Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
E se...

O PSD parar de fazer perder tempo ao seu eleitorado? Não seria melhor?

As últimas notícias dão conta de um indisfarçável desejo de Marcelo subir ao poder. Hesito... Será? O que Marcelo se diverte com estas coisas.

Manuela Ferreira Leite pode ser posta em causa pelo advento Marcelo? Pelos vistos pode e isso, só isso, já devia fazer pensar o PSD.

 

Vejamos, é Marcelo uma solução original? Deu provas no passado de ser sequer uma solução? O Marcelo é o passado, mais fotogénico que Manuela Ferreira Leite, mais bem falante, mas como ela, é o passado e como ela dado a episódios suicidas.

 

Nesta história toda sobra a amizade que os "amigos" e apoiantes de Manuela Ferreira Leite lhe devotam, todos estão prontos a dar-lhe aquele apoio final que a derrube da cadeira.

Todos!

 

Os que não estão a tomar balanço estão de braços cruzados à espera de saber quem vão apoiar: Sarmento? Rio? Marcelo?

 

...e Santana Lopes está à espera, prático e pragmático vai vendo se Menezes não se auto-destrói pelo caminho.

 

Tantos amigos.

 

 

 

Originalmente publicado aqui




publicado por Afonso Azevedo Neves
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
Sugestão de leitura nestes tempos de Obama

“What is the use” Grover Cleveland once growled, “of being elected unless you stand for something?”

Whether an officeholder is a mayor, governor or a President he should be held to the spirit of that question; he can be a mayor like Tom L. Johnson of Cleveland, a governor like Altgeld of Illinois, or a President like F.D. Roosevelt, who stood not only for something but for something well in advance of accepted goals. (…) One of our national faults is our tendency to pay too much attention to personalities and too little to policy and argument; we are lazy, we like to drift, and we are willing to accept gestures for courage, and catchwords for ideas…

 

Allan Nevins in A Strategy of Peace by Senator John F. Kennedy

 

 

 

Uma das melhores colectâneas de discursos de JFK, de quem Obama é - neste ponto - um digno sucessor, Só nesta introdução de Allan Nevins ao livro está mais política do que Portugal viu nos últimos 10 anos, aqui a leitura deste livro pode tornar-se um pouco deprimente mas é um risco que vale a pena.



publicado por Afonso Azevedo Neves
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
Estou com muita africa

 

Deputados socialistas insurgiram-se hoje contra o discurso feito na véspera pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, durante o jantar das Jornadas Parlamentares do PS, considerando-o "paternalista" e "desprestigiante" para os membros da bancada.

Nesse jantar, o presidente da Assembleia da República usou o humor para advertir os deputados socialistas que, se quiserem ser reeleitos, terão de fazer o trabalho de casa com o partido e com os seus eleitores.

"Não comento esse discurso", reagiu de forma seca o porta-voz do PS, Vitalino Canas, um dos deputados presentes segunda-feira à noite no jantar da Mealhada, que teve como ementa leitão e vinho espumante.

No entanto, um membro do Secretariado Nacional do PS classificou à agência Lusa como "desconchavado e desprestigiante para os deputados" o discurso feito pelo ex-ministro dos Negócios Estrangeiros dos governos de Mário Soares e António Guterres.

De uma linha política oposta à da actual direcção, a deputada do PS Teresa Portugal também criticou o teor do discurso de Jaime Gama, sobretudo no que toca ao alerta de que os deputados têm de ter atenção se quiserem continuar na Assembleia da República na próxima legislatura.

 

"Esse discurso, infelizmente, correspondeu ao ambiente que já se começa a sentir no Grupo Parlamentar do PS. Estão todos a pensar com o seu próprio futuro como deputados", disse.

 

Lusa

 



publicado por Afonso Azevedo Neves
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
Chiu...Não façam barulho.

A queda mais abrupta é de Manuela Ferreira Leite, que também por esta via hipoteca as hipóteses de substituir José Sócrates - precisamente quem desce menos - na chefia do Governo. Trata-se, ademais, de um indício de que a estratégia de parcimónia nas intervenções públicas estará a produzir o efeito oposto ao pretendido. JN

 

Este é apenas o último dado que nos ajuda a compreender como o silêncio em política só é positivo com uma gestão mais pensada. Um dos erros que a maioria dos militantes de um qualquer partido fazem nestes casos, sem que tenham culpa, é presumir que este silêncio se deve a uma opção estratégica pensada pelo conjunto das pessoas que compõem a comissão politica o que pode não ser verdade.

 

Estou em crer que este, no caso do PSD, se deve a uma opção pessoal da sua líder e vagamente explicada a dois ou três colaboradores mais próximos. O resto está à escuras, sobretudo as chefias intermédias que sem meios para perceber o porquê deste tipo de opção fornecem elas próprias explicações, sendo a mais conhecida a que defende que a crise que atravessamos está a “acabar” com Sócrates e basta ficar à espera porque, naturalmente, o povo português vai procurar uma alternativa. Não vai.

 

Não se pode estar mais errado, não só a escolha do PM é uma escolha de personalidades como Portugal nunca mudou de chefe de governo durante uma crise, há um “horror” à mudança e sobretudo quando essa mudança personifica opções do passado.

 

O PSD deve aprender com a magnífica lição de gestão política feita com a farsa Magalhães, uma proposta comercial para “atacar” um novo nicho de mercado e onde José Sócrates agiu como um verdadeiro agente comercial, recebendo os devidos agradecimentos públicos pela parte da Intel e da Microsoft.

Se o PSD e MFL não aprenderam que, neste caso, o silêncio não compensa então esqueçam a solução não está aqui.




Terça-feira, 7 de Outubro de 2008
Trabalho Para Casa para povo laranja

Os últimos dias têm sido muito interessantes para o PSD, Santana Lopes disse que sim a um convite de Manuela Ferreira Leite ao mesmo tempo que Castro Almeida dava uma entrevista em que afirma a excelência do candidato.

 

Manuela Ferreira Leite terá sido confrontada com sondagens favoráveis a Santana? Isso é suficiente?

 

Como é que esta escolha é justificável para os apoiantes da agora líder do PSD? Afinal não era ela que ia “limpar” estes focos de disparate no PSD?

