Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
Em 2009

Algumas previsões para 2009. Por João Miranda.

 

Um intelectual de esquerda vai prever o fim iminente do capitalismo.


Uma revolta juvenil algures na Europa será interpretada por grandes intelectuais da esquerda como o rastilho que levará a uma revolta generalizada das classes oprimidas. 


(...)


Vai emergir um novo líder de esquerda que representará a esperança num futuro melhor.


Paul Krugman vai dizer que os estímulos económicos não foram suficientemente elevados nem foram suficientemente dirigidos.


O fracasso dos planos de combate à crise provará a necessidade de mais planos.


A presidência Checa da União Europeia será considerada um fracasso por Teresa de Sousa, Ana Gomes e Miguel Portas.



publicado por André Azevedo Alves
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De como o ano novo tem três eleições (II)

 Desejos de um Bom Ano!



publicado por João Moreira Pinto
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De como o ano novo tem três eleições (I)

Acabo de ver na RTP (vídeo ainda indisponível), o director-geral das Contribuições e Impostos a sugerir ao Primeiro-Ministro que baixe os impostos no próximo ano.

 

Actualização: vídeo já disponível aqui.



publicado por João Moreira Pinto
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Da saúde e do seu impacto na economia (II)

Curiosamente, e segundo a OMS, cerca 60% dos homens e 7% das mulheres chinesas fumam.

 

Compared to the rest of the world, regulations and public attitudes are far more sympathetic to smoking. With taxation relatively low, the prices of domestically produced cigarettes are cheap, at just eight pence per packet. There are also fewer disincentives. Packets do carry health warnings, but they are vaguely worded and printed in relatively small characters on the sides rather than the front.

 

Em Portugal, e segundo Francisco George, «o número de cigarros vendidos em Portugal diminuiu 13,5% nos primeiros dez meses do ano.» Ainda no mesmo relatório, «28 por cento dos fumadores alteraram os seus comportamentos em relação ao tabaco», já que «fumaram em média menos nove cigarros por dia» e «5% deixaram mesmo de fuma». Tudo porquê? Porque temos uma lei anti-tabaco há um ano. You wish!

 

Então e a tendência recente para a diminuição do consumo do tabaco a que já se assistia? Então e a retracção económica que já se faz sentir na diminuição de compra de primeiras necessidades? E os milhões em campanhas de sensibilização e consultas de tabagismo foram gastos para quê? Presunção e água benta cada um toma a que quer.

 

A lei aclamada teve impacto é certo, mas não surge sozinha. Concordei e concordo com ela na generalidade, embora com um propósito diferente e, a meu ver, mais importante: a protecção da saúde de quem não fuma e de que, por força maior, é obrigado a trabalhar ou simplesmente a frequentar locais de fumo. Mas sobre isto, nem um palavra no estudo.



publicado por João Moreira Pinto
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Da saúde e do seu impacto na economia (I)

Na última edição do Expresso vinha uma notícia curiosa: «Porque é que a China tem demasiado medo de gastar?», onde se apontava como um dos principais problemas do baixo consumo interno a preocupação da população com a sua própria saúde. Confesso que desconhecia o facto de o país comunista não ter um Sistema Nacional de Saúde, quanto mais um sistema nacional de saúde gratuíto.

 

Apesar do que está escrito na Constituição da República Portuguesa, nenhum sistema nacional de sáude será alguma vez gratuíto. Existe sempre uma factura a pagar pelos serviços e consumíveis. E essa factura é paga com o dinheiro dos contribuintes que contribuem, o contribuinte contribuinte. Geralmente, este contribuinte-duas-vezes paga também em dobro, pois, uma vez que não está isento das taxas moderadoras, vai pagar, pelo menos, parte do serviço que já tinha suportado na íntegra.

