Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
Surtos

A ideia da Ministra da Saúde em suspender as cirurgias não urgentes, de forma a que o SNS possa melhorar a sua resposta ao surto de gripe, não passa de uma simples forma de ludibriar a população. Com todo o respeito pelo João Moreira Pinto, a explicação dele não convence.

 

A única forma em que a medida poderia ter efeitos práticos, seria se os profissionais das cirurgias fossem deslocados para os serviços de urgência para assistir no atendimento de doentes. Ora, isso não deverá acontecer. Argumentar que a suspensão das cirurgias irá libertar espaço para internamento de doentes com possíveis complicações, é um pouco wishfull thinking.

 

O que já acontece em alguns hospitais é a ocupação de algumas camas livres por parte de serviços de medicina interna em épocas de grande saturação, nomeadamente em enfermarias de cirurgia. Porém, continuam a ser os médicos internistas a tratar os doentes e isto em nada interfere com a prática dos cirurgiões.

 

O surto de gripe não é o único no nosso país. O surto de propaganda eleitoralista ainda está a começar.



publicado por Bruno Gonçalves
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Comentários:
De Sá Peliteiro a 30 de Dezembro de 2008 às 22:51
O importante e inegável papel das farmácias nestes surtos é "apagado" em absoluto.
Porque será?


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