Depois do estranho caso do som que não funcionou durante a audição de José Manuel Fernandes pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social, somado ao erro da publicação no sítio da ERC de uma transcrição a várias mãos que não contava com as correcções reenviadas pelo director do Público, o que estará à espera Azeredo Lopes para apresentar a demissão? A culpa não pode morrer nas mãos de um "funcionário".
“Tenho de dizer que a versão definitiva da audição é a versão corrigida pelo director do PÚBLICO”, confessa agora, reconhecendo que "a culpa desse erro é da própria ERC”. Perante as culpas assumidas - e depois da publicação de uma carta furibunda do primeiro-ministro - a actual direcção da entidade pública só pode retirar todas as consequências.
Finalmente, qual é a versão certa das declarações de JMF? Descubra as diferenças:
1. “(O primeiro-ministro) fez uma referência subtil ao facto de ter estabelecido uma boa relação com o eng. Paulo de Azevedo durante a OPA, o que queria dizer: fiquei com uma boa relação com o seu accionista e vamos ver se isso não se altera”, cita o documento originalmente divulgado pela ERC
2. “O PM fez então uma referência ao facto de ter estabelecido uma boa relação com o eng. Paulo de Azevedo durante o período que durou a OPA, o que me levou a reflectir sobre o sentido daquela referência e se nela havia alguma mensagem, pois não me pareceu vir a propósito”.
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