Domingo, 31 de Agosto de 2008
A RTP é sempre mui prestável

Sinergias,

João Luís Pinto



publicado por Henrique Raposo
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Jogos Olímpicos. Alexandre Andrade.

Impressões de Pequim a partir de Telheiras (5). Concordo.



publicado por Tiago Galvão
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Interessante

Muito interessante a coincidência de pontos de vista entre Cavaco Silva e Luís Amado sobre a independência do Kosovo. Igualmente interessante o artigo de opinião de Paulo Portas no Expresso de ontem - a propósito da situação na Geórgia - em que relembra as sérias dúvidas que sempre teve desde o início do processo de independência do Kosovo, que considerou um preocupante precedente. PS, PSD e CDS de acordo?



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Furacões políticos

 O Presidente norte-americano George W. Bush não comparecerá, como estava inicialmente previsto, na Convenção Republicana de amanhã, devido à aproximação do furacão Gustavo da costa sul dos Estados Unidos, anunciou hoje a Casa Branca.

 

Público

 

-

 

Justo ou injusto (ler João Pereira Coutinho na revista do Expresso), pode ser melhor assim, sobretudo para McCain e Palin. Mas Bush estará presente via satélite.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Ler

Alberto Gonçalves, no DN:

 

MEU CARO BARACK,

A melhor decisão que tomei nos últimos tempos foi a de me inscrever no teu siteoficial, há umas duas semanas. Desde então que me envias "e-mails" quase diários e sempre calorosos, que começam por "Olá, Alberto" (em inglês, bem entendido) e continuam com as novidades da campanha e um ou outro pedido de contribuição monetária. Às vezes, a mensagem é de um teu representante e, numa alegre ocasião, da tua esposa. No texto de Michelle, o tom caloroso mantém-se e, se possível, eleva-se: "Alberto, a minha mamã, as crianças e eu deixámos ontem Chicago rumo a Denver. Que cidade encantadora! A Convenção principiou esta manhã e toda a gente se preparou para a grande semana. O teu trabalho tem sido fundamental para o que está a acontecer aqui."



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Nada como um Domingo de jardinagem...
... para relaxar?
 


publicado por joao moreira de sá
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A tradição ainda é o que era

Sim, é um facto, este Benfica ainda tem cãibras a mais e equipa a menos. Mesmo assim empatou com o campeão adiantado pelos comentadores da bola. O FC. Porto de Pinto da Costa consegue empatar com um penálti e com o Benfica a jogar com dez, depois da expulsão de Katsouranis. A tradição ainda é o que era.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Chips e super-polícia

 Vasco Pulido Valente, no Público [sobre o mesmo assunto  na mesma linha de Henrique Raposo, no Expresso de ontem]:

 

A vontade de controlar o cidadão não é original, nem uma invenção autoritária do Governo Sócrates. A Inglaterra é o país do mundo com mais câmaras de vigilância por habitante. E é público o assalto aos direitos do indivíduo na América (e também em Inglaterra) depois do 11 de Setembro. A existência de meios leva inevitavelmente o Estado (esteja nas mãos de quem estiver) a pretender regular e dirigir a sociedade. A "pessoa humana", de que a ortodoxia ocidental não pára de falar, é crescentemente definida, limitada e fiscalizada em nome de benefícios a que não aspira e de valores que não subscreveu. Só nos resta esperar que o desleixo indígena atenue, ou demore, o inferno que se prepara. 



publicado por Atlântico
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Sábado, 30 de Agosto de 2008
A Geórgia e a Europa

Se o conflito na Geórgia baixou a fasquia da inimizade entre a Rússia, por um lado, e Estados como a Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia, por outro, então os restantes Estados-membros da União Europeia só podem fazer um julgamento político dos acontecimentos no Cáucaso. São estas as regras da vida numa União política. Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia não são "eles"; somos "nós". O "seu" inimigo é o "nosso" também, ou para ser mais suave, uma ameaça a esses Estados é uma ameaça a toda a União, incluindo naturalmente Portugal. Por muito que se censure o "aventureirismo" do Presidente georgiano, ou por mais atenuantes que se encontrem para o comportamento imperial(ista) da Rússia, não há alternativas. Ou melhor, há alternativa, mas não me parece que os europeístas convictos a considerem seriamente. Não podem é ter as duas coisas.



publicado por Miguel Morgado
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Notícias realmente boas

Até ao final do ano ou, no máximo, até Fevereiro, é a data prevista para o lançamento do novo jornal diário da Sojormedia, empresa que pertence ao Grupo Lena, de Leiria. Liderado por Martim Avillez Figueiredo (antigo director do Diário Económico), o projecto conta já com boa parte da direcção definida. Francisco Camacho, que transita da revista Sábado (grupo Cofina), e Sílvia de Oliveira (subdirectora do Diário Económico) serão directores adjuntos, e Miguel Pacheco (editor executivo do DE) assumirá uma das cadeiras da subdirecção, que será reforçada nos próximos dias.

