Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009
Difamação

“A man has been given an asbo banning him from carrying felt tip pens in public after writing abusive comments about women in public lavatories and buses.”

 

A difamação é uma arte incompreendida. David Jell praticava-a com altruísmo. As vítimas da sua pena eram escolhidas ao acaso. Não era movido por um desejo de vingança e não consta que, para além de existirem e de se terem cruzado com ele, as vítimas o tenham humilhado. O acaso, porém, pode ser outro nome para critérios só conhecidos pelo difamador. Numa terça-feira luminosa (sublinho que literariamente não é possível uma terça-feira ser luminosa) David Jell decidiu que as suas vítimas seriam:

 

a)      mulheres que entrem no autocarro sem cumprimentar o motorista

b)      mulheres que tirem um livro da mala

c)      mulheres com um ataque de soluços

 

Novo dia, novas regras:

 

a)      mulheres parecidas com Debra Winger circa 1982

b)      mulheres de saltos altos

c)      mulheres que me lembrem a minha mãe depois do banho

 

Agora o tribunal proíbe-o de andar com canetas em público, o que o obrigará a esconder as armas do crime em sítios improváveis como bolsos, um chapéu de palha ou sob a plumagem de um papagaio amestrado. É uma pena severa e que ameaça fazer jurisprudência. Está mesmo a pedir um comentário de Francisco Teixeira da Mota no Público.

 



publicado por Bruno Vieira Amaral
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