 

Pacheco Pereira vai tirar fotografias na apresentação da candidatura de Santana?


Se Santana ganhar a CML, é bom para o PSD? Para a líder?

Se Santana perder, é bom para o PSD? Para a líder?

 

Isto é política? É pragmatismo? É asneira?




Quarta-feira, 26 de Março de 2008
Boicotar o boicote
Esta discussão do eventual boicote aos Jogos Olímpicos não faz sentido nenhum. A China não se tornou de repente numa potência tirana: a escolha da República Popular da China prendia-se com a não-segregação do país, atraindo-o para a ribalta internacional, ao invés de uma emergência obscura, fora de atenções dos media. Não se tratou de um prémio de bom comportamento, mas de de um empurrão para o meio da sala, à vista de todos. A China, longe de se sentir embaraçada, continuou com o comportamento de sempre, sendo o Tibete e a província de Xinjiang os melhores exemplos. Verdade? Não inteiramente. Com a responsabilidade da organização, vieram as pressões de bastidores, como a que levou a que a China se demarcasse do governo sudanês, apoiando a força de peacekeeping e nomeando um Representante especial para a crise do Darfur . A revista Time refere ainda a libertação de prisioneiros Uighur , conseguida discretamente pela Administração Bush .
Boicotar os Jogos Olímpicos não é só boicotar os esforços desportivos dos atletas, para quem se joga uma carreira, uma vida; boicotar os Jogos Olímpicos é condenar o povo chinês ao submundo dos párias, em permanente ódio com o Ocidente, e cada vez mais afastados da transparência. E, sobretudo, é boicotar os esforços de democratização e promoção de direitos que têm tido tantas pequenas vitórias durante este último ano.

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Quarta-feira, 5 de Março de 2008
A política é combate
O novo partido, Movimento Esperança Portugal, quer estar ao centro, entre o PS e o PSD. É demasiado português para ser verdade. Demasiado meias tintas, sonso e acomodado. Em Portugal todos querem estar no centro político. É o único lugar totalmente descomprometido. Aquele onde não se tomam opções, não se decide e se pode ir ao sabor da corrente que é o poder. Não se tem de dizer que sim, nem que não. Apenas, talvez. E sempre com um ar sério, sisudo quanto baste, de que a responsabilidade é muito importante, que ‘as coisas não são assim tão simples’, que é preciso ser ’prudente’ e ‘ponderado’.

Enquanto todos estiverem engalfinhados a lutar pelo centro, o país não vai andar nem desandar. Ficará sempre na mesma. Sejamos claros: Para se estar na política é preciso tomar decisões; é indispensável ter opiniões concretas sobre os assuntos; é preciso ser responsável sim, mas pelas decisões que se tomam, pelas opiniões que se têm, por aquilo em que se acredita. Para se ser político, um ar pomposo e grave não se serve para nada. Não se pode agradar a gregos e a troianos. A política é uma luta e um debate. Pelo poder e pelas ideias. Tem de se ser um maquiavélico bondoso: batalhar pelo que se acredita e buscar apoios naqueles que confiam em nós. Se isto não for feito, o debate estagna, o país pára e empobrece. Irresponsáveis são os que se enrolam num palavreado barato e desvirtuam a dignidade da política.

publicado por André Abrantes Amaral
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McCain a caminho da Casa Branca
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Terça-feira, 4 de Março de 2008
O segundo fim (não-anunciado) da URSS


Dmitri Medvedev oferece uma nova imagem à Rússia. Primeiro, fala inglês – o que pode parecer coisa pouca deste lado da Europa, mas faz uma grande diferença do lado de Leste. Falar inglês, no mínimo, implica saber ler e ouvir discursos mais liberais. Depois, a sua carreira enquanto advogado parece oferecer alguma esperança quanto ao estado de direito. Medvedev insiste na importância do primado do direito, algo que considera nunca ter existido na Rússia. A verdade é que, mesmo não sendo a Gazprom um exemplo de transparência, Dmitry Medvedev respeita estritamente a lei, e nunca foi acusado do contrário. Até agora não lhe podiam ser imputadas culpas sobre a fraca legislação, parca em regulação e falhada em substância. Enquanto gestor, limitava-se a usar a lei disponível. Se os últimos tempos têm vindo a assistir a uma certa recuperação da antiga retórica soviética, para Medvedev a URSS está enterrada, e bem, a seu ver. O novo Presidente nada tem a ver com o período soviético, seja do ponto de vista político, seja na abordagem económica.

Há, assim, diferenças substanciais neste novo líder. Por um lado, não é um siloviki, o que faz com que não seja possível ler KGB nos seus olhos, como McCain dizia de Putin. Convenhamos que já é um grande avanço, tendo em conta o autoritarismo destes últimos anos. A sua carreira civil permite-lhe também olhar finalmente para a reconversão económica russa. Ainda que alguns comentadores não acreditem nessa possibilidade (a Rússia é gás e petróleo, e mesmo assim aproveita-os de maneira ainda ineficiente), inevitavelmente a Rússia terá de encetar um caminho de diversificação. Afinal, dificilmente se poderá comparar à Noruega, em termos de viabilidade futura. Finalmente, mais importante que a política externa, neste momento, é a política interna. Um país em suicídio demográfico não pode aspirar a ser um grande poder. Arrumar a casa deveria ser a grande prioridade de Medvedev, presidente provisório ou não.

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008
Os Dias Contados
Crónica de Alberto Gonçalves no Diário de Notícias.

Entre as promessas de desmantelar o Estado (em seis meses) e as garantias de não fechar nenhum serviço público (em quatro anos), aos poucos o dr. Menezes vai-se aproximando de uma posição equilibrada. Veja-se, por exemplo, a proposta para a RTP revelada em entrevista à SIC Notícias. Como poderia ter defendido transportes colectivos sem tarifa, ensino superior sem propinas ou concertos para trombone sem bilhete, o dr. Menezes defendeu uma RTP sem publicidade e honrou a coerência pessoal. Se concretizada, a ideia manteria a televisão do Estado e, de caminho, provocaria um rombo de 500 milhões no dito. Um rombo que, nas contas do dr. Menezes, não requer cobertura. Não é à toa que, na citada entrevista, ele próprio citou (erradamente) John Wayne e esclareceu: está toda a gente contra mim excepto o povo.