 

No Público (versão impressa)



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Espero que hoje seja dia de Reyes



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Obrigado

http://img103.imageshack.us/img103/786/atlantico2ih7.jpg

 

É engraçado ver a necessidade que tanta gente tem em falar da "ex-revista Atlântico". É visível que aquele ex- dá muito prazer (e alívio). É o melhor elogio possível. Muito obrigado.



publicado por Henrique Raposo
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FDR

Luciano Amaral, no Gato do Cheshire, a propósito de um texto de Miguel Morgado:

 

Roosevelt andou dois anos a tentar convencer o Congresso e a opinião pública americana de que o país teria de entrar na guerra. Lembre-se que a generalidade da elite americana (incluindo os comunistas, depois do Pacto Germano-Soviético) era pacifista, pelo menos no sentido de não entrar naquela guerra. Aliás, lembre-se que a generalidade da elite europeia o era e que, na Europa, apenas Churchill desempenhou um papel idêntico ao de FDR. Hoje, a II Guerra Mundial é apresentada como a guerra consensual, aquela que tinha de ser combatida. É interessante como à época era exactamente o contrário: de Chamberlain a Estaline e ao pai Kennedy, passando por toda a “gente civilizada” (como, salvo erro, disse AJP Taylor), não havia quem não quisesse negociar com Hitler.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler

Meu caro leitor, quando você coloca o seu voto na urna não está a eleger um político, mas sim um técnico de contas.

 

Henrique Raposo, no Expresso de hoje



publicado por Atlântico
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Get used to him

Os acusadores de McCain criticam-lhe o facto de se recusar a apresentar como um candidato que vai morrer. Obama escolheu um vice-presidente da idade de McCain, experiente mas velho, e isso não foi criticado. McCain escolhe para vice alguém que tem pouca experiência nacional mas um percurso entusiasmante, e a crítica é que ela não o pode substituir se ele morrer. Mas estavam à espera de um testamento em vez de um running mate, era?



publicado por Henrique Burnay
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Cantas bem, mas não me alegras

O concerto dos Beatles no Shea Stadium, em 1965, foi um ponto de viragem na carreira dos quatro de Liverpool. Dezenas de milhar de pessoas aos gritos, pouquíssimo interessadas em escutar a música, impediram inclusivamente os músicos de se ouvirem uns aos outros. Impressionados com o delírio filistino dos seguidores e frustrados com o atraso da tecnologia - que ainda não permitia o poder sonoro dos grandes concertos de hoje -, Macca, Lennon, Harrison e Ringo decidiram deixar de tocar ao vivo e dedicar-se a aprimorar a escrita de canções e a experimentar as potencialides do estúdio de gravação. Daí em diante, foi o que foi: o Rubber Soul, o Revolver, o Sgt. Pepper's, o Magical Mystery Tour, o álbum branco, o Abbey Road e o Let It Be. Quatro anos maravilhosos.   

 

A rock star Barack Obama teve ontem o seu Shea Stadium. Só que, apesar da gritaria e da choradeira, a técnica sonora lá lhe permitiu continuar a deliciar-se com as "suas" palavras e a ser ouvido. Pelo que não houve uma epifania beatleiana e não parece que, caso seja eleito, venhamos a ter quatro anos mais enxutos de cançonetismo popularucho.

 

Ontem vi o discurso em directo, consciente da importância histórica do momento e, portanto, sinceramente disposto a ser arrebatado. Também eu tenho o meu módico de mitomania. Mas o que vi foi pouco mais que pobrezinho. Para líder inspirador do Mundo Livre, todo aquele populismo rasteiro e piadolas é de uma insuficiência atroz.

 

Bem espremida a prestação, o que é que tivémos?

