estratégia do PSD para as próximas legislativas acaba de ser definida. Tentar derrotar José Sócrates pela esquerda.



publicado por Bruno Gonçalves
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Directas PSD (3)

Quando digo ali em baixo que Luís Filipe Menezes é o grande derrotado não o digo à toa. Foi derrotado em toda a linha e poderá retirar-se para o exílio em Gaia. Menos falador, de preferência. Pedro Santana Lopes ficou em terceiro lugar mas, de facto, como escreve Ana Margarida Craveiro, o santanismo não morreu. E podemos dizer tudo sobre Santana, mas não podemos negar que perdeu com muita dignidade e, seguramente, vai continuar a andar por aí. Passos Coelho ficou em segundo como prevíamos e, se o futuro não é agora, ao contrário do que dizia o lema da sua campanha, pode apenas ter ficado adiado por uns tempos, talvez para depois de 2009. Quanto à vencedora, Manuela Ferreira Leite não deve esquecer que é eleita com um resultado diminuto e que convém agora unir o partido, sob o risco do fraccionamento, que continua no horizonte.

 

PS (D): A não perder os comentários de Pedro Marques Lopes no Rádio Clube Português a partir das oito da noite.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Não aposte mais

Na contagem das apostas na bolsa do blogue, Manuela Ferreira Leite recebe um resultado presumivelmente maior do que aquele que deverá ter no PSD. Passos Coelho fica em segundo lugar, logo seguido de... José Sócrates. Estes os resultados finais:

 


GFXPOLL image

 

 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O grande derrotado

http://www.oamador.com/wp-content/uploads/2007/10/menezes_amador.jpg



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Directas PSD (3)

Pedro Passos Coelho assume a vitória... de Manuela Ferreira Leite.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Primeiros comentários

À notícia da possível vitória de Santana Lopes em várias distritais (incluindo a do Porto), só me resta concluir que há muito militante do PSD a quem devia ser retirado o direito de voto nas próximas legislativas. Eu tinha a esperança - nada ténue, aliás - que estas eleições servissem para erradicar definitivamente o santanismo. Afinal, ele está vivo, e forte. Glup.



publicado por Ana Margarida Craveiro
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Directas PSD (2)

Segundo fontes do Blogue Atlântico nas mesas de voto, Manuela Ferreira Leite ganha com bastante vantagem nas principais secções de Lisboa (tanto na A como na B). O segundo lugar é sempre de Pedro Passos Coelho. Santana Lopes terá ganho na Madeira, mas Pedro Passos Coelho está a conseguir bons resultados no Algarve - terá ganho em Lagoa, por exemplo - o que é um sinal de que os "sindicatos de votos" não estão a ser decisivos. Braga e sobretudo o Porto podem ser decisivos mas a sensibilidade das nossas fontes indicam que MFL ganha por curta vantagem a Passos Coelho.

 




publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Enquanto isto, na nossa bolsa de apostas

GFXPOLL image

 

Continue a votar - basta clicar no nome que lhe parece ser o vencedor.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Directas PSD

Segundo fontes bem informadas do PSD a que o Blogue Atlântico teve acesso, Manuela Ferreira Leite está à frente até agora na contagem de votos, mas Pedro Passos Coelho segue a curta diferença. Tudo ainda é possível. 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O fim de um tipo triste

 

Aparentemente, Luís Filipe Menezes deixa hoje de estar à frente do PSD. É uma coisa óptima. Luís Filipe Menezes – como se podia saber muito antes de ter chegado àquele cargo, e como ele amplamente se encarregou de confirmar -, foi um horror absoluto à frente do PSD. Mesmo para alguém que se interesse pouco pela matéria, é uma evidência indesmentível. A incivilidade (com respeito a Pacheco Pereira, por exemplo), o permanente dramatismo da pessoa própria, o patético sistemático, e outras muitas coisas assim – o ódio, como foi notado: sim, o ódio, com uns acenos húmidos de humildade -, saltavam aos olhos. Quem vier depois, quem quer que seja, não será pior. Pelo menos não terá aquela tristeza (“tristeza” é a boa palavra, e, num certo sentido, resume-o: um tipo triste, com o muito mal da inferioridade da tristeza). Pelo menos isso. Deste livrámo-nos.


