Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
O Pagador de Promessas
Uma coisa é evidente. Se o governo do PS está agora a pagar um preço político elevado é pelas promessas que cumpriu – de fazer reformas de fundo na saúde (e na educação e na função pública).
Sócrates, aliás, em rigor (como agora se diz), até procurou durante a campanha eleitoral recusar o termo terceiro-mundista "promessas" de que há tantos devotos em Portugal, e falar para adultos em objectivos e metas. Faz diferença. Promessas pedimos a Nossa Senhora de Fátima. Objectivos e metas é o que os adultos usam para gerir qualquer organização, mesmo sabendo que são, por regra, impossíveis de cumprir integralmente .
Mas se calhar em Portugal é mesmo melhor esquecer a maturidade política e apostar numa pediatra.
Uma mudança de rostos no governo parecia a única coisa a fazer neste momento. Vozes mais frescas a defender o governo e as suas políticas. É que a afamada máquina de propaganda de Sócrates, o seu perigoso controlo da imprensa não se vê em parte nenhuma.
O essencial será ver se se trata de uma mudança de pessoas e não de política. Ou seja, se conta mais o (humilde?) deputado/partido/tendência Manuel Alegre (de quem a Senhora Ministra da Saúde é amiga - política? - dizem), se a maioria dos portugueses que votou no programa reformista do PS (de Sócrates).
Parece é que a maioria dos portugueses que votaram PS não leram o programa e por consequência não aprovam as tais reformas.
Bom texto, Bruno, ainda que não concorde num ponto essencial. Diz-me qual a reforma real que se fez até agora na Saúde, para além de uns encerramentos de umas urgências, aqui e acolá, com evidente falta de jeito para os explicar. Que verdadeira reforma se fez na Cultura até agora? De resto, tenho consideração pelo anterior ministro da Saúde, reconhecendo-lhe coragem e competência técnica. Só que o tal programa reformista pariu um rato.
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