Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
Versão original da tradução finlandesa *

 

Os europeus para Obama

 

Sondagem recente provou a afirmação europeia. Não pela capacidade militar. Também não pela sempre ansiada “unidade na acção externa”.

 



 

Bernardo Pires de Lima
 

 

Os números ditaram o parecer: a Europa é um blue state norte-americano e Barack Obama o seu Presidente. O mundo norte-americano de Obama tem duas guerras para ganhar, uma crise financeira para estancar, um Irão nuclear a evitar e um olhar mais atento aos grandes pólos de poder além-Europa, sobretudo no Pacífico e na Ásia Central. Mudança? Nada disso. O grande desafio assumido por Obama será o Afeganistão, com duas questões pendentes. Primeira, centralizar os esforços no Afeganistão exige um plano responsável no Iraque, aliás já em negociação por Bush. Segunda, a frente afegã-paquistanesa releva o tudo ou nada para a NATO. Obama responsabilizará e exigirá muito mais aos aliados e é aqui que os europeus têm a “temer”. Muitos escudam-se nos ‘caveats’, em lógicas eleitoralistas ou nos seus parcos recursos. Nada deste argumentário será admitido em Washington. A ‘free-ride’ europeia terminou. Terão que mostrar que querem continuar a ter importância para os EUA quando outros foram ganhando novo peso nessa relação. A mudança de Obama será para os europeus a sua maior dor de cabeça: ou acompanha, ou definha.
____

 

 

Bernardo Pires de Lima, no DE



publicado por Atlântico
link do poste | comentar

pub
pesquisar
 
linques
blogs SAPO