Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
It ain’t me babe
Aqui há uns tempos, a ler sobre a normalização da política externa alemã, descobri que existia uma espécie de conselho de apoio à decisão política formado por intelectuais e artistas. Antes de uma grande decisão, o Chanceler convocaria este conselho, arauto da sociedade civil. Foi o caso, por exemplo, da condenação da invasão do Iraque. A visão proposta é supostamente descomprometida, servindo para sossegar a opinião pública em relação ao controlo do próprio governo (sim, a Segunda Guerra Mundial ainda tem ecos na vida alemã).

O papel mais ou menos relevante que a elite cultural tem, e o seu impacto político, fez-me lembrar o grande Bob Dylan, e a maneira como se levava a sério nessa intervenção:

Reporter: How many people who major in the same musical vineyard in which you toil, how many are protest singers? That is, people who use their music, and use the songs to protest the uh, social state in which we live today, the matter of war, the matter of crime, or whatever it might be.
Bob Dylan: Um... how many?
Reporter: Yes. How many?
Bob Dylan: Uh, I think there's about uh, 136.
[People around him giggle. The reporter doesn't laugh]
Reporter: You say ABOUT 136, or you mean exactly 136?
Bob Dylan: Uh, it's either 136 or 142.

publicado por Ana Margarida Craveiro
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