Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
Em defesa do capitalismo

O Presidente francês afirmou que "a crise financeira não é a crise do capitalismo. É a crise de um sistema que se afastou dos valores fundamentais do capitalismo, que traiu o espírito do capitalismo". Avisou ainda: "o anticapitalismo não oferece qualquer solução à crise actual. Regressar ao colectivismo, que tantos desastres provocou no passado, seria um erro histórico". Esta é a mensagem certa. Mais do que nunca, é necessário defender o capitalismo dos ataques populistas e oportunistas. Atacar o capitalismo por causa da crise financeira é como atacar a democracia por causa de partidos extremistas serem eleitos para o parlamento. Todos os bons sistemas têm problemas.

 

O capitalismo é muito mais do que economia. Sem capitalismo, não há liberdade individual, não há pluralismo político e não há sociedades prósperas. Basta olhar para a história do século XX, para ver o resultado de todas as experiências anti-capitalistas. Desde a União Soviética à Alemanha Nazi, passando pela Espanha de Franco e pelo Estado Novo. Muito mais grave do que a crise financeira seria a falta de memória histórica.

 

João Marques de Almeida, no Diário Económico



publicado por Atlântico
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Comentários:
De Luis Vaz Guedes a 30 de Setembro de 2008 às 22:37
Que grande ignorante, este Marques de Almeida, desde quando é que no tempo de Salazar não havia capitalismo?

É certo que o regime era autoritário, e várias liberdades, nomeadamente políticas, estavam restringidas. Agora não haver capitalismo.

Enfim, é a esta direita envergonhada que estamos condenados.



De Pedro Freire a 30 de Setembro de 2008 às 23:42
Já ouviu falar no regime de Condicionamento Industrial do Estado Novo? Sabe como era? Capitalismo, mas pouco.


De olivrieigg a 30 de Setembro de 2008 às 22:47
Porque consideramos que foi "mentiroso"? Duarte Gomes afirmou à comunicação social que ainda não tinha visto as imagens, mas não marcou o penalty sobre Yebda (que todo o país pode observar) porque houve uma suposta carga de Yebda sobre Postiga. No entanto as imagens da televisão mostram claramente que houve penalty e que o árbitro marcou falta indicando por gestos que se tratou de um alegado toque de Yebda na bola. Comprova-se desta forma que o árbitro Duarte Gomes mentiu de forma intencional à comunicação social!!



De jojoratazana a 30 de Setembro de 2008 às 22:49
Não sabia que o franquismo e o salazarismo eram anti capitalistas se calhar eram comunistas?
Para certas pessoas tudo serve de desculpa até a ignorância .
Mas ao mesmo tempo consigo desculpar tanto obscurantismo politico.
Sou JOJORATAZANA por viver no meio de tantos ratos.


De Paulo Pinto Mascarenhas a 30 de Setembro de 2008 às 22:58
Luís Vaz Guedes e jojoratazana, desculpem mas a ignorância não é do JMA. Salazar nunca foi a favor do capitalismo, como poderão saber se o lerem com atenção. O Estado Novo foi corporativista, nunca capitalista.


De Pi-Erre a 30 de Setembro de 2008 às 23:01
Franco, Salazar e Hitler anti-capitalistas?
Ehehehehehehehehehehehehehehehehehhehehihihihihihihihihiihihihihihihihihihihiahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah
Esta é a anedota de todos os milénios!!!!!!!!!!!!
O João Marques de Almeida é o maior cómico de todos os tempos!!!!!!!!


De Pi-Erre a 30 de Setembro de 2008 às 23:02
"O Estado Novo foi corporativista, nunca capitalista."

Não me faça rir ainda mais, p.f.


De Paulo Pinto Mascarenhas a 30 de Setembro de 2008 às 23:45
PI-ERRE, leia um pouco antes de se rir tanto. É que pode começar a rir-se de si próprio. Hitler era nacional-socialista, nada tem a ver com o capitalismo. Pelo contrário, perseguiu alguns dos principais capitalistas alemães. Salazar nunca permitiu a criação de grupos capitalistas nacionais que não estivessem sobre o controlo do regime, nem que fossem poderosos, até porque poderiam tornar-se uma ameaça se tivessem esse poder. Se ler por exemplo Franco Nogueira, ficará a saber que as relações entre Portugal e os Estados Unidos nunca foram muito pacíficas durante o salazarismo. Sabia que a Coca-Cola era proibida em Portugal? Grupos e multinacionais estrangeiros não entravam no paísl sem a autorização do regime. Deverá saber também que uma das condições para existir capitalismo é a liberdade comercial, de fronteiras, de transacções, etc? Então não se ria que lhe fica muito mal. Ler é aprender.


De Pi-Erre a 1 de Outubro de 2008 às 10:38
No tempo de Salazar o país ia do Minho a Timor. A Coca-Cola só não entrou na parte europeia do país para proteger interesses dos produtores nacionais de refrigerantes, mas vendia-se nos territórios ultramarinos. Eu nessa época vivia em Luanda e lá a Coca-Cola era anunciada por tudo quanto era sítio e consumida livremente. Ora Salazar também mandava em Angola... ou não?
Quanto ao resto, não deixo de me rir, não. É tudo tão pueril que tem mesmo graça.


De jojoratazana a 1 de Outubro de 2008 às 00:41
Muitos parabens segundo estes Srs. temos o capitalismo mais jovem da Europa só foi criado a seguir ao 25 de Abril de 1975.
Tanta ignorância e tamanha falta de vergonha.
jojoratazana


De Luis Vaz Guedes a 1 de Outubro de 2008 às 01:21
Já agora, PPM, sabe porque é que a coca-cola não veio para Portugal no tempo do Salazar? Eu conto-lhe: porque antes de se instalar cá, houve um representante dessa marca que foi recebido por Salazar e, à saída da reunião, perguntou-lhe em que conta gostaria ele de receber "o pagamento". Tratou Salazar como um ditador sul americano. Ditador ele era, mas sul americano nem por isso. Vai daí, a coca-cola nunca conseguiu obter as licenças necessárias para entrar.

Quanto ao capitalismo, gostaria que me apontasse dois ou três capitalistas à altura de um Alfredo da Silva, de um Espirito Santo (o velho), de um Champalimaud.

Fazer equivaler a União Soviética ou o Nazismo ao Estado Novo, ainda para mais no que a capitalismo respeita, não é só ignorância, é uma manifestaçãop miserável de relativismo.


De Paulo Pinto Mascarenhas a 1 de Outubro de 2008 às 01:27
Mas não é isso que JMA faz. Não se pode comparar o incomparável. Se há alguma comparação é entre nazismo e comunismo, por um lado, e salazarismo e franquismo, por outro. Alfredo da Silva, Espírito Santo e Champalimaud são grandes empresários, sem dúvida, não é isso que está em causa.


De Manuel Leão a 1 de Outubro de 2008 às 16:37
Esta discussão mostra bem a fragilidade das ideias sobre sistemas económicos. Em que é que o corporativismo retirava o carácter capitalista do sistema económico.

Condicionamentos quase todos os países os têm.
A organização política do estado é igual em todos os países capitalistas?

Nesse caso, serão as ditaduras não capitalistas? Como consideravam o Chile na altura de Pinochet? Anti-capitalista? E antes? E depois?



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