O povo, parta-se então desse princípio, está com o líder do PSD. Os outros, de facto, não estão. Incluindo um certo PSD, que surgiu pela voz de Morais Sarmento a classificar a afirmação do dr. Menezes de "avulsa", "desencaixada" e "irreflectida". Já o ministro Santos Silva e uns senhores do BE foram mais específicos e acusaram o dr. Menezes de, em simultâneo, favorecer as estações privadas e prejudicar os contribuintes.

As críticas do dr. Sarmento têm contexto e propósitos peculiares (a luta interna no partido). As da esquerda têm o génio de conciliar o asco à concorrência e a defesa do consumidor. Mas o essencial é que a genérica preocupação com as despesas do vulgar cidadão não leva ninguém a propor a privatização da RTP. Acima de todas as discórdias, paira, inquestionável, o "serviço público" televisivo, ou seja, a "qualidade", ou seja, o sr. Malato, a boçalidade arrogante da "dois", uma imensidão de bizarros canais secundários e a "informação equilibrada" de que o Prós e Contras é paradigma. Além, claro, da única publicidade que nem o dr. Menezes, caso mandasse, se atreveria a extinguir: a que a RTP presta, gratuitamente, aos poderes que a tutelam. E, conforme os contribuintes sabem, gratuitamente é maneira de dizer.


publicado por Miguel Noronha
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A importância da National Review
William F. Buckley Jr.-- R.I.P. Por Justin Raimondo.

It is hard to over-emphasize the importance of National Review for the young conservatives of the 1960s: there was no other magazine, no other center of intellectual nourishment, for us, but then none was needed. NR was quite enough. That’s because there was no party line, no neoconservative enforcers of the Frummian variety, no partisan sensibility that distorted the editors’ always sharp analysis of what we, as conservatives, ought to do, say, and think about this or that, no looking over one’s shoulder. In the pages of NR the intellectual heavyweights—Meyer, Russell Kirk, and the like—battled it out: Liberty versus Order, Fusionism versus Traditionalism, Rollback versus Containment. The Big Issues, and all very appealing to a callow youth in search of answers and intellectual adventure.


publicado por André Alves
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Domingo, 2 de Março de 2008
WFB was many things
The Impresario. Por Jeffrey Hart.

Bill Buckley was many things, but centrally he was one of the great American journalists, whose historic achievement was the creation of National Review. Historians will look to his magazine when they seek to explain much that has happened to the America of our time. During the 1930s, Walter Lippman was an important journalist, and like Buckley wrote many useful books. But whereas Lippman explained and defended something that already existed, the reformist Progressive movement and the New Deal, Buckley brought into being something new, something that had no existence before—the modern conservative movement.


publicado por André Alves
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Sábado, 1 de Março de 2008
is 3am and the phone is ringing
who's gonna pick the phone?

publicado por aLaíde Costa
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
Uma faceta humana: A oportunidade da direita
O artigo de Vital Moreira no jornal Público de 26 de Fevereiro intitulado ‘Modernização de esquerda’, chama a atenção para um perigo que a esquerda corre: Perder a sua face humana e ganhar uma faceta técnica. Uma esquerda preocupada com números; a contar escolas; a fechar umas e a manter outras; a distribuir professores, médicos e enfermeiros. A controlar os gastos desnecessários na função pública; a determinar onde se fuma e se deixa de fumar. O que se come. Onde se come. Em que condições se come. Se os restaurantes podem ou não cobrar pelas entradas que servem no inícios das refeições. Coisas comezinhas, sem nexo. Com pouquíssimo futuro. Insignificantes. Algo frouxo. Nada revolucionário.

A esquerda está a cair no erro de Cavaco: tornou-se tecnocrática e é dirigida por tecnocratas. Está a perder o fôlego.

Por esta razão, estamos no momento certo para os partidos de direita apresentarem um discurso novo. Não precisa que seja 100% liberal. Basta que seja mais liberal. Um discurso que aposte nas pessoas, na sua liberdade. Liberdade de ensino, traduzido na livre escolha das escolas e dos programas escolares; Liberdade no acesso à saúde, traduzido na possibilidade de subscrição de seguros de saúde e correspondente redução dos impostos; Liberdade no planeamento da reforma, com redução das subscrições pagas à segurança social.
Um discurso novo que fale numa descentralização do Estado que não passe pela regionalização, antes aproveite o que já existe a nível dos municípios. Que defenda a transferência para as autarquias de poderes de gestão de escolas públicas, de manutenção das estradas, da segurança e ordem pública. A defesa de um novo financiamento das autarquias, através da cobrança de impostos municipais pelas autarquias, como única forma de responsabilizar politicamente o poder autárquico.

Um discurso para alterar o sistema político. Que defenda a mudança do modo de eleição dos deputados, criando-se círculos uninominais, como meio de sabermos em quem votamos. Como forma de sabermos quem cumpre o mandato até ao fim. Quem cumpre a legislatura. Quem merece ser reeleito. Quem honra o Parlamento. Quem respeita a democracia.

Um discurso que não esqueça a necessária liberalização da lei laboral e da lei do arrendamento, como forma mais eficaz de promoção do crescimento económico que diversos investimentos públicos e injecções de capital na economia. Que desregulamente a actividade económica. Confie nos indivíduos. Nos cidadãos deste país. Não tenha receio das decisões livres de cidadãos livres. Um discurso de confiança. Um discurso de faceta humana.

publicado por André Abrantes Amaral
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
Barack Hussein Obama
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Título alternativo: Tão Democratas que eles são (os Clinton).


O planeamento centralizado leva sempre à burocracia
O CDS, por via de José Paulo Carvalho, critica o novo sistema de avaliação dos professores, prometendo apresentar no parlamento uma forma alternativa que garanta menos burocracia, que as notas dadas pelos professores aos alunos não afectem a sua avaliação e as novas regras sejam conhecidas antecipadamente por todos.

É um esforço impressionante da parte do CDS. Impressionante e impossível. O que os centristas pretendem é aperfeiçoar um sistema já de si a rebentar pelas costuras. Ao que parece, o CDS concorda com a avaliação centralizada dos professores; uma avaliação feita na 5 de Outubro, em Lisboa, independentemente do local onde o professor ensina. E claro está, sem nenhum conhecimento do que faz, do que é, o que pretende, quais os projectos, as ideias, motivações dos professores. De qualquer professor. O CDS procura aperfeiçoar um sistema de avaliação que não conhece quem avalia.

