Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Pois, os terroristas
Permitam-me a falta de modéstia de sugerir a leitura deste meu texto. Só porque levo algo a mal que se chame mártires a terroristas suicidas. Digamos que é dar-lhes a dignidade desta palavra, o que manifestamente não merecem.

(Adenda: Clarifique-se, porque não está claro, que a minha objecção é apenas à qualificação de "mártires", não às restantes palavras de AHC.)

publicado por Maria João Marques
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Comentários:
De José Carmo a 31 de Janeiro de 2008 às 09:01
Como já tinha dito, caro "euroliberal", o que vale é que se satisfazem com farronca…

Continue a masturbar-se na sua própria fantasia.


De Maria Marques a 30 de Janeiro de 2008 às 03:09
Claro que não fiquei com a ideia que o AHC estivesse a absolver os terroristas. Mas "mártires", mesmo que acompanhado de "terroristas", é excessivamente benevolente para descrever quem provoca a morte do maior número de inocentes que conseguem. Dá a ideia que, através dos seu acto terrorista, estão no fundo a defender a sua fé.


De Paulo Pinto Mascarenhas a 30 de Janeiro de 2008 às 02:55
Maria João Marques, não estou aqui para defender ninguém, nem o AHC precisa de defesa, mas ele escreveu mártires terroristas - e repetiu a palavra terrorismo desde o início do texto.


De Euroliberal a 30 de Janeiro de 2008 às 17:47
"como é que tantos milhões de muçulmanos façanhudos e cheios de valentia, têm sido repetidamente derrotados por meia dúzia de israelitas." pergunta o tolo JC...

Logo hoje que saiu o relatório Vinograd. Só um naco:

"A quasi-military organization withstood the strongest army in the Middle East for weeks," he said. Hezbollah rocket fire on the Israeli home front continued throughout the war, and the IDF failed to provide an effective response," (...) Daily life was disrupted, residents left their homes and entered bomb shelters. (...) These results had far-reaching consequences for us and our enemies," .
in Haaretz

Quer-se dizer, 3.000 leões do Hezbolah, só com armas ligeiras, sem aviação nem marinha, derrotaram num mês 30.000 amélias das SS Tsahal, que regressaram do Líbano com 120 mortos e centenas de feridos aterrorizados, apesar de todo o poder aéreo, e com as traseiros mais rotos que o chapéu de um pobre... 5 helicópteros, 50 Merkavas ("o melhor tanque do mundo", eh, eh, eh...), a melhor fragata da marinha, etc. foram destruídos.

Para se vingarem, estes cobardes derrotados por HOMENS (HURRAH !) na frente onde não conseguiram capturar uma só das aldeias fronteiriças (Hurrah !) , vingaram-se bombardeando as mulheres, crianças e velhos da rectaguarda, causando 1300 mortos civis. Disseram que voltariam em breve para a desforra, mas até hoje, nicles... É que ainda lhes doiem os fundilhos da primeira vez....

Todo o mundo islâmico percebeu que as amélias sionistas são uns panascóides cobardolas que acabam sempre derrotadas às mãos de mujahedins corajosos. O deterrence power de iSSrael evaporou-se... Em breve um novo Saladino porá fim a esses regime satânico e criminoso....


De José Carmo a 30 de Janeiro de 2008 às 18:47
Pois, é "euroliberal", verbo não lhe falta...costuma dizer-se que cão que ladra não morde.

É verdade que Israel não alcançou uma vitória esmagadora mais por hesitações do poder político do que pela combatividade dos “civis inocentes” ou “resistentes” (terroristas, em português).
Se dúvidas houvesse, bastaram menos de 48 horas para que a máquina militar israelita, livre das tibiezas políticas e usando os princípios da guerra como devem ser usados, chegasse ao rio Litani, matando mais de 600 “civis inocentes”.
Os disparos de mais de 3000 sofisticadas armas anticarro do Hezbollah, acabaram por penetrar apenas 20 carros de combate, na verdade bastante menos que os abatidos na invasão de 1982.
Mesmo assim, mais uma lição foi aprendida e o Tsahal prepara-se para instalar em cada viatura um novador sistema que as tornará praticamente invulneráveis a foguetes e misseis .
Quanto aos foguetes, arma de pouco valor militar e destinada apenas a aterrorizar populações, já está em bom estado de desenvolvimento um sistema de defesa Nautilus que, nos próximos tempos, será certamente relançado, anulando a capacidade ofensiva do Hezbollah .
Israel destruiu por completo os lançadores de médio e longo alcance do Hezbollah e a sua força aérea mostrou-se capaz de atingir tudo o que quis, onde quis e quando quis, invulnerável à defesa aérea do Hezbollah, o que não pode deixar de ter sido convenientemente anotado pelos seus titereiros iraniano e sírio.
Quanto ao Hezbollah, só a delirante propaganda dos loucos de Alah lhes permite reclamar vitória.
O Líbano ficou praticamente destruído, as populações “protegidas” pelo Hezbollah tiveram de fugir em massa, o arsenal e as infraestruturas do Hezbolah foram reduzidas a uma expressão mínima e o movimento terrorista viu-se obrigado a aceitar a presença do Exército libanês nas fronteiras com Israel e no terreno onde era rei e senhor, o que tornará muito problemática qualquer nova incursão ou ataque em território israelita, pelas consequências que isso traria para o Líbano como estado-nação.
Irónicamente, em função da sua "divina vitória”, mais “cruzados” se instalaram e patrulham agora o “território sagrado do Islão”.
O Hezbollah ficou também a saber que Israel mantém a “anima” a vontade de se defender e admitir perdas em combate e que não hesita em ir onde for preciso para prosseguir esse fim. Nasralah percebeu que terá de pagar um preço muito alto por cada gracinha que se resolva levar a cabo, mesmo que incitado pelos seus titereiros.
E a época das contas não tarda.
Os dirigentes árabes sunitas perceberam bem a ameaça iraniana que espreita por detrás do Hezbollah e é inevitável que tudo farão para minar e destruir o testa de ferro do xiismo persa.
No meio de tudo isto, importa dizer que o Irão foi, até ao momento, um dos grandes beneficiados desta guerra (por isso a desencadeou).