 

Não tenho dúvidas que o Estado deve «garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação». Da mesma forma, não tenho dúvidas que o modo como estamos a financiar o sistema nacional de saúde é errado, na medida em que saem mal servidos os Hospitais e a quem eles recorre. Num mercado em que os Hospitais públicos não concorrem entre si, onde público e privado não jogam com as mesmas regras, desvirtua-se um sistema de saúde que, por ser cada vez mais caro, consequência natural da evolução da Medicina, exige cada vez mais dinheiro e esforço pelo contribuinte contribuinte.

 

Na China, pelos vistos, as pessoas têm medo de ficar doentes por não ter dinheiro para pagar os custos com o tratamento. Estima-se que o dinheiro retido em casa do chineses à espera de um problema de saúde seja o equivalentea a «uma taxa de poupança 25% ou cerca de 16% do PIB». Certamente que, em Portugal, o dinheiro não fica em casa dos portugueses, e que 5,1 por cento do PIB (fatia correspondente aos gastos com a saúde no Orçamento de Estado para 2009) fazem falta ao nosso consumo interno.



publicado por João Moreira Pinto
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A personagem do ano

 

Rhino, do Bolt. 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Muito bom

 

 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Outro

Henri Cartier-Bresson, Ano novo em Times Square, 1959

 

Bom ano!



publicado por Carlos M. Fernandes
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Mais banda sonora pra noite

Mão Morta,

Arrastando o seu cadáver



publicado por Henrique Raposo
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Post do ano

E o post do ano é mesmo este de Palmira F. Silva.

 

- Texto óptimo sobre as mentiras das escolas pós-modernas e "multiculturalistas".

 

- Só uma crítica: não são neoconservadores. O termo é mesmo reaccionários. Aliás, é assim que Habermas - o verdadeiro progressista - critica a falsa esquerda pós-moderna: são reaccionários. Como muitos autores franceses (Ferry, por exemplo) têm dito, a velha forma de pensar da velha direita (vitalismo irracionalista, culto da comunidade e da tradição, relativismo cultural - chamavam-lhe nacionalismo -  vs. a razão e o indivíduo) é utilizada, há décadas, por sectores que se dizem de esquerda. A esquerda multiculturalista é reaccionária da cabeça aos pés. Dizem que são de esquerda (porque dá jeito para as carreiras), mas pensam como um velho reaccionário. É a grande fraude apontada por Fernando Savater.

 

 - Em Portugal, Boaventura Sousa Santos é o exemplo típico desta esquerda que tem uma epistemologia completamente reaccionária e irracionalista, no sentido da velha direita.

 

- No meio do caos epistemológico - bem criticado por Palmira F. Silva -, autores medíocres como Baudrillard ou Zizek  ganham o seu pão. A sua mediocridade é mascarada, precisamente, pelo caos epistemológico, isto é, "podes dizer o que quiseres, podes misturar o que quiseres; se tiveres uma capa jeitosa, e uns termos obscuros, vais ser considerado um génio porque não há critérios para avaliar x ou y; vale tudo". É por isso que autores que defendem um rigor epistemológico, como Comte-Sponville, perdem no jogo da fama para palhaços epistemológicos como Zizek. Mas o tempo irá fazer justiça.

 

- Além de Paul Boghossian, indicado no referido post de Palmira F. Silva, convém ler, entre outras coisas,  Linguagem e Solidão de Ernest Gellner (tb indicado no post). Aqui Gellner faz um argumento iluminista contra o relativismo cultural. Depois, José Guilherme Merquior continua fundamental na crítica ao niilismo de cátedra de Foucault e companhia. Em jeito de brincadeira, Ubaldo, nos Budas, no meio da Blitz sexual, tem uma passagem linda a gozar com o obscurantismo pós-moderno (se não me engano, o alvo é Lacan). Esta passagem é melhor do que muito escrito académico.