O CDS enferma num problema grave: Acreditar que basta desburocratizar para melhorar. Sucede que, sem burocracia, o sistema centralizado nunca é possível. Sem burocracia, um sistema centralizado não aguenta as distorções, corrupções e desvios que lhe são inerentes. Não resiste a fraudes.

Assim sendo, se o CDS entende que o sistema de avaliação dos professores é demasiado burocrático, apenas lhe cabe uma solução: Defender a sua descentralização. Que os professores sejam avaliados por quem lhes está próximo. Claro que isto leva ao compadrio. Mas leva ao compadrio porque todos estão a ser avaliados pelos mesmos parâmetros e para o mesmo patrão. Desta forma, o passo seguinte do CDS deveria ser a defesa da independência das escolas. A privatização das escolas ou, caso tal seja demais para a democracia-cristã, a municipalização das escolas. Na primeira hipótese, o CDS poderia defender a instituição o cheque-ensino para subsidiar quem não tem dinheiro para pagar uma escola privada. Seguindo a segunda alternativa, poderia pugnar pela instituição dos impostos municipais, lançados e liquidados pelas autarquias.

Querem clareza na avaliação dos professores? Comecem pelo princípio.

publicado por André Abrantes Amaral
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
O debate espanhol
Às 21h00 de Lisboa - 22h00 de Madrid - não perca o debate Zapatero-Rajoy na TVE. Dá para ver no cabo como está a política em Espanha.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Tudo em família
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Castro sucede a Castro. Raul ao irmão Fidel. Os regimes comunistas que se sucederam a utopias (neo-)socialistas acabam quase sempre assim, como cleptocracias familiares.


Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
Som e Fúria [YES WE CAN!]

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os discursos são tão bons que, por si só, permitem a Obama fazer uma carreira política brilhante e ser um caso sério na política mundial. Ou seja, mesmo que ele não tivesse uma única ideia sobre coisa nenhuma, a sua capacidade oratória e a força dos seus discursos já mereciam a atenção de qualquer mortal.


Ricardo Costa, in DE



publicado por aLaíde Costa
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A importância dos impostos municipais
Bem a propósito dos problemas financeiros que assolam a Câmara de Lisboa, vem a calhar o artigo que escrevi para a Revista Dia D, do Jornal Público, no dia 23 de Junho de 2006 e que transcrevo aqui na íntegra. Nele menciono a necessidade de as autarquias serem financiadas através de impostos municipais, lançados, cobrados e liquidados pelas autarquias. Apenas podendo cobrar os impostos directos, serão os autarcas obrigados prestar, aos seus eleitores, contas dos custos das suas políticas. Na verdade, em vez de negociarem as receitas com o poder central, estas virão directamente dos munícipes. Uma reforma dos impostos municipais (tornando-os verdadeiramente municipais) permitirá não apenas um maior controlo das contas das autarquias, como se traduzirá num aprofundamento da democracia. Este tema será também discutido hoje no programa Descubras as Diferenças da Rádio Europa.

publicado por Atlântico
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A importância dos impostos municipais
Bem a propósito dos problemas financeiros que assolam a Câmara de Lisboa, vem a calhar o artigo que escrevi para a Revista Dia D, do Jornal Público, no dia 23 de Junho de 2006 e que transcrevo aqui na íntegra. Nele menciono a necessidade de as autarquias serem financiadas através de impostos municipais, lançados, cobrados e liquidados pelas autarquias. Apenas podendo cobrar os impostos directos, serão os autarcas obrigados prestar, aos seus eleitores, contas dos custos das suas políticas. Na verdade, em vez de negociarem as receitas com o poder central, estas virão directamente dos munícipes. Uma reforma dos impostos municipais (tornando-os verdadeiramente municipais) permitirá não apenas um maior controlo das contas das autarquias, como se traduzirá num aprofundamento da democracia. Este tema será também discutido hoje no programa Descubra as Diferenças da Rádio Europa.


A força do poder local está na democracia
Portugal é um país engraçado. Pequeno, estreito, com uma enorme faixa litoral e sempre preocupado com a desertificação do interior. Até Cavaco Silva, na primeira vez que saiu de Belém, teve o cuidado de visitar o Alentejo vazio. Mas a piada vai ainda mais longe quando as próprias regiões do litoral se irritam com a centralização do poder em Lisboa. É na capital que está o problema e na capacidade de negociar com o governo que se encontra a virtude de qualquer político de província. Lentamente, esta espiral de disparates atingiu níveis assustadores e, pior que tudo, catastróficos.

A nova lei das finanças locais, apresentada há dias pelo ministro António Costa, tem o condão de mudar alguma coisa, mas o objectivo que deveria conduzir toda a reforma sobre os municípios exige que se vá mais longe. Que exista uma relação directa entre os munícipes e os autarcas. Que os primeiros escolham os últimos e que estes prestem contas àqueles.

Acreditando solucionar todos os problemas, o Estado central colocou o poder local sob a sua alçada. É Lisboa quem cobra receitas e as distribui pelo país. Aos autarcas cabe apenas negociar com o Terreiro do Paço e mostrar os frutos da sua influência ao povo da terra. Para isso, constroem mil e uma obras de proveito duvidoso, mas de vitória eleitoral assegurada, porque o seu custo real não foi pago pelos munícipes da terra, mas pelos cidadãos de todo o país. Este povoa-se com construções inúteis, o território desordena-se com tanto planeamento. Enquanto isso, os senhores de Lisboa dão a machadada final no municipalismo português, lembrando que qualquer descentralização do poder implica mais políticos como Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras. Porque a democracia consiste na aproximação do poder aos cidadãos, é este círculo vicioso e cínico a que se tem de pôr cobro.

