Terça-feira, 7 de Outubro de 2008
Entidade desregulada

Depois do estranho caso do som que não funcionou durante a audição de José Manuel Fernandes pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social, somado ao erro da publicação no sítio da ERC de uma transcrição a várias mãos que não contava com as correcções reenviadas pelo director do Público, o que estará à espera Azeredo Lopes para apresentar a demissão? A culpa não pode morrer nas mãos de um "funcionário".

 

“Tenho de dizer que a versão definitiva da audição é a versão corrigida pelo director do PÚBLICO”, confessa agora, reconhecendo que  "a culpa desse erro é da própria ERC”. Perante as culpas assumidas - e depois da publicação de uma carta furibunda do primeiro-ministro - a actual direcção da entidade pública só pode retirar todas as consequências.

 

Finalmente, qual é a versão certa das declarações de JMF? Descubra as diferenças:

 

1. “(O primeiro-ministro) fez uma referência subtil ao facto de ter estabelecido uma boa relação com o eng. Paulo de Azevedo durante a OPA, o que queria dizer: fiquei com uma boa relação com o seu accionista e vamos ver se isso não se altera”, cita o documento originalmente divulgado pela ERC

 

2. “O PM fez então uma referência ao facto de ter estabelecido uma boa relação com o eng. Paulo de Azevedo durante o período que durou a OPA, o que me levou a reflectir sobre o sentido daquela referência e se nela havia alguma mensagem, pois não me pareceu vir a propósito”.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Comentários:
De Ricardo Cataluna a 7 de Outubro de 2008 às 22:59
Num país civilizado, A ERC já teria sido dizimada. Espero que, com este comentário, a ERC não exija direito de resposta. Já estou a imaginar: "Dizimado devias ser tu..."


De enfim a 7 de Outubro de 2008 às 23:34
tinha sido dizimada e o primeiro-ministro posto na alheta.

grande lata! isto vai de mal a pior.

dá vontade de ir para a rua gritar.


De Jeronimo a 8 de Outubro de 2008 às 11:18
Isto é absolutamente incrível e já ultrapassa todos os limites do bom senso. Na carta "furibunda" há um argumento inatacável que só desonestamente pode ser ignorado: se JMF acha que houve pressão porque nunca a revelou logo na altura, ainda para mais tendo à sua disposição o próprio jornal Público para o fazer ?


De Luis Rainha a 8 de Outubro de 2008 às 12:59
A diferença é que a primeira revelaria uma pressão mafiosa e na segunda o JMF corrige o tiro e resolve ser honesto.


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