publicado por Paulo Tunhas
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Continue a apostar
Bolsa de Apostas PSD


- Quem vence as directas?
- Clique no nome em que aposta:


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Glup

Galp baixa preço gasolina e do gasóleo em um cêntimo. Só podem estar a gozar com o pagode.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Chega de morrinha

Hoje vamos saber se o PSD vai continuar na morrinha ou se pela primeira vez, em muitos anos, vai mostrar que tem gente com vontade de mudar.

Mudar de rumo, de vidinha, do mesmo de sempre.

É tempo de pôr paixão nesta coisa da política. É o que tem faltado.

 



publicado por Pedro Marques Lopes
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A ler em dia de directas

Vasco Pulido Valente no Público de hoje:

 

O pior é que hoje o Estado já não basta, como escrevia João Franco, para "apascentar" tantas "clientelas". E o facciosismo dentro dos partidos cresce. Como vão eles viver? E, principalmente, em cada partido, quem vai sobreviver? Uma "guerra civil", como a do PSD, é a maneira usual de resolver o assunto.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Grandes bandas tugas

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima
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Livros Atlânticos (5)

As extremidades deram o nó

 

 

Nick Cohen, What’s Left – How Liberals Lost Their Way *, London, Fourth Estate, 2007, 405 pp.

 


por Nuno Amaral Jerónimo


Numa entrevista ao Expresso no início de Junho, Mário Soares aconselhou ao governo um pensamento mais à esquerda. O pensamento «à esquerda» de Soares é dominado pelo ódio visceral aos Estados Unidos e ao «neoliberalismo», invenção demoníaca, causa do Mal desde Sodoma e Gomorra. Como consequência, Hugo Chávez surge como uma espécie de campeão em título das lutas dos mais pobres e o multiculturalismo torna-se dogma de fé, resignando Soares à condição social das mulheres islâmicas, em nome do «direito à diferença».


Foi este pensamento mais à esquerda que levou Nick Cohen a repensar o seu lugar e as suas companhias no espectro político. Cohen cresceu na crença da superioridade virtuosa das boas intenções da esquerda. O fim do século XX e o início do século XXI foram para si, nessa medida, um choque. A esquerda radical esqueceu os princípios universais de defesa dos mais desfavorecidos e entrou numa espiral de contestação às sociedades ocidentais. A conquista da liberdade e a melhoria das condições de vida deixaram de ser os objectivos da luta política da esquerda. Ficou o ódio aos Estados Unidos e o rancor lançado sobre as sociedades mais livres e mais prósperas. Ficaram as justificações (e absolvições) dos actos de ditadores como Saddam Hussein e dos terroristas islâmicos. Ao perceber esta lógica de que os inimigos dos meus inimigos, meus amigos são, Nick Cohen arrepia-se com esta nova argumentação dos que sentiram como derrota a prosperidade das nações debaixo do capitalismo e do mercado.


A esquerda tropeçou primeiro na armadilha do relativismo. Para não ofender uma minoria, não se critica nada que faça ou possa fazer. Cohen ilustra de uma forma divertida como o academismo pós-moderno enredou o discurso político da esquerda anglo-saxónica. A legitimidade do Outro é a diferença. A seguir, a esquerda estatelou-se na defesa intransigente do pacifismo. Defender a paz é uma coisa, defender a manutenção de Saddam no poder é outra, diz Cohen. Criticar o modo como a invasão do Iraque foi preparada é legítimo, considerar os bombistas que infestam Bagdad e matam milhares de civis iraquianos como “insurgentes” e “resistentes à ocupação” é má fé.