 

PS: No livro indicado, mesmo que Habermas use o termo "neoconservador" - já não me lembro bem -, nunca faz isso no sentido do "neoconservador" americano. "Neoconservador" é um termo preciso que remete para aquele grupo de iluministas convertidos ao poder. Quando usa o termo pouco preciso de "neoconservador", Habermas indica uma posição que renova os valores reaccionários.



publicado por Henrique Raposo
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A ler

Lisboa, buracos, ingleses e passeios tomados de assalto pela pena do Gonçalo na G60



publicado por Afonso Azevedo Neves
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2008: o melhor desportista do ano com o pior ministro da Economia do séc. XXI

 

Phelps pode ter explicado mas Pinho não aprendeu nada.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Dia de cão



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Ler

A evolução pós-constitucional da república portuguesa. 29 de Dezembro de 2008, com a promulgação do Estatuto Político-Administrativo dos Açores pelo Presidente da República, ficará como uma das datas fundamentais da democracia portuguesa. Foi o momento em que, libertando-se dos últimos vestígios de pudor, a classe política assumiu que em Portugal os mais pequenos interesses eleitorais dos partidos estão acima da lei e do respeito pela lei. Há Estados de direito, e há Estados de partidos. O nosso é manifestamente desta segunda espécie. O Presidente da República avisou o país. Mas haverá um país para o ouvir?

 

Rui Ramos, no Público



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Banda Sonora pra noite

Mão Morta,

Cão da Morte



publicado por Henrique Raposo
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Estado da Nação

«Há Estados de direito, e há estados de partidos. O nosso é manifestamente desta segunda espécie».

Rui Ramos, hoje no Público.

 

 



publicado por Henrique Raposo
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Eu sou...eu

O grande e enorme Pacheco Pereira anda triste com a blogosfera, imagina que quem nela escreve e lê, ignora o que cada um deles defende ou mesmo serve. Pacheco Pereira, esse vulto de extraordinária envergadura, que se preocupa com o teste ao seu comentário feito pela realidade, não se terá de preocupar com o seguinte facto: tão certo como 2+2 serem 4 que se eu sei ao que vem a Fernanda Câncio também sei ao que vem o Pacheco Pereira.

Agora homem largue lá o blogómetro e escreva mais, vai ver que a blogosfera lhe vai parecer melhorzinha.



publicado por Afonso Azevedo Neves
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Opções

Se ontem a declaração de Cavaco Silva foi renegada a uma nota no fim da primeira página pelo DN, hoje temos foguetório com a reacção do PS, muito agastado com os excessos de linguagem do Aníbal e fazendo ameaças de valentão das dúzias.

O DN, hoje, achou por bem destacar a reacção do PS. Porquê? Não sei.

O que sei é que o PS e o PSD escolheram nesta questão sacrificar o equilíbrio institucional e a Constituição a interesses partidários regionais, sei que o Presidente promulgou uma lei que é um absurdo e constitui um precedente grave porque sabe bem que 2009 será um ano muitíssimo difícil e que juntar à crise económica e social que se vai viver uma crise política não serve ninguém e muito menos os portugueses.

 

Uma nota final para o extraordinário Daniel Oliveira resolveu diminuir este episódio a uma espécie de prova dos nove da falta de dimensão de Cavaco Silva, escreve o Daniel que "Para Cavaco, é o peso simbólico do seu estatuto o centro de todas as preocupações. Cavaco tem, então, a dimensão de Cavaco. Nem mais um centímetro."

 

Daniel é na melhor das hipóteses, um distraído. O que não é grave a não ser pelo facto de emitir opiniões sem ter lido a intervenção do PR. Pode ser que ele não precise de recorrer a esses pormenores, ler ou ouvir com atenção, é uma vantagem que ele tem sobre mim. Já o comum mortal que leia a declaração, mesmo sem grande atenção, notará alguns pontos curiosos e que desmentem a existência de um Cavaco à sua dimensão e muito pelo contrário colocam Cavaco a um nível muito acima do que a política portuguesa nos tem habituado.

 



publicado por Afonso Azevedo Neves
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Especial Fim de Ano

 
Lema para 2009
Não há crise que afecte o banco da imaginação.
 
 
Mensagem para 2009
 

Se é para ser crise, que seja uma excelente crise. Não nos contentemos com a mediocridade.

 
 
Votos para 2009
 
Em branco
 
 

Resolução cinematográfica para 2009

 
Filmar uma curta sem mais delongas.
 
