Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Medidas de promoção do desemprego aplicadas pelo Estado vampiro

Em tempos de crise, exigir o pagamento de IVA’s que não foram recebidos pelas empresas é uma óptima medida de apoio à destruição das PME’s. O pseudo combate à precariedade do trabalho através da penalização das empresas que têm funcionários a recibos verdes, a penalização das empresas que têm trabalhadores a termo, a popular medida de aumento significativo do salário mínimo nacional em tempos de estagnação e instabilidade económica, a insistência na rigidez das leis laborais, o sufoco fiscal dos agentes económicos, são também excelentes medidas de promoção do desemprego. Ora, entre um trabalho que pode não ser eterno e o desemprego, talvez as pessoas prefiram a primeira opção.

O Estado não quer ver a realidade. Pensar que atacando os empresários se beneficia os trabalhadores é um erro clamoroso. Decretar aumentos salariais sem exigência de maior produtividade ou promoção do mérito, é acreditar que o dinheiro nasce nas árvores e não é criado pela actividade económica desenvolvida pelo capital dos empresários e pelo trabalho dos trabalhadores. No fundo, o Estado puxa a manta (ao impor mais encargos às empresas), mas esquece-se que ela, em grande parte das vezes, é curta e que, quando os pés estiverem destapados, os primeiros a sofrer são os trabalhadores.
O verdadeiro combate à precariedade só se pode fazer pela via do incentivo (fiscais e outros) não pela punição.
Com estas políticas, o Estado apenas vai continuar a sugar o pouco sangue que corre nas veias das pequenas e médias empresas portuguesas.


publicado por Francisco Proença de Carvalho
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Comentários:
De Rita Pereira a 30 de Outubro de 2008 às 12:55
E como se resolve o problema dos militares?

General Loureiro dos Santos alerta para desespero de militares

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1036057


De Lugger a 30 de Outubro de 2008 às 13:37
Caro escriba o mesmo ocorreu em terras tupiniquins. Acabaram de baixar uma lei de Estágio aumentando os direitos dos estagiários, além do bon-senso
Resultado: as empresas vão contratar menos estagiários, ou deixarão de fazê-lo. Estado bom é quando se mete o mínimo possível.

Sds


De Manuel Leão a 30 de Outubro de 2008 às 17:11
FPC:

Será que se está a referir ao salário mínimo? Se está, o que eu ouvi dizer, "ao Estado", é que isso tinha sido negociado em sede de concertação social.

Mas o "post" tem uma belíssima foto. Ainda cheguei a pensar que era para ilustrar um qualquer "post" condenando, finalmente, a ganância dos liberais defensores do capital financeiro especulativo.
Mas logo desconfiei que seria fruta a mais!


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