What’s Left é um livro corajoso sobre o distanciamento do autor em relação a antigos companheiros de percurso político. Organizado de forma um pouco vagabunda, muito por força de ser um relato na primeira pessoa e não um trabalho académico, mas sempre bem ilustrado com exemplos e com uma erudição histórica pouco comum, o livro de Nick Cohen é o de um homem que não renega a tradição das ideias iluministas. Cohen está, isso sim, comprometido com a honestidade intelectual e com um pensamento sistemático sobre ideias que sabe não partilhar com muita gente à esquerda.

 

-

 

* What’s Left – How Liberals Lost Their Way, foi posteriormente a esta recensão traduzido e editado em Portugal com o título O que resta da Esquerda?

 

 

[Publicado na Revista Atlântico]



publicado por Atlântico
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Do you feel lucky?

 

 

Clint Eastwood faz anos hoje.



publicado por Atlântico
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Livros Atlânticos (4)

Desempregado Moral

 

 

John Le Carré, O Canto da Missão, Lisboa, Dom Quixote, 2007, 391 pp. 

 

por Bruno Vieira Amaral


No início dos anos 90, John Le Carré, ex-espião ao serviço de sua majestade, era um desempregado moral da Guerra Fria. Os livros de espionagem que o celebrizaram não eram, apesar disso, retratos a preto e branco com os bons de um lado e os maus de outro. No cenário da Guerra Fria, num mundo bipolar, foi isso que resgatou Le Carré do submundo do thriller de espionagem. Parece que o negócio do homem era, afinal de contas, a literatura.
Então porquê chamá-lo, hoje, desempregado moral? Le Carré estava habituado a deslizar suavemente na superfície gelada de um lago conhecido. Após o degelo viu-se subitamente em pleno alto mar e sem referências. Navegar entre Cila e Caríbdis requer perícia, mas ficar à deriva é outro desporto. Afinal, é num mundo de dúvidas que mais precisamos de coordenadas morais. Le Carré foi encontrá-las em África e na América Latina – os muros das lamentações das pesadas consciências ocidentais.

 

A par da literatura, Le Carré investiu no negócio da culpa ocidental. Os seus livros mais recentes podem considerar-se um híbrido do velho romance de espionagem com o romance pós-colonial. Guerra Fria servida a quente, no calor de uma África destruída por guerras e promessas. O terreno ideal para o pessimista Le Carré dividir o mundo entre inocentes e culpados, preto(s) e branco(s) num mundo a cores. É o que acontece em O Canto da Missão.


Bruno Salvador, um mulato filho de pai irlandês e de mãe congolesa, trabalha como intérprete para os serviços secretos britânicos. Salvo, como é conhecido, sente-se uma zebra (preto e branco, não é nem uma coisa nem outra). Ele é a ponte entre as duas margens, sem pertencer a nenhuma. A coincidência de um casamento em ruínas com uma jovem branca de boas famílias, a súbita paixão por uma enfermeira africana e um trabalho em que fica a saber mais do que devia empurram-no para a margem africana, para as riscas negras da “zebra”. Intérprete numa conferência secreta promovida por um anónimo Sindicato, Salvo fica a par de um projecto filantrópico para desenvolver a República Democrática do Congo, que não passa de um golpe de Estado para favorecer os interesses económicos do Sindicato. É preciso dizer que o Sindicato é um covil de ocidentais corruptos e sem valores? É preciso dizer que os africanos são descritos à luz de uma generosa e muito ocidental condescendência?

 

Salvo é um inocente que descobre que os brancos à sua volta são todos culpados. Ele e Hannah, a enfermeira congolesa que representa a África que Salvo deixou para trás aos dez anos, são duas almas que o Ocidente não corrompeu, e África é o reduto físico dessa inocência. E para Le Carré é outra coisa: a derradeira oportunidade de emprego moral.