 

Meio cheio ou meio vazio

 

Será que é 2008 que vai ter mais um segundo ou será que 2009 ainda nem começou e já nos estão a retirar um segundo?

 
 



publicado por joao moreira de sá
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Ver

 

 

Agora, na RTP/1.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Vítimas fora de moda

Congo: Massacre em igreja no Dia de Natal

 

Desconhecidos atacaram com machados, até à morte, várias pessoas que se refugiaram numa igreja católica numa zona remota do Congo, no dia de Natal (...)


O capitão Chris Magezi disse que o que se via na igreja era "inacreditável".

«Foi horrível. No chão havia cadáveres, na sua maioria de mulheres e crianças, cortados aos bocados", acrescentou.

 

(via CGP)



publicado por André Azevedo Alves
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
Ler

Enquanto o Ministro dos Negócios Estrangeiros português se coloca numa posição equidistante entre o Hamas e Israel e o Bloco de Esquerda opta por uma posição claramente pró-Hamas, os palestinianos da Fatah colocam-se do lado de Israel.

 

João Miranda, no Blasfémias.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Balanço de fim de ano

Leio Pedro Mexia (via Origem das Espécies) e, como só me acontece muito raramente, não concordo com nada do que escreve. Ao contrário do que o Pedro parece pensar, a blogosfera política está tão ou mais viva do que no tempo em que ele escrevia sobre política. O único problema da blogosfera política é que o Pedro Mexia prefere não escrever sobre política - e, por isso, não se interessa pelo que na blogosfera política se escreve. Pelo meu lado, confesso, gostava muito mais de ler o Pedro Mexia quando escrevia sobre política. Não tenho muita pachorra, salvo raríssimas excepções, para a blogosfera "pessoal" - ou "intimista" - que compreensivelmente Mexia tanto aprecia. Dos linques do Estado Civil são também raríssimos os que sigo e quase nenhum com a mínima regularidade. Incluindo, confesso com alguma tristeza mal disfarçada, o do Pedro Mexia. E, como eu, a esmagadora maioria dos que lêem blogues em Portugal. 

 

Quanto ao dr. Pacheco Pereira e ao seu súbito desgosto com a blogosfera, o problema não tem nada a ver com jdanovismo. Tem a ver, pura e simplesmente, com mau perder. Pacheco desgostou-se com a blogosfera porque a blogosfera e os seus leitores se desgostaram com ele em 2008. Perdeu audiências - suprema infâmia, tem muito menos leitores diários que o Blasfémias - e, por detrás daquele seu ar de poseur de intelectual da Marmeleira, esconde-se um frenético frequentador do blogómetro e seus arquipélagos. O problema do dr. Pacheco não é ideológico, não senhor. O problema do dr. Pacheco é que, para além de ter encontrado concorrência que o ultrapassa e até antecipa o que escreve, já não é um jacaré dos blogues - e arrisca transformar-se numa lagartixa. 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Change

RNC draft rips Bush's bailouts

 

Republican Party officials say they will try next month to pass a resolution accusing President Bush and congressional Republican leaders of embracing "socialism," underscoring deep dissension within the party at the end of Mr. Bush's administration.


(...)


"We can't be a party of small government, free markets and low taxes while supporting bailouts and nationalizing industries, which lead to big government, socialism and high taxes at the expense of individual liberty and freedoms," said Solomon Yue, an Oregon member and co-sponsor of a resolution that criticizes the U.S. government bailouts of the financial and auto industries. Republican National Committee Vice Chairman James Bopp Jr. wrote the resolution and asked the rest of the 168 voting members to sign it.



publicado por André Azevedo Alves
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A culpa do Hamas

Criança palestiniana responsabiliza Hamas

 

Leitura complementar:  The suffering that Hamas causes, de Jeff Robbins, antigo representante da Administração Clinton na Comissão de Direitos Humanos da ONU.



publicado por Nuno Gouveia
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Ódio

Vi agora um indivíduo, em Lisboa, a dizer que "eles" (Israel ou "os judeus"?) devem "ser julgados como os nazis em Nuremberga". E diz isto com um ódio que pede ou um soco ou um beijinho de pena. Mas de onde vem aquele ódio?

