Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Preso por pensar e por não pensar

Parece-me talvez exagerado, Afonso, reduzir a intenção de reanimar o Instituto Sá Carneiro (ISC) a meros jogos de poder ou ambições pessoais. Conhecendo Alexandre Relvas e o seu precurso político e profissional, é até um pouco ridículo transformar um simples almoço com bloggers numa conspiração contra Manuela Ferreira Leite - mais ainda quando se escreve, como Rui Calafate, que Relvas está "a trabalhar para o seu futuro". Isto digo eu que não participei no tal almoço de "arroz de polvo".

 

Um partido - como o PSD, o PS ou o CDS - que pertence ao arco constitucional, não pode deixar de ter fóruns como o ISC (antigo IPSD) ou o Res Publica, onde consiga reunir militantes e independentes para debater ideias e formular políticas a médio e longo prazo. Isso mesmo também já o perceberam Pedro Passos Coelho, Paulo Portas ou José Sócrates. De outro modo, com a extraordinária tese de que em Portugal não é a oposição que conquista o poder, mas o partido que está no poder que cai de pôdre, o que temos visto invariavelmente é que, quando os partidos chegam ao poder, não estão minimamente preparados para o assumir, porque não fizeram os necessários "trabalhos de casa". Um partido da oposição, por natureza, não pode nem deve ser um partido tranquilo.

 

 

[Paulo Pinto Mascarenhas]



publicado por Atlântico
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Comentários:
De Anónimo a 28 de Novembro de 2008 às 16:35
O precurso?


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