 

[Publicado na Revista Atlântico]
 



publicado por Atlântico
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A ler

João Miranda, no Diário de Notícias:

 

... em Portugal, o rico é um animal raro e fugidio. Por boas razões. A criação de riqueza é desprestigiante e perigosa. Ser rico não compensa o trabalho que dá enriquecer. A maior parte dos portugueses não quer pagar a riqueza distribuída pelo Estado. Quer recebê-la.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Cada cavadela, cada fanático religioso

 

 

Depois do negro Wright, o branco Michael Pfleger. Mais um reverendo de uma igreja de Barack Obama. A falar da supremacia branca contra Hillary Clinton. Fanatismo racista.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Livros Atlânticos (3)

Os homens criam, os deuses queriam

 

Clique aqui para ver Criadores, Os, de PAUL JOHNSON no Submarino.com.br

Paul Johnson, Criadores, Lisboa, Alêtheia Editores, 2007 (2006), 387 PP



por Nuno Amaral Jerónimo

A imaginação é mais importante que o conhecimento. Palavras de Einstein. Da mesma autoria, “o segredo da criatividade é saber como esconder as fontes”. Em Criadores, Paul Johnson promete-nos descobrir as nascentes de alguns dos percursos mais criativos da história da cultura ocidental. Dezassete criadores em treze ensaios, de Chaucer a Walt Disney. E um posfácio dedicado aos cientistas.


Johnson, que escreveu em 1988 um relato amargo sobre as contradições entre o pensamento público e o comportamento privado dos intelectuais (Intelectuais), descreve de forma bem mais exultante as condições socio-biográficas da criação artística. Tal como a trilogia de Daniel Boorstein (Os Pensadores, Os Criadores e Os Descobridores), estes dois volumes sobre intelectuais (pensadores e criadores, distinção mais clarificadora já usada por Boorstein) antecipam um anunciado Heróis. Juntos constituirão um trio de volumes sobre a intervenção individual na construção do mundo.


Johnson debruça-se sobre a criatividade de forma tão erudita como espalhafatosa. O historiador grave de História do Judaísmo ou de O Renascimento dá lugar a um ensaísta maravilhado com a criação artística que nos apresenta. Ainda maravilhado, porque somos informados à saciedade, muitas vezes de forma quase adolescente, que o autor conhece aquelas obras há muitos e muitos anos. E que, ainda assim, continuam a fascinar. Prova da importância e da eternidade desses trabalhos. O autor idolatra Shakespeare e adora Chaucer, Mark Twain e Bach, admira o trabalho de Dürer, a escrita de Jane Austen, a costura de Balenciaga, as criações de Walt Disney. O caso deste último é curioso. Johnson junta no mesmo ensaio, e como contraponto, Disney e Picasso, natureza e modernidade. Johnson manifestamente despreza a obra do pintor malaguenho (que diz ter invertido a fórmula clássica das “belas artes” de utilizar 10% de novidade e 90% de habilidade) e não hesita em exibir traços detestáveis da sua personalidade para o demonstrar. O entusiasmo do autor sobre as mentes criativas reflecte-se obviamente nos seus julgamentos. O que não diminui a obra. Pelo contrário, é a sua força.

 

Paul Johnson usa a biografia e o contexto histórico para revelar as condições de criatividade. A paixão, a concentração, a transformação do real no simbólico e a capacidade de trabalhar arduamente, mas também os acasos e as contingências. Austen, se fosse uma rapariga bonita, não teria tido dificuldade em casar, mas não teria escrito nenhum dos seus romances. Talvez o maior fascínio de Johnson esteja na utilização de um idioma. Ferramenta de uso comum e universal, uma língua torna-se diamante eterno na cabeça criativa de um génio.
Se Chaucer inventou a inglesa, Shakespeare imortalizou-a e Twain popularizou-a.