Aquilo é racismo. O anti-semitismo é o único racismo autorizado para a esquerda radical europeia e portuguesa.



publicado por Henrique Raposo
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Quem nos defenda

[...] Contra tudo isto, o Presidente foi mais do que claro: está aberto o jogo. Temos quem nos defenda e quem defenda a democracia.

 

Francisco José Viegas



publicado por Henrique Raposo
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Israel

No novo site do Expresso, podemos ouvir a análise de Miguel Monjardino.



publicado por Henrique Raposo
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Propostas editoriais

Há semanas em que o Economist se podia reduzir a uma colecção de obituários. Lembro-me frequentemente da homenagem ao papagaio mais inteligente do mundo, num texto genial. Esta semana, foi a vez de Samuel Huntington:

 

Huntington was a remarkable figure for all sorts of reasons, but most importantly because he was willing to question the excessive liberal optimism of the 1990s. Perhaps the best tribute that can be paid to him now is to question the excessive Huntingtonian pessimism that is now threatening to replace it.



publicado por Ana Margarida Craveiro
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Um dos paradoxos do regime

[...] O actual Governo, por exemplo, não consegue controlar as escolas, mas tem ligações demasiado íntimas com o Banco de Portugal e com a ERC [...] 

 

Temos um estado social irreformável porque, na campanha, ninguém tem coragem de dizer que é preciso reformar a sério o dito estado social. É nas campanhas que se ganha força e legitimidade política. Em Portugal, os políticos acham que a legitimidade política resulta da queda do adversário. Andamos de gestão em gestão do statu quo. Não temos políticas, mas governantas do estado social que não se pode reformar.

 

O regime institucional, devido à inacção do sistema de freios e contrapesos, também está o caos. Se as corporações sindicais impedem qualquer reforma no estado social, as outras corporações sindicais, mais conhecidas por partidos, impedem a reforma do regime ao nível institucional.

 

Chama-se a isto um bloqueio político. Só alguém fora do estado social e fora do sistema de partidos pode fazer alguma coisa.



publicado por Henrique Raposo
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Do mau exemplo que dão os nossos governantes (II)

 



publicado por João Moreira Pinto
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Não se preocupem: o Governo está a tratar da nossa saúde

 

 

 "O Governo conseguiu atingir dois objectivos: diminuir a prevalência do tabaco e reduzir o próprio consumo", acrescentou.


Ana Jorge disse ainda acreditar que "muitas das doenças respiratórias tiveram já uma apreciação pelo estudo, concluindo-se que, na sequência da diminuição dos locais públicos em que se pode fumar, houve uma melhoria para a saúde das pessoas em geral".

 

Público



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Do mau exemplo que dão os nossos governantes (I)

Fique a saber através da Sofia Bragança Buchholz que o noso Primeiro Ministro mal tem «um pouco de febre» vai directo ao Hospital. Mais outro da campanha «Nunca vou a um SAP, nem nunca irei!».

 

A questão é técnica e passa concretamente pela prevenção primária: antecipando estes surtos, alertando para o que vai acontecer, explicando os sinais basicos à população, o que esta deve ou não fazer e onde se deve dirigir em primeiro lugar. Como tentei mostrar nos três posts abaixo, a educação para a saúde não entra na população portuguesa, porque ela não sente essa necessidade e porque quem nos governa continua a dar maus exemplos.

 

As medidas de excepção criadas pela Ministra não vão resolver crise nenhuma. Repitu: o surto vai passar sozinho como passa todos os anos. E para o ano, há mais. Como diz e bem o Bruno, disponibilizar camas de outros para o internamento de doentes com complicações da gripe é habitual todos os anos; parar as cirurgias programadas para libertar mais camas parece-me realmente mais difícil, até porque é uma fonte importante de financiamento dos Hospitais EPE. De qualquer forma, se for necessário, deve ser feito.

