Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Dois tristes tigres

Ninguém me conseguirá convencer de que não existe uma qualquer misteriosa relação entre os
dois tigres que escaparam esta manhã das jaulas do Circo Chen à entrada da Azambuza e os dois ministros afastados ontem na remodelação. A saída dos ministros provocou menos problemas ao país do que os dois tigres na Estrada Nacional 3. Como uma vez mais se percebeu, o poder é sempre relativo, ainda que a maioria seja absoluta. E essa deve ser uma boa lição para os restantes membros do Governo, a começar por José Sócrates. Apesar das arrogâncias, Correia de Campos e Isabel Pires de Lima eram pouco mais do que dois tigres de papel.
[...] à solta na Azambuza assusta um traseunte - como se costuma dizer nos autos policiais. Confirmam-se as coincidências entre a fuga dos dois tigres do Circo Chen e a saída dos dois ministros na remod.... Tal como aconteceu com Correia de Campos e Isabel Pires de Lima, também ainda não se percebeu [...]
De Margarida Pereira a 31 de Janeiro de 2008 às 00:07
"Charmante" combinação de memória musical e pretérita mística económica, ainda mais sedutora com terna foto de irresistíveis crias.
Tudo para enrolar um agridoce tema.
De lamentável situação a patético cenário, o circo mantém-se montado, apesar da época natalícia se ter dispersado.
(para onde vão os circos depois do Natal?)
O poder é relativo?
O poder é nada, ilusão, delírio, momento fugaz, patetice insane.
Todos, porém, tentam o infinito.
Vão e vêm, como a técnica do ió-ió.
E é verdade: não há coincidências...
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