 

[Publicado na Revista Atlântico]
 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Livros Atlânticos (2)

O dever de memória

 

 

 


Antony Beever, e Luba Vinogradova (org.), Um Escritor na Guerra. Vasily Grossman com o Exército Vermelho 1941-1945, Lisboa, Edições 70, 2007, 456 PP.

por Alexandre Homem Cristo

Vasily Grossman (1905-1954) foi repórter de guerra para o jornal do Exército Vermelho durante a II Guerra Mundial, acompanhando as tropas soviéticas na frente de combate contra os alemães. A partir dos artigos jornalísticos e da correspondência que Grossman trocou nesse período, Beever e Vinogradova fizeram uma compilação (bem) comentada, que respeita integralmente as intenções de Grossman em retratar a «verdade implacável da guerra» (p. 156); uma realidade bem presente nas batalhas de Moscovo, Kursk e Estalinegrado (1942-43), esta última onde se estima terem perdido a vida cerca de 1.5 milhões de pessoas.


Não há guerra sem vítimas. Não há guerra sem sacrifícios pessoais e colectivos. E não há guerra sem homens bravos e corajosos. Esta é a primeira mensagem de Grossman. Ao relatar os esforços das tropas perante o inimigo germânico, melhor treinado e com maior poder de fogo, Grossman cede, por vezes, à tentação de mistificar o soldado soviético, numa clara mistura de jornalismo com propaganda política, o que não o impede igualmente de ser duro com as derrotas e com o caos que comandava o exército do seu país. A sua principal intenção é pintar o campo de batalha, e o quadro resultante tem sempre a morte no centro: «Soldados completamente incinerados dentro de casa. Os seus corpos carbonizados foram encontrados. Nenhum deles fugiu. Mantiveram-se firmes enquanto eram queimados» (p. 240).

 

A segunda, e ainda mais importante, mensagem de Grossman é que o inimigo (i.e. o nazismo) não o é apenas para os soviéticos, que conhecem a ameaça no seu território. O nazismo é um inimigo da Humanidade. Os artigos de Grossman que testemunham a libertação dos campos de morte de Berdichev e Treblinka são tão brutais quanto exaustivos e constituem o ponto mais alto da obra, tendo sido citados durante os julgamentos de Nuremberga: «Não resta ninguém em Kazary para se queixar, ninguém para contar, ninguém para chorar. O silêncio e a calma pairam acima dos cadáveres enterrados sob as lareiras destruídas, agora invadidas pela erva» (p. 314).

 

A perversidade da desumanização do inimigo, neste caso o povo judeu, foi a herança do nazismo. E é algo que nunca será recordado em demasia: «Hitler pôs [as] qualidades do carácter alemão ao serviço de crimes cometidos contra a Humanidade. Nos campos de trabalho da Polónia, as SS agiram como se se tratasse de cultivar couve-flor ou batatas» (p. 350). Grossman sente-o em primeira mão, e apercebe-se da responsabilidade que tem em partilhá-lo com o mundo, soando um sinal de alarme que faz lembrar Primo Levi em Se Isto é um Homem: «é infinitamente duro sequer ler isto. O leitor tem de crer em mim, é igualmente duro pô-lo por escrito. [Mas] é dever do escritor contar esta terrível verdade, e é dever cívico do leitor aprendê-la» (p. 371).

 

Uma leitura fundamental, um dever de recordar a que a responsabilidade obriga.

 

 

[Publicado na Revista Atlântico]



publicado por Atlântico
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
Amy casa do vinho

Amy Winehouse, Bill Clinton Confirmed For Nelson Mandela Concert

 

Assisti pela televisão ao espectáculo degradante de Amy Winehouse. Sim, podem dizer que sou bota de elástico, mas a senhora não estava manifestamente em condições sequer para se aguentar em pé - quanto mais cantar. Se tivesse ido ao Rock in Rio exigia a devolução do dinheiro do bilhete. Ninguém se sentiu enganado?