 

Em primeiro lugar, o argumento familiar de sempre, repetido até à náusea: o homem merece ser Presidente do seu país por causa da maravilha que são a Michelle e as petizes, pelas dificuldades que a mãezinha e o paizinho tiveram de suportar durante a vida, etc, etc. Como se isso (seguramente importante e admirável) desse substracto às ideias e credibilidade à candidatura. Como se tudo isso fosse uma categoria política. (Gostaria que McCain não fosse pelo mesmo caminho, utilizando o seu passado de prisioneiro de guerra, mas não tenho grandes esperanças).

 

Depois, um recrudescer da fulanização cretina contra McCain, com simplismos retóricos que deveriam envergonhar um blogger diletante, quanto mais um candidato a Presidente dos Estados Unidos da América. O melhor exemplo foi aquela insinuação de que McCain não estaria muito empenhado em apanhar Bin Laden.

 

Finalmente, também não faltou a velhinha retórica do populismo económico: roubar aos malvados dos ricos para dar aos pobres, com um elenco de propósitos inexplicáveis. Desde logo, uma "medida" que vou apontar para memória futura: "fechar" paraísos fiscais. Quais? Onde? Fora dos EUA? Como? Invadindo os territórios e depondo os respectivos governos? Ou estava a falar dos regimes favoráveis que existem dentro do território americano? Mas como contornará a soberania dos Estados nessa matéria e, antes de mais, os governos desses Estados? E, já agora, se "fechasse" os "paraísos fiscais" americanos, como impediria que os seus utilizadores passassem a utilizar os dos territórios estrangeiros? E o que diria aos seus grandes financiadores?

 

O resumo ideológico da proposta Obama (pelo menos na sua versão verbalizada que escutámos ontem) é bem claro: desmontar a "ownership society", alegadamente entendida em Washington como a sociedade do "desenrasca-te a ti próprio". O problema é que, segundo o próprio Obama, o objectivo dessa proposta é o de restaurar a força do "sonho americano". O qual - esquece o candidato - foi construído, precisamente, à conta do "desenrasca-te a ti próprio". O Estado paternalista que Obama defende é o oposto acabado do modelo em que assentou a prosperidade da América. Toda a base programática da sua candidatura é, portanto, um grande paradoxo. E, já agora, estranho cada vez mais que pessoas que, para efeitos domésticos, passam a vida a deplorar os lirismos esquerdistas dos Louçãs e dos Jerónimos, dos Alegres e dos Soares, venham agora entusiasmar-se com este discurso, só - aparentemente - por razões de estilo. Será talvez porque, pronto, é moda lá fora. Mas a isso, na minha terra (da província), chama-se provincianismo.  

 

Pois bem: o discurso foi bonito, muito bem estruturado e magnificamente dito - como um concerto de alinhamento perfeito e delivery antológica. Mas Obama deveria procurar lá no disco dos Smiths que o David Cameron lhe deu aquela canção sobre música oca. Because the music that he constantly plays, it says nothing to me about my life.



publicado por Francisco Mendes da Silva
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
Lindsay Davenport. US Open.

Tem um metro e noventa e pesa oitenta quilos. Fosse jogadora de Andebol e seria pivô, o chamado «boi». Mas joga ténis. Há quinze anos profissional, num jogo em que as melhores não se aguentam mais do que um preto no Texas. Já foi a principal adversária de Graf, Hingis, das Williams (Vénus e a outra que se engasga nos próprios glúteos), do Homem Mauresmo e Clijsters. Já sem a esquerda mais bonita da história do jogo (homens ou mulheres) de Justine Henin, Davenport regressa após um ano em trabalho de parto para ensinar e derrotar Sharapova e Ivanović. Que também um dia se retirarão, para ficar Davenport, a ensinar e derrotar gerações futuras. O ténis feminino tem-se vindo a tornar um jogo essencialmente de força e velocidade. Davenport, cuja velocidade só tem paralelismo na capacidade locomoção dos meus avós (e alguns estão mortos), baseia todo o seu jogo no serviço, resposta ao serviço e inteligência de escolher a pancada certa no momento certo, sendo que esse momento tem de ocorrer entre a primeira ou terceira pancada ou ela é obrigada a dar um passo na direcção oposta à capacidade do seu corpo e o ponto está perdido. A tenista mais regular das últimas duas décadas é SÓ inteligência. Tem 32 anos. Aproveitem que só temos jogadora por mais uns dez.



publicado por Tiago Galvão
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A cultura política de Obama



publicado por Henrique Raposo
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A vice-presidente

 

Ler mais sobre a escolha de McCain para running mate (thanks, Bruno). Sarah Palin, governadora do Alasca.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Palin, Sarah

 

Uma surpresa. Uma excelente surpresa.



publicado por Bruno Gonçalves
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Regionalização e Impostos

O Miguel Madeira fez alguns reparos ao que escrevi sobre o financiamento das regiões administrativas. Diz o Miguel que se o estado central “financiar as regiões autónomas, de acordo com uma regra objectiva, não haverá incentivo ao despesismo”. 

