Começo pelo óbvio: V. Exa. é o máximo. Em apenas oito linhas, V. Exa. revelou uma macedónia de emoções e sentimentos: o seu radicalismo, a sua intolerância, a sua falta de sentido de justiça e de equidade, uma profunda ignorância da História e, em jeito de cereja em cima do bolo, a boa da tese da «ocupação», fazendo crer que a comunidade judaica que ali se instalou, mais o seu Estado de Israel, ocupou outro país, num território que lhe era estranhíssimo (tendo expulsado, para o efeito, um povo homogéneo chamado de «palestiniano»). Em apenas oito linhas, é obra. E foi tanta a informação que V. Exa. nem reparou que a sua lógica – a da resistência – serve da mesmíssima forma como argumento o outro lado, ou seja, Israel. Eles também tentam «resistir» aos agressores, não é? Ah, pois, já sei: Israel é que é a «potência ocupante»! Tem V. Exa. toda a razão. Israel está ali a mais. Caramba!: aos judeus poder-lhe-ia ter sido entregue outro pedaço de terra em local bem mais familiar como, sei lá, Portugal, Alemanha, Itália, Tunísia, Mónaco, Luxemburgo, etc., não acha? Mas também já viu a chatice que era para os portugueses, alemães, italianos, tunisinos, monegascos, luxemburgueses, etc., serem «ocupados» por aquela corja? Vá, V. Exa. confesse: eles deveriam ter sido dizimados e pronto, não é? Hitler ficou aquém do desejável para a humanidade, não foi? Estes judeus só têm feito merda ao longo de séculos, não é? São um empecilho do caraças, não são? Por que carga de água se lembraram eles de sonhar com um local de acolhimento, com uma pátria, quando poderiam belamente continuar a viver nas suas comunidadezinhas em cada país? Bom, é certo que, e V. Exa. certamente concordará, essas comunidadezinhas, apinhadas de judeus, também só davam chatices. Sobretudo porque eles até eram bons naquilo que faziam - acumulavam riqueza, eram inteligentes, destacavam-se nas artes, etc. – e isso, às vezes, acabava por revelar a mediocridade vigente ou despoletar a cobiça e a inveja. Só chatices. Portanto, só nos resta uma alternativa. Para que é que havemos de andar aqui a perder tempo? Com sabre, diz V. Exa.? Pouco prático. Arcaico, até. Eu aconselharia o Zyklon-B. Já se revelou bastante eficaz, no passado. O que é que acha?
"Ah, a propósito, sabe quem mais armas enviou para Israel em 1948, através da Checoslováquia?
Nem mais…a URSS.
As voltas que a história dá, hem?"
não vejo grande volta. Moscovo e os seus lacaios dos "Partidos Comunistas" sempre estiveram (abertamente ou de forma disfarçada) contra as lutas dos povos oprimidos - veja-se a guerra de Espanha, em que o PC passou o tempo a "apunhalar pelas costas" os trabalhadores revolucionários da CNT.
Porque é que haveria de ser diferente na questão palestiniana?
Não sei se essa é a posição do CCC, mas também é curioso quando alguns defensores de Israel negam (com alguma razão) o "direito ao regresso" dos refugiados palestinianos, dizendo "só são refugiados os que saíram em 1947/49, não os seus descendentes" e depois defendem o "direito ao regresso" dos judeus porque, há 2 milénios, os seus antepassados viviam lá.
De Euroliberal a 30 de Julho de 2007 às 12:48
Porque é que continua a haver cada vez mais refugiados palestinianos ?
Porque os refugiados palestinianos desde 1948 NUNCA PERDEM ESSSE ESTATUTO , a não ser quando fimalmente regressarem à Patria após a libertação. Os estados em que estão abrigados proibem a sua naturalização (e dos seus descendentes), porque isso seria colaborar com os nazi-sionistas na sua miserável politica de limpeza étnica.
Não estão à espera que os estados árabes branqueiam os crimes contra a humanidade cometidos por iSSrael desde 1948, pois não ?
De Euroliberal a 30 de Julho de 2007 às 12:49
O cristianismo e o judaísmo projectam visões políticas diferentes acerca do mundo. O cristianismo, como cisão do judaísmo, afirmou desde o início, como marca distintiva, o seu carácter universalista. O Deus da Nova Aliança era o Deus de todos os homens, não o do “povo eleito” da Aliança do Pentateuco - a matriz judaica. Daí o amor ao Próximo, ao Outro, como argumento moral primordial do cristianismo. Sendo Deus universal, de todos os povos - judeus, romanos e gentios - Ele está, assim, no Outro. Amar o Outro é, pois, amar a Deus. O cristianismo é, por isso, desde os seus primórdios, inclusivista - inclui o Outro - e pretende a sua Salvação.
