Sábado, 25 de Agosto de 2007
A estátua, revisited
"What really annoys the Kremlin crowd is that Estonians (like many others in eastern Europe) regarded the arrival of the Red Army in 1944-45 not as a liberation, but as the exchange of one ghastly occupation for another."
Isto, na Economist, lembrou-me uma crónica na Atlântico, e um post aqui em baixo (que não encontro) sobre uma estátua.
Repetindo a crónica:
"O primeiro sinal de mudança chegou cedo, pouco depois da adesão de dez novos países, oito deles outrora debaixo do domínio soviético. Quando, em 2005, se celebraram os 60 anos do fim da IIª Guerra Mundial num tom de assinalável alegria, os recém-chegados ao clube europeu destoaram. Em vez de alinharem no tom e no espírito das celebrações, de diferentes formas, os dirigentes europeus do Leste da Europa, e vários deputados Europeus vindos desses países, fizeram questão de insistir no detalhe de que enquanto uns celebravam o dia em que começaram 60 anos de paz, outros, eles, não tinham grandes razões para celebrar: ao terror Nazi (cujo fim era geralmente bem-vindo), sucedeu-se o horror soviético. A questão não é, nem era, de comprar um e outro - comparar horrores é um exercício pouco inteligente. O que estava em causa era perceber que a História, conforme nós a lemos, é lida de outra forma do outro lado da fronteira. Mesmo que a fronteira já não exista. Infelizmente, pouca gente parece ter prestado suficiente atenção a este facto."