Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Do Islão
Egipto: Jovem convertido ao cristianismo perde causa em tribunal

Mohamed Hegazi, egípcio de 25 anos, viu hoje um tribunal do Egipto rejeitar o seu pedido de inscrever o Cristianismo como a religião que professa, no Bilhete de Identidade. Segundo a AFP, este muçulmano convertido há nove anos não foi reconhecido como cristão por não ter seguido os procedimentos legais necessários. A sentença, contudo, faz observações de outra ordem, afirmando que "as religiões monoteístas foram enviadas por Deus numa ordem cronológica" e que o facto de passar para uma religião mais antiga é "invulgar".

O tribunal considera que a conversão de Hegazi afasta-o "do caminho direito e ameaça os princípios, os valores e os preceitos do Islão, bem como as tradições egípcias". Mohamed Hegazi e a sua mulher, também ela convertida, desejam oficializar essa mudança no seu bilhete de identidade, para que o filho que vai nascer seja considerado cristão. Contudo, uma fatwa (resposta jurídica sobre uma questão doutrinal) pronunciada pela universidade islâmica de Al Alzahr condena-o à morte. Hegazi e a sua mulher perderam o apoio das suas famílias, vivem na clandestinidade e recebem ameaças telefónicas todos os dias, mas não pretendem abandonar o seu país.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Comentários:
De Margarida Pereira a 31 de Janeiro de 2008 às 13:17
Um erro justifica outro?
A verdade e a justiça impõem-se pelo exemplo.
A luta mais justa e mais digna não é ultrapassar as ignomínias de quem quer que seja.
Podem escrever-se mil livros.
Debater-se milhões de horas.
O caminho não é esse.


De Margarida Pereira a 31 de Janeiro de 2008 às 09:58
A estatística, os factos sociológicos, as razões históricas, os princípios culturais e toda a poeira mais ou menos lógica com a qual se pretenda aspergir quem assiste a tal despautério, nunca será suficiente para justificar o injustificável.
E o injustificável, aliado ao lamentável e ao absurdo, está na notícia publicada pelo Paulo Pinto Mascarenhas e não existe alegação à altura desses factos. Nenhuma.


De Euroliberal a 31 de Janeiro de 2008 às 11:57
Não há nada que justifique o absurdo de a entidade nazi-sionsista privar do direito de voto, de propriedade e, muitas vezes, à vida, os residentes de jure nesse território que não têm a "boa" religião, a do "povo eleito!

Na Terra Santa em que tanto Cristo como Maomé subiram aos céus, é um sacrilégio intolerável que os crentes das duas maiores religiões monoteístas do mundo sejam humilhados, perseguidos e mortos pela seita fanática dos assassinos de CRISTO !


De Infidel a 30 de Janeiro de 2008 às 23:19
Boas notícias da Resistência:

Aqui:

http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2008/01/30/wcartoon130.xml


"Denmark's Royal Library is risking the wrath of Muslims with plans to display controversial cartoons of the Prophet Mohammed that sparked violent protest throughout the Islamic world two years ago.

The 12 caricatures of Islam's founder were published in Danish newspapers in September 2005 triggering riots and violence which claimed the lives of over 50 people.

Copenhagen's Royal Library – founded by King Frederik III in 17th century – is courting a new controversy by classifying the cartoons as “historic” objects alongside other Danish treasures, such as original manuscripts by Martin Luther.
... "


De Euroliberal a 30 de Janeiro de 2008 às 22:21
Há 7 milhões de cristãos (coptas) no Egipto. São 10% da população e normalmente pertencem aos estratos mais elevados, como as profissões liberais. Buthros Gali foi ministro cristão. Esse caso, embora raro no Egipto, é lamentável, mas mesmo assim muito menos lamentável do que a discriminação generalizada de cristãos e muçulmanos em Israel, onde são cidadãos de quinta categoria, depois dos judeus, askenzins, sefarditas, "russos" e falachas negros.


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