O que mina o poder local é a sua dependência directa de Lisboa. Ao não poderem cobrar os impostos directos, os autarcas não têm de prestar, aos seus eleitores, contas dos custos das suas políticas. Tão só de negociar as receitas com o poder central. O resultado é a desresponsabilização das autarquias. Se apenas apresentam obra, nunca pedem sacrifícios. Pelo contrário, o custo do que constroem é diluído nos impostos pagos por todos, principalmente por aqueles que nunca irão saber como foi aplicado o seu dinheiro. Ao receberem as receitas directamente do Estado central e não dos seus habitantes, os municípios são financiados pelos cidadãos do todo o país que não podem penalizar o mau uso do seu dinheiro por um autarca de outro município. Ou seja, um habitante de Faro, não penaliza Fátima Felgueiras pelo uso indevido dos dinheiros públicos. Está legitimado o regabofe. Qualquer autarca vai querer tirar aos outros o máximo que puder. É esta dependência de Lisboa que conduz a que os municípios se digladiem por uns míseros euros.

O conceito do poder local não está errado. O problema é ele não ser mais que uma delegação do Estado central. Um poder autárquico forte implica ser responsável. Deriva de um controlo eficaz por parte dos eleitores que consigam medir os prós e os contras do mandato dos seus eleitos. Que sintam no bolso o custo do que foi feito e possam retirar o poder a quem utilizou mal o seu dinheiro.

A nova lei das finanças locais permitirá às autarquias receber parte do IRS cobrado nos seus concelhos, sendo-lhes possível reduzi-lo até 3%. No entanto, este objectivo é curto. Ao Estado não cabe estimular a competitividade fiscal, mas sim a defesa de democracia o que, neste particular, passa pela aproximação dos cidadãos às autarquias.

O país não precisa de ser divido em regiões e descentralizado por inúmeros institutos. O que lhe falta é aprofundar a democracia e ela passa por permitir escolher quem nos cobra impostos. A democracia implica responsabilizar tanto os eleitos como os eleitores. Tudo o que fuja a este esquema conduz à corrupção e ao descontrole de quem manda.

Publicado na Revista Dia D, no dia 23 de Junho de 2006.

publicado por André Abrantes Amaral
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
Ainda o Kosovo
"O carniceiro de Mendelssohn" de Fernando Gabriel no Diário Económico

A ONU atribuiu a dignidade de “direito dos povos” ao princípio da auto-determinação; ironicamente, o neo-imperialismo liberal impulsionado pela mesma ONU, em vez de tornar nações e estados congruentes, gera estados inviáveis a partir de nações inexistentes. O Kosovo não é um estado, nem uma nação. Uma nação é uma “comunidade política imaginada” —uma população unida por uma identidade comum, fundada na partilha de mitos e de experiência histórica. O Kosovo é apenas um território cuja soberania está a transitar, por imposição externa, da nação sérvia para a nação albanesa. Não é portanto o processo de auto-determinação do Kosovo que está em curso, mas sim o processo de auto-determinação das nações sérvia e albanesa. Este processo só estará efectivamente concluído quando as duas nações forem congruentes com os respectivos estados. Isso exige que a Albânia absorva o Kosovo, bem como os territórios de maioria étnica albanesa na Macedónia e no Montenegro. Exige também que a Sérvia anexe os territórios de maioria étnica sérvia na Bósnia-Herzegovina e no próprio Kosovo. A declaração de independência do Kosovo não encerrará o processo violento de transformação da Jugoslávia, de estado multi-étnico em estados etnicamente homogéneos, que se iniciou nos anos 90.

A interferência ocidental neste processo criou mais um Estado que se sabe à partida ser inviável. Mas terá outros custos. A Sérvia pertence ao espaço geopolítico pós-bizantino formado pelos países cristãos ortodoxos do leste e com centro geopolítico e espiritual em Moscovo. A subtracção do Kosovo a esse espaço é uma ofensa de primeira grandeza para o Kremlin e coloca em risco outros interesses estratégicos russos: os rebeldes chechenos foram dos primeiros a saudar a declaração de independência do Kosovo, comparando a luta dos kosovares albaneses contra a Sérvia à sua luta contra Moscovo. A Rússia irá provavelmente retaliar contra a NATO e a UE, escolhendo um alvo que lhe permita obter uma vitória militar que afecte directamente os interesses ocidentais. São certamente más notícias para a Ucrânia e para os estados do Báltico.


publicado por Miguel Noronha
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Sapatinhos de rubi e seus limites
"As mais severas críticas à fetichização dos sapatinhos vêm da boca dos fundamentalistas religiosos, que foram autorizados a entrar graças ao extremo liberalismo de alguns dos Leiloeiros, que defendem que um amplo salão de vendas civilizado deve ser uma igreja ampla, aberta, tolerante. Os fundamentalistas declararam abertamente que só estão interessados em comprar os sapatos mágicos para poderem queimá-los, o que não constitui, na perspectiva dos liberais Leiloeiros, um projecto condenável. De que serve a democracia se não tolerar também os intolerantes?"

Salman Rushdie

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Da irresponsabilidade fiscal das autarquias
Em Portugal, os municípios apenas controlam directamente uma pequena fracção das suas receitas. A maior parte destas resulta de transferências da administração central pelo que, em grande parte, a boa ou má gestão financeira das autarquias não tem reflexos nos impostos pagos localmente.

Aos autarcas interessa sobretudo agradar aos seus munícipes presenteando-os com "obra", quer esta seja útil ou inútil, e festivais gratuitos. Não serão, certamente, os seus municipes (principais beneficiários das novissimas fontes cibernéticas que tanta inveja causam nas terras vizinhas) que irão pagar a totalidade da factura. Multiplicando esta irresponsibilidade fiscal pelos cerca de 300 munícipios portugueses podemos ter uma noção da potencialidade despesista que está criada.

Para tentar controlar esta autêntica "bomba-relógio" foram criados limites ao endividamento, necessidade de vistos, penalizações, etc. Muitissimo mais simples e eficaz seria se, invertendo a lógica actual, as autarquias fossem responsáveis pela captação da maior parte das suas receitas. Os munícipes sentiriam directamente na "carteira" o custo da "obra feita". Mas isso implicaria uma perda de poder político do governo e poderia implicar a queda de alguns autarcas-modelo. Não interessa muito...

publicado por Miguel Noronha
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As contas do socialismo devem ser controladas
O chumbo do Tribunal de Contas ao empréstimo pedido por António Costa junto da Caixa geral de Depósitos, dá-nos duas pistas sobre as alterações a que poderemos assistir, no que diz respeito às autarquias, empresas públicas e demais institutos do Estado. Em primeiro lugar, a possibilidade de receberem um tratamento equiparado ao regime das falências das empresas privadas, como forma de protecção dos credores. Em segundo, a responsabilização dos titulares de cargos públicos por actos de gestão negligente. É inaceitável que se possa accionar um gerente de uma empresa privada que, por vezes vira as contas do avesso para fazer sobreviver postos de trabalho, mas o mesmo não suceda com os titulares de cargos públicos. A impunidade com que se gere e administra um município, se compram votos com obras de proveito bastante duvidoso, se ganham eleições, se é ‘promovido’ para cargos mais elevados (devido ao chavão da obra feita) e depois se sai incólume, como se nada fosse, não pode continuar.

