Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
Lavar as mãos

Na recta final do presente mandato legislativo, a situação económica não é famosa. A luta pelo défice já era, o que significa que os impostos pagos pelos contribuintes nos últimos anos de pouco serviu. O desemprego vai aumentando, apesar dos ditos 150 mil postos de trabalho que Sócrates iria criar. Enquanto a situação do país nunca deu sinais de melhoria, Sócrates entreteu-se, e quis distrair-nos, distribuindo computadores montados em regime de monopólio, por uma empresa portuguesa, num excelente sinal do que, para os socialista, significa o capitalismo de Estado.

 

O desastre é iminente. Ontem, Cavaco lavou as suas mãos. Não pegou num tema polémico, para que as culpas lhe não sejam atribuídas. Falou de algo que poucos compreendem, de um assunto árido como, aliás, o são todos os meramente jurídicos. O que interessa é que as águas estão separadas e, de ora em diante, poucos estranharão outras palavras duras. E como o próprio Cavaco disse ontem, ninguém o pode acusar de ter ficado calado. 



publicado por André Abrantes Amaral
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Comentários:
De Amêijoa Fresca a 30 de Dezembro de 2008 às 15:26
O (des)Governo assobia para o lado, /
com toda a sua arrogância, /
o povo é diariamente enganado /
por estes políticos de fraca inteligência.


De Manuel Leão. a 30 de Dezembro de 2008 às 15:38
«A luta pelo défice já era, o que significa que os impostos pagos pelos contribuintes nos últimos anos de pouco serviu».

Mas, também significa que o sacrossanto limite do deficit, deixou de ser sagrado, logo quando outros valores, mais altos ( o BPP e o BPN), se levantaram. Isto é, a importância do deficit não é sempre a mesma: tem dias! Agora, para tapar os buracos, já o deficit pode entrar em roda livre! Enquanto foi justificação para apertar o cinto, era sagrado, agora já não tem importância, é uma medida salvadora. Como diz o outro: entendi!


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