 

Não concordo com o Bruno quando propõe que cirurgiões façam o trabalho dos internistas. Da mesma forma que não concordaria que os internistas fossem requisitados para o combate às listas de espera para cirurgias. Acho que a situação não é de catástrofe; mas, se fosse o caso, e de forma excepcional, poderiam ser chamados para a urgência os equiparados a clínicos gerais, como são os Médicos Internos (em formação geral ou de especialidade).

 

De qualquer forma, insisto neste ponto: a maioria dos doentes têm única e simplesmente gripe. Não precisam de ser vistos por um médico clínico geral, quanto mais por um médico especialista em Medicina Interna.



publicado por João Moreira Pinto
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Razões para acreditar em Deus


publicado por Afonso Azevedo Neves
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Coisas que custam a perceber no sofá iraniano

Médio Oriente: Conselheiro do Presidente Abbas culpa exclusivamente Hamas pelas mortes em Gaza.



publicado por Bernardo Pires de Lima
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O Arrastão traduzido para iraniano

Pode ir ler no Irna (Arrastão em iraniano) como o camarada presidente Mahmoud Ahmadinejad concorda com quase tudo o que escrevem o Daniel Oliveira e o Pedro Sales (گام برگام برگام برگام برگام برشدن تفاهم هاي پيشين گام بر).



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Prémios 2008

 

Melhor CEO - Rui Costa

Melhor analista político - Mário Soares

Melhor político - Manuel Alegre

Melhor economista - Manuel Pinho

Melhor mentiroso - José Sócrates

Melhor escritor - João Rendeiro

Melhor empregado do mês - José Paulo Carvalho

Melhor piloto - Mário Lino

Melhor bispo - Francisco Louçã

Melhor palhaço - Hugo Chávez

Melhor activista - Marinho & Pinto

Melhor fantasma - Santana Lopes

Melhor inquilino - Baptista Bastos

Melhor promessa - Cecília Carmo



publicado por Bernardo Pires de Lima
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Mais efeitos do aquecimento global: Al Gore, onde estás tu?

 

 

Repórter da MSNBC cai em directo.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Surtos

A ideia da Ministra da Saúde em suspender as cirurgias não urgentes, de forma a que o SNS possa melhorar a sua resposta ao surto de gripe, não passa de uma simples forma de ludibriar a população. Com todo o respeito pelo João Moreira Pinto, a explicação dele não convence.

 

A única forma em que a medida poderia ter efeitos práticos, seria se os profissionais das cirurgias fossem deslocados para os serviços de urgência para assistir no atendimento de doentes. Ora, isso não deverá acontecer. Argumentar que a suspensão das cirurgias irá libertar espaço para internamento de doentes com possíveis complicações, é um pouco wishfull thinking.

 

O que já acontece em alguns hospitais é a ocupação de algumas camas livres por parte de serviços de medicina interna em épocas de grande saturação, nomeadamente em enfermarias de cirurgia. Porém, continuam a ser os médicos internistas a tratar os doentes e isto em nada interfere com a prática dos cirurgiões.

 

O surto de gripe não é o único no nosso país. O surto de propaganda eleitoralista ainda está a começar.



publicado por Bruno Gonçalves
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As fontes da extrema-esquerda caviar sobre Israel

Indo às fontes do Pedro Sales*. Por Carlos Guimarães Pinto.

 

Claro que o Pedro Sales* é livre de utilizar as fontes que mais lhe interessam para provar os seus pontos de vista. Qualquer que fosse esse ponto de vista, encontraria sempre um jornal em Israel que o defendesse. Agora proponho-lhe que faça o mesmo exercício (procurar opiniões diversas na imprensa) mas na Palestina, na Jordânia (em que 65% da população é Palestiniana) ou no Irão, o grande apoiante do Hamas. Temo que não tenha grande sucesso.



publicado por André Azevedo Alves
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Versão original da tradução finlandesa *

 

Os europeus para Obama

 

Sondagem recente provou a afirmação europeia. Não pela capacidade militar. Também não pela sempre ansiada “unidade na acção externa”.