A força do socialismo está na compra dos votos. A melhor forma de o descredibilizar é atando-lhe as mãos. É controlando os gastos públicos.

O país começa a ficar cansado de tanta impunidade no exercício dos cargos públicos. Ou se coloca um travão na forma como se torra o dinheiro dos contribuintes, ou algum dia, acontece o pior.

publicado por André Abrantes Amaral
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
Whoopsie!
Political Radar

Sen. Hillary Clinton took a swipe at her daughter's profession today at an economic roundtable discussion at a restaurant in Parma, Ohio, suggesting wealthy investment bankers and hedge fund managers on Wall Street aren't doing real 'work.'

The former first lady's daughter, Chelsea Clinton, works for New York-based hedge fund Avenue Capital Group. She previously worked in New York for McKinsey & Company, her first job after graduating with her master's degree from Oxford University


publicado por Miguel Noronha
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Para acabar de vez com a ditadura em Cuba
"How to set Cuba free" de Daniel Hannan

Washington’s determination to destroy Castro made him a hero to that unlovely faction in the West that will ally with any cause, however vile, provided it is sufficiently anti-American. Never mind that Castro crushed dissent, closed down independent media, cancelled elections. Never mind that he backed the FARC and the IRA. Never mind that he was one of the most enthusiastic supporters of the attack on Prague in 1968, calling the Czech dissidents “fascists”. America’s enemies are always guaranteed friends. A steady stream of Western “sandalistas” went out to work on Cuban collectives. Young Lefties — including Peter Mandelson — attended rallies on the island and came back raving about the quality of Castro’s doctors and ballerinas.

In his memoirs, the former Spanish Prime Minister, José María Aznar, recalls meeting Castro in 1998. He told the comandante that, if it were up to him, he would lift the blockade, and the Communist regime would fall within three months. Castro ruefully agreed.

Well, President Bush, here is your opportunity. The removal of Castro gives you the opportunity to do what every serious foreign policy adviser has been urging for the past 40 years and lift the sanctions that have kept the Cuban Communists in power.


publicado por Miguel Noronha
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Que mil kosovos desabrochem!
Depois do Kosovo, como negar a independência à Abkházia, Ossétia do Sul e Transdniestria?

PS: Ainda se recordam da República Srpska?

publicado por Miguel Noronha
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008
A socialização dos prejuízos privados
Diário de Notícias

Segundo a imprensa do Reino Unido, o plano [para para salvar o banco Northern Rock] deverá custar um total de 110 mil milhões de libras (146 mil milhões de euros) ao Estado britânico, cerca de 4660 euros por cada contribuinte


publicado por Miguel Noronha
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
Uma constituição socialista para o Reino Unido
Straw's written constitution hint

Justice Secretary Jack Straw has sent out a strong signal that the government is ready to draw up Britain's first ever written constitution.

He said the move would encapsulate in one document a citizen's rights, their responsibilities and an outline of how the different arms of government work.

(...)

Mr Straw is already working on a new Bill of Rights and Responsibilities, which could be used as the basis of a written constitution.

(...)

The Human Rights Act "was a landmark in the development of rights in the UK", but the question now was "whether this goes far enough", he said.

"We need now to think very carefully about whether a British Bill of Rights and Responsibilities should be a step towards a fully written constitution, which would bring us in line with most progressive democracies around the world.


publicado por André Alves
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008
Pão e Rosas
A great leader gets the music right as well as the words. It took a little while, but Obama now does both. He has the campaign's poetry, leaving Clinton with the prose.

A century ago, in the great textile strike of 1912 in Lawrence, the women mill workers insisted, "Give us bread, but give us roses." If Obama wins, the one-time community organizer will have deftly offered Americans both the roses and the bread.

Robert Kuttner



publicado por aLaíde Costa
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008
Castigos
Castigar o GOP, ou melhor McCain, pela ausência de um true fiscal conservatism no seio da Administração Bush apelando ao voto em Obama é uma ideia interessante, honestly. Porém, o problema é um pouco mais complexo, já que a expansão de inúmeros programas federais foram aprovados por um congresso republicano, sem qualquer veto presidencial (que só começou a ser utilizado quando os democratas chegaram ao poder em Capitol Hill). Se é verdade que existem muitos congressistas e senadores republicanos que se deixaram levar pelo despesismo, McCain sempre exigiu o veto presidencial na maioria desses projectos.

Em 2006, quando os democratas ganharam a maioria em ambas as câmaras do congresso, Karl Rove explicou num discurso na Casa Branca quais foram as principais razões pela derrota dos republicanos nesse ano. Contrariamente ao que muitos comentadores na altura argumentavam, Rove é da opinião que a guerra no Iraque não foi a principal razão para a derrota, mas sim a perda de identidade do GOP como o partido do small government e fiscal conservatism. Gingrich argumentou na mesma linha.

O congresso republicano pagou caro pela sua "democratização" e parece ainda não ter percebido bem a lição, embora comecem a aparecer bons indícios. Um voto de protesto nesta altura é uma ideia interessante, mas será que terá os efeitos desejados? É que não nos esqueçamos que em Novembro não é apenas a Casa Branca que está em jogo, mas também o Congresso.

publicado por Bruno Gonçalves
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Um estilo de esperança (2)
Serve este ‘post’ para responder ao Bruno Gonçalves e, na medida do possível, ao leitor HO (um dos mais interessantes e oportunos comentadores da blogosfera).

