Domingo, 4 de Janeiro de 2009
Adeus Atlântico

Este blogue acaba hoje, a pouco mais de uma semana de celebrar três anos. O aniversário seria já no próximo dia 12 de Janeiro, data da minha primeira "experiência atlântica" na blogosfera. Perante a opinião claramente maioritária dos Atlânticos, expressa no próprio blogue ou por email pessoal, esta é a única decisão lógica, que assumo como minha. Também para mim, fecha-se o ciclo atlântico. Depois da suspensão de uma revista de debates e de ideias que conseguiu publicar ininterruptamente durante 36 meses - e de que fui director durante 26 deles - segue-se o fim do blogue. Sem dramas. Basta ler os jornais diários, semanários e revistas, escutar rádios e acompanhar as televisões, mas também os blogues e as boas livrarias, para constatar que o espírito da revista Atlântico e do blogue Atlântico está bem vivo, prometendo continuar a andar por aí. Agradeço uma vez mais o empenho e o esforço dos autores que tornaram possível esta verdadeira aventura em Portugal. O meu agradecimento também a todos os leitores e comentadores.

 

1, 2, 3 - até à próxima.

 

 

[Paulo Pinto Mascarenhas]



publicado por Atlântico
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De Manuel Leão a 5 de Janeiro de 2009 às 13:57
Paulo Pinto Mascarenhas:

Lamento o encerramento do "blog" Atlântico, todavia de um modo diferente daqueles que, até agora, se têm manifestado.
É obvio que não sou de direita; ao invés, sou de esquerda, sem crise de identidade. Portanto, não acredito na morte das ideologias, essa frase digna de troca-tintas, de meias tintas e de oportunistas que se têm enchido debaixo do chapéu dos punhos fechados e das setas a apontar para o céu.
Respeito algumas das pessoas que postavam aqui, mas não de todas.
Mas devo dizer-lhe com a frontalidade com que fui educado e sem mentiras piedosas que este era, para mim, um fim anunciado.
O "blog" já era quase exclusivamente obra sua e o verdadeiro debate era residual e quase sempre tinha, desse lado, um só interlocutor: a sua pessoa.
Alguns dos que mais postavam neste "blog" nem sequer proporcionavam caixas de comentários. Ora isto não tem interactividade nenhuma. Não tinha vida; anunciava o desaparecimento.
Um deles, por exemplo, ontem ou anteontem. escreveu uma coisa que define bem a sua mente sectária que nunca poderá contribuir para um debate minimamente sério. Referindo-se a um papel desempenhado por Dean Martin, excreveu esta pérola:
«espero que não me apelidem de socialista por estar a falar de filmes que passam na TV pública».
Pois esta frase da autoria de Henrique Raposo, bem poderia ser o epitáfio do lamentável desaparecimento do "blog" Atlântico. Em frases como estas a morte já está presente!

Essa frase demonstra bem o entendimento que alguns têm acerca do que é o debate democrático, mesmo num círculo excessivamente homogéneo!

A si desejo-lhe bom trabalho nas suas novas actividades. Não para fazer ganhos de causa à direita, mas porque acredito no debate numa sociedade democrática. Pode ser que me chamem ingénuo, mas é preferível isso a que me chamem cínico.

Boa tarde e boa sorte!


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