Sucede que, e seguindo a solução do Miguel, durante as negociações iniciais de transferências de fundos, haverá, inevitavelmente, um líder político que conseguirá obter mais dinheiro que os restantes. Haverá lugar a um regateio, no qual um será mais forte que outro. Um tirará maiores benefícios por meio do processo de ‘lobby’, com a agravante de não poder ser eleitoralmente punido por aqueles que  subsidiam as suas obras mas, por viverem noutras regiões, não podem votar contra ele.

É verdade que, como entende o Miguel, as transferências podem ser previstas na lei. Mas, e é um grande mas, a lei pode conter excepções. A lei pode ser alterada. A lei não nos protege das forças de pressão. A lei não nos garante que a chantagem política será inexistente. A lei, é um texto escrito numa folha de papel, aprovada por uma maioria que pode mudar de opinião. A lei, no que as números diz respeito, não me dá muitas garantias.
 



publicado por André Abrantes Amaral
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A seguir

Sempre. O blogue de Nuno Gouveia sobre as eleições americanas.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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"Eixo do Não"

O "Eixo do Mal" é brincadeira quando comparado com o "L'axe du Non"



publicado por Henrique Raposo
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Belo destaque do Portugal Diário

O silêncio de José Sócrates

 

O silêncio de José Sócrates

Parece realmente preocupante e está a começar a tornar-se ensurdecedor

 

-

 

Ver mais aqui.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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31/Atlântico

Faço minhas as palavras de Vasco Campilho. Diga-se que o jantar foi uma ideia original do Rodrigo Moita de Deus e reuniu 31 da Armada e Atlântico - não fui a tempo de avisar todos, infelizmente. O repasto no restaurante Alfândega parece ter deixado marcas e novas iniciativas conjuntas serão anunciadas. A seu tempo.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Pausa pós-prandial

Depois do jantar que ontem reuniu um número significativo de atlânticos e afins - o meu primeiro - vejo que este blog abrandou bastante... A comida estava óptima, mas isso não justifica tudo: onde está aquela foto que hoje deveria estar a fazer furor na blogosfera?

 

Das conspirações de ontem à noite não me compete a mim revelar nada - a antiguidade é um posto.  Direi apenas que faço minha a frase de um dos ilustres comensais: "Nunca uma eleição americana me foi tão indiferente. Qualquer candidato é uma boa aposta." É mesmo isso.



publicado por Vasco Campilho
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Do que Londres se livrou

Livingstone to be Chavez adviser



publicado por André Azevedo Alves
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A "Obamania" tem destas coisas (2)

Depois do meu comentário ao seu post sobre os Roosevelts, Rui Tavares não quis que eu ficasse sem resposta. Pelo facto, agradeço-lhe. Sinceramente e sem ironias. Mas já que falamos de factos, comecemos pelo princípio. Reafirmo que a "Obamania" de Rui Tavares - o tal "facto em si mesmo" - não merece comentários. Não porque o desconsidere como pessoa ou como comentador, mas simplesmente porque não me apeteceu escrever sobre as suas opções políticas nas presidenciais americanas, sobretudo quando são tão previsíveis. Portanto, a sua "mania" por Obama, o "facto em si mesmo", não me pareceu ser especialmente interessante.

O outro "facto", aquele que, no meu entender, já merecia (alguns) comentários é o da sinuosa comparação de Obama com FDR. Não percebo como é que esta simples separação não ficou bem esclarecida desde o início da conversa. Talvez tenha sido por ele querer associar-me aos "colunistas conservadores ou liberais-de-direita". Talvez.