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Know the enemy

 

 

Omar Nasiri, Infiltrado na Al-Qaeda. Relato de um espião, Lisboa, Tinta-da-china, 2007, 451 PP.

por Alexandre Homem Cristo

Uma obra – alegadamente – escrita por um antigo espião dos serviços secretos europeus, que pretende retratar o funcionamento de uma rede terrorista como a Al-Qaeda, coloca-nos uma série de questões sobre a fiabilidade das informações que apresenta. A verdade é que não nos é possível confirmar qualquer um dos factos ou episódios descritos, nem sequer verificar as ligações que o autor terá tido junto dos serviços secretos franceses e ingleses. Assim sendo, a única forma de encarar esta obra é enquanto romance formatado para best-seller, embora seja certo que a obra está recheada de dados válidos (mas também é verdade que não é preciso fazer uma infiltração num campo de treino no Afeganistão para lhes aceder).


Dito isto, é forçoso reconhecer que a informação que o autor compilou sobre o tema é vasta e suficientemente completa para chamar à reflexão do leitor sobre questões que ultrapassam as fronteiras do estilo da obra. A questão que nos parece ser a mais importante surge aquando das diversas interrogações interiores do autor acerca da identificação do inimigo, i.e., quem é o inimigo, quem é o inocente e como distingui-los: «Ninguém se importava com as pessoas do comboio atingido. Seriam inimigos, ou vítimas inocentes? Que justificação poderia haver para aquele tipo de ataques?» (p. 234). Ora, as regras da jihad são claras: é infiel (inimigo) quem procura matar ou ameaçar a existência de um muçulmano, ou ainda aquele cujo auxílio contribuiu para esse efeito. A compreensão extrema desta máxima torna inimigo qualquer cidadão ocidental e transforma a jihad num combate pela destruição do Ocidente. A isto agrava-se a sustentação religiosa da máxima, que mascara a violência com o cumprimento da vontade de Deus, imune a qualquer contestação. A jihad é uma guerra moral, e não reconhecendo sequer a humanidade do seu inimigo, justifica a indiferença perante as vítimas dos vários ataques terroristas. Se o infiel não tem dignidade humana, a sua morte é indiferente. A questão é que, devido à ignorância e falhas de informação dos nossos serviços secretos, a tendência ocidental é a de fazer o mesmo, aderindo à guerra moral. “We will win. Good will overcome evil”, disse Bush. Para derrotar o Mal, tudo é justificável. Destruir o Mal parece sempre justo.

 

Caímos então na armadilha para a qual Carl Schmitt, teólogo alemão do século XX, nos avisou: se não reconhecermos o nosso inimigo como um igual, e lhe atribuirmos a condição de inimigo por razões morais, rebaixando-o comparativamente a nós, entramos numa guerra moral, em que não bastará afastar a ameaça do inimigo; há que destruí-lo. Esta é, por isso, a mais violenta de todas as guerras, e para a qual teremos de nos preparar, se não compreendermos o nosso inimigo.

 

 

[Publicado na Revista Atlântico]



publicado por Atlântico
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O apito final é da UEFA

Afinal, a notícia inicial do jornal A Bola não era assim tão ridícula. O Porto arrisca-se mesmo a perder o lugar na Liga dos Campeões. Como adepto do Benfica não me agrada ver a minha equipa apurada na secretaria. Mas é a vida, como diria o outro. Ou a justiça a funcionar no desporto. Finalmente.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O ridículo do multiculturalismo

A decisão de um tribunal francês de anular um casamento, entre muçulmanos, porque a noiva tinha mentido sobre a sua virgindade, suscitou já uma avalanche de protestos por todo o país.

 

Público



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quem vai pagar a fractura

Luís Filipe Menezes manteve-se hoje em silêncio quanto ao candidato que apoia para a sua sucessão na liderança do PSD, deixando um apelo aos militantes social-democratas para que amanhã, nas eleições directas que vão escolher o próximo presidente, "não votem em quem quer o regresso ao pior dos passados do partido".

