Domingo, 4 de Janeiro de 2009
Adeus Atlântico

Este blogue acaba hoje, a pouco mais de uma semana de celebrar três anos. O aniversário seria já no próximo dia 12 de Janeiro, data da minha primeira "experiência atlântica" na blogosfera. Perante a opinião claramente maioritária dos Atlânticos, expressa no próprio blogue ou por email pessoal, esta é a única decisão lógica, que assumo como minha. Também para mim, fecha-se o ciclo atlântico. Depois da suspensão de uma revista de debates e de ideias que conseguiu publicar ininterruptamente durante 36 meses - e de que fui director durante 26 deles - segue-se o fim do blogue. Sem dramas. Basta ler os jornais diários, semanários e revistas, escutar rádios e acompanhar as televisões, mas também os blogues e as boas livrarias, para constatar que o espírito da revista Atlântico e do blogue Atlântico está bem vivo, prometendo continuar a andar por aí. Agradeço uma vez mais o empenho e o esforço dos autores que tornaram possível esta verdadeira aventura em Portugal. O meu agradecimento também a todos os leitores e comentadores.

 

1, 2, 3 - até à próxima.

 

 

[Paulo Pinto Mascarenhas]



publicado por Atlântico
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Comentários:
De Nuno Gouveia a 5 de Janeiro de 2009 às 00:20
Resta-me agradecer ao Paulo o convite que me endereçou para participar neste blogue.

Há vários anos que o admiro pelos vários projectos que dirigiu: primeiro o Acidental e depois a revista/blogue Atlântico. É uma figura incontornável da direita portuguesa, e fez mais pelo debate ideológico que a maior parte dos políticos desta área nos últimos 30 anos.

Foi um prazer ter participado com todos neste projecto, apesar de terem sido apenas dois meses.


De Paulo Pinto Mascarenhas a 5 de Janeiro de 2009 às 07:54
Eu é que agradeço, Nuno. Teremos certamente outras oportunidades para nos reencontrarmos e escrevermos em conjunto. Um abraço.


De terrivel a 6 de Janeiro de 2009 às 12:38
Sempre segui com todo o empenho as iniciativas do PPM: das noite a direita, passando pelo acidental e acabando na atlÂntico. Mas quando leio frases como
"uma figura incontornável da direita portuguesa" não consigo evitar o gargalhada:). Salazar, lucas Pires, PPM.

Num tom mais serio, parabens sinceros ao PPM.


De Luis Serpa a 5 de Janeiro de 2009 às 00:34
Ora bolas! Enfim, o que tem de ser tem muita força. Obrigado por três anos de leituras de primeira classe.
Voltem depressa.

luis Serpa


De Michael Seufert a 5 de Janeiro de 2009 às 00:45
Que pena!

Micha


De maria teresa Goulão a 5 de Janeiro de 2009 às 03:00
Fico (amos) á vossa espera. Mas que fique claro, que precisamos do Atlântico.

Maria Teresa Goulão


De Francisco Almeida Leite a 5 de Janeiro de 2009 às 11:12
Como já tinha dito no CF, tenho muita pena que o fim tenha sido este. Se nos resta de consolo, podemos comemorar a vossa festa dos três anos na festa que o Corta-Fitas está a organizar. Boa?

Grande abraço,
FAL


De MF a 5 de Janeiro de 2009 às 11:22
Paulo,
Um grande abraço, Manuel Falcão


De Paulo Pinto Mascarenhas a 5 de Janeiro de 2009 às 12:58
Abraço, Manel.


De jmvfaria a 5 de Janeiro de 2009 às 12:00
O melhor blogue da direita civilizada foice!

Bom sucesso para o PPM .


De vc a 5 de Janeiro de 2009 às 12:03
O PPM fica na História como o melhor federador que a Direita portuguesa deste milénio e do anterior jamais teve. Talvez pela sua forma de estar e ver as coisas: porque submete o ego à razão e escolheu a liberdade como Norte.

O PPM faz sempre falta e é bom saber que um novo jornal poderá contar com o seu talento e empenho. Agradeço-lhe a paciência com que sempre me tratou e peço desculpa pelos meus comportamentos negligentes na escrita.

O projecto «Atlântico» morre aqui e com esta morte desaparece também um pouco de uma esperança de liberdade - curiosamente, no momento em que faz mais sentido defender essa liberdade perante o caminho opressivo que a crise abriu para que o Estado tome mais conta de nós.

Mas «Atlântico» não morre aqui porque a causa da liberdade existirá enquanto existir Homem - e enquanto existir o Paulo Pinto Mascarenhas.

vc


De Manuel Leão a 5 de Janeiro de 2009 às 13:57
Paulo Pinto Mascarenhas:

Lamento o encerramento do "blog" Atlântico, todavia de um modo diferente daqueles que, até agora, se têm manifestado.
É obvio que não sou de direita; ao invés, sou de esquerda, sem crise de identidade. Portanto, não acredito na morte das ideologias, essa frase digna de troca-tintas, de meias tintas e de oportunistas que se têm enchido debaixo do chapéu dos punhos fechados e das setas a apontar para o céu.
Respeito algumas das pessoas que postavam aqui, mas não de todas.
Mas devo dizer-lhe com a frontalidade com que fui educado e sem mentiras piedosas que este era, para mim, um fim anunciado.
O "blog" já era quase exclusivamente obra sua e o verdadeiro debate era residual e quase sempre tinha, desse lado, um só interlocutor: a sua pessoa.
Alguns dos que mais postavam neste "blog" nem sequer proporcionavam caixas de comentários. Ora isto não tem interactividade nenhuma. Não tinha vida; anunciava o desaparecimento.
Um deles, por exemplo, ontem ou anteontem. escreveu uma coisa que define bem a sua mente sectária que nunca poderá contribuir para um debate minimamente sério. Referindo-se a um papel desempenhado por Dean Martin, excreveu esta pérola:
«espero que não me apelidem de socialista por estar a falar de filmes que passam na TV pública».
Pois esta frase da autoria de Henrique Raposo, bem poderia ser o epitáfio do lamentável desaparecimento do "blog" Atlântico. Em frases como estas a morte já está presente!

Essa frase demonstra bem o entendimento que alguns têm acerca do que é o debate democrático, mesmo num círculo excessivamente homogéneo!

A si desejo-lhe bom trabalho nas suas novas actividades. Não para fazer ganhos de causa à direita, mas porque acredito no debate numa sociedade democrática. Pode ser que me chamem ingénuo, mas é preferível isso a que me chamem cínico.

Boa tarde e boa sorte!


De António de Almeida a 5 de Janeiro de 2009 às 14:19
-Lamento o fim do Atlântico, mas porque sei que o Paulo está empenhado em novo e aliciante desafio, desejo-lhe sucesso.


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