O Bruno diz que nutro uma nova paixão política por Obama. Não é totalmente verdade. Gosto do político, não das suas políticas. Confesso que gosto de coragem na política, do charme, de quem tem ‘jogo de cintura’, mas não perde a pose, como Hillary a perdeu com a sua lágrima furtiva antes de New Hampshire. Gosto de classe. Por isso, gostei de Reagan, de Thatcher e de Sá Carneiro. De quem não tem medo de falar às pessoas, não as receia, porque ao não as recear não teme ter que as enfrentar. Além do mais Obama tem a vantagem de permitir à América o ultrapassar de vez as polémicas que marcaram a geração de 60. Conseguir isto não é qualquer que consegue.

Apoio McCain da mesma forma que o apoiava em 2000, precisamente por ser diferente de Bush. Bem sei que, caso vença, a mudança será também a pedra de toque da sua Administração. Há, no entanto, dois pontos que tenho de salientar: O primeiro, que arrisco ao dizê-lo, é a derrota de McCain frente a Obama; o segundo, mais certo e pertinente, consiste em lembrar o Bruno que quando escrevi 'o que é preciso mesmo é mudança', me referia a Portugal e à extrema necessidade de um político falar claro à pessoas. Que só as cativando, lhes falando ao coração, lhes tocando no fundo da alma, é possível dar a volta à situação periclitante em que nos encontramos. Que se não for dessa forma, o próximo governo do PSD (pouco importa se com ou sem o CDS) será semelhante ao último e igual ao PS.

HO desmonta, por seu turno, o programa de Obama. E fá-lo bem. Também lembra que McCain apoiou a intervenção no Iraque, mas seguindo uma estratégia militar diferente da de Rumsfeld e Cheney. Deve-se, aliás, à persistência de McCain o facto de uma revista como a American Interest (cuja leitura bimestral é altamente recomendável) especular agora sobre uma futura vitória norte-americana no Iraque.

Mas o problema é mesmo Obama. Que está muito à esquerda, é muito socialista, interventivo, proteccionista, etc e tal. Concordo. Mas, no que é que nisto Obama é pior que Bush*? Como lembra Sullivan, será Obama pior que Bush no aumento das despesas federais com a saúde e a educação? Será pior na forma como Bush ‘pisou’ a independência legislativa dos Estados norte-americanos? Será assim tão perigoso castigar o partido republicano por ter esquecido a sua verdadeira razão de ser? O seu papel de defesa do governo limitado, o seu papel de defesa da liberdade individual, da redução do poder do estado? Será assim tão perigoso dizer que para interventiva já nos basta a esquerda?

*Quanto à política externa de Bush já escrevi sobre o seu sucesso. Mas como o Henrique Raposo lembra, e bem, há muito sapo para ser engolido.

publicado por André Abrantes Amaral
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A tempo de ler
João Marques de Almeida, no Diário Económico, sobre Barack Obama:
Obama faz parte de ‘mesma América’ que Bush. Uma América para a qual o internacionalismo multilateral e a relação especial com a Europa pouco conta e a fé religiosa tem uma ligação muito próxima com os valores políticos. Não deixa de ser interessante que a maioria dos europeus apoie o candidato, culturalmente, mais próximo de Bush.



Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
Emoções
 

putin_gates.jpg





A imagem fria e distante de Vladimir Putin, uma herança do seu passado no KGB, constituiu uma forma bastante pessoal de exercer e demonstrar o novo poder que a Rússia conquistou sob a sua orientação. Mas é interessante verificar que ainda existem temas que fazem o presidente russo emocionar-se, ou pelo menos demonstrar que existem temas que lhe são muito caros.

Na Reuters:
President Vladimir Putin said on Tuesday that Russia could be forced to redirect its missiles towards former Soviet neighbor Ukraine if Kiev joined the NATO military alliance and deployed a U.S. missile defence shield.

When asked about Ukraine's possible entry into NATO, an emotional Putin said NATO membership could mean elements of a U.S. missile shield would be based on Ukrainian soil.

(...)

"I am not only terrified to utter this, it is scary even to think that Russia, in response to a possible deployment of (elements of the planned U.S.) ... missile shield in Ukraine... would have to target its offensive rocket systems at Ukraine," Putin said at a news conference in the Kremlin.


publicado por Bruno Gonçalves
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Love the flag, very appealing
Campaign office decor of the day!


Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Change
Sempre gostei muito de ler os textos do André Abrantes Amaral, seja aqui neste blog como n'O Insurgente, mas devo dizer que a sua nova paixão política, um conto de fadas com um protagonista chamado Obama, deixa um pouco a desejar.

O HO já aqui desmontou muitas falsas ideias que andam ainda gravitam na cabeça de muitas pessoas sobre o candidato, mas o mais interessante no post do André foi a frase final: "Porque o que é preciso mesmo é mudança." A palavrinha change, que já foi levada até à exaustão por Clinton em debates e anúncios e que Romney não se cansou de gritar pela Florida e na California, não é particularmente nova neste contexto de eleição presidencial. Obviamente, o estilo da próxima administração será claramente diferente da Administração Bush. Confesso a minha perplexidade ao ler comentários que sugerem que McCain será um paladino do actual status quo e que não irá assumir uma abordagem diferente. Ninguém se recorda de 2000? Aliás, se formos a ver as estatísticas dos votos de várias primárias, McCain consegue o voto dos que mais apoiam a actual estratégia no Iraque, bem como aqueles que se mostram muito descontentes com esta. Será que isto não é um indício de uma candidatura que promete mudar as coisas?

publicado por Bruno Gonçalves
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Recordar discursos passados
"Just as we embrace working people, we embrace the fine members of the religious conservative community. But that does not mean that we will pander to their self-appointed leaders."

 



John McCain


publicado por Bruno Gonçalves
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Jerry Falwell, Jr. apresenta Ron Paul
Na Liberty University.


Um estilo de esperança
O André Azevedo Alves pegou no que escrevi sobre a forma como Obama lida com o público e concluiu que tal pode ser perigoso. Embora concorde parcialmente com  o André Alves, julgo que devemos fazer algumas distinções.