Ainda a título de esclarecimento de algo que ficou sobejamente claro no meu comentário: não duvidei que Rui Tavares estivesse a par da monstruosidade perpetrada pela Administração Roosevelt contra a comunidade japonesa nos EUA. Mas causou-me surpresa que o paralelo com Guantanamo durante o executivo de Bush passasse despercebido. Enfim, talvez os julgamentos morais sobre estas matérias não tenham de obedecer a imperativos de coerência. Seja.

Todavia, o mais interessante nestas trocas de posts estava reservado para o fim. Afinal, na cabeça de Rui Tavares, a comparação com FDR faz todo o sentido porque o comentador português vai rezar, perdão, cruzar os dedos, apesar de com "pouca esperança", para que Obama siga as pisadas do homem dos 4 mandatos e reencete, e em força, a luta de classes nos EUA. Rui Tavares deposita as suas generosas esperanças na eventual declaração de guerra aos - posso usar a expressão secular? - "sanguessugas". Com ódio de classe a condizer. Não sei se são estas as secretas aspirações de Obama, começar como um cordeirinho, mensageiro da harmonia e da concórdia, e terminar como um general implacável a carregar contra as fortalezas do privilégio. Duvido muito. E mais duvido que tal venha a acontecer. Mas fiquei a perceber que são estas as admiráveis expectativas de pelo menos um dos seus apoiantes, aqui na nossa pequena Pátria. Estamos sempre a aprender. E a recordar o que já sabíamos: o que está enraizado só se arranca a gancho.



publicado por Miguel Morgado
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
O quadrado

 
Num pack de Heath Ledger, vem este filme. Vi no cinema, e a opinião continua a ser a mesma: assim-assim. Para ser um épico, precisa de mais tempo. E nem funciona bem como filme de aventuras. Mas, pelo meio, tem metáforas muito interessantes sobre o “choque” entre islão e ocidente (a acção decorre durante uma campanha britânica no Sudão nos 1880’s). A cena em que o quadrado militar britânico se confronta com as hordas desorganizadas de cavaleiros sudaneses parece o retrato actual do ocidente organizado e racional perante uma cultura com mais gente, disforme, sem uma racionalidade geométrica. E por isso não a sabemos pensar. Desculpamos o “outro” sem nunca perceber o “outro”. Desculpamos moralmente uma coisa que nunca chegámos a compreender racionalmente. Ou seja, somos falsos tolerantes.
 
E outra coisa: nesta época, na Europa, a moral estava do lado daqueles que diziam "morrer pelo meu país é uma honra". Hoje, passados 100 anos, o tipo que afirmar semelhante coisa é, de imediato, hospitalizado ou vai para a sibéria dos campos de reeducação do BE algures no Alentejo (meu querido, Alentejo). A Europa passou do 80 para o 8, sem conseguir achar o 44, que é "eu não quero morrer pelo meu país, mas não me pisem os calos".
 
 
 


publicado por Henrique Raposo
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Têm de ler

"Imodium para mim, que voto

(...)

Nesta altura de verdadeiro subprime intelectual dos nossos dirigentes políticos, os únicos que parecem acreditar que os ladrões serão estúpidos ao ponto de não remover imediatamente o chip se quiserem mesmo roubar o carro, parece que o problema se alastrou a Belém, onde o Professor Cavaco mostra sintomas de poder também ter sido afectado por aquilo que já se pode começar a considerar uma epidemia governativa (embora, com a consideração que me merece, queira acreditar que foi apenas mal aconselhado por alguém demasiado preocupado com as recentes notícias de crispação com o Governo que têm vindo a público em jornais reputados aqui do burgo). "

 

Imodium, no Farmácia Central

 



publicado por Maria João Marques
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Este rapaz é o maior


publicado por Pedro Marques Lopes
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Para o ministério da defesa, governo socialista e presidente Cavaco em particular

Quanto ao Afeganistão os europeus deveriam entender que, se uma derrota da NATO lhes faria sempre mal, com o que se está a passar na Geórgia, seria catastrófica agora. Sarkozy percebeu; outros infelizmente não.

 

José Cutileiro



publicado por Bernardo Pires de Lima
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Comprai, minha gente

Kagan: escreveu aquela patetice do "marte e vénus" mas rapidamente se recompôs. primeiro com o Dangerous Nation, agora com este. Para acompanhar a convenção republicana que começa 2ª feira. Kagan é um dos principais conselheiros do team McCain.



publicado por Bernardo Pires de Lima
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É só para o vosso bem

O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou hoje o diploma que autoriza o Governo a legislar sobre a instalação obrigatória de um dispositivo electrónico de matrícula em todos os veículos motorizados.

