Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
Ainda mexe

 

Ao contrário do que julguei ontem, ainda há algo que mexe nos EUA: A independência do Congresso (neste caso, a Câmara dos Representantes) ao chumbar o plano de Bush que punha todos os contribuintes a pagar os erros de alguns. A força da democracia, do conceito da separação de poderes, está aqui. Algo bastante assustador para um regime como o nosso que desvirtua esse alicerce do regime democrático.

É por estas e por outras que a teoria do declínio da América está errada. Tal não sucederá enquanto os EUA não cederem nos princípios basilares da liberdade política, individual, no conceito clássico do que é, e significa ser livre.
 

 

 



publicado por André Abrantes Amaral
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Comentários:
De bloom a 30 de Setembro de 2008 às 11:17
euhh... e o acompanhamento sonoro desta posta, onde está? vá lá, star spangled banner já...


De Manuel a 30 de Setembro de 2008 às 11:26
isso e o facto dos votantes se terem apercebido que o eleitorado não achou muita piada à conta que lhes cairia em cima, o que lhes podia causar algum dano nas eleições daqui a umas semanas... mas este facto não é tão digno de nota...


De Anónimo a 30 de Setembro de 2008 às 11:28
Manel, és anti-americano, pá! Não teve nada a ver com estratégias eleitorais! Foi a consciência cívica e livre dos congressistas, verdadeiros Homes Livres, como o Daniel Boone e o David Crocket, que ditou esta grande jornada da Grande Democracia Americana! Anti-Americano e Anti-Civilização Ocidental, é o que tu és!

Pedro


De Anónimo a 30 de Setembro de 2008 às 11:26
Oh pá, que lindo! Uma gaivota, voava, voava, asas de vento, coração de mar, somos livres, somos livres, de voaaaaar! E eu quero também o hino!


De Manuel a 30 de Setembro de 2008 às 11:41
Para completar o comentário prévio devo dizer que concordo com tudo, principalmente com a parte: "Algo bastante assustador para um regime como o nosso que desvirtua esse alicerce do regime democrático."

Mas parece-me que se carregou um bocado demais na tecla da ideologia... Bem sei que há alguns tipos que votaram em consciência (o Ron Paul, por exemplo), mas há outros (não sou capaz de afirmar, mas parece-me que a maioria...) que apenas o fizeram por oportunismo, uma razão muito mais prosaica e muito pouco heróica...


De Anónimo a 30 de Setembro de 2008 às 14:26
Nááá, os congressistas americanos são virtuosos da democracia; os perversos, os oportunistas, os fracos, são os europeus, como toda a gente sabe...

Pedro


De toni a 30 de Setembro de 2008 às 16:54
Pois, porque só nos Estados Unidos é que existem deputados capazes de votar contra um projecto construido por membros do seu proprio partido.

Em Portugal, um deputado do PS que se atreva a votar Nao a um projecto do governo é excomungado, basicamente.

Nos EUA os deputados exercem a sua funçao: pensam, dão a sua opiniao, participam na vida politica do pais.

Em Portugal, os deputados sao meras ovelhas do rebanho socialista.


De bloom a 30 de Setembro de 2008 às 17:03
Ter-se-á alguém lembrado que dia 4 de Novembro vão haver, para além das presidenciais, eleições para a House e para o Senado e que muitos dos actuais deputados são candidatos à sua própria sucessão e que o bailout é altamente impopular e que... bom, chega, né?


De Anónimo a 30 de Setembro de 2008 às 17:42
Como diz o toni, eles "pensam": ora vamos lá a ver o que hei-de eu fazer para manter o meu lugarzito?


De Manuel Leão. a 30 de Setembro de 2008 às 22:02
A. A. A. :

Ah, ah, ah !


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