 



 

Bernardo Pires de Lima
 

 

Os números ditaram o parecer: a Europa é um blue state norte-americano e Barack Obama o seu Presidente. O mundo norte-americano de Obama tem duas guerras para ganhar, uma crise financeira para estancar, um Irão nuclear a evitar e um olhar mais atento aos grandes pólos de poder além-Europa, sobretudo no Pacífico e na Ásia Central. Mudança? Nada disso. O grande desafio assumido por Obama será o Afeganistão, com duas questões pendentes. Primeira, centralizar os esforços no Afeganistão exige um plano responsável no Iraque, aliás já em negociação por Bush. Segunda, a frente afegã-paquistanesa releva o tudo ou nada para a NATO. Obama responsabilizará e exigirá muito mais aos aliados e é aqui que os europeus têm a “temer”. Muitos escudam-se nos ‘caveats’, em lógicas eleitoralistas ou nos seus parcos recursos. Nada deste argumentário será admitido em Washington. A ‘free-ride’ europeia terminou. Terão que mostrar que querem continuar a ter importância para os EUA quando outros foram ganhando novo peso nessa relação. A mudança de Obama será para os europeus a sua maior dor de cabeça: ou acompanha, ou definha.
____

 

 

Bernardo Pires de Lima, no DE



publicado por Atlântico
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Negro, negro, como o mundo (para bom entendedor...)

 

O que é que diz um israelita a um palestiniano*?
Temos bun, queres?

 

________________

Arcebispo de Cantuária

 

(* também podia ser um palestiniano para um israelita, saiu assim)



publicado por joao moreira de sá
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É para isto que trabalho durante a semana: para chegar à Finlândia.

Samana päivänä Diário Económicossa ilmestyneessä kirjoituksessa "Euroopan ilmaismatka on päättynyt" Eurooppa-asiantuntija Bernardo Pires de Lima analysoi Euroopan ja Yhdysvaltojen välisen suhteen kehittymistä Obaman presidenttiyden seurauksena. Kirjoittajan näkemyksen mukaan Obama tulevaisuudessa vaatii liittolaisiaan ottamaan aikaisempaa enemmän vastuuta. "(Eurooppalaisten) täytyy näyttää, että he ovat tärkeitä Yhdysvalloille, kun toisten (maiden) painoarvo kasvaa", kirjoittaa Pires de Lima ja jatkaa: "Obaman tuoma muutos tuottaa eurooppalaisille suurta päänvaivaa: joko pitää seurata johtajaa tai jäädä ruikuttamaan rannalle."

 

Aqui.

 



publicado por Bernardo Pires de Lima
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Lavar as mãos

Na recta final do presente mandato legislativo, a situação económica não é famosa. A luta pelo défice já era, o que significa que os impostos pagos pelos contribuintes nos últimos anos de pouco serviu. O desemprego vai aumentando, apesar dos ditos 150 mil postos de trabalho que Sócrates iria criar. Enquanto a situação do país nunca deu sinais de melhoria, Sócrates entreteu-se, e quis distrair-nos, distribuindo computadores montados em regime de monopólio, por uma empresa portuguesa, num excelente sinal do que, para os socialista, significa o capitalismo de Estado.

 

O desastre é iminente. Ontem, Cavaco lavou as suas mãos. Não pegou num tema polémico, para que as culpas lhe não sejam atribuídas. Falou de algo que poucos compreendem, de um assunto árido como, aliás, o são todos os meramente jurídicos. O que interessa é que as águas estão separadas e, de ora em diante, poucos estranharão outras palavras duras. E como o próprio Cavaco disse ontem, ninguém o pode acusar de ter ficado calado. 



publicado por André Abrantes Amaral
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O Teórico Patriota e o Debate que não Morreu

Nunca fui um grande admirador da obra de Huntington, mas felizmente sempre resisti à tentação, que assaltou muitas almas por esse País fora, de o tratar como um tontinho que não sabia bem o que dizia. Em particular, a sua obra sobre o "Choque das Civilizações" foi por muita gente comentada com o desdém próprio de quem a não leu. Um pouco à semelhança de "O Fim da História" de Fukuyama. Quando associamos ambas as obras, percebemos que Huntington e Fukuyama tiveram o mérito de continuar por outros meios o debate iniciado décadas antes por Kojève e Schmitt. É verdade que esse debate nunca foi recuperado com a profundidade e intensidade originárias. Mas nem por isso perdeu relevância. Pelo contrário, está bem vivo, mesmo quando não nos apercebemos disso.