 

Vamos todos acreditar na bondade destas medidas. Por uma polícia mais eficaz, por uma maior segurança interna. Todos controladinhos por um poder político que raramente é alvo de inspecção, num país em que metade desconfia da outra metade. A segurança acima de tudo. A confiança cega nas instituições, em quem depomos todos os nossos dados, todos os nossos passos.



publicado por Ana Margarida Craveiro
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"Change"?

Obama (começa a parecer fixação, mas é mesmo trabalho) tem acenado com a ruptura face às políticas da Administração Bush, sobretudo em questões internacionais e de defesa. Parte da "mudança" passa por aí.

Mas o que o seu vice, Joe Biden, nos veio dizer na Convenção de Denver, esta madrugada, tem mais de continuidade com Bush do que propriamente ruptura.

Biden falou do "plano" de retirada das tropas do Iraque. O team Bush anda a trabalhar nele afincadamente no último mês e já apontou publicamente 2011 para o deadline.

Biden falou numa relação com a Rússia que não a hostilize ou a expulse do G8 (como propõe McCain), sem deixar de frizar o empenho na retaguarda à Geórgia ou a outros aliados. O team Bush não tem feito outra coisa. Ficou para a história das frase de Bush, aqui há uns anos - quando parecia que nenhum líder mundial com ele se relacionava (tirando Blair) - quando o presidente dos EUA disse que Putin era o único que o compreendia e que o "percebia apenas pelo olhar".

Biden não o disse, mas Obama foi taxativo há uns meses, quando abruptamente afirmou ir perseguir todos os terroristas no Afeganistão, nem que para isso tivesse que entrar pelo Paquistão sem a autorização de Islamabad. Não sei se Bush chegou a tanto, mas ruptura aqui é história da carochinha.

Biden sublinhou a importância do pedido de Obama no sentido de reforço de tropas no Afeganistão. Perfeitamente de acordo, diria eu aqui de Lisboa. O team Bush concorda a 200%.

Biden aplaudiu ainda a ideia de Obama de negociações permanentes com o Irão. Posso andar a ver outro filme, mas é o que o team Bush e os três grandes da UE e a Rússia andam a fazer há uns bons anos.

A ver pela intervenção de Biden, o homem que auxiliará Obama nestas matérias (por isso foi escolhido para vice), há bastantes mais semelhanças com Bush do que rupturas. Afinal, "change" pode não passar disso mesmo: um slogan.

 



publicado por Bernardo Pires de Lima
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É hoje! É hoje! Obama no Shea Stadium!


publicado por Francisco Mendes da Silva
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Não mostrem à minha mulher

 

Detesto Agosto. Está tudo fora do sítio. Vou almoçar ao sítio do costume, mas nada está como de costume. Sento-me no lugar de sempre, mas não tenho os parceiros de sempre. À minha esquerda, não tenho a D. Josefa, ex-professora primária com quem discuto a epistemologia de Kierkegaard enquanto trespasso a garoupa das terças-feiras. À minha direita, não tenho do Sôr Diamantino, com quem discuto a epistemologia benfiquista, isto é, o onze-base do Glorioso. Queria perguntar-lhe se o Reyes é para jogar na direita ou na esquerda, mas ele não estava. No seu lugar, estava uma estranha mulher. Porquê estranha? Bom, quem discute com o pai ao telemóvel enquanto lê conto erótico da 'Maria' é, no mínimo, estranha. Vamos lá ver! Eu até gosto do grotesco, desde que o grotesco não venha ter comigo. É isso mesmo, meus caros: a tipa começou a falar a rir-se toda para mim. Ainda pensei em dizer-lhe "oiça, seduzir mulher como você é até covardia; é como atirar bomba atómica em tribo da Polinésia". Mas, num momento de fraqueza, fiquei-me por um anémico "pois, pois". Detesto Agosto.



publicado por Henrique Raposo
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A única banda bipolar do mundo
 
Uma banda que começa por se chamar Beijinhos e Parabéns e acaba por se chamar Xutos e Pontapés!
 
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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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Novidade
 
Título do próximo álbum de Jorge Palma, "Da Mão".
 
Entre os títulos já conhecidos, "Senta-te ao Meu Colo", "Rebola por Cima de Mim", "Põe-te às Minhas Cavalitas", “Deita-te em cima de mim”.
Trará ainda uma música escondida, "Já Te Desencostavas".
 