O judaísmo, pelo contrário, é exclusivista. Jeová é só seu - deles -, dá-lhes em exclusivo a Terra Prometida, e a afirmação identitária do povo eleito é alcançada pela exclusão do - e em conflito permanente com o - Outro, cuja salvação igualitária não é prevista, antes o seu aniquilamento.
Não é por acaso que os principais teorizadores do neoconservadorismo americano são quase exclusivamente judeus. Judeus (e cristãos evangélicos) foram escolhidos por Deus para submeterem o mundo num Armageddon apocalíptico que abriria as portas ao mundo novo.”
De Euroliberal a 30 de Julho de 2007 às 12:43
Tudo está condicionado desde 1948 pela ilegalidade da colonização-invasão da Palestina por nazi-sionistas que ai estabeleceram um Estado judeu, isto é, só para crentes da religião judaica, com expulsão de 80% dos não-judeus aí residentes desde tempos imemoriais.
É obvio que issso violou frontalmente a Carta das Nações Unidas e os principios gerais do direito internacional. Nomeadamente o de que a descolonização (auto-determinação) deve sempre ser efectuada mantendo as fronteiras coloniais (sem divisões de território) e a favor da população então residente no território colonial, seja qual for a religião de uns e outros (o que proibe re-colonizações por terceiros vindos do exterior em substituição do colonizador de saída).
Como foi este escândalo jurídico aprovado por uma resolução da ONU (de hierarquia inferior à Carta e principios gerais) ? Bom, o ambiente de complexo de culpa pelo holocausto judeu dos europeus (que então formavam quase exclusivamente a ONU) jogou aí sem dúvida, até porque se tratava de fazer pagar por terceiros (os palestinianos, sem NUNHUMA responsabilidade no holocausto) os crimes de alguns europeus. Santa hipocrisia ! Dr qualquer modo resolução ilegal por violação de normas superiores.
Mas mesmo essa resolução que reconheceu a Nakba (o início da Shoa palestiniana) poderia ser uma base de solução aceitável se compreendida em conjunto com A CONDIÇÃO SINE QUA NON que enunciava: A OBRIGAÇÃO DE RESPEITAR O DIREITO DE RETORNO DE TODOS OS EXPULSOS PELOS TERROR SIONISTA.
Porque através desse sagrado direito de retorno (a que nenhum árabe, mesmo o mais “moderado” ainda renunciou), permanentemente violado pelos nazi-sionistas (para quem os palestinianos são subhomens, ou Untermenschen) poder-se-ia chegar á solução plenamente legal: ONE LAND, ONE MAN, ONE VOTE. E ao consequente governo de maioria (islâmica), segundo o princípio democrático. Foi a solução que o mundo impôs aos racistas sul-africanos (foram totalmente embargados até aceitarem demantelar o apartheid…) e que terá também de impôr aos racistas sionistas-apartheidescos de israel, de preferência antes que a Nação árabo-islâmica se levante de vez e esmague essa escória da humanidade, esse tumor que ameaça a Paz Mundial.
A existência de uma entidade racista-apartheidesca- teocrática-fundamentalista-militarista-nuclear-sionista na Palestina é pois completamente ilegal desde 1948, e qualquer ataque a esses foras-da-lei internacional é legítimo.
O ladrão de terras, o “limpador” étnico e religioso, o genocida, o ditador fundamentalista que exclui do voto 60% dos residentes de jure, mantem na cadeia 12.000 presos políticos sem julgamento, alguns há 30 anos, e executa sumariamente centenas de oposicionistas ao regime por ano, NÃO PODE INVOCAR QUALQUER NORMA LEGAL EM SEU FAVOR, a não ser as que impõem um julgamento justo.
Deixemo-nos de brincar aos juristas de má-fé. O direito é uma coisa muito séria.
A verdadeira pergunta/questão (que Ahmedinejad repetidamente formula e a que nenhum sionista ainda conseguiu responder), é a seguinte:
Mas que é que o povo palestiniano tem a ver com o holocausto judeu para ser ele a pagar a factura de crimes alheios ?
[Provavelmente os árabes também não aceitariam um partilha da Palestina como eu propus acima, mas seria mais justa de acordo com os meus critérios de legitimidade]
De Euroliberal a 30 de Julho de 2007 às 12:51
O massacre de Deir Yassin (1948) pelos nazi-sionistas (um entre muitos)
Deir Yassin, era uma típica vila palestina, com pouco mais de mil habitantes, por volta de 1948. Também foi dado como nome simbólico de uma das fases da guerra de ocupação sionista, com o objetivo específico de obter mais territórios e de expulsar os habitantes nativos do “Estado Judaico”.
