O cidadão ouve e espanta-se: subitamente toda a gente descobriu que as nomeações para a CGD seguem critérios políticos. Pergunta-se: mas alguma vez o não foram? O mais extraordinário de tudo foi ver e ouvir comentadores, políticos e até ministros escandalizados com os apelos de Luís Filipe Menezes para que o Presidente da Caixa fosse alguém ligado ao PSD como se isso fosse um ultraje. O inefável Menezes tem toda a legitimidade para o fazer. Sendo a administração da CGD de nomeação, meramente, política, Menezes limitou-se a fazer o que um líder político deve fazer: política.
Enquanto se continuar a fingir que existem outros critérios que não os políticos para designar os titulares dos órgãos de gestão de empresas públicas ou de capitais públicos, apenas se anda a mentir aos portugueses. Acrescento: com toda a legitimidade. Mal estava, aliás, que o Governo não utilizasse estes critérios. Devem ser esses que devem guiar todos os governos.
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