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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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Exercícios Políticos

Francisco,

Dizes que quanto ao exercício da política, a Europa tem muito a ensinar aos EUA.
Gostava de não ter que discordar, mas discordo. A meu ver, o fundamental do exercício da política, é a capacidade de decisão. A Europa não decide! Vive ao sabor das decisões dos outros, num convencimento absurdo de que tem mais importância do que realmente tem (o que não quer dizer que não devesse ou pudesse ter). A Europa não emite opinião, mas sim discute e perde-se no meio de opiniões e ideias vagas que nunca, em momento algum, podem colocar em causa o chavão, o dogma, o “Modelo Social Europeu”. A Europa vive refém de ideias minoritárias e extremistas, que faz com que Partidos Comunistas e Fascistas ainda por aqui tenham tempo de antena e, imagine-se, em pleno século XXI, votos! Uma democracia moderna não tem, nem deve, viver refém destas ideias.
 
Por fim, tentando responder à tua pergunta:
Não é importante que da Convenção resultem ideias originais, opções e decisões políticas concretas. É preciso não esquecer que a Convenção é o culminar de um longo combate político (e o início de outro), onde para além de banalidades e de show, também se discutiu e muito ideias (Iraque, Segurança Social, Saúde, etc.). Obviamente que também se discute a pessoa (em termos muitas vezes excessivos, reconheço), os valores, mas não nos podemos esquecer que eles não estão a eleger uma mera figura simbólica, mas sim o principal decisor do mundo. A função desta Convenção é unificar um partido, é transmitir uma imagem de força, de entusiasmo, de esperança. Trata-se de algo fundamental na política e que, no caso deles, foram factores determinantes na superação de crises e na sua elevação a super potência mundial.
É também um espectáculo de televisão com transmissão mundial, pelo que tem que ter o seu lado "artístico".
Na minha modesta opinião, as ideias verdadeiramente importantes, concretas, fabricam-se nos gabinetes e aplicam-se nos cargos políticos. Uma coisa parece-me inegável: boas ou más, as ideias e decisões políticas/económicas mais importantes, que realmente têm impacto no mundo, por lá têm sido e continuarão a ser produzidas.


publicado por Francisco Proença de Carvalho
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Tudo na generalidade

Na generalidade, não discordo de Pedro Passos Coelho.

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima
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A Obamania tem destas coisas: o caso de Rui Tavares

Aqui, Rui Tavares assume-se como um "obamaníaco". O facto em si mesmo não merece qualquer comentário. Mas, para dar um ar erudito, retrata o confronto entre McCain e Obama como um confronto entre os dois Roosevelts que ocuparam a Casa Branca. Como McCain admitiu que tinha como modelo de emulação Theodore Roosevelt - o homem que se gabava de sozinho ter derrotado os Espanhóis em Cuba - Rui Tavares sugere que Obama deveria reproduzir a missão e obra de Franklin Roosevelt. Essa, sim, seria a grande resposta para a regeneração da América saída das tenebrosas mãos de George W. Bush. Mas, com sugestões destas, os "Obamaníacos" ainda vão levar o seu ídolo à perdição.

Não vale a pena insistir no esgotamento da tese histórica segundo a qual FDR chegou ao poder "numa altura em que a doutrina económica dominante se revelara disfuncional e os seus fundamentos morais aberrantes", com a implicação de que uma outra doutrina económica, que se presume "funcional", salvou a América do Apocalipse. As experiências económicas de FDR foram tudo menos bem sucedidas, e segundo alguns indicadores o pior ano da Grande Depressão foi 1938, com o "New Deal" em marcha e FDR no poder há 6 (5) anos. E a insinuação de que actualmente se vive uma situação paralela à dos anos 30, com a necessidade correspondente de instaurar uma outra doutrina económica "funcional", é típica de uma certa escola propagandística. Não deve ser levada com seriedade.