Numa conferência de imprensa, em Gaia, Menezes recusou-se a avançar publicamente qual dos candidatos – Manuela Ferreira Leite, Passos Coelho, Santana Lopes e Patinha Antão – vai apoiar amanhã, considerando que as candidaturas existentes “dividem e fracturam o PSD de formas muito equitativas”.


Público



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Porque não te calas?

Alguém que seja amigo de Luís Filipe Menezes que lhe diga que ele deve ser "escorreito" e deixar de "arrostar" com as candidaturas dos outros. É tempo de estar calado e de deixar de pretender condicionar a vitória do próximo líder. É confrangedor vê-lo e ouvi-lo ali na conferência de imprensa no Porto a falar sobre sondagens e candidatos. "Mantenho o mesmo rumo", repete inconsequente. E está a dizer para não votarem no passado - dele ou de Pedro Santana Lopes?



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Os Bons e os Maus

 

Uma grande chapelada para este post do Henrique.

Este tipo de comportamento de Francisco Louçã não me espanta, é consequência da famosa escola comunista que muito apreciava e aprecia as questões pessoais na política.

O que me surpreende são as vozes sempre tão indignadas – e bem, claro está – quando alguém, supostamente, de direita faz este tipo de comentários e tão caladinhas quando é alguém de esquerda.  

No fundo é a visão maniqueísta da esquerda: do nosso lado estão os maus, do lado deles, os bons. Quando os nossos erram é da nossa natureza. Quando eles erram são meros lapsos que nem merecem meia dúzia de linhas.

 

 



publicado por Pedro Marques Lopes
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Às sete da tarde

 

 

 

 

 

Daqui a duas horas, não perca o debate entre Manuel Falcão e Pedro Picoito sobre as directas do PSD no Descubra as Diferenças. O primeiro prometeu filiar-se no partido se Passos Coelho ganhar - e o segundo é um militante e apoiante de Manuela Ferreira Leite. Garanto-vos que o debate é muito animado - e divertido - na Rádio Europa. Como sempre, lá estarei com Antonieta Lopes da Costa.

 

Outros temas, para além da crise económica:

 

A Feira do Livro de Lisboa: pavilhões velhos e feios que só a partir de agora, pelos vistos, vão começar a mudar. As duas associações do sector, APEL e UEP, tiveram um ano inteiro para organizar o evento, mas ainda assim a "bronca" foi séria e a feira esteve até em risco de ser cancelada. A feira estará menos democrática, como sugeriu José Saramago? Ou o Nobel da Literatura disse um disparate?

 

A Deposição de Cristo no Túmulo, quadro de Giovanni Battista Tiepolo que o Museu de Arte Antiga comprou em leilão, já está acessível ao público. Ao mesmo tempo há um lote de cartas inéditas de Fernando Pessoa que vai a leilão, correndo o risco de ir para o estrangeiro, e a Biblioteca Nacional não decidiu ainda se compra ou não. Juntando as duas coisas, debatemos o que o Estado deve fazer nestas situações: comprar tudo o que tenha interesse patrimonial, deixar funcionar o mercado, ou outra hipótese qualquer...

 

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6ªf, 30 de Maio- 19h

Domingo, 1 de Junho- 11h/ 19h



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Mais uma trapalhada do Governo Sócrates

O Tribunal Constitucional chumbou a nova lei orgânica da Polícia Judiciária, depois do Presidente da República ter remetido o diploma para aquele órgão para a fiscalização preventiva da constitucionalidade de alguns artigos do documento.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Será?

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima
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Especulação (2)

Os produtores. Por Carlos Guimarães Pinto.

Stocks e especulação. Por João Miranda.

Stocks e especulação. Por Rodrigo Adão da Fonseca.

In Search of Villains for Rising Food and Oil Prices. Por Walter Williams.



publicado por André Azevedo Alves
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Frio dental
 
Há cuecas com a parte de trás tão pequena que deviam ser só ecas.
 