Obama não é um político desconhecido, o seu programa eleitoral é do conhecimento público e não difere muito do de Hillary Clinton. Mais: Em alguns aspectos, como sejam na política de saúde, não está tão à esquerda quanto a ex-primeira dama. Embora não concorde com Obama e votasse McCain, ele não é um extremista, não é um comunista, não apela ao sentimento popular para impor uma ditadura. Não se propõe a nada que Hillary se recusasse fazer. Por que será então mais perigoso? Por que será Obama mais perigoso que Hillary se, com a eleição da mulher de Bill Clinton, os EUA seriam governados durante 28 anos consecutivos, por apenas duas famílias?

Só vejo uma razão. A forma como Obama faz política. Como ele toca no sentimento das pessoas. Fala com elas. Vamos ser sentimentais: Como apela ao que lhes vai na alma. Lhes fala ao coração. Os atinge, os cativa e os conquista.

Pode isto ser perigoso? Pode. Mas também pode ser um trunfo. E mais do que um trunfo, se trouxermos a técnica de Obama para Portugal, uma forma indispensável para mudar. Vivemos no fio da navalha. Todos os que não têm o privilégio do emprego certo no estado. Os que têm o seu negócio. Os que descontam para a Segurança Social, mesmo sabendo que nunca vão receber o quer que seja. Os que compram casa, porque a lei do arrendamento ainda não foi liberalizada. Os que têm pessoas a seu cargo e contam os tostões para pagarem os impostos e inúmeras outras contribuições ao estado. Os que vivem no interior e já não têm hospitais. Os que não conseguem pagar uma escola decente para os filhos. Todos os que o estado chula. Todos os que o estado abandona.

Para enfrentar estes problemas é preciso falar claro. Ser franco. Espontâneo. Desimpedido dos tiques da politiquice. É preciso fazer política. Ora, não podemos querer tudo isto e depois torcer o nariz a quem o faz. Queixar-nos que os cidadão se afastaram da política e criticar quem os cativa. Seja no estilo de Obama, ou no estilo de Ron Paul, que também apelou muito ao sentimento. Um estilo de esperança. Porque o que é preciso mesmo é mudança.

publicado por André Abrantes Amaral
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
Como os cristãos são tratados no Egipto
Mais aqui.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008
O perigo Obama
Uma das coisas que me assusta no fenómeno Obama é precisamente este efeito nas audiências a que se refere o André Abrantes Amaral.

Com um discurso dominado por generalidades incessantemente repetidas sobre change e hope, sobra muito pouco em termos de posições e propostas concretas. Talvez por isso tendamos a ver em Obama o que nele queremos projectar. Sabemos apenas que é um bom orador e um dos Senadores com um registo mais à esquerda em termos de votações.

Neste cenário, o que me arrepia é aquilo a que Obama pode abrir caminho se vier a alcançar o poder. Se a Presidente for Hillary (e com um opositor como McCain, essa é uma possibilidade real apesar da animosidade contra a Sra. Clinton por parte de amplos sectores do eleitorado), pelo menos a oposição de direita tenderá provavelmente a ser muito mais forte, limitando os graves danos que o socialismo pode causar.

publicado por André Alves
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
My choice for VP
 

gingrich_-washington.jpg





Gingrich não consta certamente da lista de possíveis VP para John McCain. Mesmo que estivesse, tenho sérias dúvidas que aceitasse o convite. De qualquer das formas, a hipotética escolha de Gingrich para running-mate seria uma excelente notícia para a campanha de McCain e para uma futura Administração McCain.

publicado por Bruno Gonçalves
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008
CPAC


mccain_john.jpg

John McCain na CPAC:
(...) Senator Clinton and Senator Obama will withdraw our forces from Iraq based on an arbitrary timetable designed for the sake of political expediency, and which recklessly ignores the profound human calamity and dire threats to our security that would ensue.

I intend to win the war, and trust in the proven judgment of our commanders there and the courage and selflessness of the Americans they have the honor to command. I share the grief over the terrible losses we have suffered in its prosecution. There is no other candidate for this office who appreciates more than I do just how awful war is. But I know that the costs in lives and treasure we would incur should we fail in Iraq will be far greater than the heartbreaking losses we have suffered to date. And I will not allow that to happen.

They won't recognize and seriously address the threat posed by an Iran with nuclear ambitions to our ally, Israel, and the region.

I intend to make unmistakably clear to Iran we will not permit a government that espouses the destruction of the State of Israel as its fondest wish and pledges undying enmity to the United States to possess the weapons to advance their malevolent ambitions.

Senator Clinton and Senator Obama will concede to our critics that our own actions to defend against its threats are responsible for fomenting the terrible evil of radical Islamic extremism, and their resolve to combat it will be as flawed as their judgment.

I intend to defeat that threat by staying on offense and by marshaling every relevant agency of our government, and our allies, in the urgent necessity of defending the values, virtues and security of free people against those who despise all that is good about us.

These are but a few of the differences that will define this election. They are very significant differences, and I promise you, I intend to contest these issues on conservative grounds and fight as hard as I can to defend the principles and positions we share, and to keep this country safe, proud, prosperous and free.


publicado por Bruno Gonçalves
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A vitória de Ron Paul
The Mouse that roared: Why Ron Paul won the election

Well now, Republicans say, we have a nominee. That may very well be but there was only one clear winner in the confusing GOP nominating contest and it was not John McCain. The winner was Ron Paul. And the effects of his win will be felt for years to come.



Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
A falência da esquerda (II)
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João Marques de Almeida escreve na edição de Fevereiro sobre a crise generalizada da esquerda na Europa. Mas como uma revista mensal leva o seu tempo entre a escrita e a publicação, excluia ainda a Itália, juntamente com a península latina, dessa falência dos socialismos europeus. Com a dissolução do governo de Prodi, só Espanha e Portugal resistem à onda. Até quando?


Yes We Can!
Yes we can!

publicado por aLaíde Costa
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Super Tuesday

lexotan.jpg



publicado por aLaíde Costa
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Obama: a imagem perfeita no momento certo
A força de Obama. Por André Abrantes Amaral.

Por que é Barack Obama a melhor escolha dos democratas? Pela mudança que promete? Apenas por ser negro? Por ser novo? Porque discursa bem? Ou será por todas estas razões que juntas, fazem um candidato?


O pior, temo eu, vai ser quando (e se) chegar a altura de descobrir as políticas que correspondem à imagem...

publicado por André Alves
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008
That kind of crazy you wash down
Ron Paul is insane


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