Mas as surpresas acumulam-se vertiginosamente se insistirmos na necessidade de ressuscitar FDR e as suas políticas. Tenho a certeza que Rui Tavares abomina o que George Bush fez de Guantanamo. Mas o que Bush fez em Guantanamo pode ser apresentado como um monumento de humanidade quando comparado com o arrebanhamento em campos de concentração de dezenas de milhares de cidadãos americanos de ascendência japonesa (inequivocamente inocentes de qualquer actividade subversiva e sem qualquer possibilidade recorrer a tribunais comuns ou de instância superior) durante os anos 1942-1945. E tudo isso foi obra de FDR. Por outro lado, dizer que FDR, "tal como Obama", "apareceu com um discurso moderado e unificador" é roçar o absurdo. Não preciso de estender os argumentos de tanta gente que já documentou o militarismo retórico de Roosevelt. Deixo aqui apenas umas linhas de um seu famoso discurso de 1936: "We had to struggle with the old enemies of peace — business and financial monopoly, speculation, reckless banking, class antagonism, sectionalism, war profiteering. (…) Never before in all our history have these forces been so united against one candidate as they stand today. They are unanimous in their hate for me — and I welcome their hatred".

Nos últimos 40 anos é difícil encontrar um político americano de envergadura nacional que pudesse dizer uma coisa destas e ficar impune. Digamos apenas que se Obama aceitar os conselhos de Rui Tavares pode dizer adeus não só à Casa Branca em 2008, mas ao resto da sua carreira política.



publicado por Miguel Morgado
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Next Stop:

 

Crimeia e Moldávia.



publicado por Bernardo Pires de Lima
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Contém malandrice

 

Diz que na Escola de Sagres, a via do Infante era muito concorrida.
 
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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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(agora mesmo)

 

Os homens não se medem às palmas?
 
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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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Sexo (venha a nós o vosso google)

 

É natural que os livros de conteúdo sexual vendam muito. Afinal, são sempre obras extra ordinárias.
 
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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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Sem ofensa

 

Se D. Duarte fosse bonito podia ser acusado de crime de beleza majestade?
 
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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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A ler

Ideias luminosas para restringir políticas comerciais. Por Miguel Botelho Moniz.

Regionalização e Impostos. Por Miguel Madeira.

A imortalidade da mentira. Por Pedro Sette Câmara.



publicado por André Azevedo Alves
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A busca da felicidade

Francisco, não confundamos a discussão político-intelectual (a das revistas e dos think-tanks) com o exercício da política. Neste último aspecto, a Europa teria muito a ensinar aos EUA, caso estes não estivessem tão absorvidos no seu fogo-de-artifício umbiguista e cacofónico.

 
Com todas as falhas que lhe reconhecemos, a Europa ainda mantém um discurso político satisfatoriamente enxuto de alguns elementos que lhe são estranhos. Por exemplo, ainda se discutem mais as ideias do que as qualidades pessoais. O carácter, os hábitos privados e uma família sorridente não são por cá, felizmente, categorias políticas (e não preciso de lembrar a intensidade e o tom com que se discutiu o affair de John Edwards, pois não?). Claro que há desvios. Mas esses comportamentos são tratados em público precisamente como tal: excepções à regra - praticados, aliás, por políticos pouco considerados.
 
Mas já que referes a Convenção do Partido Democrata, elucida-me: que ideias originais, concretas e inspiradoras têm de lá saído? Que substracto pode um céptico (seguramente incauto) como eu recolher? 


publicado por Francisco Mendes da Silva
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Sporting. Real Madrid. 5-3.

Todos os anos ‘disputamos’ um troféu inútil. Como é um jogo amigável, entre a primeira e a segunda jornada, contra Real Madrid ou Barcelona, pomos jogadores amigáveis: Pedro Silva, Ronny, Pereirinha ou Tituí (jogador que tem evoluído bastante, já tinha deixado de ser um nome para passar a adjectivo, mas arrisca elevar-se a substantivo, o tiuismo, que define a política de contratações do Sporting). Se Paulo Bento põe a equipa titular e perde por muitos, saímos de lá arrasados. Se Paulo Bento põe a equipa titular e perde por poucos, é uma vitória moral, vivemos à custa do tesão de mijo durante os próximos dois meses e somos uma equipa de merda a pensar que é boa. Assim, Paulo Bento toma a atitude correcta (a cobarde) e põe os tiuís. Alombamos como uma Serena Williams num banquete sexual nazi, os tituís não jogam até à Páscoa (não podem, não querem e não ma’fodam) e, no final, pomos os anti-tituis, damos uns toques, saímos de lá a cantar o hino nacional («mas podíamos ter ganho») e, talvez, mas só talvez, sejamos uma boa equipa a pensar que é uma merda.



publicado por Tiago Galvão
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