(…) Em abril, comandantes locais dos grupos terroristas Irgun e Stern procuraram o comandante da Haganah em Jerusalém, David Shaltiel, desejando tomar parte na operação destinada a abrir um corredor entre Jerusalém e Tel-Aviv. Embora receoso, Shaltiel acabou por autorizar o ataque, embora argumentasse que haveria outros motivos mais valiosos do ponto de vista militar. A operação foi chamada de Unidade, por reunir numa só ação os três setores das forças judaicas-Haganah, Stern, Irgun-, embora a primeira entrasse, a princípio, apenas com apoio “logístico” e armamentos, além de enviar um “observador”, o jovem oficial Meir Pa’il. Nos dias seguintes, os líderes dos dois grupos terroristas reuniram-se para planejar o ataque, que visava “quebrar” o moral árabe e criar pânico entre os árabes palestinos. Segundo um comandante da Irgun, a maioria dos comandantes presentes às reuniões “decidiu pela liquidação de todos os homens da aldeia e quaisquer outros que se opuséssem a nós, mesmo que fossem velhos, mulheres ou crianças”.
Na madrugada o dia 9 de abril de 1948, a força de assalto sionista, com 120 homens, aproximou-se da aldeia. Os sentinelas, armados com velhos rifles turcos, alertaram a população, que rapidamente começou a fugir para as aldeias vizinhas, enquanto alguns homens faziam frente aos invasores. No começo, os sionistas fizeram pouco progresso; segundo o observador da Haganah, Meir Pa’il: “Eles conseguiram ocupar apenas a metade oriental da aldeia, não conseguindo ocupar a parte ocidental. Dez ou doze árabes atiravam contra eles usando apenas rifles, não tinham armas automáticas, e seguraram-nos do lado oriental”. Percebendo a dificuldade dos invasores sionistas, o próprio Pa’il enviou um mensageiro a uma base próxima da Haganah, solicitando reforços. Logo, um pelotão da Palmach(a força principal da Haganah)chegou aldeia, ocupando-a em poucos minutos e sem nenhuma baixa. Com a vitória, o pelotão da Palmach retirou-se, deixando as ações sob responsabilidade dos comandantes terroristas.
O que se seguiu na aldeia foi a mais brutal selvageria, e embora até hoje a literatura sionista e israelense divida-se quanto aos seus motivos e consequências, há unanimidade entre historiadores árabes e ocidentais, e entre observadores de organizações humanitárias. de que o que houve em Deir Yassin foi uma matança deliberada e cruel da população civil com o objetivo de atemorizar os habitantes de toda a região e provocar sua fuga. Anos depois, o jornal judaico-americano Jewish Newsletter relatou:
” Depois que os homens da Haganah se retiraram, membros da Irgun e do Grupo Stern perpetraram as mais revoltantes atrocidades: 254 homens, muilheres e crianças árabes foram massacrados a sangue frio e seus corpos mutilados foram atirados em um poço; mulheres e moças árabes capturadas e trazidas para Jerusalém em caminhões e conduzidas em parada pelas ruas, onde eram humilhadas e cuspidas. No mesmo dia, os irgunistas deram uma entrevista à imprensa na qual disseram que amatança coletiva era uma “vitória” na guerra de conquista da Palestina e da Transjordânia”.
Para completar a ocupação, os terroristas jogavam granadas pelas portas das casas e metralhavam indiscriminadamente a todos os que viessem pela frente. mulheres tiveram suas barrigas rasgadas por baionetas, e crianças foram mortas em frente a suas mães. Uma comissão inglesa que entrevistou sobreviventes alguns dias depois, conclui que “muitas atrocidades sexuais foram cometidas pelos atacantes judeus. muitas mulheres foram estupradas e depois trucidadas. Mulheres idosas também foram molestadas”. Alguns corpos foram encontrados com mais de 60 tiros, ou com membros amutados. Quinze casas foram dinamitadas, incluindo a casa do muktar, enquanto as demais foram saqueadas.
De acordo com o médico da Cruz Vermelha, Dr. Jacques de Reynier: “A limpeza foi feita com metralhadoras e depois granadas de mão. Foi terminada com facas, qualquer um podia ver isso”. O médico suíço ficou particularmente chocado por uma das terroristas que segurava uma faca. “Uma bonita jovem israelense com olhos criminosos, mostrou-me uma faca com sangue ainda pingando, ela me mostrava aquilo como se fosse um troféu”. O comportamento dos terroristas sionistas lembrou o médico da Cruz Vermelha de seu serviço durante a segunda guerra mundial, quando lhe veio a mente uma cena em que viu “uma jovem nazista apunhalar um casal de velhos sentados em frente de sua cabana”.