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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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Casas da Cantuária
 
Todas as portas têm uma maçaneta excepto a da casa de banho que tem uma maçanita.
 
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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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A direita e a igualdade

O Filipe Moura confunde a igualdade de oportunidades com o igualar todos pelo mesmo nível. Como sou de direita, julgo que todos devem ter a oportunidade de conseguir uma vida melhor. Sucede que, na medida em que começamos sempre de pontos de partida diferentes e com passados distintos, a única forma de qualquer pessoa poder usufruir das melhores oportunidades, é através da diversidade. Diferentes políticas, conforme as zonas do país; diversas abordagens, consoante os problemas; soluções distintas de acordo com a pessoa em causa.

Ora, tal diversidade só é possível se atribuirmos poder aos cidadãos. Qualquer tentativa centralizada no sentido de igualar a população, leva a que se force a maioria à vontade de uns poucos. O Filipe dirá que não. Que não é assim. Mas se o Filipe der atenção ao que escreve, verá que acaba inevitavelmente por dar soluções para problemas que desconhece. Dá soluções que, no seu ponto de vista, são as melhores porque se adaptam a si, às suas necessidades e vontade, mas que não têm em conta os interesses de terceiros, que o Filipe, como eu e qualquer outra pessoa, não sabe quais são.
 



publicado por André Abrantes Amaral
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Louçã

 

Francisco Louçã é um político populista. O mais populista em Portugal. Santana é inconstante. Louçã é que é populista. Mas o líder do BE é, acima de tudo, uma pessoa com um carácter questionável. Mostrou isso com Paulo Portas há uns anos. Agora mostrou outra vez, desta vez com José Sócrates. Será que todos os aristocratas que viram esquerdistas são assim?

 

Louçã é a ameaça maior a um BE com aspirações a entrar num governo de coligação. Sem Louçã, sem este neocomunismo, um BE “libertário” seria aceitável. Um BE com Louçã, e dentro do populismo reaccionário do PCP, não pode entrar em qualquer governação.  



publicado por Henrique Raposo
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A verdadeira dama de ferro

Tzipi Livni. A próxima líder de Israel.



publicado por Bernardo Pires de Lima
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Day After (2)

Junte duas entrevistas de Santana Lopes (DN e JN) ao "cerrar das fileiras" de Manuela Ferreira Leite. Ponha em lume brando, com umas pitadas de um artigo assassino de Luís Filipe Menezes (no DN). Não deixe arrefecer e leve o prato a directas amanhã no PSD. A vingança serve-se quente no maior partido da oposição.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Day After

Vasco Pulido Valente no Público de hoje:

 

Ganhe quem ganhar no PSD, uma coisa é óbvia: a gente de Ferreira Leite não é compatível com a de Santana ou a de Santana com a de Ferreira Leite. Não haverá em 2009 um PSD bem comportado para substituir o PS. Nem uma nova maioria do PS, porque o PS perdeu uma grande parte do eleitorado de esquerda, sem ganhar, como de costume, um eleitorado substancial à direita. A direita agradece o serviço a Sócrates, mas, no fundo, não o engole. O PC e o Bloco, com 20 por cento do voto e a perspectiva de chegar a mais, nunca se aproximarão do PS (ou entre si), agora ou no futuro. E o CDS, embora relativamente estagnado, é uma surpresa em eleições. Sem a autoridade do Presidente e sem uma forte maioria no Parlamento, a política portuguesa voltará a uma permanente balbúrdia.

 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Post às cores
 
Apesar de jovem, Cesário Verde era um poeta maduro.
 
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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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Especulação

Os especuladores. Por Carlos Guimarães Pinto.

Especuladores e usurários (3). Por Ricardo G. Francisco.

Eternos culpados. Por LR.

Especulação (uma clarificação). Por Luís Aguiar-Conraria.



publicado por André Azevedo Alves
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