Quarta-feira, 25 de Julho de 2007
Descubra as diferenças
Curiosidades do jornalismo
made in Portugal, no seio da imprensa
dita «séria». No Domingo, na sua edição online, podia ler-se esta notícia no
Público: Israel mata quatro pessoas em ataques em Gaza (22.07.2007 - 23h17 )
Israel matou hoje quatro homens armados palestinianos na Faixa de Gaza, dois num assalto terrestre e dois num ataque aéreo a militantes que lançavam “rockets” contra o Estado judaico, disseram testemunhas palestinianas e médicos (...).
Na segunda-feira, por volta das 11 da matina, a mesma notícia sofria uma metamorfose digna de registo:
Exército de Israel mata quatro homens armados em Gaza (22.07.2007 - 23h17)
O Exército de Israel matou hoje quatro homens armados palestinianos na Faixa de Gaza, dois num assalto terrestre e dois num ataque aéreo contra militantes que lançavam "rockets" contra o Estado judaico, disseram testemunhas palestinianas e médicos (...).
Diferenças? No título, as quatro pessoas passaram a ser chamadas de «homens armados». No corpo da notícia, a tenebrosa e abstracta entidade «Israel» passou a «o Exército de Israel». Ena. A coisa está a evoluir favoravelmente. Há uns meses, ou há uns anos atrás, as «pessoas» continuariam a ser «pessoas», e o carrasco seria obviamente o mesmo: «Israel». Não haveria lugar a correcções. «Israel» (ou seja, toda aquela «canalha») matava «pessoas». Ponto final.
Hoje, há já alguém que repara na coisa e se digna a corrigir as palavras, concorrendo para a verdade: as «pessoas», afinal, são, ou podem ser, uns gajos armados que até andam a lançar uns «rockets» contra o Estado judaico (ainda assim, estou em crer, coisa pouca, tendo em conta que estamos a lidar com o gigante Israel e a pequerrucha e inocente Palestina). Seja como for, já não era sem tempo. Eu, que sou um pessimista em relação a quase tudo – inclusivamente em relação ao futuro de Israel –, acredito que vai chegar o dia em que finalmente uma notícia deste tipo receberá, desde logo, ou seja, desde o minuto
x da hora
y do dia
z, um tratamento correcto. A dispensar correctivos.
De Euroliberal a 26 de Julho de 2007 às 09:29
Os mártires que morreram (e que não deixarão de ser vingados a seu tempo com juros elevados) eram PATRIOTAS DA RESISTÊNCIA que cumpriam o dever moral e patriótico de atacar as forças ocupantes das SS Tsahal. Do ponto de vista do direito internacional, a resistência ARMADA ao ocupante é sempre legítima (defesa) ao passo que a ocupação é sempre um crime de guerra passível de forca. É isso que acontecerá: os criminosos nazi-sionistas-apartheidescos serão justiçados...mas talvez pelo sabre, segundo os costumes locais ! Porque Deus é grande !
[...] caixa de comentários, mais abaixo: Os mártires que morreram (e que não deixarão de ser vingados a seu tempo com juros elevados) [...]
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