O saldo do massacre foi de 254 civis palestinos mortos, grande parte constituída por crianças, mulheres e idosos. Os sobreviventes fugiram aterrorizados, abandonando a aldeia e disseminando o pânico entre a população palestina. Entre os invasores, o número total de mortos foi de QUATRO.
Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Deir_Yassin”
De Euroliberal a 30 de Julho de 2007 às 12:46
Intolerância islâmica ? Venham factos: Um só país islâmico (tirando a Arabia Saudita, onde nunca existiram) onde tenham sido fechadas igrejas e sinagogas e isto desde 632 ? Factos, venham ! O que se sabe é que a Igreja de Santo Sepulcro de Jerusalém, o Mosteiro de Santa Caterina do Sinai (entre milhares de outros) estão ininterruptamente abertos e ocupados por monges cristãos desde os tempos bizantinos (pré-islâmicos), mesmo nos tempos mais recuados da alta idade Média. Os cristãos e judeus eram e são quase sempre uma minoria protegida e priviligiada Ainda hoje no Egipto e Líbano assim acontece com os cristãos. As profissões liberais, por exemplo são maioriotariamente cristãs (coptas, maronitas, etc) !!! Há ministros cristãos nos governos egípcio, palestiniano, libanês, iraquiano, etc. Não há fundamentalismo. Todas as religiões têm direito à cidadania, ao voto e ao respeito da propriedade (ao contrário do que acontece na entidade nazi-sionista !).
Em iSSrael até entre judeus há racismo. Os judeus de primeira são os askhenazins (NÂO SEMITAS), toda a classe política é askenazin (a execpção , Peretz, é ridicularizado todos os dias pelos jornais, dado que os sefarditas (2ª classe) são considerados “burros” pelo establishment…Depois vêm os “russos” (3ª classe) e finalmente os “pretos”, os falachas etíopes, cujo sangue dado em recolhas publicas é secretamente lançado fora por “impuro”. No fundo da sociedade RACISTA-APARTHEIDESCA ISRAELITA, estão os não judeus, os Untermenschen, os arabes israelitas, que não pertencem ao “povo eleito” e por isso não pode entrar no exercito nem morar nos quarteirões judeus, etc.
Israel mete nojo. É um “estado” pária, racista, fundamentalista, apartheidesco, terrorista, genocidário. A escória da humanidade. Um regime a aniquilar e a substituir por uma democracia de todos os cidadãos, independentemente da sua religião, como são todos os países europeus.
"crer que a comunidade judaica que ali se instalou, mais o seu Estado de Israel, ocupou outro país, num território que lhe era estranhíssimo"
Pois era - a maioria esmagadorissima dos indivíduos de origem judaica que se instalaram na Palestina que ligação tinham a esse pedaço de território? Uns antepassados remotos que viveram nesse território? A população anglo-saxónica da América do Norte tem alguns direitos sobre a Dinamarca?
[é engraçado ver liberais a defenderem o direito dos judeus à Palestina/Israel usando argumentos que só fazem sentido numa lógica colectivista]
"Portugal, Alemanha, Itália, Tunísia, Mónaco, Luxemburgo, etc., não acha? Mas também já viu a chatice que era para os portugueses, alemães, italianos, tunisinos, monegascos, luxemburgueses, etc., serem «ocupados» por aquela corja?"
Porque não o antigo "distrito judaico" da Rússia czarista?
De Carlos do Carmo Carapinha a 27 de Julho de 2007 às 00:27
"Porque não o antigo “distrito judaico” da Rússia czarista?" pergunta o Miguel. Já agora, por que não a Sibéria? (com umas pogroms à mistura, isso sim, seria o ideal).
"O “direito ao regresso” dos judeus porque, há 2 milénios, os seus antepassados viviam lá." Sim, sim: na dita Palestina não havia sinal de judeus há dois mil anos. E Jerusalém passou a ser moda entre os judeus após uma promoção da Agência Abreu. E Hebron? E os Túmulos dos Patriarcas? Viagens Halcon.
"Mas também é curioso quando alguns defensores de Israel negam (com alguma razão) o “direito ao regresso” dos refugiados palestinianos, dizendo “só são refugiados os que saíram em 1947/49, não os seus descendentes”". A questão nada tem que ver com datas. É uma questão de bom senso, razoabilidade e sobrevivência. O regresso da totalidade dos refugiados representaria colocar a população judaica em minoria. Já que o Miguel acha tudo «curioso», não é «curioso» os países islâmicos da região não contribuírem para assimilar parte desses refugiados, recebendo-os condignamente? Ó Miguel, porque será?
Comentar post