Mais dia menos dia, será necessário ir às raízes do problema, porque se tornou óbvio para toda a gente que no dia em que um Irão governado por fanáticos de Alah, tenha uma ogiva nuclear, ela irá inevitavelmente parar à cabeça de um foguete do Hezbollah ou do Hamas.

De qq forma a sua retórica é absolutamente delirante e satisfaz-se com pouco.
O simples facto de o Hezbolah não ter sido completamente destruído é visto pelos tontos como uma terrível derrota para Israel.
Infelizmente as "brilhantes tácticas militares" do Hezbolah, nomeadamente a táctica de se esconder atrás de mulheres e crianças, não lhe permitiu manter uma única posição no seu território, tendo bastado a Israel algumas horas para atingir o Rio Litani, quando o decidiu fazer.

O que vale é que se satisfazem com farronca...


De Goldie a 30 de Janeiro de 2008 às 15:59
Euroliberal,

Obrigado pela resposta.


De Euroliberal a 30 de Janeiro de 2008 às 15:13
"Goldie, fez a pergunta de um milhão de dólares."

E eu dei a resposta que vale mais de um trilião de dólares. Ou melhor....valeria se tivesse sido tida em conta, pelo menos em 2003.... e muitissimos triliões se o fosse em 1948...

Quanto ao Quénia: é obvio q


De Euroliberal a 30 de Janeiro de 2008 às 15:17
(cont.) ...que foi a camonada que empurrou o presidente cessante e derrotado nas eleições para manipular o seu resultado a fim de se manter no poder, porque parece ser uma peça essencial na "war on terror" (leia-se: war for iSSrael and for oil....and, after all, for nothing).

O resultado da exportação da "democracia" americana para o Quénia são para já perto de 2.000 mortos e a destruição de uma das poucas (verdadeiras) democracias de Africa...


De José Carmo a 30 de Janeiro de 2008 às 17:11
"talvez esta questão do Quénia também tenha a ver com o nível de pobreza do país"

Há sempre "explicações" mais ou menos em intencionadas e racionais.

Mas este tipo de erupções violentas são típicas de África.
Está tudo mais ou menos tranquilo e de repente, por uma razão qualquer (têm sido as mais variadas) abrem-se as portas do inferno.

É como os gafanhotos....bicho pacífico e engraçado que vai debicando umas ervinhas aqui e ali e tenta passar desapercebido.

Assim que atinge mais que uma certa densidade por metro quadrado, não sei se é o ruído , a fricção, ou o que quer que seja, mas cria-se um superorganismo destrutivo que leva tudo à frente, numa orgia suicida e predadora.

O ser humano, quando apeado de certos valores culturais é tb assim. As razões não interessam muito, basta que se crie a dinâmica, que depois ela marcha por si.

Já se passou antes, em Angola, no Ruanda, no Zaire, no Zimbabwe, no Congo, na Nigéria, em Los Angeles, etc,etc.

E depois, passados uns dias, volta tudo a estar numa calma impressionante.

Julio Dinis relata uma situação semelhante, no seu Morgadinha dos Canaviais.

Em África, estas orgias são muito mais frequentes...


De José Carmo a 30 de Janeiro de 2008 às 17:26
O "euroliberal", como habitualmente, continua atolado nos exageros da própria linguagem.
Parece ainda não ter entendido que não é por muito adjectivar que os seus "argumentos" deixam o registo do patético.
Enfim, o resultado obvio da leitura dos Protocolos dos Sábios de Sião.
O Adolfo leu e foi a correr escrever o Mein Kampf.
O "euroliberal" não é tão prolífico, mas a tara é a mesma.

Com tanta farronca na tecla, cabe perguntar o que é que anda aqui a fazer, em vez de ir queimar sinagogas, vandalizar cemitérios, alçar o rabo para Meca ou ( ouro sobre azul) fazer-se explodir e ir jogar à bisca com o Alá e com os milhares de terroristas que os americanos, amigos como ninguém, têm mandado ao encontro das 70 virgens huris.

Entretanto, ó génio, como é que tantos milhões de muçulmanos façanhudos e cheios de valentia, têm sido repetidamente derrotados por meia dúzia de israelitas.

Particularmente saborosa foi aquela investida do Gen Ariel Sharon, com uma brigadazinha blindada, desbordando e obrigando à rendição de todop o 3º Exército egípcio.

E aquele esquadrão de carross de combate israelitas que pôs em fuga para Damasco, toda uma Divisão Blindada síria , 20 carros contra centenas, uma vergonha, ó "euroliberal".

Se não fossem os americanos, Sharon tinha ido molhar os pés ao Cairo e Damasco teria de ajoelhar aos pés de David.

Tanta farronca e foi precisa a intervenção americana para salvar os "heróis" da treta.


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