Escrevi no início do affair BPN, que este teria consequências complicadas para a liderança do PSD. Ouve alguma risota face à rocambolesca teoria da conspiração onde a nacionalização do banco BPN era, para além de um acto puramente político, uma machadada final neste PSD.
Este fim-de-semana os jornais levantaram a ponta do véu do que por aí virá no próximo ano.
Vasco Pulido Valente vê um perigo real para o PSD, Marcelo acrescenta “este” PSD e Rui Ramos concorda: "O fim desta narrativa é a renovação radical do PSD, mas não vale a pena substituir Ferreira Leite por outro antigo governante de Cavaco, o que está aqui latente é que tem que ser alguém de fora, como Marcelo ou Passos Coelho. O caso BPN não é um caminho, é um atalho para um problema que existe de necessidade uma nova liderança e nova identidade".
Neste estado de coisas, volto a frisar, qualquer acto – por mais bem intencionado que seja – é um acto político, com consequências políticas e sujeito a interpretações várias. É natural que Cavaco veja de forma negativa o fim de esta Era e que a tente prolongar, se não através de Manuela Ferreira Leite através de Alexandre Relvas.
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