 

Sobre o tema do "teórico patriota", dar uma vista de olhos por "Samuel Huntington's Warning", de Fouad Ajami.



publicado por Miguel Morgado
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Um Obama na presidência

Foi um ano interessante e bissexto. Pela primeira vez na história de uma democracia com mais de 200 anos foi eleito presidente um homem chamado Barack Obama. Foi um acontecimento extraordinário. Abraham, Franklin, Richard, William, dois George Bush, Harry, Ronald, mas nenhum Barack, nenhum Obama. Comparado com esta improbabilidade estatística, o que vale o facto de ele ser negro? Nada. Já tínhamos visto presidentes negros em séries. Barack Hussein Obama é que nem em ficção. Por exemplo, quando pensaram num presidente hispânico os argumentistas inventaram o senador Matt Santos. O bom senso afastou-os de nomes como Guevara, Castro, Chavez, Allende, Escobar, Xavier Azkargorta ou Emílio Butragueño. Apenas um argumentista estúpido se poderia lembrar de dar ao presidente o nome de Barack Hussein Obama. Esta é a vantagem da realidade sobre a ficção: não tem de ser verosímil.

 



publicado por Bruno Vieira Amaral
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Sem espinhas

Tenho a maior das considerações pelo ministro Luís Amado, mas não posso deixar de notar que as suas declarações sobre Israel e o Hamas são frágeis na argumentação e dúbias no posicionamento do Estado português. Não estava à espera deste politicamente correcto, sinceramente. Nem o ministro dos estrangeiros checo chegou a tanto. Aqueles que tanto temem o próximo semestre europeu presidido por Praga, notarão sem espinhas o posicionamento de Schwarzenberg. Ou de Merkel. "Israel tem o direito de se defender", este é um ponto assente. Das palavras do ministro Luís Amado não se depreende isto.

Segundo, volta-se a apregorar a já mítica "desproporcionalidade" nas acções militares. Um dia ainda me hão-de explicar que tipo de "proporcionalidade" deve existir para acabar com um bando de terroristas assassinos que só minam a existência de um estado palestiniano em convivência com um israelita. Até o Egipto e a Jordânia já perceberam isto. Aliás, não é por acaso que são os únicos com acordos bilaterias com Israel. Também não é por acaso que Livni se deslocou ao Cairo há poucos dias.

Se a solução passar pela aniquilação do Hamas, o governo português - tal como qualquer democracia - devia estar na primeira linha de apoio a Telavive. Sem espinhas.



publicado por Bernardo Pires de Lima
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You Tube 2008

 

 

 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Os Contemporâneos é um programa apropriada para crianças?

 

Sim, para os pais é que não, a menos que se esteja disposto a explicar que Casa Pia não é uma espécie de casa de banho (apesar do contexto metafórico não ser de todo descabido), arranjar uma boa maneira de fugir a explicar o que é umpedófilo (porque há ignorâncias que valem a pena e porque se pode ensinar a usar o papel higiénico sem ter que mostrar a merda, metaforando de forma quase confúciana o ensinar do saber pescar), porque é que o chato tem medo do Castelo Branco e explicar porque é que o Markl sabe imitar Orcas.

 

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Arcebispo de Cantuária



publicado por joao moreira de sá
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Cavaco

O discurso, certeiro, de Cavaco só vem confirmar que os partidos portugueses são uma ameaça aos princípios institucionais de uma democracia liberal. Há demasiada democracia em Portugal, e muito pouca liberdade.



publicado por Henrique Raposo
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